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Adaptação

Água ou fogo

ÁGUA OU FOGO?
Água ou fogo, calor ou frescor
Calmaria ou tempestade
Doçura, delicadeza e bondade
Ou atitude, agitação, lutas, felicidade
Sem falso pudor?
Água ou fogo?
Em qual deles encontramos o que mais precisamos
Voo livre ou terra firme
Asas ou raizes
Liberdade ou segurança
Troncos ou galhos, flores ou frutos?
Que buscamos?
Almejamos aquilo que nos atiça, energiza
Ou aquilo que nos acalma, tranquiliza
Qual elemento mais nos completa
Água ou fogo?
É preciso ficar alerta
Água que lava, refresca,
Nos leva em seu curso
Ou fogo que nos aquece, alimenta, instiga,
Consome o que nos faz mal
Ativa o bem e apaga toda intriga?
Água ou fogo?
Depende do que mais necessitamos no momento
Ambos podem nos limpar, purificar
Nos permitir recomeçar…
Água ou fogo?
Que saibamos escolher o elemento certo
No momento mais incerto…
Alda M S Santos

Nunca!

NUNCA!

Estamos sendo convocados
Pelo nosso eu, nosso interior
A encontrar um meio de valorizar
O que realmente tem valor

Nunca fomos tão necessários
Para fazer uma boa avaliação
Do que em nós é precário
E do que carece evolução

Nunca fizemos tanta falta
Para nós,  para a humanidade
Saber que somos mais e melhores
Quando agimos pela coletividade

Nunca tanta carência se evidenciou
De fé,  de pão, de emoção e afeto
O momento é agora, já começou
Você não poderá fugir,  isso é certo

Alda M S Santos

Nos versos da canção

NOS VERSOS DA CANÇÃO 

Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão

Reza o dito popular quase aceito como lição

Será isso mesmo, meu irmão?

Uma moeda de ouro saqueada 

Se de quem roubou também for usurpada

Tem a dívida perdoada, consciência suavizada

E se o que se rouba é o coração 

E no lugar só deixa solidão? 

Cem anos de perdão?

Não parece muito justo, cidadão!

Ladrão que rouba ladrão também precisa compaixão

Ou roubou tá roubado não importa a situação?

Bom mesmo é por todos uma bela oração 

Porque quem rouba coração 

Deveria ter por certa a obrigação 

De também deixar-se roubar,  ter um pouco de afeição 

Trazer paz e alegria, cuidar da emoção 

E fazer do amor uma poesia 

Cantada nos lindos versos da canção 

Alda M S Santos 

E se…

E SE…

E se a Terra se rebelasse

A Natureza se revoltasse

O céu as estrelas não enfeitassem

Os namorados sob a Lua não se animassem

Será que iríamos acordar?

E se as cachoeiras secassem

As fadas ali não mais voltassem

As ondas do mar estacionassem

Os rios dos obstáculos não desviassem

Será que iríamos acordar?

E se as flores se fechassem

As árvores, tristes, tombassem

O sol de nascer se esquecesse

A chuva de nós se escondesse

Será que iríamos acordar?

E se o amor não mais nos alimentasse

Dia e noite por aqui se misturassem

A beleza e delicadeza não nos encantassem

A poesia não mais da tristeza nos salvasse

Será que iríamos acordar?

A vida no planeta Terra pede socorro

Quando iremos acordar?

Alda M S Santos

Desfocando

DESFOCANDO

Quisera ter esse poder

De desfocar sem perder

A alegria e prazer de viver

Se machuca, maltrata

Irrita, desrespeita ou ameaça

Desfoca!

Se tira a paz, o sossego

Se nada acrescenta, se o bem afugenta

Desfoca!

Se o amor não enaltece

Se a amizade não prevalece

Se apenas nos aborrece

Desfoca!

Olhe novamente, seja resiliente

Balance ao sabor da corrente

E foque naquilo que é luz!

Desfoca!

E foca apenas no que for por amor…

Alda M S Santos

Cara lavada

CARA LAVADA

A cara é pintada, enfeitada

Para chamar atenção ou esconder emoção

Que resta quando a cara é lavada?

Quase sempre faz estardalhaço

A vida de um palhaço é só embaraço

Que se desfaz num beijo, num abraço

Nessa vida de palhaçada

Vai levando toda a meninada

A sorrir dia, noite ou madrugada

Mas pode ser cilada, não se deixe enganar

Se o sorriso se abrir, mas o olhar não acompanhar

Ao palhaço feliz falta amar…

Que resta quando a cara é lavada?

Alda M S Santos

Lutos

LUTOS

Vivemos uma vida de lutos, de perdas

De despedidas, de adeus, de dores

Choramos, sofremos…

Mas toda morte e despedida trazem consigo um renascer

Um broto de vida, novo, lindo

Um recomeço…

Abrir a janela de nossos corações

Deixar a luz entrar, aquecer a terra fértil de nossa alma

Chorar, se preciso for, para irrigar

Deixar brotar nova flor, novo amor

Luto é fim de uma etapa

Recomeço de outra, nova semente pronta para crescer

Novo jardim florir, perfumar, encantar

Como ela será só depende dos jardineiros envolvidos

Sentir uma perda, viver o luto é natural e até necessário

Aceitar a mudança e cultivar o novo é essencial

Que sempre saibamos nos despedir

E acolher as novas sementes…

Alda M S Santos

Nossos desertos

NOSSOS DESERTOS

Em nossos desertos internos

Pode faltar água

O sol castigar a pele

A aridez do solo queimar os pés

As tempestades de areia machucarem o corpo

O calor excessivo do dia causar alucinações

A friagem congelante da noite paralisar a emoção

Mas nunca se perde a esperança

De descansar à sombra de um arbusto

De encontrar vida ativa

De encontrar um oásis…

Essa espera que nos faz enfrentar todos os medos

Toda a secura de nossos desertos internos

O desejo de sobreviver é maior

Mas é a expectativa e a visão de um oásis mais à frente

Que nos alimenta nesse duro caminhar

Que abastece o coração de vida

Que mantém a alma em atividade e estado de espera…

Não importa quando

Apenas sabemos que o oásis irá chegar…

Isso basta!

Alda M S Santos

O que você vê?

O QUE VOCÊ VÊ?

O que você vê quando olha para a vida ?

Uma estrada longa, quente e comprida

Ou uma sombra refrescante na subida

O sol forte que queima e dá lombeira

Ou seu brilho e calor que te faz desejar uma cachoeira

A chuva forte sem hora, sem cabimento

Ou o arco-íris que ilumina o firmamento

As árvores que produzem flores e frutos no quintal

Ou a sujeira que fazem no local

O mar azul que acolhe os banhistas

Ou a maré alta que invade a pista

A Lua Cheia que abraça os namorados

Ou a escuridão onde se escondem os marginalizados

A moça bonita, de olhar distante,

Sentada na areia, na beira do mar

Ou aquela de andar vacilante

Sonho distante, a caminhar?

Qual o seu olhar para a vida?

Isso irá determinar

O quanto ela pode ser colorida…

Alda M S Santos

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