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poesia

Então, ele escreve…

ENTÃO, ELE ESCREVE…

Se chove forte, se está seco ou se se molha
Se há vendavais, tornados, tempestades de areia ou de neve
Ele escreve…

Se há sol forte, calor intenso, desnorteador
Se há alegria, tristeza, angústia ou dor
Ele escreve…

Se quer falar, gritar, alertar, se rebelar
Se quer se esconder, murchar, silenciar
Ele escreve…

Se há luz forte, breu intenso, escuridão
Se há só a luz da Lua e das estrelas, só solidão
Ele escreve…

Se está perdido, confuso ou irado
Se se encontra, se abraça, sente-se abençoado
Ele escreve…

Se tem medo, esperança ou saudade
Se quer fugir, ir embora, ter liberdade
Ele escreve…

Se está sozinho ou acompanhado
Fazendo amor, feliz ou apaixonado
Ele escreve…

Se falta amor, magia, sobra paixão
Se a vida machuca, corta, fere o coração
Ele escreve…

Se quer gritar e não consegue
Se quer falar e o medo persegue
Ele escreve…

Enfim, tudo serve de inspiração
Os versos brotam fundo, pura emoção
Poesia é para o poeta o ar que circula no coração…

Então, ele escreve…

Alda M S Santos

Na poesia

NA POESIA

Há quem use alucinógenos ou analgésicos

Há quem use soníferos ou anestésicos

Há quem use a fantasia

E há quem use a poesia

Há quem use os altos brados

Há quem na dor silencie

Há quem no desespero mergulhe

E há quem mergulhe na poesia

Há quem vibre por um amor declarado

Há quem prefira amar calado

Há quem busque um amor no passado

E há quem ame na poesia

Há quem vive de passado, de lembranças

Há quem vive de futuro, de esperanças

Há quem vive na ilusão, na solidão

E há quem vive na poesia

Há quem está perdido nessa vida

Há quem não vê nenhuma saída

Há quem perdeu seu abrigo

E há quem se abrigue na poesia

Há quem cansou de lutar

Há quem ainda quer brigar

Há quem quer da dor se curar

E há quem se cure na poesia

Alda M S Santos

Lançamento Antologia

Lançamento da Antologia de Poesia Brasileira Contemporânea “Além da Terra Além do Céu”, da qual sou co/autor/a. O evento vai decorrer no próximo Sábado, dia 11 de Janeiro, pelas 15 horas, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo.

Quero uma rima

QUERO UMA RIMA
Não é preciso rimar para ser bonito
Mas sintonizar é preciso para não ser finito
Quero uma rima para o amor
Ou será que basta sintonizar, sem qualquer pudor?
Não é preciso rimar para ser poesia
Mas precisa encantar, despertar
Se quiser o bem, e fazer com que alguém sorria
Quero uma rima com emoção
Que atraia, seja ardor, paixão
Daquelas que nos tirem do chão
Quero uma rima para felicidade
Daquelas que não se esgotem com a idade
Que seja realidade e não apenas saudade
Quero uma rima para mim
Bonita, inteira, completa, afim, enfim
Quero sim!
Alda M S Santos

O poder que se tem

O PODER QUE SE TEM

Palavras são fortes, marcam, ferem

Entristecem, atraem, seduzem, encantam

Imagens são arrebatadoras, impressionantes

Atingem num olhar a emoção, o coração

Numa palavra dita podemos acalentar alguém

Ou ferir de morte a alma de outrem

Mulheres são mais intuitivas e auditivas

Sao mais impressionáveis com o que “ouvem”

Homens já são mais razão, são visuais

O que captam pelos olhos os atinge mais fortemente

Todo cuidado é pouco com o que se diz

Mais ainda com a imagem que se mostra e não condiz

Palavras e imagens juntas podem ser amor, paixão

Luz, sedução ou compaixão

Mas também podem ser discórdia, guerra, desunião

Alda M S Santos

Onde mora a poesia

ONDE MORA A POESIA

A poesia mora em nosso sentimento,

A poesia existe e nos traz divertimento,

Fazer poesia é como se alimentar,

Quando começa não quer parar.

Coisa linda é uma boa poesia,

É onde mora nosso sentimento,

Ela nos alegra a cada dia,

Não fosse assim, seria um tormento.

Ser poeta é essa sensibilidade deixar aflorar

É ver no outro algo que pode te completar

E nunca se cansar de deixar a vida te encantar

A poesia é como o amor

Quanto mais distribui mais se tem

Sem amor e poesia não dá pra viver bem

João Leles Martins

Alda M S Santos

Dueto para um sarau

Poetas

POETAS

Captar um momento sublime com sensibilidade

Encantar-se com detalhes mínimos da natureza

E disso fazer belos versos com destreza

Só os poetas têm essa habilidade

Inebriar-se com um momento de sensualidade

De atração, carinho, boa vontade

Descrever o ato de amar com sonoridade

Sem vulgaridade ou maldade

Expor emoções, intimidades, sentimentos

Com a coragem ali exigida para se expressar, desabafar

Numa história sua ou não,

Só outros poetas sabem captar

É preciso saber ler o não dito

Entender o que a outros passa despercebido

Num jogo de palavras gritadas no silêncio, nas entrelinhas

Aquilo que nem sempre vale a pena ser estendido

Um poeta encontra em outro parceria, compreensão

Um alguém que faz dele um irmão

Que usa a arma, a cura mais perfeita da emoção

O ato de dividir com outro seu coração

Alda M S Santos

Morada

MORADA

Gosto de viver a poesia

Que há em cada sorriso

Sentir essa magia que encanta, inebria

Nesse mundo tantas vezes indeciso

A poesia é minha casa, minha morada

Nela posso deitar, rolar, me esbaldar

Viver a vida nem sempre animada

Mas nela buscar um jeito de me encontrar

Morada é uma coisa bem abençoada,

Morada é onde a gente é feliz e disposto,

E além de linda e muito bem arrumada,

A poesia, ela sim nos traz gosto.

Isso tudo a gente encontra na poesia,

Ela nos alegra, nos fortalece a cada dia,

Se não fosse a poesia, a vida a graça perdia,

Ah, Deus fez tudo de bom e colocou na poesia.

Alda M S Santos

João Leles Martins

Dueto no desafio num sarau

Poetizando

POETIZANDO

Poetizar: ato ou efeito de transformar em versos

Aquilo que não sai da mente, da alma

Que é forte, intenso, pura emoção

Que machuca ou alegra, que aperta o coração

Poetizar é um modo de verbalizar

Aquilo que está intenso, que precisa extravasar

Que em versos rimados vai se transformar

Para o poeta não se sentir sufocar

Poetizar é dividir com o outro o que parece tormento

É lançar ao vento, ao tempo, a todo momento

Uma gama colorida e enorme de sentimento

Poetizar é se tratar, se auto-analisar

É buscar no outro um alguém para encantar

Se alegrar, se curar, se amar…

Alda M S Santos

Ela permite

ELA PERMITE

Ela permite quase tudo

A silenciosa e calma admiração

O grito alto, que alivia, surdo

O encanto, a paixão, a veneração

Ela permite ir a qualquer lugar

Para o saudoso ontem ou o amanhã a despontar

Ainda que não saiba aonde chegar

Mesmo no mais íntimo sonhar

Ela permite quebrar fechaduras, abrir janelas

Arrombar portas, estourar taramelas

Despir-se de tudo, pular cancelas

Ela quer mesmo é uma vida de magia

De amor, de paz, de fantasia

Ela permite tudo, ela é a poesia…

Alda M S Santos

Banhos de Lua

BANHOS DE LUA

A noite parecia não ter fim

Virava e mexia e nada do sono vir

Carneirinhos contava, a mente divagava

E, desistiu de dormir, enfim

Levantou-se devagar, e saiu dali

Cabelos emaranhados, descalça a caminhar

Longa camisola de seda a flutuar

Foi atraída pelo brilho fascinante do luar

Na imensidão de água, sob o brilho intenso da Lua

Foi despindo-se de tudo que a incomodava

Vestes, dores, medos, culpas, até ficar toda nua

A Lua de longe carinhosamente a chamava

E no encontro com o mar mais fascinada ficava

E, num banho de lua e mar, ao amor se entregava

Alda M S Santos

O verso e o reverso

O VERSO E O REVERSO

Cada qual faz uso daquilo que possui

Uns usam o grito, a oração, a canção

Há quem faça uso do silêncio que intui

Vale tudo se for boa a intenção

O poeta tem papel de suma importância

Cabe a ele espalhar beleza, leveza, alegria

Também denunciar o mal, a intolerância

Lançar mão do amor, da magia, da poesia

Há quem diga que isso é utopia, tá falido

Que não há mais jeito, tudo bandido

Que esse mundo já era, tempo perdido

Prefiro acreditar no poder do verso

Da voz que se expressa no reverso

Do amor que insiste em ser a luz do universo

Alda M S Santos

Poetar

POETAR

A habilidade de os sentidos apurar

Acionar até o sexto sentido

Nada perder, tudo captar no ar

Até o que parece falido

Ter um novo olhar, mais atento

Ativar olfato, audição, aguda percepção

Ter em si mesmo novo alento

Potencializar ainda mais a intuição

Entraves enxergar, parcerias buscar

Não querer sozinho caminhar

Será que isso é poetar?

O poeta Estevam disse que poetar é

“Transmitir angelicais inspirações”

Vou mais além: é receber, processar e repartir sensações…

Alda M S Santos

A própria vida

A PRÓPRIA VIDA

Para uns, inspiração

Para outros, confusão

Alguns leem com a razão

Outros já sentem com o coração

E a alma de um poeta a versar

Segue organizando esse caos

Tentando fazer valer a pena

O que a pena nem sempre consegue registrar…

Para uns, encantamento

Para outros, fingimento

Finge que é feliz, finge que não dói

Que não se importa com o que se diz

Mas em tudo há deslumbramento

Pelo que vê, sente, ressente

E nisso tudo há muito contentamento…

Para uns, letras, versos, poemas

Para outros, um passatempo

Para o poeta, a própria vida

Um meio de viver com seu sentimento…

Alda M S Santos

Dia do poeta

DIA DO POETA

A arte de captar a poesia

E transformá-la em poemas…

Que possamos prosseguir

Nesse caminho terapêutico da poesia

Espalhando amor e alegria

Feliz do a do poeta a todos!

Alda M S Santos

Deixei poesia

DEIXEI POESIA

Qual foi sua contribuição

Para o mundo melhorar

Essa era a verdadeira questão

Feita a todos ali sem cessar

Uns diziam: curei males físicos e mentais

Outros: ensinei as lições fundamentais

Há quem tenha dito que levou paz a toda gente

Ou que tenha lutado na linha de frente

Entre tantas defesas e tanta melhoria

Num rompante de sabedoria

Há quem disse simplesmente:

Por onde andei eu levei poesia

Fiz a vida mais contente

Assim disse o poeta:

Fui flor, doei amor, tristezas dissipei

Desse modo muitos corações aflitos salvei!

Para o mundo melhorar

Deixo poesia fluindo no ar…

Alda M S Santos

Poesia

POESIA

Por onde passar, deixe poesia

A vida ficará mais bonita, doce

Colorida e florida para nossa travessia…

Alda

Catarse

CATARSE

As letras iam saindo meio misturadas

Formavam umas palavras meio sem nexo

Juntas não pareciam fazer sentido algum

Mas ela sentia, sentia muito

Apertava o coração, doía a alma

Ainda assim, ela continuava

Deixava na tela do celular tudo que a incomodava

Tudo que estava “sobrando” dentro de si

Letras e mais letras, palavras, frases, versos

Iam se juntando, criando uma harmonia

Enfim, um poema… poesia…

Chorava, sentia-se mais leve

Meio esgotada, renovada, reabastecida

Assim funciona um poema catártico

Aquele que tem o poder de processar sentimentos

Construir, desconstruir, reconstruir

E fazer viver melhor

Poesia é terapia…

Alda M S Santos

Pede o quê?

PEDE O QUÊ?

“Hoje é domingo, pede cachimbo”

Que pede seu domingo?

Uma neblina baixa, friozinho

Chuvinha fina, insistente

As flores até demonstram um sorrisinho

Voam no céu, ignoram a chuva os canarinhos

Galos cantam ao longe, saracura saliente

Só os bichos acordaram, não estão sozinhos

E eu aqui na rede na varanda

Bom dia!

Meias nos pés, respirando essa poesia

Domingo pede descanso, pede calor

Pede café recém coado, um queijo coalhado

Pede um amor debaixo do cobertor

Domingo pede magia, pede poesia

Pede nós dois aqui em harmonia…

Hoje é domingo, pede um pingo de chuva, de vida

Agradeço, sem choramingo

A chuva, o amor, a paz e a magia de viver…

Seu domingo pede o quê?

Alda M S Santos

Nasceu!

NASCEU!

Já deixei brotar, já deixei nascer

Já cultivei para crescer, já vi morrer

Mas também já nasceu sem meu querer

Já foi embora, triste, vi desaparecer

Ora é saudade, ora é vontade

Ora é desejo de trazer de volta, sem piedade

Cultivo as lembranças com simplicidade

Para ver se renascem para nossa felicidade

Aparece como nuvens brancas no céu

Ou bem pesadas, verdadeiro véu

Ora são brisa leve, chuvinha fina

Tempestades seguidas de arco-íris, brilhante purpurina

Que aquecem de amor o coração da menina

Assim é a poesia em mim

Rústica, delicada, sofisticada,

Ou firme como marfim

Assim são os poemas, enfim…

Alda M S Santos

Nasce um poema

NASCE UM POEMA

Todo nascimento é comemorado

Vem de gestações diferentes, é abençoado

Nove meses, nove dias, nove horas

Nove minutos ou segundos

Uma vida é gestada, um poema é cultivado

Plantado no coração de um poeta

Nos corações daqueles que amam

Alimentado pela lua, pela água, pelo ar ou pelo mar

Pela paixão, saudade ou desejo de amar

Por tudo que há de beleza, de grandeza

Nessa nossa tão terna natureza…

O poeta tão sensível o faz nascer

Uns vêm à luz mais facilmente

Outros são tirados à força, com raízes, dolorosamente

E nascem, desabrocham, crescem, intenso viver

Para fazer sorrir ou chorar o mundo

Para colorir o mundo de alguém…

Alda M S Santos

Como fazer amor

COMO FAZER AMOR

Fazer um poema é como fazer amor

É preciso interesse, desejo

Um olhar terno, talvez um pouco de pudor

Uma lenta aproximação, um beijo

E, no tempo de cada um, nasce o poema

Faz-se o amor…

Fazer um poema é como fazer amor

Não dá para ser de qualquer jeito

É preciso encanto, admiração

Captar a magia, a poesia, o pulsar do coração

E, com total entrega e paixão

Nasce um poema

Faz-se o amor…

Fazer um poema é como fazer amor…

Alda M S Santos

Que você vê?

QUE VOCÊ VÊ?

Dá para ver tanta coisa aí

Que você vê?

Pássaros a plainar, peixes a nadar

Pessoas a mergulhar, se aventurar?

Que você vê?

Uma praia deserta, uma alma aberta

A pessoa certa, uma mulher desperta?

Que você vê?

Crianças a brincar, o sol a esquentar

Um casal a se olhar, se beijar, se apaixonar?

Que você vê?

Um horizonte, um entardecer

Uma briga, um romance, um momento de prazer

Ou a solidão de um ser?

Que você vê?

Dá para ver tanta coisa aí

Tanta cor, tanta luz, brilho, tanta escuridão e magia

Muita arte, beleza, imaginação, fotografia

Tudo irá depender do seu olhar

Da intensidade da sua poesia…

Que você vê?

Alda M S Santos

Só a poesia

SÓ A POESIA

Só a poesia nos permite ter um olhar especial

Para aquilo que todos veem como trivial

Só a poesia nos faz sentir algo, ser mensageiro

Daquilo que todos têm como corriqueiro

Só a poesia nos habilita a tocar fundo no sentimento

De perto, de longe, no pensamento

Só a poesia nos deixa a flutuar, a divagar

Mesmo quando a tendência é parar, estacionar

Só a poesia nos permite manter a sanidade

Em meio às nossas loucuras diárias

Só a poesia é capaz de enxergar o sorriso

Aquele que está atrás das lágrimas

E as lágrimas atrás de cada “tudo bem”

Só a poesia nos permite ainda amar

Mesmo que tudo aponte para a indiferença, para o odiar

Só a poesia nos capacita

A mirar o futuro com esperança

A atravessar o passado sem desconfiança

Sem perder o foco do presente

Sendo a interação, a boa energia

Poesia é a alma que se vê

Poesia é pura magia…

Alda M S Santos

Por aí

POR AÍ

Por aí sigo captando belezas

Num cantinho qualquer

Sendo alvo das gentilezas

Apreciando o que de encanto há

Nas flores, nas cores, na pureza…

Por aí sigo captando a música

Que o vento sopra

Que os pássaros cantam

Que as árvores dançam

Aquelas que tocam lá fora,

Tocam cá dentro

E nos encantam…

Por aí sigo em busca da sintonia

Aquela que vem na percepção da poesia

Que nos faz frágeis, fortes

Que nos inebria, contagia…

Por aí encontro algo que todos buscam

Aquela que há nos momentos mais inesperados

Onde um desavisado só vê simplicidade

Eu encontro felicidade!

Alda M S Santos

Quando sou primavera

QUANDO SOU PRIMAVERA

Quando sou primavera

Sou flor, cheiro, cor

Beleza, harmonia

Atraio, encanto,

Perfumo e embelezo…

Porém, não sou primavera todo o tempo

Venho de invernos frios, longos e solitários

Quase destruída nos verões de muitos ventos e tempestades

Abandonada e recolhida em mim mesma nos outonos

Em que perdi boa parte de mim…

Reconstruí, floresci, renasci….

Enfim, primavera!

Trago comigo arraigados

Meus verões, outonos e invernos…

E com eles, quem me acompanhou

Com eles quero dividir

Minhas flores, minhas alegrias, meu perfume

Minhas cores, meu encanto!

E sigo devagar, sem pressa…

Nas chuvas e nas brisas vou florindo meu jardim

E me abasteço para o próximo outono

Ele sempre vem!

Alda M S Santos

Primavera: música e poesias no Abrigo Frei Otto #carinhologos

Poeta

POETA

Poeta, aquilo que sai da sua cabeça

É algo que talvez nunca se esqueça

Aquilo que sai da sua cachola

E um pouco até extrapola

Vira versos, poemas, te ajuda a sair de sola

Poeta, aquilo que sai da sua alma

Que vem do coração até a palma da sua mão

Transborda sentimentos, escreve, extravasa

Vira versos, poemas, são levados pelo vento

Lavam a alma, atingem outro coração…

Poeta, o que passa por sua cabeça

Vira sonho, faz um atalho pelo coração

Deixa você mais leve, doce, sublime

Te lava por dentro, te redime

Isso se chama amor, revestido de inspiração

E te faz ser mais emoção…

Poeta, que se passa em seu coração?

Alda M S Santos

Musa inspiradora

MUSA INSPIRADORA

A cada poema, uma musa

A cada verso, uma inspiração

Venha da natureza, da fé, da emoção

Da beleza ou grandeza do coração

“Eu sinto, só não sei escrever”- já ouvi dizer

Traduzir em palavras os sentimentos

Próprios ou dos outros não é coisa fácil de fazer

Exige muita sensibilidade e muito querer

De onde vem sua inspiração?

Todo poeta já ouviu essa questão

Cada qual com sua “musa” inspiradora

Nessa vida nada animadora

Quase sempre vem de algo ou alguém que viu

Viveu, sentiu, ouviu, observou, despertou os sentidos

Atiçou a emoção, acendeu a imaginação

E logo está pronto um poema

Carregado de vida, mente, paixão e alma em ebulição…

Qual sua “musa”da inspiração?

Alda M S Santos

Poesia

POESIA

Poesia não é para entender, não é para explicar

Poesia é para sentir, para se fazer sentir

Poesia não é para racionalizar, equacionar

Poesia é para apreciar, emocionar

Pois é fruto das boas energias

Que transbordam de algo ou alguém

E viram versos, poemas

Poesia é para alguém faminto de magia, de encanto

Não são todos que sabem uma poesia apreciar

Poesia é para a alma de simplicidade alimentar

De emoções, de amor, de beleza e encanto

Poesia faz a vida fazer sentido

Sem precisar explicar!

Alda M S Santos

O tempo não conta

O TEMPO NÃO CONTA

Neles, os poetas, a brisa toca mais suavemente

As flores têm mais perfume, mais cor, mais espinhos

A chuva cai mais torrencial, assustadora

E o sol aquece mais rapidamente

Neles, os poetas, o abraço enlaça melhor

O olhar enxerga mais detalhes

Os beijos são pura emoção

E as conversas são longas e com melhor teor

Neles, os poetas, o amor se faz mais intenso, mais terno

O coração bate em uníssono, em harmonia

As ondas arrebentam suaves a seus pés

Numa explosão de pura alegria

Neles, os poetas, o tempo não se conta, se canta

O caminho se faz noutro ritmo, como um rio

O amor é a liga de tudo que há

E a vida sempre os encanta

Neles, os poetas, a vida é pura poesia

Nada há que não possa ser sentido

Eles são os escritores que fazem dela versos, poemas

E a abrem a todos por pura cortesia…

Alda M S Santos

Click: poeta das imagens

CLICK: POETA DAS IMAGENS

Capta em qualquer canto

Um encanto ou beleza qualquer

Terra, mar, rio, mata, gente

E surge um desejo premente

Eternizar aquele momento

Fazer de tudo para fixar na mente

Aquele segundo especial, envolvente

Mexe daqui, ajeita dali, senta, deita

Se encaixa num ângulo perfeito

Busca sua musa, a melhor luz, a mais aparente

Quer capturar a essência genuína daquele lugar

Click! Atua o poeta das imagens

E “escreve” ali sua poesia

Para sempre eternizada

Em sua objetiva, objetivamente

Em seus olhos, em sua mente

Numa alma que deseja viver da beleza

Que não se cansa de procurar, de gravar

Ainda que desajeitadamente

O que de mais intenso e belo ali encontrar…

Fotografia: a arte de fazer da imagem uma poesia…

Alda M S Santos

Somos todos poesia

SOMOS TODOS POESIA

Em nosso caminhar do dia a dia

Tristes, felizes, falantes ou calados

Tranquilos, afoitos, solitários ou acompanhados

Somos todos poesia…

Carentes, completos, amantes ou amados

Profundos ou superficiais, intensos nessa louca travessia

Juntos, separados, magoados ou abandonados

Somos todos poesia…

Doentes, sadios, loucos ou apaixonados

Sentados no caminho, subindo numa árvore, seguindo ou parados

Lutando por uma fantasia ou sofrendo de paralisia

Somos todos poesia…

Poesia aberta a quem possa apreciá-la

Poesia que carece de alguém que a leia, que a sinta

E possa transformar nosso avesso em versos

Que organize nossa confusão em rimas

E que faça de nós um poema, sua maior obra-prima

Somos todos poesia…

Alda M S Santos

Inspiração

INSPIRAÇÃO

Há o céu de intenso azul com um gavião a plainar

Ou nuvens espessas e uma chuva a se armar

Isso serve para inspirar

Mas há também você a me olhar…

Há árvores frondosas no vento a balançar

As folhas secas no outono a cair e o chão a forrar

Ou flores lindas e coloridas na primavera a perfumar

Isso serve para inspirar

Mas há também seu sorriso a me encantar…

Há o rio que nasce na serra e cai nas pedras a cascatear

Ou as ondas do mar que batem nas rochas e espumam na areia a desmanchar

Isso serve para inspirar

Mas há também você a me acariciar…

Há toda a natureza, o céu, a terra e o mar

Ou Deus, a família e os amigos a me alegrar

Mas nada tão completo como você, como o amor

Para poder me inspirar…

Alda M S Santos

Censura poética

CENSURA POÉTICA

Nem tudo que se quer

Percebe, capta ou sente

Convém virar poema

Poderia ser mal interpretado

Traduzido do modo errado

Não condizente com o real

E tornar-se um grande mal

Censura poética…

Nem tudo que se quer

Percebe, capta ou sente

Seria recebido como poesia

Transmutada em palavras

Em versos, em rimas, em beleza, em magia

Censura poética…

Nem tudo que se quer

Percebe, capta ou sente

Pode ser gritado ou calado nos versos de um poema

O amor e a dor seriam confundidos

A alegria e tristeza mesclados

A esperança e a saudade exaltados

O erro ou o dolo perdoados

Censura poética…

Pura bobagem,

Não há censura que cale a voz da alma de um poeta

Não há censura que impeça a conexão com o leitor

Ou que tape seus ouvidos para o canto de um belo poema, faça-me o favor…

Censura poética? Que horror!

Alda M S Santos

Leia-se!

LEIA-SE!

Hoje é o Dia Internacional do Livro

Leia, releia um livro, emocione-se

Tente, se nunca leu, pode se apaixonar

“Esqueça” um livro por aí,

Para que alguém o encontre

Presentei-se, faça-se bem, regue seu interior

Equilibre sua razão e emoção

Leia livros digitais, impressos, antigos ou novos

Alimente sua mente, sua alma

Viaje!

Encontre-se nos versos de um poema

Compreenda ali sua trajetória, ou parte dela

Ler um livro é o melhor modo de entender o mundo

É um jeito de aprender a ler o outro

A maneira mais eficaz de entender a si mesmo

Quem sabe um dia você escreva um livro, um verso

Sobre si, sobre o outro, sobre o mundo

Sobre essa grande interação que vivemos

Pois, fazer parte de uma história

Todos nós já fazemos

A mais linda história que alguém já escreveu

A história da nossa vida!

Leia-se!

Alda M S Santos

Fotógrafos

FOTÓGRAFOS

Há poetas das imagens, os fotógrafos

Eles andam por aí com seus lápis a mão

Ops! Com suas máquinas

E eternizam momentos em sua lente

Que ficariam apenas em sua mente

Se não fossem esses segundos capturados em sua objetiva

Instantes de poesia que perceberam no ar, num olhar

Leveza, alegria, dor, tristeza, esperança

Sensualidade, amor, prazer de viver, gratidão…

Uma história registrada numa imagem

Tão perfeita que quase se nota o frescor da brisa

O carinho no olhar, o medo nas expressões

O cansaço, o pedido de socorro, a paz

Há foto que grita, que toca fundo, que comunica

Como os poetas eles “escrevem” sua poesia

E cada leitor ou admirador a receberá de um modo

Fará sua interpretação desse flash natural

Capturado num momento carregado de emoções e sentimentos

Baseado no contexto, nos pré-requisitos que traz dentro de si

Imagem que fala ao seu observador/leitor

Que atinge sua mente, seu coração, sua alma

Há fotografias e poemas que mostram o lado de dentro

Fotografia é poesia instantânea

Compartilhada com quem ama poesia…

Alda M S Santos

Qual sua arma?

QUAL SUA ARMA?

Todos temos armas. Todos!

E as usamos diariamente, conscientemente ou não

Algumas mais poderosas e certeiras que outras

Certamente com objetivos diferentes

Mas sempre visam atingir ou “matar“ algo ou alguém

Eu uso a poesia, as palavras

O sorriso, a literatura, os livros

Uso um abraço, um carinho, uma mão estendida, o amor

Quero matar a tristeza, a desilusão, a ignorância, o desamor

Em mim e nos outros…

Já tive arma de fogo apontada pra cabeça

Quase matou meu desejo de viver

Quase levou embora minha fé e confiança na humanidade

Quase…

Ainda me atormenta, mas não tem mais tanto poder sobre mim

Tenho muitos “livros” e amor na mente, na memória, na alma

E o que me faz seguir caminhando são eles

Minhas armas: amor e conhecimento

Um livro pode não salvar a minha vida

Mas pode ajudar a salvar uma humanidade inteira

Conhecimento e amor blindam o ser humano,

São impeditivos e incompatíveis com arma de fogo

Minha maior arma é a poesia

Uma poesia recheada de amor e fé

Eu a disparo todos os dias, todo o tempo

Espero atingir todos vocês!

Qual sua arma?

Alda M S Santos

Deixe virar poesia

DEIXE VIRAR POESIA

Aquilo que te leva ao êxtase

Que provoca risos sem fim

Deixe virar poesia

Aquilo que te machuca, corta

Que causa dores e cicatrizes

Deixe virar poesia

Aquilo que você agora desconhece

Que te magoa, enrijece

Deixe virar poesia

Aquilo que te sensibiliza, emociona

Que aperta o coração, e que você tanto ama

Deixe virar poesia

Aquilo que te amedronta, aterroriza

Causa pesadelos que nem a luz ameniza

Deixe virar poesia

Aquilo que é real, imaginário

Que é fugaz ou que virou saudade

Deixe virar poesia

Aquilo que é beleza, na simplicidade ou na sofisticação

Que traz sabor e aroma ao cotidiano

Deixe virar poesia

Tudo aquilo que é vida, que não se desperdiça ou economiza

Se eterniza

Deixe virar poesia…

Alda M S Santos

QUANDO NÃO ESTOU EM MIM

A poesia está em toda parte, mas é preciso sentidos alertas para captá-la.

Transformar em poemas e prosas poéticas parte dessa poesia é o objetivo principal dessa obra.

Captar sensações, sentimentos, a relação com Deus, com o outro, consigo mesma é trabalho minucioso, prazeroso.

Destrinchar relacionamentos de amizade, de amor, de carinho, relações conturbadas, fazer da poesia sua maior catarse.

E, o principal, fazer com que o leitor sinta-se parte disso tudo é o desejo da autora.

Mesmo quando ela não está em si mesma, procura se encontrar no outro.

E deseja que, em contrapartida, ele também nela se encontre quando estiver distante de si mesmo…

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Poesia: analgésico, anestésico, estimulante

POESIA: ANALGÉSICO, ANESTÉSICO, ESTIMULANTE

Na dor, poesia é analgésico eficaz

Na saudade, poesia é anestésico poderoso e catártico

Na letargia, poesia é estimulante feroz

Na alegria, poesia é pura magia

Na descrença, poesia é a fé restaurada

Na vida poesia é a droga legalizada

No poeta, poesia, amor, fé e vida se fundem

Se confundem, se materializam, se transmutam

Em letras, versos, poemas, emoções…

Poesia é registro vivo, a prova irrefutável

Daquilo que ainda vive…

Alda M S Santos

DiRoma Parque- Caldas Novas

Escrever…

ESCREVER…

Escrever uma história é se aventurar

É misturar ficção com realidade

É ler sonhos e desejos alheios

É traduzir e transcrever sentimentos

É reviver…

Escrever é viajar na imaginação

É abrir asas, flutuar, ver de cima, de fora

É mergulhar fundo e intensamente na emoção

É se eternizar…

Escrever é se tratar, se curar

É medicar, remediar, vacinar, fazer terapia

É uma catarse…

Escrever é lidar com medos, traumas, angústias, alegrias

É dar um drible na saudade, na dor, nas mágoas e decepções

É fixar aprendizado…

Escrever é também ler, ser lido, decifrar

É fazer-se entender numa história, é identificar-se nos versos do outro

É sintonizar…

Escrever é conversar consigo mesmo

É sensibilizar, é sorrir, é chorar

É um reencontro com seu próprio eu

Passando pelo eu do outro

É intensamente viver…

Alda M S Santos

A Lua mudou

A LUA MUDOU

A coluna dói mais quando a Lua muda de fase

Se o tempo esfria, aquela dor crônica nas articulações piora

Se o joelho incomoda já sabe que vem chuva

A Lua Cheia inspira os amantes

A maré baixa causa indisposição

A natureza dando sinais no corpo

Ou o corpo buscando justificativa para suas alegrias e mazelas?

Chuva, dias nublados, Sol, Lua, estrelas

Belezas, dores e amores inspiram poetas

Ou sua inspiração que faz com que vejam tudo isso

Onde ninguém mais vê?

Transformam em poemas o que veem lá fora

Ou o lá fora apenas ativa, atiça o que já têm cá dentro?

O joelho dói porque vai chover

Ou vai chover porque o joelho doeu?

Qual a mudança na Lua lá em cima

Que sensibiliza poetas cá embaixo?

Que marés são capazes de virar nossos ventos internos?

Ou será que a sensibilidade está bem mais perto daqui

E a Lua é apenas a Lua, o mar apenas o mar,

O amor apenas mais uma dor?…

A Lua mudou…

Alda M S Santos

Escritas

ESCRITAS

Escrevo no papel, a lápis para não borrar

Quando não há certeza do que calar ou dizer

Se precisar apagar e reescrever…

Escrevo no papel, a tinta para não apagar

Quando é certo e definitivo o que se quer expressar

Na vã tentativa e desejo de eternizar o sentimento descrito em palavras

Escrevo nas páginas inúmeras da alma

Com lágrimas, sorrisos, gritos e silêncios

Uso vermelho sangue, amarelo vida, cinza luto, verde esperança

Páginas borradas, reescritas, infinitas, multicores

E percebo que o que foi escrito ali é o pote de ouro além do arco-íris

Não há modo de apagar, é sempre belo e desejado

São versos ternos, eternos, com ou sem rima…

Escrevo no coração daqueles que compreendem

A poesia traduzida em versos de carinho e amor

E a querem infinita e eterna em si

Escrevo nas páginas infinitas da minha alma

Uma história de amor pela vida

A poesia que busco eternizar em mim…

Alda M S Santos

Estou viva!

ESTOU VIVA!

Estou no perfume doce e inebriante da flor

Também nos espinhos que a protegem e nos causam dor

Estou no calor escaldante do sol a brilhar

Também na chuva fria que cai fininha sem cessar

Estou na paz e inocência do sorriso infantil

Também na ternura do olhar de um idoso senil

Estou no beijo de um casal apaixonado

Também na saudade de um amor do passado

Estou na brisa suave que acalma, refresca, arrepia a pele e os cabelos balançam

Também nos ventos fortes dos vendavais que assustam e tudo bagunçam

Estou nos acordes suaves da empolgante canção

Também nos corpos grudados que dançam sensuais pelo salão

Estou na claridade da lua cheia ao anoitecer

Também na nebulosidade de um dia em que o sol esqueceu de nascer

Estou na finalização que nos traz todo entardecer

Também na esperança que renasce verdejante em cada alvorecer

Estou no amor vivido, na dor cortante, frustrante

E na vida que se renova no silêncio de paz dos amantes

Estou viva, sou a poesia

E, vez ou outra, me transmuto em versos, em poemas, em magia…

Alda M S Santos

A poesia

A POESIA

A poesia está no ar…

Artistas de plantão a captam por aí

Fotógrafos a registram no click de suas lentes

Musicistas a transformam em harmônicas e tocantes notas

Pintores a eternizam no óleo de suas telas coloridas

Cantores a entoam em graves e agudos em perfeita sintonia

Escultores a modelam na argila flexível e receptiva

Dançarinos absorvem e expressam sua leveza e beleza rítmica

Poetas a traduzem em versos singelos de um poema

Adeptos do afeto se abraçam, se enlaçam, se entrelaçam, se completam

Amantes se dão no mais puro amor

E fazem da vida uma eterna poesia…

Alda M S Santos

Ilha Grande -RJ- Ilha do Caxadaço

 

Licença poética

LICENÇA POÉTICA

Peço licença poética para enxergar o mundo

Quero vê-lo sob meu toque particular, sem regras

Gramaticais, ortográficas ou sintáticas

Quero tocá-lo com meu olhar perscrutador, amoroso ou invasivo

Quero flexionar gênero, número ou grau a meu bel prazer

Sem métricas, sem rimas, sem coesão, incoerentemente

Dá licença?

Quero plurais onde me apetecer, onde me sentir muito só

Singular onde acreditar ser mais conveniente

Ficar maiúscula onde me sentir melhor, puder ser o bem

Ser minúscula quando quiser sumir, me esconder como ênclise nas palavras sem nexo

Sempre iniciando, sem pontos finais, exclamando sempre

Sem separações de sílabas ou outras quaisquer

Em contínuas reticências

Questionando o que sangrar ou machucar…

Dá licença?

Quero conjugar os verbos viver, amar ou partir a meu modo, sem imperativos

Com os sujeitos que julgar adequados, simples, complexos ou ocultos

Sem pretextos ou pretéritos, sem objetos diretos ou indiretos

Usar a voz ativa e passiva quando for amor, sem preconceitos de pessoa, gênero ou qualquer tipo

Quero atribuir belos predicados, abusar de vícios de linguagem

Dá licença?

Quero ouvir o silêncio de um coração que grita ou a música das águas geladas de uma cachoeira

Ouvir a declaração de amor das estrelas numa noite quente ou a solidão da lua sem parceiros

Cegar-me com o brilho do sorriso de quem ama

Aquecer-me sob o sol escondido atrás das nuvens escuras

Chorar com a saudade em gotas que escorre e cria sulcos naquele rosto que insiste em sorrir

Dá licença?

Quero abraçar a poesia que há em mim, no outro

Fazer amor incansavelmente com a vida com a mesma paixão

De um casal que se “pega” e se beija com entrega apaixonada num canto escuro qualquer

Quero fazer desse viver o mais lindo poema

Usando nesses escritos a licença que só a alma pode conferir

Dá licença?

Alda M S Santos

Escrever é…

ESCREVER É…

Aqueles que se dispõem a traduzir em palavras

Em versos ou prosa o que se passa dentro de si

Que tentam organizar ou dar sentido ao caos

Escritores, poetas, profissionais ou amadores

Quase sempre são acusados de excêntricos, introvertidos, superiores

Ou frágeis, confusos, donos da verdade, narcisistas

Encontraram, ou ao menos buscam, na verdade, um modo de abrandar, silenciar

Todos os barulhos que ecoam e carregam dentro de si

Caminhos que trafegam sozinhos na escuridão ou luz interior

Levando alguns leitores e seguidores afins a fazer o mesmo

Escrever não é um ato superior ou inferior a qualquer outro

Mas é, sem sombra de dúvida, um misto de prazer, alívio, dor, necessidade vital e coragem

Escrever é abrir porteiras e deixar a luz entrar, ou a escuridão sair, tanto faz

Escreve-se não para mudar o mundo, os outros, ainda que possa fazê-lo

Mas uma pequena tentativa, às vezes vã, de mudar a si mesmo…

Alda M S Santos

Somos poesia

SOMOS POESIA

Não criamos poesia, somos a poesia em estado bruto, latente

Fomos presenteados com ela nas belezas da natureza, na sabedoria dos animais, nos aprendizados humanos

Na sinceridade de um olhar carregado de amor, no desabrochar de uma flor

Na esperança da alvorada, na nostalgia do crepúsculo, no céu salpicado de estrelas

Nas águas correntes do rio, no som das ondas do mar

No perfume da mata, no cheiro de terra, no brilho do sorriso de uma criança

Na saudade, nos medos, na morte, no trabalho que nos sustenta

Na mão que se estende, no abraço que acolhe, no canto alegre de um pássaro pós-tempestade

Na insistência em amar, em fazer amor, em fazer do amor a própria vida

Em tudo que há…

Nós desvelamos, despertamos a poesia que há no outro, por aí

Somos todos poetas, uns em ação consciente e outros adormecidos

Uns transformam a poesia em poema, em versos

Em músicas, fotografias, romances, esculturas, pinturas, artes…

Outros simplesmente vivem a poesia, sem se dar conta disso.

Somos todos poesia!

Alda M S Santos

Escritora?

ESCRITORA?

“Nossa, você é escritora! É a primeira que conheço!”

Ouvi certa vez, sem perceber ao certo, se era crítica ou apreço

Já fui acusada de excessivamente romântica

Até mesmo piegas, pura semântica

Apontada por outros como extremamente sensível, poética e habilidosa

Pois “não é pra qualquer um escrever poema ou prosa”

Questionada de vários modos de onde vem tanta inspiração

Digo apenas que tudo é despertado, fruto da emoção, da imaginação

Com o veredicto de maluca, pois ninguém gosta de fazer redação se não for obrigação

Aceito qualquer penalidade, desde que o hospício permita caneta e papel à mão

Trocadilhos, brincadeiras, versos e rimas à parte

Quem escreve sabe bem, escrever é nossa mata, nosso oxigênio, sabe-se dependente, não consegue viver sem a catarse dessa arte

Escrever é apenas mais um modo de respirar, de amar, de viver, de se comunicar

Nem melhor, nem pior, correndo ainda o risco de se decepcionar

Tudo que é dito através das palavras cantadas pela alma, nada mais suplanta

O que a alma diz, a razão pode até interpretar, mas é o coração que compreende,

É outra alma afim que se encanta…

Alda M S Santos

Inspiração

INSPIRAÇÃO

Um jovem escritor pediu-me ajuda, sugestão de temas para poemas….

Que posso dizer a ele?

Que os “temas” vêm de dentro de nós, que não são impostos?

Que poemas são nossa percepção do mundo, dos outros, de nós mesmos?

Que poemas são a expressão de nossa sensibilidade em palavras, em versos?

Que quem gosta escreve por todos os motivos, como um dependente?

Se está feliz, escreve, triste, escreve, se tem algo a dizer, escreve, se não pode dizer, escreve também.

Se tem medo, fé, admiração, amor, saudade…escreve…

Tudo torna-se motivo ou inspiração!

E quando começa, qualquer sentimento vira verso…

E jorra todo o tempo…

Alda M S Santos

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