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poemas e reflexões da vida cotidiana

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amor com a vida

Sustentável?

SUSTENTÁVEL

Quero poder aplicar à minha história
Os três eRRes da vida sustentável
Já pensou poder reciclar, reutilizar, reduzir
Fazendo um viver mais saudável?
Começaria reduzindo preocupações e ansiedades
Passaria a reciclar o que já parece descartável
Como as angústias das memórias, das saudades
Faria delas um pote de alegrias e boas lembranças
Para ser revisitado em minhas constantes andanças
E iria muitas vezes reutilizar, esse o R mais útil
Reutilizar o corpo, a mente, a alma, o que der
Reativar sorrisos, doçuras, prazeres, emoções
Particularmente as que aproximam corações
Sei que precisarei de outros eRRes muitas vezes
O R de recusar aquilo que não me convém
O R de rebater de volta o que não quero também
O R de reescrever o que já não é tão bonito
E, finalmente, o R de recomeçar
Quantas vezes for preciso nesse lugar
Tudo por uma vida emocional mais sustentável
Será que tudo isso pode ser viável?

Alda M S Santos

Se eu tivesse asas…

SE EU TIVESSE ASAS…

Se eu tivesse asas poderia ir aonde quisesse
Brincando na rua, dançando com a Lua
Fazendo tudo que me aprouvesse
Não ficaria quieta, estacionada
O infinito seria minha jornada
Se eu tivesse asas enfrentaria qualquer parada
Meus sonhos teriam suas trilhas visitadas
E qualquer vontade seria realizada
Se eu tivesse asas poderia dar carona
Àqueles que não sabem voar, vivem na lona
Mostraria a eles a beleza infinita que há
Na capacidade de ir para lá e para cá
Se eu tivesse asas deixaria as dores num canto
Não levaria pesos, tampouco pranto
Nas asas só o que o amor pudesse carregar
Se eu tivesse asas eu poderia ser a inspiração
Aquela que te visita, toca seu coração
E faz de um ser humano qualquer
A poesia que brota em cada estação
Fica apenas uma dúvida que não quer calar
Será que dá para voar
Estando parada no mesmo lugar?

Alda M S Santos

Estações

ESTAÇÕES 

Nascemos Primavera, flores, beleza, encanto, projetos, sonhos, árvores a plantar,

Crescemos Verão, sol, calor, energia, diversão, frutos a colher, realizações,

Amadurecemos Outono, perdas, danos, reconstrução, seletividade, recomeços,

Envelhecemos Inverno, sabedoria, tranquilidade, paz, serenidade, resignação, calmaria…

Não há como escapar das estações de nossas vidas.

 É preciso aproveitar! 

Nada impede que possamos curtir os veranicos em pleno outono ou inverno. 

Nossa estação “interna” apenas nossa alma pode determinar…

Alda M S Santos

Nas gavetas da memória

NAS GAVETAS DA MEMÓRIA

Mexo, remexo, procuro, vasculho
Nas gavetas de minha memória há entulho
Mas com jeitinho, esperança e carinho
Encontro também doçura, cuidado, desalinho

Nas gavetas repletas da minha mente
Há muitos fatos, histórias, muita gente
Mas gosto de revirar as gavetas do coração
Lá encontro a poesia, a boa sensação

Uma lágrima, um sorriso, um jeito especial
É o que está registrado em meio ao temporal
Não preciso ir fundo, ali há emoção, afinal
Nas gavetas bem guardado, o amor é imortal

Arrumo as gavetas, reorganizo espaços
Jogo fora coisas que já não fazem laços
Mas o amor sempre terá seu lugar
Na alma de quem não desiste de sonhar

Alda M S Santos
ENCONTRO PÔR DO SOL
TEMA: NAS GAVETAS DA MEMÓRIA, UM AMOR

É tempo de desabrochar

É TEMPO DE DESABROCHAR

É tempo de desabrochar
Rosas em tantos belos tons
Brancas, amarelas, laranjas
Qual mais te causa frisson?
Azul, cor-de-rosa, champanhe, vermelha
Despertam o sentir, acendem a centelha
Rosas são em nós puro simbolismo
Prenúncio de amor, amizade e otimismo
É tempo de desabrochar…
Suavidade no toque, perfume de inebriar
Rosa atrai, encanta, sabe eternizar
O que faz bem, leva-nos a apaixonar
E terá sempre em nós um bom lugar
É tempo de desabrochar…
Em cada alma há um botão
Fechado ainda, aguardando a melhor ocasião
Prestes a se abrir, ser emoção
Espalhando boa energia em cada coração
É tempo de desabrochar…
Branca, laranja, vermelha ou amarela
Tanto faz, todas são belas
Vale mesmo o que você traz
Que faz brilhar os olhos dela
É tempo de desabrochar e encantar…

Alda M S Santos

Pequi

PEQUI

Quem gosta de pequi
Ia gostar bem de vir aqui
Há pequi para todo lado
Na rua, na cidade ou no cerrado

Quem conhece um pequizeiro?
Bela árvore, bem copada, bom sombreiro
Alegria de goianos, baianos e mineiros
Se facilitar plantam até nos canteiros

Pequi é de gosto forte, polpa amarela
Tem espinhos, se não cuidar gruda na goela
Isso não impede de estar em nossa panela

Como tudo na vida é preciso saber apreciar
É bom no arroz, com frango, boa iguaria
Posso te apresentar o pequi, nossa gostosa especiaria

Alda M S Santos

No silêncio de um coração

NO SILÊNCIO DE UM CORAÇÃO

A poesia brota suavemente em todo lugar
No voo das gaivotas no céu a planar
No jardim em botões, bem devagar
No espírito solitário que a lágrima quer disfarçar

A poesia nasce e cresce se bem irrigada
Atiça os poetas de mente inspirada
Surgem versos sentidos na madrugada
Desperta a alma estagnada e a faz apaixonada

A poesia mergulha em águas profundas
Sabe nadar, flutuar, ser ilha, não afunda
Ao leitor traz luz, reflexão, ponderação
Ou atiça a vontade de viver a emoção

Há poesia no silêncio de um coração
O leitor entende cada entrelinha, a sensação
Ela finca raiz, brota e estende galhos e flores
E a alma se alegra, vive, sai dos bastidores

Alda M S Santos

Que você vê?

QUE VOCÊ VÊ?
Dá para ver tanta coisa aí
Que você vê?
Pássaros a plainar, peixes a nadar
Pessoas a mergulhar, se aventurar?
Que você vê?
Uma praia deserta, uma alma aberta
A pessoa certa, uma mulher desperta?
Que você vê?
Crianças a brincar, o sol a esquentar
Um casal a se olhar, se beijar, se apaixonar?
Que você vê?
Um horizonte, um entardecer
Uma briga, um romance, um momento de prazer
Ou a solidão de um ser?
Que você vê?
Dá para ver tanta coisa aí
Tanta cor, tanta luz, brilho, tanta escuridão e magia
Muita arte, beleza, imaginação, fotografia
Tudo irá depender do seu olhar
Da intensidade da sua poesia…
Que você vê?
Alda M S Santos

Quero água

QUERO ÁGUA

Minha natureza pede água, vivo submersa
Se não em corpo, na alma controversa
Água que encanta, que seduz, que atrai
Água que faz brincar, nos alegra, nos distrai

Nosso planeta azul é água setenta por cento
Dela necessitamos pra vida em todo momento
Será que temos cuidado, preservado
Ou ignoramos, deixamos de lado?

Se estou feliz gosto de nadar na cachoeira
Se estou triste curto a chuva de bobeira
De todo modo gosto de caminhar à beira

Seja em rio, mar, lago ou cachoeira
Água é minha alegria, minha maior bandeira
Nela sou mais eu, mais forte, mais faceira

Alda M S Santos

Quero acreditar

QUERO ACREDITAR

Quero acreditar que estou no mundo das possibilidades
Que ainda que algo se quebre, não dê certo
Sempre haverá novas realidades

Quero acreditar que estou num mundo direito
Que ainda que ele se vire do avesso
Sempre será possível fazer de novo, bem feito

Quero acreditar que estou no mundo dos sonhos
Que ainda que eles se tornem pesadelos
Nunca serão cansativos, enfadonhos

Quero acreditar que estou no mundo das amizades
Que mesmo que a gente chore ou sofra
Sempre teremos nelas a reciprocidade

Quero acreditar que estou no mundo da beleza
Que mesmo que tudo fique seco ou frio
Ainda acharei refrigérios na natureza

Quero acreditar que estou no mundo do amor
Que mesmo que ele esteja repleto de medos
Sempre será pra nós bem sedutor

Quero, preciso acreditar!

Alda M S Santos

Muita sede ao pote

MUITA SEDE AO POTE
Quem vai com muita sede ao pote
Com muita ânsia e gula em busca de saciedade
Acaba por derrubá-lo e morrer de sede
Se se demora demais perde-se o pote para outro sedento
Bom mesmo é ir devagar
Gole por gole, um pouquinho de cada vez
Antecipando o prazer da satisfação
Saciando aos poucos o desejo que se apresenta
Vale para todo tipo de sede
De água, de vinho, de amor ou de carinho
Física, profissional, financeira ou emocional
Se não se busca pelo pote d’água morre-se de sede
Se se quebra o pote perde-se o conteúdo
Morrendo de sede à beira do rio…
Tudo é uma questão do tamanho da sede
E da sabedoria na hora de satisfazê-la…
Tá com sede?
Alda M S Santos

Já me faltou…

JÁ ME FALTOU…

Já faltou a luz, o norte, a direção
Mas nunca faltou o caminho, a oração
Já faltou o ânimo, o desejo, a vontade
Mas nunca faltou a esperança de felicidade
Já faltou a força,  a energia, a coragem
Mas a fé sempre foi bela paragem
Já faltou a crença na humanidade 
Mas Deus sempre renovou em mim a bondade
Em alguns momentos sobraram medo e solidão
E me abasteci de  sonhos e renovação
Já faltou autoestima, o amor-próprio
Na literatura, na poesia encontrei meu ópio
Já não me senti querida, amada, desejada
Mas quem nunca pensou em abandonar essa parada?
Já tive a fé estremecida, a esperança perdida
Mas nunca faltou amor à vida
E em mim mesma busquei guarida
Já me faltou o ar, o gás, o chão
E os sonhos foram meu céu, a rima do meu coração
Que já te faltou?

Alda M S Santos

Delicadeza e espinhos

DELICADEZA E ESPINHOS

Porque a rosa tem muitos espinhos
Ela nos espeta em seus caminhos
A vida pede cuidado, delicadeza
Um pouco mais de amor e sutileza

Os espinhos de cada rosa são proteção
Mas não tiram sua beleza, não
Evitam que sofra grandes avarias ou danos
Daqueles afoitos cheios de desejos mundanos

Quem ama uma rosa aceita sua condição
Ama até mesmo seus espinhos, sua (im)perfeição
Em cada uma delas uma delicada sensação

Rosas e pessoas são mesmo assim
Encantos, cores, delicadezas e espinhos sem fim
Cada uma atrai e encanta a seu modo o seu jardim

Alda M S Santos
Tarde de Poesias: Porque as rosas têm espinhos

Tempo de escolhas

TEMPO DE ESCOLHAS

Tensão, pretensão, atenção
É tempo de análise e escolhas
Entre o que faz bem para a alma, o coração
E não nos deixa acuados, presos em bolhas

É tempo de aprender a confiar
Deixar para trás o que não tem mais lugar
Abrir as portas para o novo chegar
Cuidando para em águas turvas não afundar

O mal também pode exercer atração
Confundir a mente, enganar a emoção
Urge exercitar a sabedoria, sem pretensão

O viver ensina sempre, deixa lição
O que é verdadeiro ou enganação
Se avaliarmos bem, uma hora surge boa opção

Alda M S Santos

O Sol vai me dizer

O SOL VAI ME DIZER

Um dia ainda vou perguntar ao Sol
Para onde você vai em cada entardecer
Será que adormece para tudo esquecer
Ou simplesmente aguarda novo amanhecer?

Um dia ainda vou pedir ao Sol
Explica para mim, por favor
De onde vem sua força, seu esplendor
De Deus, da Terra, ou de um viver sem pudor?

Um dia ainda vou querer saber do Sol
Será que vai se encontrar com a Lua
Todas as noites vê-la bela e nua
E num romance terno fazê-la sempre sua?

Um dia ainda vou sugerir ao Sol
Leve-me para onde você for
Sei que lá haverá vida e calor
Paz, amizade, luz, brilho e amor

Por favor!

Alda M S Santos

A que vim

A QUE VIM

Nem sempre consigo identificar
A razão de por aqui estar
Não sei se faço bem em buscar
Um motivo, um objetivo para continuar

Tantas vezes já parece tão cheio o jardim
Já não me cabe, meio diferente assim
Abelhas, borboletas, beija-flores
Brincam entre os canteiros entre tantas cores

Ando para lá, voo para cá, dou o melhor de mim
Tento não ficar onde não estão a fim
Sigo buscando a que vim

Olho em volta, olho para dentro de mim
Busco força, um trampolim
Me descubro meu próprio jardim

Alda M S Santos

É SETEMBRO!

É SETEMBRO!

Há o momento para ver o broto crescer
Em seu tempo, cada qual rompe o alvorecer
Vai em direção ao Sol, ao calor, à luz
Tal qual botão de rosa que seduz

É setembro, primavera é flor que venceu o inverno
Chegou até aqui cuidando do que é interno
Como flores, também alimentamos nossas raízes
Para resplandecer em cores, brilho e vernizes

Como flores, temos também espinhos
Delicadezas, perfumes, carecemos de carinhos
Para vencer nossos invernos e não sermos sozinhos

Fazemos parte de um grande jardim
Cada flor com sua beleza age assim
Atrai, encanta, embeleza, é plena, enfim…

Alda M S Santos

Pai Nosso

PAI NOSSO

Pai Nosso que estais no céu
Clareie nossa mente, arranque o véu
Ensina-nos a santificar Vosso nome
Alimentando a alma, saciando nossa fome

Esteja em cada coração sofrido
Que implora no olhar por um abrigo
Guia-nos pelas mãos, mostre-nos um caminho
Absorva nossas lágrimas, dê-nos um carinho

Sei que compreendes nossas falhas
As vezes em que fugimos, batemos em muralhas
Ou que voltamos chorosos para Seu colo, Seu amor
Em busca de proteção, amparo e calor

Entendemos Seu amor que acolhe, que corrige
Que nos deixa livres para agir, por vezes, aflige
Um pedido especial querermos fazer
Podemos ter Você conosco em cada amanhecer?

Alda M S Santos

Só gratidão

SÓ GRATIDÃO

Hoje não venho pedir, quero só agradecer
Tenho muito de bom, tanto por fazer
Gratidão por cada vez que me salvou, orientou
Quando quase ninguém em mim acreditou

Quero agradecer pelos anjos que me enviou
Sei que estão comigo, me abençoou
Pela natureza que me alegra e anima
E por minha família, linda, razão de minhas rimas

Sou grata pela beleza das amizades
Que caminham comigo de verdade
São meus olhos, meu sonho, minha realidade

Sou grata pela saúde física e mental
Em meio a esse caos, esse vendaval
Sou equilíbrio, ora racional, ora emocional

Alda M S Santos

Agosto se vai…

AGOSTO SE VAI

Mais um mês que chega ao fim
Pode não ter sido tão bom assim
Mas deixa em nós tanta coisa misturada
Das mais tristes e indesejáveis, às mais lindas e abençoadas
Construídas ou não, aceitas ou impostas
Ele nos trouxe vida, abriu comportas
Os ventos levam pra longe o mês embora
Chega um novo Sol, a gente se enamora
Agosto que se fecha e deixa setembro romper
Trazendo esperanças de um novo alvorecer
Mais lindo, mais intenso, mais belo
Onde haja mais bondade e menos flagelo
Agosto ou setembro, de janeiro a dezembro
Que a vida venha do jeito que vier
Para cada um de nós aprender o que quiser
E que Deus seja em nós tudo que Lhe aprouver

Alda M S Santos

Onde você quer ficar?

ONDE VOCÊ QUER FICAR?

Na vida há cobertor que não aquece
Água que a sede não mata
Abraço que a dor não amortece
Amizade que nó não desata

Há estrelas que não amenizam a escuridão
Sol que não ilumina nosso caminhar
Saudades que nos tiram o chão
Rios que não chegam ao mar

Há males que não nos deixam arredar pé
Há compaixão para a alguém estender a mão
Também tem energia que nasce junto da fé
E sabedoria ao tocar com delicadeza um coração

Na vida há também luz que vem de dentro
Amor que nos põe no centro
Calor que brota e alastra da alma parceira
Beijo que aquece a vida inteira

Na vida há todo tipo de lugar
Só precisamos saber onde queremos ficar…

Alda M S Santos

Sendo a diferença

SENDO A DIFERENÇA 

Uma andorinha voando sozinha não faz verão 

No céu, por mais animada que seja, falta união 

É preciso um grupo, ou coletivo, para algo mudar

Ou depende da força das asas da andorinha a voar?

Uma única rosa no jardim, um solitário alguém 

Pode perfumar um mundo que nem sempre cheira bem?

Será que a coragem e determinação de uma pessoa 

Pode fazer a diferença, contagiar, atrair coisa boa?

Sei que não dá para ficar sempre a esperar 

Nada nasce grande, para crescer tem que iniciar 

É urgente que se coloque a pedra fundamental 

Que comece e se construa algo de bom, afinal

Eu creio num mundo novo, diferente, iluminado

Por isso não me fecho, sinto, penso, ajo, busco aliado

Quero mais uma flor em meu bouquet para perfumar 

E mais andorinhas para comigo nesse céu azul voar

Alda M S Santos 

O que não mata…

O QUE NÃO MATA…

Diz o ditado que o que não mata…engorda
Não quero ficar presa a nenhuma “corda”
Tudo bem que não é saudável engordar
Mas há meios piores de morrer ou matar

Não quero morrer, tampouco viver por viver
Quero uma vida de prazer, sem tanto sofrer
Um viver de verdade, de luz, de felicidade
E que possa haver mais bondade e igualdade

Não quero que engorde, não quero que mate
Quero por aqui vencer um bom combate
Sem tanta agonia, dor ou disparate

O que não mata faz viver melhor
Prefiro assim, saber ser feliz de cor
Deixar que o afeto vença, o amor seja o maior

Alda M S Santos

Escrevi

ESCREVI

No frio céu de brigadeiro
Escrevi um poema inteiro
Emoções em rimas e versos
Entreguei para um bom violeiro

Nas estradas de terra vermelha
Escrevi um soneto, mera centelha
De uma vida banhada na cachoeira
Os sonhos de uma moça namoradeira

Num jardim mágico e encantado escrevi
As rosas delicadas e perfumadas que colhi
As mais lindas e beijadas pelo amado colibri

Nas areias finas da praia escrevi
Num coração, aquilo que eu sempre quis
Lancei aos deuses aquilo que me faria feliz

Alda M S Santos

Pra ver se cola

PRA VER SE COLA

Quer ver se cola?
Ignore a tristeza, não dê bola
Dê adeus à frustração, mande embora
Seja melodia, seja canção que enamora
Dance, brinque, pule, vê se não enrola.

Quer ver se cola?
Acolha essa dádiva com afeição
Seja colo, abrigo, dê atenção
Brinde! Vinho, champanhe ou Coca-Cola
Quem sabe assim a vida decola?

Quer ver se cola?
Seja confiável, seja encantável
Não minta, não se engane, seja sociável
Não se esqueça que a vida é uma escola
O melhor nem sempre é o que cola…

Quer ver se cola?
Faça versos, seja poesia
Dê um sorriso, mostre alegria
Seja bondoso, desenhe um coração
Plante rosas, seja perfume e sedução

Pra ver se cola…

Alda M S Santos

Porque o Sol brilha

PORQUE O SOL BRILHA

Porque o Sol brilha a despeito de tudo e de todos
Atrás das nuvens, pós tempestades
Independentemente de toda rivalidade
Eu também preciso brilhar…

Porque o Sol brilha mesmo depois de se pôr toda tarde
Ainda que à noite tenha enfrentado toda adversidade
Ou que tenha tido medo, insegurança, decepção ou inverdade
Eu também preciso brilhar…

É certo que ele é a estrela maior, o astro-rei
Que a vida depende dele para crescer e multiplicar
Mas eu sou filha do Rei, que me mandou para cá
Por isso, não posso desistir de brilhar…

Porque o Sol brilha ainda há vida
E vida pede amor, pede calor
Pede que a gente prossiga, não ser desertor
É preciso querer ser luz também
E assim amenizar qualquer dor…

Porque o Sol brilha, eu também irei brilhar
E convido a todos que quiserem me acompanhar
Vamos ser luz!

Alda M S Santos
Tarde de Poesias: Porque o Sol brilha

Nossos anjos

NOSSOS ANJOS

Podem se apresentar com cachos dourados
Alados, com auréolas, abençoados, pelados
Ou simplesmente ser apenas um
alguém
Que está aqui, orienta, protege, faz bem

Anjos podem ser os pais, os amigos
Quando aconselham, brigam, são abrigos
Podem ser o amor da vida da gente
Ou um alguém que está senpre presente

Podem na alegria e na dor estar ao nosso lado
Sendo luz, afeto, nesse mundo difícil, o abraço apertado
Podem também aparecer em sonhos belos
Ser ânimo, dando carinho, criando elos

Aos meus anjos do Senhor só posso agradecer
” Se a ti me confiou a piedade divina
Sempre me rege, me guarde, me governe e me ilumine
Amém! “

Que eu possa sempre identificá-los …

Alda M S Santos

A vida em cores e odores

A VIDA EM CORES E ODORES

Vejo a vida em muitas e misturadas cores
Em sonhos, devaneios, gente, bichos e flores
Numa amalucada e saudável interação
Essa viagem vai se tornando rica em emoção

Beija-flor que degusta o néctar no jardim
Flores que atraem, se abrem, felizes, enfim
Borboletas, abelhas e joaninhas
Fazem a cor, o odor e a beleza de manhãzinha

A vida tem a cor e o aroma que a gente pinta
Ainda que doa e alegria a gente não sinta
Vale ser Sol, ser oceano e a paz a gente pressinta

Gosto de gente que gosta de toda gente
Gosto de gente que se faz presente
Gosto de gente que é o amor que a gente sente

Alda M S Santos

Em águas turvas

EM ÁGUAS TURVAS

Aquelas vezes em que mergulhamos em águas turvas

Saímos do prumo, exaustos, derrapamos nas curvas

Cansados de não ver o fundo, não ver ao longe o horizonte

Desejo de estar só, nos isolar no mar,, buscar uma fonte

Águas que embaçam o olhar, deixam-nos a divagar

A questionar esse mundo, os outros, o nosso lugar

Que fazer por aqui, em quem confiar ou acreditar

A vida muitas vezes parece em nós estacionar

Nadar em águas claras, mergulhar, ir em frente, seguir

Ainda que muitas vezes não dê para sorrir

Braçadas leves, suaves, até tudo isso digerir

 
Enquanto houver águas dá para nadar

É preciso movimentar para oxigenar

E nesse giro louco tudo tudo organizar

Alda M S Santos

Reciclagem

RECICLAGEM


Quero me especializar na arte de cultivar a beleza
Não só a que beneficia o exterior, a natureza
Mas aquela que dos sentimentos faz boa reciclagem
E efetua em nosso interior uma bela compostagem
 
Quero misturar as dores e lágrimas com sorrisos
De todo lixo emocional que for acumulado
Separar bem, equacionar, juntar, deixar reservado
Nossa natureza é sábia, nos ajuda, não nos deixa de lado
 
Utilizando nossos variados resíduos sentimentais
Sermos capazes de evitar degradações pessoais
Aquelas que nos causam rachaduras estruturais
 
Quero deixar agir, fermentar uma boa porção emocional
Aguardar que desse adubo irá brotar, reciclado, natural
Um alguém mais forte, refeito, iluminado, sem igual
 
Alda M S Santos

Meu mundo para

MEU MUNDO PARA

Nas mil voltas que esse mundo maluco dá
A gente vai tentando não cair, nos segurar
Apegando-nos a algo que nos faça seguir
Que não nos trave no mesmo lugar

Tantas vezes queremos tocar a campainha
Dar um sinal que avise que queremos parar
Cansados estamos, tontos, só queremos descer
Arrumar um cantinho, encolher para descansar

Girando por aí para todos os cantos
Notamos que tantas vezes precisamos é nos soltar
De algo a que nos apegamos e nos prende no mesmo lugar
Por não querer seguir, se envolver, participar

Tantas as travas, tantas as tristezas
Que podem fazer nosso mundo parar…
Urge focar nas alegrias, nos estímulos, no belo
No amor que precisamos para fazer nosso mundo girar…

Alda M S Santos

Toma juízo

TOMA JUÍZO

Sempre quem nos ama faz esse alerta
Se cuida, fique atento, toma juízo!
E não dê moleza, fique esperto
Fuja de golpes, evite ter prejuízo!

Prefiro tomar vinho tinto suave, suavemente
Costumo brincar, digo alegremente
Mas sei bem me cuidar, não facilitar
A vida é presente para a gente degustar

Juízo com a saúde, juízo no amor
Juízo em toda situação e qualquer lugar que for
É autoproteção e cuidado, a si mesmo um favor

Se tem muito e sobra não está usando
Se tem pouco pode estar faltando
Cuide de si, juízo na medida para seguir caminhando

Alda M S Santos

Vida boa

VIDA BOA

Quero conquistar uma vida boa
Não aquela de pernas para o ar
Mas uma que não me deixe à toa
E permita oportunidades de amar

Vida boa que tenha muita saúde
Passeios, família, amigos, animação
Não precisa ter luxo, amiúde
Riqueza só quero a que vem do coração

Vida boa que a natureza proporciona
Que o amor verdadeiro traz, emociona
E a fé em Deus avaliza, adiciona

Vida boa que sabe ser compaixão
Ao outro acolher, estender a mão
Porque só é boa mesmo na fraternidade, no amor irmão

Alda M S Santos

Pensando bem

PENSANDO BEM

Pensando bem, gosto muito do que é de verdade
Que não engana, tem brilho, luz, sem falsidade
O que carrega em si a beleza da simplicidade 
Sem sofisticação, sem embromação, palco da felicidade

Pensando bem, por isso amo tanto a natureza
Rústica, intensa, forte ou suave, muita riqueza
Não há nela nada ruim, cada parte com sua beleza
Atrai, embriaga, vicia, causa doce bambeza

Pensando bem, gosto de um amor assim
Terno, afetuoso, real, sincero, caliente
Recíproco, intenso, forte, doce como café quente

Pensando bem, luz atrai luz, escuridão atrai escuridão
Ser simples atrai simplicidade
Ser verdadeiro e bom, atrai verdade e bondade

Alda M S Santos

As estações

AS ESTAÇÕES

Sou outono, sou folhas caídas, sou renovação
Posso ser a esperança crescendo em seu coração
Sou a vida em tons pastéis e amarronzados
Sou expectativa nos corações enamorados

Sou inverno, sou aconchego, sou calor, seu cobertor
Posso ser a parceria, a companhia, o amor
Sou a introspecção, sou hibernação, doce sensação
Sou a vida se refazendo em cada olhar terno de emoção

Sou verão, sou cor, alegria, Sol, mar, tentação
Sou brincadeira, leveza, a natureza em explosão
Sou a magia que há na brisa leve, sintonia
Ou a força da chuva que cai irrigando a energia

Sou primavera, sou botão, sou flor
Carrego em mim as quatro estações, sem pudor
Sou abrigo, sou sombra para a passarada
Sou a vida que se atreve em cada caminhada

Alda M S Santos

Eis-me aqui

EIS-ME AQUI

Eis-me aqui, ora inteira, ora faltando pedaços
Mas ainda assim, eu mesma
Buscando a cola que irá reconectar
O pedaço que de mim se quebrar

Eis-me aqui, ora frágil, ora forte
Mas com a mesma essência
Procurando algo que possa preencher
O que hoje se tornou ausência

Eis-me aqui, ora louca, ora sã
Sem deixar de ser humana, machucada
Gritando silêncios em resposta a dores caladas

Eis-me aqui, ora amante, ora amada
Persistente em busca do que justifica todo o viver
A alegria do amor sempre fazer, refazer

Eis-me aqui, ora sorrisos, ora lágrimas
Sem nunca desistir dessa caminhada
Conquistando a reciprocidade que acalenta, a paz que alimenta…

Eis-me aqui…até quando?

Alda M S Santos

XÔ TRISTEZA!

XÔ TRISTEZA!

Há momentos em que ela quer tomar conta
Nos joga num canto, faz feio, apronta
Quer ganhar espaço, castigar a alma
Vencer pelo cansaço, afastar a calma

Como agir para dela não padecer?
Uma lista de atitudes dá até para fazer
Brincar, dançar, cantar, uma série maratonar
Ler, conversar, namorar, lágrimas deixar rolar

Bom saber que ela faz parte do viver
Se chegou, puxe a cadeira, dê atenção
Avalie o que trouxe de novo, sua emoção
Mas não dê morada definitiva não

Aprender o que ela veio para ensinar
Deixar lavar o caminho para a alegria entrar
Fomos feitos para ser felizes, para amar
Sorria, agradeça, o Sol sempre volta a brilhar

Alda M S Santos

Editando

EDITANDO

Nossa vida é, muitas vezes, uma bela e controversa película
Que tantas vezes queremos voltar, mexer, apagar
Consertar umas partes, retirar, acrescentar
Mas nem sempre é possível editar
O que já ficou impresso não tem como desfazer
No máximo dá para gravar novas cenas por cima
Se sobrepondo às anteriores no intuito de turvar
Quiséramos ter o poder de copiar e colar
Desfazer, jogar para a lixeira, refazer
Escolher o que gostaríamos de salvar
E para a edição final poder eternizar o prazeroso
O que foi importante, rico, especial, gostoso
Esse filme que é a vida de cada um de nós
Precisa ter mais laços que nós
A verdade é que todo cuidado é pouco
Pois cenas não são desfeitas!
Apenas novos takes são acrescentados
Sem nenhuma emoção deixar de lado
Quero menos drama, menos suspense
Quero que meu filme seja uma doce comédia romântica
Daquelas que a gente sorri, chora, ama, luta
Mas o final sempre vale cada curva, cada dor, cada labuta
Sou autora, meu roteiro sou eu quem faço
E sigo conduzindo com minha batuta

Alda M S Santos

Uma luz na escuridão

UMA LUZ NA ESCURIDÃO

Como iluminar um espaço escuro
Trazer luz, brilho, torná-lo seguro
Que fazer para clarear o futuro
Nada temer, nada deixar obscuro?

É preciso saber de onde vem a escuridão
Se é física, emocional, qual a sensação
Se apaga o sorriso e deixa abalada a emoção
Ou quem aperta e deixa dolorido o coração

Aí dá para saber como fazer para iluminar
Se precisa do Sol, das estrelas, do luar
De Deus ou de um acessível coração para amar

Bom mesmo é a luz que brota de dentro para fora
Ela ilumina tudo, não se apaga, se demora
Atinge a tudo e a todos, dificilmente vai embora

Alda M S Santos
Tarde de Poesias: UMA LUZ NA ESCURIDÃO

Travessia

TRAVESSIA

A ponte está aí, convidativa
A gente olha, fica tentado
Rústica, bela, longa, atrativa
Mas tenta enxergar do outro lado

A ponte a nós se apresenta
E se não pudermos pegar o caminho de volta?
Aqui, mesmo confuso, já é conhecido
Será que pode haver uma reviravolta?

Que haverá do outro lado
Dor, luta, sofrimento, morte, partida
Apenas uma continuidade disso tudo aqui
Ou haverá mais união, amor, compaixão, vida

Preocupações, tentações, medos e vontades, sedução
Sentimentos que lutam dentro da gente
Enquanto isso, sequer percebemos ou notamos
Que isso tudo é simbolismo, somos a ponte, a evolução…

Essa travessia não é escolha
Nós a fazemos sem perceber
Ela acontece à nossa revelia
Quando vamos ver, já acabou o viver…

Alda M S Santos

Moldados pela vida

MOLDADOS PELA VIDA
Não há nada que nunca mude, que nunca se transforme
Até mesmo as pedras, as rochas, inertes e imóveis no mar
Sofrem total interferência do meio
Aparentemente firmes e fortes, a água, o sol, o sal, os ventos
A matéria orgânica, animal e vegetal a modificam
A água abre reentrâncias, provoca sulcos, invade espaços
Quando não há, contorna, passa por cima e, ainda assim, é atingida
Adquire novas cores, novas formas, novo relevo
Muitas vezes nocivo, que corta fundo quem se aproxima
Causa dores, escorregões e tombos
Uma pedra nunca está totalmente isolada por estar parada no mesmo lugar, inerte
Cedo ou tarde, ela será “outra” pedra
Somos pedras sendo moldados pelas águas da vida em seu ir e vir incessante
Ora turbulentas, ora calmas, ora violentas e sempre incansáveis da vida…
Podemos escolher fazer parte, ou sermos modificados à nossa revelia…
Alda M S Santos

DECK DOS PESCADORES

DECK DOS PESCADORES

Naturalidade, história, simpatia, pescadores
Deck cheio de barcos, turistas observadores
Oceano, mar, praia, vida marinha, admiradores
Uma vista maravilhosa a despertar amores

Um pescador de interessados nessa energia
Sua isca: a beleza do lugar, sua simpatia
E uma aula sobre as baleias, a biologia
A conversa flui, atenção no trato gera harmonia

Jesus escolheu pescadores para segui-lo
Neles viu alma bonita, afeto e bondade
E até hoje ali reina beleza e simplicidade

O oceano, um porto, um deck, um cais
A imaginação flui em voos sensacionais
Sentidos alertas encantam-se, sons musicais

Alda M S Santos

Na minha mão

NA MINHA MÃO

Fome, confiança, treino ou sobrevivência
Basta aguardar, ter consigo a paciência
Não sei, mas é de uma lindeza sem igual
Na minha mão a gaivota pousa, sensacional

Um voo no alto, plana mais baixo, desfila
No céu azul passeia, olhar fixo, não cochila
Sonda o espaço, avalia a segurança
Até optar por alguém que inspire confiança

A natureza é assim, está aí para ser admirada
Todo cuidado é pouco para não ser tão explorada
Ela carece de proteção, necessita ser preservada

Terra, céu, ar, gaivotas, eu, o mar
É um momento suave para recordar
Se apaixonar, querer repetir, retornar

Alda M S Santos

O olhar passeia

O OLHAR PASSEIA

Olhar no horizonte, para um lado é tudo azul, pujança
Para o outro é tudo verde, esperança
Areia, mar, mata, céu… na alma, festança
Para qualquer lado que se olhe é inspiração
É muita beleza que faz pulsar o coração
Para dentro o olhar passeia, cinzento torna-se colorido
O viver em diversos tons, bem floridos
As sombras já não assustam mais, tornam-se iluminadas
Pela luz e força que vêm de fora, abençoadas
Uma troca de energia do interior com o exterior
Acalmam, acolhem, doce e terno calor
Na vida quase tudo funciona assim
Quem não se fecha para o mundo, diz sim
Cresce, aprende, ensina, evolui, vive, enfim…

Alda M S Santos

E o barco da vida parte…

E O BARCO DA VIDA PARTE…

E o barco da vida parte
Leva quem tem coragem
Leves e com espaços a preencher
Ou pesados de tanta bagagem

E o barco da vida parte
Deixa a segurança do cais
Em busca de novas aventuras
Talvez de um novo caos

E o barco da vida parte
Vários rumos, vastos oceanos
E o que fica é a vontade
De ser feliz também nesse plano

E o barco da vida parte
Leva alguns, deixa outros
Na saudade do vivido
Do que ficou por viver
Do que há ainda para viver

E o barco da vida parte
Todos os dias, todo o tempo
Com ou sem passageiros e tripulantes
Nem sempre a contento
Ele parte…

Alda M S Santos

Mar aberto

MAR ABERTO

Em mar aberto tudo é mais intenso
Nesse ponto quase sempre há consenso
O vento é mais forte, a profundidade é infindável
A vida em sua diversidade é inigualável

Em mar aberto a vista vai além do horizonte
A emoção não capitula, chega aos montes
A mente viaja mais que o corpo
Naquele doce balançar me faço porto

O Sol aquece mais, mas não queima
A brisa arrepia a pele, mas não esfria
A alma se abastece mais de alegria

Numa embarcação qualquer em mar aberto
Não dá para fugir, amar é totalmente certo
O outro, a si mesmo, o universo decerto

Alda M S Santos

Na imensidão

NA IMENSIDÃO

Na imensidão de areia branca poder caminhar
Seguir em frente sem nunca desanimar
Em tudo que vejo nessa mágica natureza
Me perco, me encontro diante de tanta beleza

Tantos matizes de branco, de verde e azul
Combinação perfeita de norte a sul
Cada qual parece ter por aqui seu lugar
Harmonia na terra, no ar, no céu, no mar

E eu aqui, podendo dessa magia desfrutar
Basta um olhar atento para a emoção captar
Isso é gatilho que aciona o coração
Que bate (des)compassado, gostosa sensação

Felicidade e alegria diante da Criação
Regalo-me com tanto amor, sou toda coração
Abro um sorriso, uma silenciosa oração
Sempre, sempre serei gratidão!

Alda M S Santos

Invernando

INVERNANDO

Meus invernos são recheados de mim
Mergulho bem fundo, invernando
Vou cuidando do broto, hibernando
Para mais tarde renascer, encantando

Meus invernos são recheados de Você
Que não desiste de mim, faz acontecer
Cuida das dores, das feridas, dá guarida
E sempre me mostra o sentido da vida

Meus invernos são recheados de versos
Instigam, animam, mostram meus inversos
Reflexão, introspecção, sabedoria e ação
Em cada recolhimento mais emoção, evolução

Meus invernos são assim, aquecidos
Por mim, por Você, pelo que me tem oferecido
Sou só gratidão por cada alegria, cada coração
Que me torna mais próxima de cada irmão

Alda M S Santos

Bom mesmo

BOM MESMO

Bom mesmo é viver a vida
De tal modo que não deixe para ela saída
A não ser se aliar a nós
Nos ajudando a eliminar qualquer algoz

Bom mesmo é dar o melhor da gente
Para todos igualmente
E se isso parecer impossível
Que façamos, para tanto, todo o possível

Bom mesmo é cuidar direitinho
Com amor, respeito e muito carinho
Daqueles que recebemos como presente
Para dar sentido à vida da gente

Bom mesmo é ser agradecido
A tudo que nos foi consentido
Com sabedoria e muita calma
Aceitar o fim, quando chegar, com paz na alma…

Alda M S Santos

Enquanto houver vida

ENQUANTO HOUVER VIDA

Ela se impõe, é importante, é soberana
Não importa se num palácio ou choupana
Nada há que a faça menos bela e valiosa
É nossa, é única, intensidade contagiosa

Enquanto houver vida haverá desejos
De conviver, nos relacionar, em fortes lampejos
Enquanto houver vida o amor prevalece
Seja na dor ou na alegria ele não esmorece

Enquanto houver vida haverá luz e magia
Buscaremos paz, uma maior harmonia
Em cada coração que chegar, mais sintonia

Enquanto houver vida somos menos eu, mais nós
Em cada caminho fazendo laços, desatando nós
Somos abrigo, somos silêncio, somos voz

Alda M S Santos

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