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vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Desculpe!

DESCULPE!

Se nem sempre soube o que dizer
Se nem sempre consegui te ouvir, entender
Se não aceitei quando quis me acolher
Desculpe!

Pelos caminhos apertados onde entrei
Pelas vezes que fugi, te ignorei
E não soube ser grata, decepcionei
Desculpe!

Pelas dores que às vezes te culpei
Cobrei, e o erro era meu, bem sei
Pelas vezes que desesperei, não confiei
Desculpe!

Pela minha humanidade,  falhei
Em Sua bondade,  me reencontrei
A ti,  gratidão, não desistirei
Por isso… desculpe!

Alda M S Santos

Única

ÚNICA
Sou como uma taça de cristal
Caída, quebrada, colada
Arrumada várias vezes, levantada
Para a vida brindar, animar
Não sou menos valiosa por isso
Tampouco menos bonita
Sou diferente!
Minhas emendas me tornam única
Minhas cicatrizes e marcas me fortalecem
Meus machucados me tornam solidária
Aos machucados dos outros
Minhas dores e medos me fazem empática
Às dores e medos alheios
Minhas falhas e imperfeições me fazem compreender melhor
As falhas e imperfeições das pessoas
O que eu vivi, construí e trago até aqui
Só me é valioso na medida que posso agir
E ajudar outra taça a se reconstruir…
Sou taça renovada, reconstruída!
E daí?
Alda M S Santos

Pouso e repouso

POUSO E REPOUSO

Quero encontrar um porto, um cais
Onde possa organizar o caos, os ais
Lançar âncora, extrair partes mortas
Reavaliar rotas, fechar algumas portas

Voando alto ou baixo, longe ou perto
Alcançando oásis no quente deserto
Quero mesmo é obter saudável pouso
Onde houver paz, harmonia, repouso

Entre rimas, versos e reversos
Na poesia encontro bom pouso
Harmonizo nas palavras, repouso

Nada melhor que a paz de um lar
Descalçar, nu de alma ficar, descansar
Brincar, relaxar, pousar, repousar

Alda M S Santos

Sussurro das estrelas

SUSSURRO DAS ESTRELAS

Elas falam, sussurram baixinho
Piscam, brilham, iluminam tudinho
Será que há alguma num cantinho no céu
Que não quer aparecer, cobre-se com um véu?

Deitada aqui, olhos fixos no firmamento
Tanta gente já se foi, virará esquecimento?
Qual daquelas estrelas será alguém especial
Que se foi, mas ficou no coração, no pensamento?

Elas piscam tanto do lado de lá
Gostam de ser vistas do lado de cá
Será que desejam alguém buscar?

Mundos distintos, diferentes, complementares
Será que também sussurram aos pares
São gotas do oceano no céu, grandes mares

Alda M S Santos

Nos seus versos

NOS SEUS VERSOS

Quero estar registrada em seus versos
Naqueles que mostram que de ti faço parte
Da sua inspiração, do seu pensamento
Que em você sou a própria obra de arte

Quero estar impressa em você
Nos sonhos, no futuro que antevê
No sorriso ou seu jeito afoito de ser
No modo intenso de amar, de querer

Quero ser seus versos, a poesia desejada
Aquela já escrita ou apenas imaginada
A que fica reclusa, na alma guardada

Quero ser sua rima, sua canção, sua sina
A que dá o ritmo, o tom, a que fascina
Quero ser para sempre sua menina

Alda M S Santos

Hoje eu sou

HOJE EU SOU

Hoje eu sou uma versão diferenciada
Nem sempre melhor, talvez menos apimentada
Cuido de mim, cuido dos meus, sou atarefada
Preciso desacelerar, seguir mais relaxada

Sou mais paciência, menos insegurança
Sonho ou realidade, não perco a esperança
De ser, pelo que sou, amada e desejada
Sem me sentir preterida ou frustrada

Um conteúdo diferente no mesmo pote
Sempre atenta para não perder o norte
Ora chorosa, fragil, ora resistente e forte

Hoje eu sou apenas mais uma mulher
Que não desiste de buscar o que quer
Sem perder um pingo da essência sequer

Alda M S Santos

Quando os versos não saem

QUANDO OS VERSOS NÃO SAEM
Vontade danada de escrever, de organizar esse caos
Colocar pra fora o que se espreme aqui dentro.
Mas é tanta coisa misturada, tanta pressão!
Não há uma válvula de escape,
Não há saída de emergência,
E todos os sentimentos, toda essa poesia em mim
Que poderiam vir a ser um poema,
Ficam travados em frases sem nexo,
Se confundem num texto complexo,
E os versos não se materializam,
Se apertam na saída, barram a passagem
A magia e encanto se perdem.
E nada sai…
Quando os versos não saem,
Morre um pouco a poesia,
Morre um pouco de mim…
Alda M S Santos

A cor da poesia

A COR DA POESIA

Qual a cor da poesia, da sua poesia?
Há pitadas coloridas de magia
Ou tem brilhos, reflexos, sintonia
Qual sua mais doce fantasia?

Sua poesia é quente, apaixonada
Escarlate, vermelha, encantada
Ou é branca, receptiva, criativa
Permite minha ação, é interativa

Que tal fazermos assim
Juntar minhas cores com suas cores
Uma bela mistura de dores e amores

Assim, quem sabe é possível
Realizar na poesia nossa aura multicor
E um mundo mais colorido, recheado de amor

Alda M S Santos

Ventania

VENTANIA

Vento, ventinho, ventania
Brisa suave que lentamente acaricia
Tornado, monção, tufão
Daqueles que nos tiram do chão

Assim são as nossas emoções
Brincando com nossos corações
Ora leves, doces, suaves carícias
Ora tempestuosas, grandes malícias

Vento, ventinho, ventania
Sinalizando em nós a magia
Na pele que suavemente arrepia

Vendaval, ciclone, furacão
Nos levam para longe, sem permissão
Balança, sacode, quer nos roubar a razão

Alda M S Santos

Água ou fogo

ÁGUA OU FOGO?
Água ou fogo, calor ou frescor
Calmaria ou tempestade
Doçura, delicadeza e bondade
Ou atitude, agitação, lutas, felicidade
Sem falso pudor?
Água ou fogo?
Em qual deles encontramos o que mais precisamos
Voo livre ou terra firme
Asas ou raizes
Liberdade ou segurança
Troncos ou galhos, flores ou frutos?
Que buscamos?
Almejamos aquilo que nos atiça, energiza
Ou aquilo que nos acalma, tranquiliza
Qual elemento mais nos completa
Água ou fogo?
É preciso ficar alerta
Água que lava, refresca,
Nos leva em seu curso
Ou fogo que nos aquece, alimenta, instiga,
Consome o que nos faz mal
Ativa o bem e apaga toda intriga?
Água ou fogo?
Depende do que mais necessitamos no momento
Ambos podem nos limpar, purificar
Nos permitir recomeçar…
Água ou fogo?
Que saibamos escolher o elemento certo
No momento mais incerto…
Alda M S Santos

Tão pequenos

TÃO PEQUENOS
Tão pequenos somos nós
Diante da grandiosidade do universo
Tão grandes somos nós
Em busca de algo precioso
Tão pequenos somos nós
Quando nos recolhemos em nós mesmos
E ignoramos todo o resto
Tão grandes nos sentimos nós
Frente a tanta batalha inócua
Tão pequenos somos tantas vezes
Ao nos sentir perdidos e sem rumo
Tão grandes somos nós
Lutando, debatendo, ferindo, machucando a todos
Tão pequenos, tão grandes
Depende do referencial
O que vale de verdade, e é preponderante
É o que fazemos de especial
Quando nos sentimos tão grandes
Quando nos sentimos tão pequenos
Tão acompanhados ou tão solitários…
O mundo precisa de gente grande
Não de críticas ou julgamentos
O mundo precisa de gente grande
De sentimentos e de atitudes!
Alda M S Santos

Quero ser

QUERO SER

Quero ser a melhor brincadeira
Naqueles momentos mais sérios
O sorriso nos momentos de apreensão
A lágrima nos instantes mais alegres
O abraço na hora de solidão

Quero ser o forte analgésico
Nas dores crônicas, no mal agudo
A resposta nas dúvidas existenciais
A placa de largada para os desanimados
A esperança para os sonhos tão naturais

Quero ser a fé e a luz brilhante
Nos breus intensos do caminho
A saudade no coração de alguém
A coragem que brota insistente
A doçura para o amargor também

Quero ser broto de amor
Sementes colhidas do coração
Plantadas em terreno fértil
Nascidas nas terras da imaginação
E perpetuadas no jardim dos irmãos em comunhão

Quero ser…

Alda M S Santos

Uma longa estrada

UMA LONGA ESTRADA

Uma longa estrada pela frente
Música no ar, muita coisa na mente
Dirigindo, sem rumo, seguindo
Apenas deixando o tempo passar, fluindo

Desejo de apenas deixar-se levar
Nas estradas de terra, no ar
Num barco, nas ondas do mar
Na imaginação, um bom lugar, talvez ficar

O pôr do sol ao longe observar
Querendo também com ele se esconder
Nascer noutro canto, além-mar

A vida pede ou cede passagem
Não sabe, apenas segue viagem
Ora no centro, ora à margem

Alda M S Santos

De sonho em sonho

DE SONHO EM SONHO

Há sonhos que machucam, fazem sofrer
Há sonhos que curam, fazem vencer
Há sonhos que alegram, fazem sorrir
Há sonhos que desanimam, fazem desistir

De sonho em sonho vamos vivendo…

Há sonhos que despertam, fazem desejar
Há sonhos que encorajam, fazem acreditar
Há sonhos que amedrontam, para esquecer
Há sonhos amalucados, fazem enlouquecer

De sonho em sonho vamos vivendo…

Sofrendo, esquecendo, enlouquecendo
Amando, desejando, querendo
Machucando, curando, acreditando
Sorrindo, seguindo, a vida realizando

De sonho em sonho vamos vivendo…

Alda M S Santos

Um olhar vago

UM OLHAR VAGO
Ela estava sentada naquele banco debaixo de uma grande árvore no parque.
Gostava muito de ir ali para pensar, relaxar, abstrair-se dos problemas.
Tempo frio, vento de agosto, o sol brilhava, mas pouco aquecia.
Jardim bem cuidado, lindas flores, perfumado, borboletas e beija-flores.
Crianças corriam, subiam, desciam, escorregavam, pedalavam, riam. Totalmente alheias ao mundo confuso dos adultos.
Um grupo de mães mais a frente vigiava. Falavam do mundo infantil. Algumas com bebês nos carrinhos, vez ou outra ofereciam água às crianças.
Um casal enamorado sentado de frente um para o outro, imersos um no outro.
Um senhor de idade meio indefinida, cabelos ralos e brancos, parecia distraído, acessando muitas lembranças. Carregava um jornal que não lia, olhar ao longe.
E ela ali, pensando, imaginando, observando…
As crianças continuavam a algazarra. Uma bola veio aos seus pés, jogou de volta com um sorriso.
O casal parecia cada vez mais desligado do entorno, mais mergulhados em si mesmos.
As mulheres continuavam uma conversa animada sobre os preços no mercado.
O senhor lentamente se levantou, limpou uma sujeira imaginária na própria calça, conferiu o banco, guardou o jornal na sacola e veio andando.
Derrepente a bola passou veloz no ar em direção àquele senhor.
Ela, num impulso, saltou e interceptou a bola antes que atingisse o alvo. Certamente derrubaria aquele senhor.
As mães ralharam e chamaram as crianças para ir embora. Umas reclamavam, outras choravam.
O casal olhou distraído para aquilo que ousava tirá-los de seu mundo e voltou a se beijar.
O senhor demonstrou gratidão, aceitou a sugestão dela e sentou-se novamente.
Olhou bem para ela, sorriu, um doce sorriso que iluminou todo aquele rosto.
Pegou o jornal, abriu, tirou de dentro dele um livro, o seu livro…
“É você, não é?” – afirmou sem esperar resposta com surpresa e alegria. “Adoro seus poemas”.
Ela também sorriu. A poesia tomou conta do parque .
A conversa fluía solta, o olhar já não era mais vago…
Alda M S Santos

Amanhecendo

AMANHECENDO

Uma nesga de luz atravessa a persiana
E entra sem cerimônia, sem pedir licença
Invade espaços escuros, traz o alvorecer
Acordo, não era pesadelo, acabo por perceber

A angústia e o medo estão ali ainda, apertando
Silêncio lá fora, barulhos cá dentro, sufocando
Insegurança, apreensão misturada à esperança
Coragem e fé com os temores lutando

Mais um dia começando…
Há muito ainda por fazer… será?
Terei tempo, energia, saúde… a que preço?
O que a vida me reservará.. eu mereço?

Friozinho, pássaros em alvoroço… levanto?
A luz do sol parece indiferente à minha exitação
Não respeita barreiras ou obstáculos
Segue invadindo, iluminando… pura excitação

Mais um dia… levanto e acendo em mim o alvorecer
Ao medo peço para esperar o que irá acontecer
Até quando… quem poderá dizer?
Uma oração… vou amanhecer…

Alda M S Santos

Meu pai

MEU PAI

Meu pai é simples, não tem muita  instrução
Muito religioso, um bom coração
Gosta de mato, roça e rezar o terço
Cuida da saúde,  não tem vícios
Sabe que quem abusa paga o preço
É uma pessoa muito simpática, foi namorador
E isso nem sempre foi bom, causou dor
Mas é meu pai, a ele meu abraço, meu amor…

Alda M S Santos

Pais e filhos

PAIS E FILHOS
Pais e filhos, filhos e pais…
Não sabemos o que o amanhã nos reserva
Quem vai para o outro lado da vida primeiro
O que podemos encontrar do lado de lá
Quanto tempo ainda nos resta do lado de cá
Uma hora a vida irá nos separar
O que é possível ser feito, que façamos agora
Quando ainda estamos por aqui
Para que não tenhamos que lidar com o arrependimento
Além da dor da falta e da saudade
Não importa o que cada um fez ou deixou de fazer por nós
Se acreditamos que cumpriram bem ou não seu papel
Vale o que nós fazemos por eles
Pela nossa capacidade de amar, de nos doar
De sermos gratos a quem nos deu a vida
De dar a eles um pouquinho de alegria e conforto
Cuidemos de nossos pais, eles não estarão aqui para sempre!
Te amo, papai! Que todos os dias sejam seus!
Alda M S Santos

Ser Pai

Ser Pai
Abençoados e privilegiados são aqueles que Deus escolheu para tão importante missão. Não têm o prazer de carregar o filho no ventre, sentir seu corpo se transformar para abrir espaço pra ele, senti-lo se mexer, trazê-lo ao mundo, amamentá-lo. Porém, carregam-nos no coração, transformam sua vida para encaixá-los, cedem espaço no quarto, na cama, na casa, no tempo, no coração da esposa para eles. Acompanham-nos a vida toda: riem, passeiam, alimentam, socorrem, choram juntos, aconselham, tornam-se amigos.
Deus não os dá apenas filhos, Deus os dá almas complementares. Pais e filhos se completam e se amam. Felizes daqueles que têm o pai por perto, o filho por perto. Deus abençoe, proteja e dê vida longa e feliz ao meu pai, ao pai de meus filhos, meus amigos pai, aos pais de meus amigos. Amém!
Alda M S Santos

Passe!

PASSE!

Se levanta dúvida ou desconfiança
Se não valoriza, é só cobrança

Passe!

Se gera enfado ou cansaço
Não estimula, não respeita seu espaço

Passe!

Se tripudia, deixa seguir à revelia
Não traz encanto ou magia

Passe!

Se causa lágrimas ou dor
Não se importa, fica devedor

Passe!

Mas se for carinho, cuidado e atenção
For amor, colo, encanto, admiração

Fique…abrace!

Alda M S Santos

Sem rumo

SEM RUMO

Sem rumo, sem prumo
Tentando fazer um resumo
Dessa história, obra aberta
Querendo fazer a escolha certa

Sem rumo, sem prumo
Sem rota ou plano de voo
Apenas voando, sem direção
Pés em falso, fora do chão

Sem rumo, sem prumo
Em sonhos flutuando
Em versos mergulhando
E a vida… passando

Falta o ar, falta o chão
Tantas vezes, falta motivação
Mas a gente segue em frente
Sendo luz, vencendo a escuridão

Alda M S Santos

Meu mundo para

MEU MUNDO PARA

Nas mil voltas que esse mundo maluco dá
A gente vai tentando não cair, nos segurar
Apegando-nos a algo que nos faça seguir
Que não nos trave no mesmo lugar

Tantas vezes queremos tocar a campainha
Dar um sinal que avise que queremos parar
Cansados estamos, tontos, só queremos descer
Arrumar um cantinho, encolher para descansar

Girando por aí para todos os cantos
Notamos que tantas vezes precisamos é nos soltar
De algo a que nos apegamos e nos prende no mesmo lugar
Por não querer seguir, se envolver, participar

Tantas as travas, tantas as tristezas
Que podem fazer nosso mundo parar…
Urge focar nas alegrias, nos estímulos, no belo
No amor que precisamos para fazer nosso mundo girar…

Alda M S Santos

Como se mede o amor?

COMO SE MEDE O AMOR?

Como se mede o amor?

É maior o que tem mais carinho

Mais cuidado, mais ciúmes?

É maior o que mais deseja, se expressa mais no corpo,

No contato, no sexo?

É maior o que mais se expõe, mais se arrisca,

Mais tem a perder?

É maior o que mais demonstra, mais dedica, mais busca,

Mais está presente?

É maior o que mais admira, mais confia, mais é confiável?

É maior o que mais respeita, mais se entrega, mais se doa?

Como medir o amor?

Simples!

É maior aquele que nos satisfaz, que mata nossa sede!

Aquele que nos deixa felizes,

Na nossa medida e necessidade individuais!

Alda M S Santos

Melhor lugar do mundo

MELHOR LUGAR DO MUNDO

Andamos por tantos lugares por aí
Alguns bem marcantes, melhores que outros
Despertam desejo de ficar para sempre ali
Qual o melhor lugar do mundo
Do qual não sairia sem pensar um segundo?
No alto de uma montanha, observando o alvorecer
Nas areias mornas da praia vendo o sol se esconder
Sob um céu de estrelas e prateado luar, ao anoitecer
Junto de seu amor, debaixo de um cobertor
Num jardim encantado com perfume de flor
Na brisa de um paraíso tropical a se refrescar
No gelo do polo norte a esquiar
Numa mata densa e bela a caminhar
Numa imensa cachoeira a se banhar
Num rio de águas claras a mergulhar
Num dia chuvoso a dançar, se molhar
São tantas maravilhas a viver, apreciar
Qual seria do mundo o melhor lugar?
Vale mesmo é a companhia que se tem
O mais lindo deles nada é sem um alguém
Qualquer um pode ser tudo na paz que se obtém
No prazer de estar consigo mesmo em sintonia
O melhor lugar do mundo é onde repousa o coração em alegria

Alda M S Santos

E a vida se faz…

E A VIDA SE FAZ…

O futuro tem dúvidas, se recusa, vê perigo
O passado desistiu, não quer, foi abrigo
Resta o presente, o que tens de real consigo

Muitos ontens ficaram para trás
Amanhãs não sabe quantos serão
Não dá para do hoje abrir mão

Do ontem há lembranças, marcas, saudades
Do amanhã só há expectativas, vontades
Só o hoje permite iniciativa, atividades

Passado, futuro, presente na vida da gente
Transitamos entre eles, coração eloquente
Derrubando muros,  atravessando pontes, sendo agente

E a vida se faz…

Alda M S Santos

Especial de inverno

ESPECIAL DE INVERNO

O friozinho que chega arrepia a pele
A mente busca introspecção
O vento gelado pede recolhimento
Coração busca outro coração

Desejo de estar junto, grudadinho
Debaixo do cobertor, bem quentinho
Tomando um chocolate ao amanhecer
E um vinho tinto ao anoitecer

Abraços são pedidos especiais
De fora para dentro aquecem
Atingem recantos individuais
De almas gêmeas que se reconhecem

Inverno é tempo de hibernar
Cuidar do broto, deixar germinar
Para nova primavera que irá chegar
Poder perfumar, colorir, amar, encantar

Alda M S Santos

Click: poeta das imagens

CLICK: POETA DAS IMAGENS

Capta em qualquer canto
Um encanto ou beleza qualquer
Terra, mar, rio, mata, gente
E surge um desejo premente
Eternizar aquele momento
Fazer de tudo para fixar na mente
Aquele segundo especial, envolvente

Mexe daqui, ajeita dali, senta, deita
Se encaixa num ângulo perfeito
Busca sua musa, a melhor luz, a mais aparente
Quer capturar a essência genuína daquele lugar
Click! Atua o poeta das imagens

E “escreve” ali sua poesia
Para sempre eternizada
Em sua objetiva, objetivamente
Em seus olhos, em sua mente
Numa alma que deseja viver da beleza
Que não se cansa de procurar, de gravar
Ainda que desajeitadamente
O que de mais intenso e belo ali encontrar…

Fotografia: a arte de fazer da imagem uma poesia…

Alda M S Santos

Andanças

ANDANÇAS

Andei por caminhos desconhecidos
Tive medo, me acovardei
Quis voltar, desistir, chorei
Mas a esperança prevaleceu, enfrentei

Andei por caminhos estreitos, esburacados
Tentei não cair, carregar os fardos
Nem sempre leves, enfrentando o cansaço
Buscando o refrigério de um abraço

Andei por caminhos floridos
Intenso perfume, coloridos
Sentindo de Deus o cuidado, o abrigo
Em cada passo protegida do perigo

Andei por caminhos de amor e compaixão
Olhei para o lado, vi meu irmão
Seguimos juntos, mãos dadas
Tornando mais fácil nossa caminhada

Alda M S Santos

Eis-me aqui

EIS-ME AQUI

Eis-me aqui, ora inteira, ora faltando pedaços
Mas ainda assim, eu mesma
Buscando a cola que irá reconectar
O pedaço que de mim se quebrar

Eis-me aqui, ora frágil, ora forte
Mas com a mesma essência
Procurando algo que possa preencher
O que hoje se tornou ausência

Eis-me aqui, ora louca, ora sã
Sem deixar de ser humana, machucada
Gritando silêncios em resposta a dores caladas

Eis-me aqui, ora amante, ora amada
Persistente em busca do que justifica todo o viver
A alegria do amor sempre fazer, refazer

Eis-me aqui, ora sorrisos, ora lágrimas
Sem nunca desistir dessa caminhada
Conquistando a reciprocidade que acalenta, a paz que alimenta…

Eis-me aqui…até quando?

Alda M S Santos

Sigo a luz

SIGO A LUZ

Não importa se o caminho é longo
Se está complicado prosseguir
O cansaço assume, não deixa fluir

Sigo a luz..

Quando não consigo acreditar
Que tudo isso irá passar
E poderemos de novo nos abraçar

Sigo a luz…

Quando o brilho do Sol é insuficiente
A escuridão da noite é persistente
E fica impossível ser bom previdente

Sigo a luz…

Quando o amor é mais dor que calor
Quando o jardim já não tem mais flor
E tudo parece querer nos indispor

Sigo a luz…

Só a luz renova a energia
Só a luz promove a magia
Só a luz de Deus em nós, só ela
É capaz de em nós ser o guia

Sigo essa luz…

Alda M S Santos

No limite

NO LIMITE
A vida no limite é intensa
Por vezes animadora, noutras cansativa
Será que vai sendo gasta, se esvaindo
Ou sendo reenergizada, reabastecida?
Se ela se esvai, se desgasta
Gostaria de não viver tanto no limite
Ter mais espaço, mais folga, mais liberdade de movimento
Dentro do meu “pequeno” interior
Não estar tão próxima da linha tênue
Que separa o bem do mal estar
Os sonhos doces dos pesadelos amargos
A realidade fria do calor do realmente desejado
Que separa a alegria da tristeza
Os medos da coragem, a confiança da desconfiança
O sorriso das lágrimas, a fé da descrença
Que separa a sanidade da loucura
O amor do desamor, a vida da morte!
Mas se a intensidade reenergiza, autoabastece
Que eu aprenda a andar na corda bamba
A me divertir nos altos e baixos, a dançar nos desequilíbrios
Ou que eu encontre mais espaços dentro de mim
Ou os ocupe de modo mais organizado
Sempre com mais e mais equilíbrio, alegria e fé
E que consiga carregar comigo quem quiser ou merecer…
Alda M S Santos
Ilha Grande- Angra dos Reis

Você comigo

VOCÊ COMIGO

Gostaria de ter você em minha rotina
Quando meu coração for de uma doce menina
Ou quando ele estiver frágil, numa alma pequenina
Gostaria de ter você na minha rotina
Quando o Sol brilhar lá em cima
E aquecer meu corpo arrepiado
Ou quando na tempestade precisar da sua mão
Para afastar meu medo da escuridão
Gostaria de ter você na minha rotina
Quando eu sorrir até a barriga doer
Ou quando tudo for lágrimas
E não tiver a quem recorrer
Gostaria de ter sempre você em minha rotina
Para me mostrar o bom caminho
Para me amparar no voo fora do ninho
Para nunca me deixar sentir sozinha
Gostaria de ter sempre você em minha rotina
Para me encorajar em minha sina feminina
Para poder dizer o que sempre esperei
“Em frente, não te abandonarei
Eu estarei contigo até o fim dos tempos…”

Alda M S Santos

O que cabe no coração

O QUE CABE NO CORAÇÃO

Que ficará na lembrança?
Agosto chegando, com o perdão do trocadilho
Não esteve muito ao nosso gosto não
Que ficará na lembrança, haverá esperança?
Rostos mascarados, olhos assustados
Abraços que não deu, pessoas que perdeu
Um refúgio em si mesmo que escondeu
Que você perdeu?
Nesse balanço da vida que pareceu tão fugaz
Houve algo para te trazer a paz?
Que fez de bom, cresceu, desenvolveu
Questionou se seria da humanidade o apogeu
Ou simplesmente não se importou, relaxou
Se entregou aos braços de Morfeu?
Teve piedade, compaixão, caridade
Entre as dores coração amoleceu ou endureceu
A vida continuou a ser um espetáculo
Ao qual você assistiu cansado , inerte
Ou levantou da cama, do sofá, lutou, agiu?
Que você perdeu?
Amizades, um amor, festas, trabalho
Foi grato às oportunidades ou se enfureceu?
Oito de doze, dois terços do ano se foram
Um vírus, uma pandemia, lições ficarão
Bom é ser o bem, fazer o bem, estender a mão
Manter só aquilo cujo valor cabe no coração…

Alda M S Santos

Parte de mim

PARTE DE MIM

Gostaria de conhecer acordada
Os lugares em que vou dormindo
Aqueles que vou por prazer e encanto
Até mesmo aqueles nos quais pareço fugindo
Às vezes campo aberto, cor, muita luz
Tantas vezes parece um mundo perfeito
De compaixão, paz, amor, amizade que seduz
Noutras medos, dores, culpas, tudo imperfeito
Angústias a que a humanidade nos reduz
Gostaria de passear acordada nesses lugares
Desafogar o peito, aliviar, respirar outros ares
Em rochas me sentar, navegar noutros mares
Encontrar a alegria numa conversa aos pares
São tantos esses lugares…
Vêm e vão, são fugazes
Ora sou eu, ora um espectro de mim
Meio perdida, a flutuar entre as nuvens
Brancas, negras, cinzentas, até mesmo carmim
Quero ir acordada nesses lugares
Pelos quais tenho grande apreço
E encontrar uma parte esquecida de mim

Alda M S Santos

Aprendi

APRENDI
Aprendi a viver com a água encanada
Mas não perdi o gosto de no rio ser banhada
Aprendi a transitar em rua asfaltada
Mas amo em caminhos de terra fazer minha caminhada
Aprendi a viver de certa forma engaiolada
Mas minha alma se encanta com a liberdade da passarada
Aprendi a não temer o escuro da madrugada
Pois sei que Ele sempre manda a beleza da alvorada
Aprendi a conviver com alma machucada
Pois sei que cedo ou tarde estará cicatrizada
Aprendi a viver, às vezes, perdida nessa estrada
Pois acabo me encontrando quando me percebo amada
Aprendi por frascos ser dia a dia perfumada
Mas não o desejo de me perfumar na floresta encantada
Aprendi a ver a luz em ruas enfileirada
Mas nada se compara ao brilho de uma noite enluarada
Aprendi enfrentar as dificuldades de uma vida entrincheirada
Mas nunca saberei lidar com a vida que se faz desprezada
Alda M S Santos

Quente ou frio

QUENTE OU FRIO

Quente ou frio, frio ou quente
A sensação que se tem será sempre diferente
Tudo irá depender do estado da alma da gente
No alto das montanhas será sempre frio
Já à beira-mar quase sempre será quente
E nosso corpo não ficará indiferente
Se está frio passeio na mata fica de lado
Se está quente é animação, pura alegria
Dá até para na cachoeira banhar pelado
Frio ou quente, quente ou frio
Corpo e alma vão se adaptando
Mas há aquilo que só se serve frio
Suco, cerveja, sorvete, um bom vinho
E há o que só é aceito bem quente
Sopa, café, quentão, amigo e amor
Beijo, abraço, carinho, cobertor bem quente, envolvente
Porque a alma já aprendeu a lição
Em matéria de sentimentos, emoção
O que é frio não faz bem pro coração…

Alda M S Santos

O risco

O RISCO

Corremos riscos todo o tempo
Riscos de sofrer, de morrer
Riscos de a vida só deixar correr
Sem saber bem ao certo o que fazer

Corremos riscos de o amor perder
De deixar a dor prevalecer
Da gente mesmo se perder
E não manter a essência do ser

Posso acordar e a vida avaliar
Que tudo foi apenas um sonho louco
E que quase nada consegui realizar

Posso tudo um dia perder, fazer o quê?
Mas não posso da vida me esconder
Pois o maior risco é de apenas aqui sobreviver

Alda M S Santos

Somos todos poesia

SOMOS TODOS POESIA
Em nosso caminhar do dia a dia
Tristes, felizes, falantes ou calados
Tranquilos, afoitos, solitários ou acompanhados
Somos todos poesia…
Carentes, completos, amantes ou amados
Profundos ou superficiais, intensos nessa louca travessia
Juntos, separados, magoados ou abandonados
Somos todos poesia…
Doentes, sadios, loucos ou apaixonados
Sentados no caminho, subindo numa árvore, seguindo ou parados
Lutando por uma fantasia ou sofrendo de paralisia
Somos todos poesia…
Poesia aberta a quem possa apreciá-la
Poesia que carece de alguém que a leia, que a sinta
E possa transformar nosso avesso em versos
Que organize nossa confusão em rimas
E que faça de nós um poema, sua maior obra-prima
Somos todos poesia…
Alda M S Santos

Quando eu era…

QUANDO EU ERA…

Quando eu era infância, criança
Tempo de sorvetes, doces, lambança
Eu era pura levadeza, sapequice, brincadeira
Subia em árvores, nadava no rio, sem canseira

Quando eu era criança, pureza me definia…

Quando eu era adolescência, juventude
Era ansiedade, sonhos, inquietude
Um mundo inteiro para conquistar
Um coração cheio, pronto para amar

Quando eu era jovem, esperança me movia…

Quando adulteci, a vida falou por si
Família, trabalho, estudo, em mil ocupações me envolvi
Paradoxalmente, quase sem tempo para mim
Foi onde a vida se impôs, deixei assim

Vida adulta, em realização me envolvia…

Na maturidade ainda sou eu
A criança levada ressignificada
Em novas árvores dependurada
A jovem de alma sonhadora, lavada
Quer amor, novas esperanças, quietude,
Ora companhia, ora solidão, ora solitude

Maturidade sou eu, na maior amplitude…

Alda M S Santos

Por aí…

POR AÍ…
Ando por aí…
Ora concentrada, absorta
Ora distraída, dispersa
Atenta ao que parece não importar
Mas, na verdade, quero a todos motivar
Ando por aí…
Notando cores, construções, edificações
Percebendo também destroços, demolições
Ando por aí…
Tentando parear com quem caminha só
Buscando direcionar o passo de quem parece perdido
Ando por aí…
Levando abraços, sorrisos, um pouco de fé e esperança
Porque nessa vida o que mais pesa na balança
O que mais nos trará valor positivo
É aquilo que de nós foi amor, foi abrigo
Ando por aí…
Alda M S Santos

Dia do Escritor

PARABÉNS A TODOS AQUELES
QUE EXPÕEM SUA ALMA
QUE SABEM SER BRISA, NATUREZA
SER AMOR, SER BELEZA
SER CALOR, OMBRO, COBERTOR
USANDO APENAS AS PALAVRAS…
FELIZ DIA DO ESCRITOR!
Alda M S Santos

Mundo florido

MUNDO FLORIDO

Dizem que vejo o mundo florido
Dos sonhos, sem qualquer bandido
Não sou tão ingênua, mas prefiro enxergar as flores
Gosto do mundo mais colorido, sem tantas dores
Desbravar caminhos, construir pontes
Encontrar belezas aos montes
Quem sabe um rio de águas cristalinas
Ou muitas minas, ricas fontes
Bandidos não me assustam assim
Assusta-me o não viver, da vida me esconder
Devo ser bruxa, feiticeira ou algo assim
Quero fazer da vida um perfumado jardim
Para os lados, para cima, verde intenso
Quero naquela árvore subir, num galho deitar
E ali, na natureza, encontrar a paz, o meu lugar

Alda M S Santos

É preciso descansar

É PRECISO DESCANSAR

É preciso descansar
O corpo, a mente, o coração
A alma pede paz, hibernação
Mas se para isso precisar
Vamos o corpo todo trabalhar
Ou buscar nesse vasto mundo um lugar
Onde possa a alma se recuperar
Tanto medo, tristeza, decepção
A esperança já perdeu o verde, desbotou
O amor necessita novo calor, esfriou
A beleza necessita novo viço, foscou
A fé já não move nem um barranco, arriou
“Felicidade não existe, diz a canção
“O que existe na vida são momentos felizes”
Nessa perspectiva, vamos vivendo
De momentos em momentos, sobrevivendo
É preciso descansar, respirar
Para nova energia encontrar
Para cada medo, tristeza, decepção, superar
E o amor, a esperança, a fé, a beleza, atiçar
Cansaço do corpo logo se recupera
Cansaço da alma é outra situação
Mas um bom meio é estender a mão
É saber que ao ajudar um irmão
Gera sinergia, de coração para coração
É preciso descansar…

Alda M S Santos

Vamos transformar o mundo

VAMOS TRANSFORMAR O MUNDO
Vamos transformar esse mundo frio
Aquecendo cada coração carente que se aproximar
Vamos transformar esse mundo amargo
Sendo sorriso para cada cara amarrada que encontrar
Vamos transformar esse mundo sério, tolo e feio
Sendo brincadeira, sendo criança, sendo alegria
Vamos transformar esse mundo individualista
Sendo abraço, sendo colo a cada olhar opaco que baixar
Vamos transformar esse mundo faminto
Oferecendo o que pudermos para alimentar
Vamos transformar esse mundo doente da alma
Sendo a paz, a serenidade e a luz para curar
Vamos transformar esse mundo injusto
Sendo a mão que tenta as diferenças equalizar
Vamos transformar esse mundo incrédulo
Sendo a fé e o amor divino a quem precisar
Vamos transformar esse mundo de tanta angústia e dor
Sendo o bálsamo calmante e apaziguador
Vamos transformar esse mundo, sim
Como?
Pelo exemplo, pelo contágio, pelo amor
Devagarzinho, um ser humano de cada vez…
Alda M S Santos

Camuflagens

CAMUFLAGENS
Habilidade de passar despercebido onde quer que esteja
Meio de se proteger, assemelhando-se ao ambiente para não chamar a atenção
Tornar-se um igual a tantos outros iguais
Apagar algum brilho ou cor, acender outras
Gritar onde se grita, silenciar onde tudo é silêncio,
Ser cinza onde tudo é cinzento, desligar-se onde tudo está em off
Mexe daqui, mexe dali, e…pronto!
Tudo homogêneo, nada se destaca, todos uniformizados
Um bloco de iguais!
O risco é acabar esquecendo o que se é
E, na tentativa de se autoproteger ou agradar aos outros,
Acabar por não ser mais nem um e nem outro…
Pior, perder até o prazer de ser o que se é!
Alda M S Santos

Como a Lua

COMO A LUA

Tantas vezes como a Lua
Ora soberana, na escuridão do céu
Cheia, brilhante, encanto dos amantes
Sabedora de si, de seu papel

Tantas vezes como a Lua
Solitária,  isolada, perdida no céu
Invisível, em eclipse, da luz escondida
Em si não se encontra, cansada, sofrida

Tantas vezes como a Lua
Crescente, bela, sentindo-se parte
Entre astros e estrelas, renascimento
Infinitamente, a rainha do firmamento

Tantas vezes como a Lua
Encanto, loucas fases, passageiras
Mistério, beleza, nua e crua, da paz mensageira 
Seguindo, amada, amante, da vida parceira

Alda M S Santos

Data limite

DATA LIMITE
Uma data “limite” para a vida continuar ou se findar
Para o amor fluir, acontecer
Vida, tecnologia, ciência, evolução
Mas, principalmente, amor
Uma data limite na batalha contra a morte e destruição
Uma data limite para interação entre os seres da criação
Data limite para sentir-se parte, para ajudar, para a autoaceitação
Um mundo tão injusto e cruel
Mas cheio de oportunidades de crescimento, de compaixão
Nunca se falou tanto de amor
Nunca se “brigou” tanto pelo amor
Pelo amor aos pequenos, às minorias, àqueles que nem podem se defender
Amor a vegetais, animais, amor aos que não são “iguais”
Amor à natureza, ao planeta, à galáxia, a seres especiais
Quem é mesmo que sempre amou o diferente, o pequeno
Quem se entregou pelos fracos e pecadores
Quem lutou por justiça pelos desamparados?
Ele está aqui…tão perto…tão dentro…
Vamos deixar o amor fluir…
A data não é limite, é continuidade
Se você está aqui, você faz parte
Deixe o amor fluir de você, para você
A nova era chegou…
Alda M S Santos

Muitos caminhos

MUITOS CAMINHOS

São muitos os caminhos, os sonhos
Ora são lindos, prazerosos, ora medonhos
Cabe a nós fazer a melhor escolha
Nos mover, sair feliz dessa bolha

Num eterno ir e vir, cair, seguir
Desejamos ser amor, nunca desistir
Nos alegramos, decepcionamos
Erramos, assumimos falhas, perdoamos

De encontros se faz o viver
Amizades,  amores, relações de prazer
Somos da vida a civilização
E tantas vezes  disso abrimos mão

Mas a cada dificuldade, um aprendizado
A cada tombo, um levantar mais animado
A vida é de quem não fica parado
E busca seu sonho, mesmo amedrontado

Alda M S Santos

Nossos acordes silenciosos

NOSSOS ACORDES SILENCIOSOS
Levar a vida numa valsa, num forró, bolero ou rock, entregue
Absorvendo os acordes que ela toca, clara ou confusa
Expressando-se com leveza, sem nada dizer
Tudo que vai dentro de si
Nos embalos lentos, ritmados
Apressados ou velozes, corpo nos giros da canção
Dançando, girando, movendo a roda, de alma nua
A dança fala aos que sentem essa vibração
Braços, pernas, cabeça, coração
Sensualidade, simplicidade ou molecagem
Em sintonia consigo mesma, transmitindo uma silenciosa mensagem:
A vida é uma eterna música
Dançar não é apenas movimentar o corpo
É uma necessidade da alma, do coração
Dançar sem amarras, soltar-se sem reservas feito pipa no céu
É um modo de fazer amor com a vida
De fazer as pazes com o mundo
De saber-se parte desse grande e maravilhoso quebra-cabeças
Dançar é saber ouvir os acordes silenciosos de nós mesmos…
Alda M S Santos

Dia dos amigos

DIA DOS AMIGOS
Há amigos de todo tipo na vida da gente
Amigos que a família nos dá
Amigos que a igreja nos traz
Amigos de escola, de trabalho
Amigos da juventude, amigos de amigos
Amigos que puxam orelhas, que abraçam
Amigos que são sintonia, magia, sinergia
Amigos tranquilos e serenos, são paz
Amigos crianças, adultos e idosos
Amigos virtuais, amigos de farra
Amigos de gostos comuns ou nem tanto
Amigos da magia, da viagem, da poesia
Amigos que vão embora e deixam um buraco vazio
Uma saudade danada na alma da gente
Amigos de segredos, de troca, de tempos idos
Amigos que são abrigo, consolo, aconchego
Amigos de altas e gostosas risadas
Amigos que riem juntos das próprias misérias
Amigos que são palavras encorajadoras na dor
Que enxugam nossas lágrimas, que brigam por nós
Principalmente amigos que amam por nós, que lutam para estar conosco
Amigos que nos protegem a despeito de si mesmos
Amigos de longe e de perto
Amigos que são amigos quando nem nós mesmos nos aguentamos
Amigos/namorados/casados eternizados no carinho
Amigos que são uma trilha de amor
Até o coração da gente…
Há amigos de todo tipo
Só não há ex-amigo!
Uma vez amigo, para sempre amigo…
Amo todos vocês meus amigos de todas as épocas
De longe ou de perto, da infância, da juventude, da maturidade, para sempre…
Alda M S Santos

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