Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

amadurecimento

Quanto tempo?

QUANTO TEMPO?
Quanto tempo é preciso
Para curar um mal?
Um vírus demora uma semana
É canja de galinha e cama
Uma bactéria com antibióticos se trata
Na hora certinha o medicamento
Acaba com ela sem sofrimento
Se é dor de cabeça ou de dente
Um analgésico é bom combatente
Uma ferida ou fratura
Também no máximo um mês já se cura
E quando o mal é do coração
Aquele que carrega emoção
E precisa curar-se da decepção?
Quanto tempo leva nessa situação?
Qual o remédio para curar frustração?
Sei não…
Acho que vai depender do coração
E do que ele carrega de montão
Mas se for amor, melhor curar não
Deixa ele lá quietinho
Não é doença que necessita medicação
Na hora certa ele tudo entende e acerta
E terá sua compensação
O amor está além de qualquer ponderação
Alda M S Santos

Não importa

NÃO IMPORTA
Não importa quem começou a briga,
Importa quem saberá por fim à pendenga
Não importa quem primeiro criou a mágoa
Importa quem será capaz de perdoar e seguir
Não importa quem adoeceu ou mais sofreu
Importa quem saberá ser a cura,
Não importa se a tempestade quase tudo levou
Importa quem irá se levantar para começar a reconstrução
Não importa se a doença não sara
Importa quem aprende a conviver com ela
Não importa se errou, todo mundo erra
Importa se aprendeu com o erro e prosseguiu
Não importa quem começou o amor
Quem o interrompeu, teve dúvidas ou fraquezas
Se houve tropeços, quedas, obstáculos
Importa mesmo é quem nunca deixará de amar…
Alda M S Santos

Tatuado na testa

TATUADO NA TESTA

O bom não traz marca na testa
É isso que ouvimos há tempos
E é consenso, não há quem contesta
Bom mesmo seria se viéssemos de fábrica
Com algumas informações importantes
Talvez um tutorial, um manual
A nos alertar para aquilo que fosse mau
Ou para o que for causar algum dano
“Frágil, quebrado também corta”
“Falhas estruturais, risco se deamoronamento””
“Dificuldades para se envolver”
“Só pega depois de um café”
“Poeta, sensível e confuso”
“Ladra, mas não morde”
“Só a cara é de santo, proteja-se”
“Mentiroso hábil e compulsivo”
“Sorriso que desarma e destranca qualquer coração”
“Propriedade particular, cuidado com o cão”
“Basta um abraço para brilhar”
Sei lá, seríamos poupados de muitos falsos atalhos
Ou caminhos desnecessários
Talvez até tenhamos essas marcas
Mas, afoitos, não damos a devida importância
E a cada vez novos choques, feridas, repouso, aprendizado
Será?
Qual marca você deveria trazer tatuada na testa?
Qual marca você mais precisaria ser alertado?
Alda M S Santos

Haverá tempo?

HAVERÁ TEMPO?
Tantas vezes a vida parece tão curta
Parece debochar da ingenuidade da gente
Atiça o desejo, mostra algumas lindas possibilidades
Mas que não estão ao alcance da nossa vontade
Inacessíveis, inexploráveis, impossíveis, inexplicáveis
Por inúmeros e variados motivos
Não teremos tempo…
Será que haveria tempo para conhecermos
Todos os lindos lugares por aí
Para fazermos tantas maravilhosas amizades
Para amarmos a todos sem vaidade
Para sermos a diferença para alguém nesse mundo gigante
Mas ao mesmo tempo tão pequeno?
Será que há tempo para explorar tudo por aí
Como criança curiosa e sedenta de vida
Será que haverá tempo para a autoexploracão?
Somos tão extensos e lindos como tudo que há
Uma miniatura complexa desse mundão vasto
Talvez a resposta irônica para essa questão seja:
Nada há lá fora que você não possa encontrar primeiro em si mesmo
Ame-se, explore-se, conheça-se, divirta-se consigo mesmo
E tudo o mais será lindo complemento
E o tempo será apenas… o tempo…
Alda M S Santos

Sonhei com você

SONHEI COM VOCÊ

Sonhei com você essa noite e tive saudades

Você estava trajando um lindo sorriso, vinha no mar

Carregava a vida com uma leveza tão doce

Que a gente queria partilhar e ficar junto

Até os momentos tristes você sabia contornar

Com cuidado para ninguém machucar

Era meio autossuficiente, autoconfiante

Nada na vida parecia sugar sua energia

Era amor, despertava amor, causava um certo furor

Havia muitos que dependiam do seu calor, do seu labor

Era luz, brilhava e inveja, por vezes, despertava

Quase nada temia, viver era uma intensa alegria

Eu olhava para você e olhava para mim

Éramos a mesma pessoa, ontem e hoje

A mesma mulher, mesmo que diferentes

Perdemos partes no caminho, ganhamos outras

Mas em algum momento algo mudou, amadureceu

Talvez tenha sido nos momentos em que a vida doeu

Por vezes não sei bem quem sou eu

Mas sigo ainda com energia, uma certa magia

Acendendo o sorriso, abrindo os braços

Oferecendo colo, ouvidos, abrigo

Ocultando os medos em segredo, atrás de abraços

Tentando levar amor onde há descompasso, necessidade

Reabastecendo assim meu ciclo vital de bondade

Você desapareceu, aqui fiquei eu

Mas o essencial de você aqui permaneceu

Prometo seguir no amor, não te decepcionar!

Prazer rever você!

Alda M S Santos

Mais no meu blog vidaintensavida.com

Dissabor

DISSABOR

Um machucado, uma fratura, uma ferida que arde, sangra, queima

Fase aguda do mal, só analgésico forte para aliviar, é normal

Um aperto no coração, tristeza, mágoa, decepção

Fase aguda da dor, que fazer para sanar desilusão?

Machucado melhora com antisséptico, anti-inflamatório e antibióticos

Um curativo, uma tala, que por um tempo isola do meio externo aquilo que está em recuperação

E quando a dor está no coração, que fazer então?

Qual o remédio, dá pra isolar do mundo externo a emoção?

Não sei, mas é bom retirar-se do meio, afastar da multidão

Buscar o interior, sanar a dor, retirar da alma a cicatrização

Ferida é sempre ferida, dor é sempre dor

Seja física, mental, emocional é sempre um mal

Passamos primeiro pelo vendaval

Em seguida vem a calmaria, levantamento de perdas, bom sinal

E, lentamente, a cura, a reconstrução

Mas todo cuidado é pouco com o remédio que se usa

Tanto para o mal físico ou emocional

Não dá para criar vícios e dependências, seria fatal

Ou cria-se raiz para novo mal, com nova aparência

Mas tudo tem seu tempo…

Logo o que era ferida é descoberta para o mundo exterior

Fica a cicatriz, o aprendizado

O coração aprende a lidar com qualquer dissabor

É a cura… e a vida segue, de preferência, sem rancor…

Alda M S Santos

Mais no meu blog vidaintensavida.com

Corpos de praia

CORPOS DE PRAIA

Há gente a “desfilar” pra todo lado

Homens, mulheres e crianças

De todo tamanho, biotipo, idade

Passeando, descansando, de qualquer nacionalidade

Gente mais tímida, acanhada

Gente mais desinibida, com mais vaidade

Brincando, se bronzeando, banhando no mar

Ninguém parece preocupado se está nos padrões

De beleza, estética ou se alguém irá julgar

Bom mesmo é estar com saúde

Para poder de tanta natureza desfrutar

A vida é demasiado curta para com tão pouco se preocupar

Vale mesmo estar por aqui, divertir, agradecer

Corpo de praia é aquele que sabe com leveza viver

Alda M S Santos

Castelos de areia

CASTELOS DE AREIA

Ainda que a vida nos pareça um castelo de areia

Desmoronando quando parece linda e perfeita

Mesmo que a gente se prenda nos fios dessa teia

Que tenhamos forças e coragem para continuar

Que possamos sempre encher nosso baldinho de água

Quantas vezes forem necessárias para outro castelo construir

Que seja ainda mais belo e resistente

Para abrigar sonhos de príncipes e princesas reais ali

Que a gente possa perceber que a beleza está no construir

Em cada detalhe feito e refeito com amor

Assim já terá sido lindo quando ele ruir

E a vida ficará mais leve e fluida, sem rancor

Alda M S Santos

Sinais

SINAIS

A vida é repleta de bons momentos

Uns bem sinalizados até com holofote

Enquanto outros exigem uma certa habilidade

Uma destreza no caminhar, uma certa “maldade”para não tropeçar

Alguns têm sinais de livre passagem

Outros têm alerta de retorne, beco sem saída

Entender quando o sinal está fechado para nós

Ou quando está aberto é que nos faz evitar os nós

A vida vai dando as dicas, apresentando as pistas

Nesse jogo de várias fases, começos e finais

Viver é não desistir de encontrar esses sinais

Ou seguir com coragem e fé a despeito deles…

Alda M S Santos

Maturidade

MATURIDADE

A maturidade nos premia com algumas habilidades

Alguns bônus que nos fazem compensar os ônus

A capacidade de ter para o mundo um novo olhar

De poder em cada beleza nos demorar

Enquanto a vida se impõe e nos exige ação até sem pensar

Viver, criar família, correr, trabalhar

Mecanização do viver, do dever, do fazer

A maturidade nos permite mais o refletir, o curtir, o ser

Não é crítica ou olhar de censura à juventude

Tampouco de supervalorização da maturidade

É apenas um repensar, uma mudança de atitude

Aquela que nos faz ter com tudo mais boa vontade

Tudo, no final das contas, depende de onde se olha

O quanto da vida é intensidade ou “chove e não molha”

Para saber aquilo que em cada fase se pode ver

Não há outro jeito a não ser naquele lugar poder viver

Alda M S Santos

Que bom seria

QUE BOM SERIA

Que bom seria se pudéssemos

Sintonizar nosso timer interno

Com o Sol que brilha no externo

Harmonizando verão e inverno

Que bom seria se pudéssemos

Num banho de Sol ou de Lua

Deixar ir qualquer coisa que não seja sua

E, em paz, encarar a vida de alma nua

Que bom seria se pudéssemos

Abrir os olhos, a janela, o sorriso

Ao mesmo tempo, sempre que preciso

Mas bom mesmo seria

Se pudesse haver total sintonia

Entre o sonhado, o real, e a fantasia

Alda M S Santos

Superpoder

SUPERPODER

Se pudesse adquirir um superpoder

Qual deles você gostaria de ter

Ver o futuro, mudar o passado, viajar no tempo

Mudar no outro um sentimento?

Uma superforça física, exímia visão

Supervelocidade ou tirar a dor com a mão?

Debaixo d’água respirar, no céu azul poder voar

Ou com quem morreu poder se comunicar?

Ser capaz de voltar à vida, todo sonho realizar

Poder todo o mal apagar

Ou a vida de alguém poder restaurar?

Para bem viver nem é preciso superpoder

Basta a gente ter um coração a bater

E alguém que saiba nosso amor receber

Alda M S Santos

A língua do amor

A LÍNGUA DO AMOR

A linguagem do amor é universal

Pode ser sintonizada em qualquer canal

Sempre será falada e entendida

Pelos mais necessitados, gente sofrida

Ela grita no silêncio das carências

Ela se cala na angústia das dependências

Ela se aninha no carinho do acolhimento

Ela se faz entender em cada sofrimento

Abraço fala, beijo fala, colo fala

Falam a linguagem dos anjos, do amor

Todos aqueles que sabem acalentar uma dor

Linguagem inata, mas que pode também ser aprendida

Por toda uma geração tão perdida

Que não encontra em ninguém uma guarida

Alda M S Santos

Quisera

QUISERA

Quisera ser uma fada e ter todo o conhecimento

Poderes do bem, do discernimento

Saber distinguir o que será de bom aproveitamento

E o que não irá trazer aborrecimento

Quisera poder afastar o mal com um simples toque

Despertar a todos para o bem, para a luz, sem choque

Não ser enganada, ter poderes sobrenaturais

Daqueles que nos fazem querer amar mais e mais

Quisera ser uma fada capaz de consertar o mundo

Colocar a Terra de novo nos eixos, em órbita

Despertar sentimentos nobres e profundos

Quisera ser uma fada, não ficar apavorada

Mas se conseguir a paz em minh’alma já estarei abençoada

Já poderei levar bons adeptos comigo nessa escalada

Alda M S Santos

E se…

E SE…

E se a Terra se rebelasse

A Natureza se revoltasse

O céu as estrelas não enfeitassem

Os namorados sob a Lua não se animassem

Será que iríamos acordar?

E se as cachoeiras secassem

As fadas ali não mais voltassem

As ondas do mar estacionassem

Os rios dos obstáculos não desviassem

Será que iríamos acordar?

E se as flores se fechassem

As árvores, tristes, tombassem

O sol de nascer se esquecesse

A chuva de nós se escondesse

Será que iríamos acordar?

E se o amor não mais nos alimentasse

Dia e noite por aqui se misturassem

A beleza e delicadeza não nos encantassem

A poesia não mais da tristeza nos salvasse

Será que iríamos acordar?

A vida no planeta Terra pede socorro

Quando iremos acordar?

Alda M S Santos

Nublado

NUBLADO

O Sol se cobriu, virou pro canto, escondeu seu rosto

Não quer amanhecer, tampouco aparecer

Hoje não estará brilhando em seu posto

Precisa de descanso, se recolher

Nuvens escuras são seu denso cobertor

Recolhido em si tudo está nublado

Ele necessita sossego, por favor

Não adianta insistir, não está animado

Talvez sua reflexão gere lágrimas, doa

E venha a chuva para tudo lavar

Talvez um vento assopre pra longe, devagar

E com um lindo sorriso amarelo abra o véu

E como fogo caloroso volte a brilhar no céu…

Alda M S Santos

O que me toca fundo

O QUE ME TOCA FUNDO

O que me toca mais fundo?

A sinfonia de pássaros numa árvore na janela

O desabrochar de um botão de rosa

O som suave no leito de um rio

A força torrencial das águas de uma cachoeira

O constante vai-e-vem das ondas do mar

Uma canção feita de versos singelos

Uma valsa dançada por um par em sincronia

O sorriso puro de uma criança

Uma mãe que amamenta seu filho

Um jovem de joelhos a rezar

O abraço de um casal apaixonado

A saudade nos olhos de um idoso que sofre abandonado pela vida

A bondade no coração de quem se doa?

Não sei…

São muitas as coisas tristes na vida,

Mas são tantas as coisas tocantes e lindas,

Que por elas vale um esforço para viver!

Alda M S Santos

Como o vento

COMO O VENTO

Como o vento, às vezes sou brisa suave

Leve, delicada, que arrepia a pele de prazer

E deixa o coração calmo, doce enternecer…

Às vezes faço bagunça, sou ventania

Tiro tudo de lugar, misturo emoções, perco-me nessa agonia

E tento me satisfazer nessa tensão, intensa magia…

Às vezes sou furacão, emoção, paixão

Em poucos momentos, êxtase, explosão

E, aos poucos, feliz, tudo volta a antiga condição…

Sou assim, fenômeno da natureza

Delicadeza, força, magia, mistério, grandeza

E a cada transformação, sempre emoção

Encanto, evolução…

Alda M S Santos

Cara lavada

CARA LAVADA

A cara é pintada, enfeitada

Para chamar atenção ou esconder emoção

Que resta quando a cara é lavada?

Quase sempre faz estardalhaço

A vida de um palhaço é só embaraço

Que se desfaz num beijo, num abraço

Nessa vida de palhaçada

Vai levando toda a meninada

A sorrir dia, noite ou madrugada

Mas pode ser cilada, não se deixe enganar

Se o sorriso se abrir, mas o olhar não acompanhar

Ao palhaço feliz falta amar…

Que resta quando a cara é lavada?

Alda M S Santos

Quando dói

QUANDO DÓI

Quando dói a cabeça, o ouvido

A coluna, o estômago, o joelho

Tomamos um analgésico qualquer e resolve

Mas quando a dor vem de um lugar

Que a gente não identifica qual é

Que fazer?

Investigar os sintomas: angústia, tristeza, desânimo

Raiva, passividade, solidão, medo?

Seja ele qual for a alma precisa de cuidado

Precisa de ter alguém especial ao lado

Em doses homeopáticas ou cavalares

Para a dor do corpo vamos à farmácia

Para a dor do coração recorremos ao abraço de um irmão …

Quer um abraço?

Alda M S Santos

Quisera ser rio

QUISERA SER RIO

Quisera ser rio que sabe que seu destino é o mar

Que segue sempre em frente sem se preocupar

Levando vida e alegria por onde passar

Por vezes, leva até destruição

Pra quem com ele não sabe lidar não…

Quisera ser rio e das pedras saber desviar

Obstáculos contornar, afluentes aceitar

Ora tormenta, ora remanso, calmaria

A sede matar, doces amantes banhar

Mas sempre seguindo rumo ao mar

Quisera ser rio, ser vida, em qualquer situação

Sendo a paz e o amor que o mundo necessita

Sabendo que sua força brota do chão, renovação…

Alda M S Santos

Amora

AMORA

“Se te contar minha história

Debaixo de um pé de amora,

Você chora!”

Será assim mesmo?

Aqui debaixo tudo parece tão suave

Tão doce e terno…

Quantos pés de amora

Já ouviram uma alma que chora

Quantas histórias ali ficaram sem senão

E cada lágrima usada para irrigação

Quantas vezes não curou dores

Segredadas entre seus galhos e flores?

Quantos abraços não notou fortes quanto suas cores?

Amora, se eu te contar minha história

Você me acolhe em sua sombra, me abraça

Guarda meus segredos, respeita meus medos

Cuida de mim com carinho

Enquanto a dor não passa?

Alda M S Santos

Amor-próprio

AMOR-PRÓPRIO

Amor-próprio e autoestima é muito mais que se alegrar

Com a pele lisinha e dentes branquinhos

É mais que a satisfação de caber na calça jeans de sempre

Ou poder usar um biquíni de lacinho

É mais do que gostar da imagem que o espelho reflete

Autoestima em dia, amor-próprio o bastante

É encarar a si mesmo no espelho

É não desviar os olhos daquele olhar que te encara

É sorrir de volta para aquela imagem refletida

Com admiração, respeito, coragem

Apesar dos medos e derrotas

É reconhecer-se um vencedor

É saber perdoar os próprios erros

Encarar a si mesmo, sorrir de volta

Ou até mesmo chorar

Mas fazer as pazes consigo mesmo

E seguir em frente

É bom ter amigos, ter um amor

Mas jamais seremos bons amigos, bons amores

Se não entendermos que precisamos ser

Nossos melhores amigos

Nosso verdadeiro amor…

O primeiro compromisso que temos por aqui

É conosco mesmos!

Isso não é egoísmo

É a base de todo tipo de amor e amizade…

És capaz de se admirar ao espelho?

Alda M S Santos

Que somos?

QUE SOMOS?

Para alguns somos abraço bom

Para outros cumplicidade

Para outros ainda, a bondade…

Para alguns somos doçura

Para outros acolhimento

Para outros ainda, aborrecimento…

Para alguns somos a luz

Para outros, sintonia

Para outros ainda, a magia…

Para alguns somos sorriso

Para outros, sensualidade

Para outros ainda, amizade…

Para alguns somos companhia

Para outros, agonia

Para outros ainda, terapia…

Para alguns somos apenas dor

Para outros, jabuticabeira em flor

Para outros ainda, verdadeiro amor…

Para alguns somos beleza

Para outros, fortaleza

Para outros ainda, delicadeza…

Para alguns somos só euforia

Para outros, sabedoria

Para outros ainda, ousadia…

Para alguns somos razão

Para outros, coração

Para outros ainda, solidão…

Para alguns somos briga

Para outros, intriga

Para outros ainda, a própria vida…

Para alguns somos o sonho

Para outros, realidade

Para outros ainda, a saudade…

E a vida assim se faz veloz

Entre aquilo que somos para os outros

E aquilo que eles são para nós …

Alda M S Santos

Sou parte

SOU PARTE

Apenas um pontinho na imensidão

Um grãozinho em tamanha grandeza

Uma parte aparentemente insignificante

Diante de tão vasta e maravilhosa natureza

Ainda assim, mesmo um pontinho ali, faço parte

Tanto verde, tanto céu, tanta vida, tanta história

E posso em tudo influenciar

Por atividade ou inércia

Posso modificar o ciclo natural das coisas

Tudo que faço ou não faço

Tem efeito dominó, atinge a tudo e a todos

Tem efeito bumerangue, retorna para mim mesma

Essa energia que a tudo atrai, repele ou contagia

Que se faz harmonia, magia, sintonia

Mostra que fazemos parte

Somos importantes por aqui

É uma grande responsabilidade

Sou parte! Somos parte!

Alda M S Santos

O mundo lá fora

O MUNDO LÁ FORA

É bom levantar voo, viajar, voar, conhecer o mundo

Desbravar o universo lá fora, o mundo desconhecido

Mas isso só é válido se tivermos para onde voltar

É bom, é preciso ter mar aberto para navegar

Tanto quanto é preciso ter cais para retornar

É bom ter um céu azul infinito para plainar

Desde que se tenha onde pousar

É bom mergulhar nas profundezas do mundo de alguém

Mantendo um pé firme cá fora

Para podermos voltar para dentro de nós mesmos

Quando tudo parecer ruir, desmoronar

Nunca devemos ir a lugar algum

Se não soubermos de onde estamos saindo

E para onde poderemos voltar…

Alda M S Santos

Muita sede ao pote

MUITA SEDE AO POTE

Quem vai com muita sede ao pote

Com muita ânsia e gula em busca de saciedade

Acaba por derrubá-lo e morrer de sede

Se se demora demais perde-se o pote para outro sedento

Bom mesmo é ir devagar

Gole por gole, um pouquinho de cada vez

Antecipando o prazer da satisfação

Saciando aos poucos o desejo que se apresenta

Vale para todo tipo de sede

De água, de vinho, de amor ou de carinho

Física, profissional, financeira ou emocional

Se não se busca pelo pote d’água morre-se de sede

Se se quebra o pote perde-se o conteúdo

Morrendo de sede à beira do rio…

Tudo é uma questão do tamanho da sede

E da sabedoria na hora de satisfazê-la…

Tá com sede?

Alda M S Santos

Em preto e branco

EM PRETO E BRANCO

Muitas vezes sou cor, multicor, sou arco-íris

Noutras sou preto e branco

Nuances de cinza, em sombras

Há quem me veja só em cores

Brilho, sorrisos, flores e amores

E me ignore quando preto e branco

Quando saudade, dor, lágrimas e apatia

Sou assim, essa mistura, essa aquarela, essa energia

Mas nenhum arco-íris surge antes da tempestade

Sem a chuva, o cinza , o medo não há magia

Só merece o brilho e intensidade das cores do arco-íris

Quem soube aceitar, lidar com o cinza, ser sintonia

Das próprias tempestades e ventanias

E não fugiu dos vendavais dos outros

Soube ser cais, ser porto

Daqueles que fazem nosso clima mais ameno

Em qualquer tempo, cor ou intempérie…

Como você se vê, me vê?

Alda M S Santos

Queria dormir

QUERIA DORMIR

Às vezes quero dormir

E acordar noutro lugar

Não sei se isso seria morrer

Mas tenho vontade de descansar

Não me acostumo a ver tanta dor

Tanta luta, tanta frustração

Se queremos apenas um viver

Sem tanta mágoa e violação

Mesmo tão triste e desanimada

Eu me recuso a fugir

Limpo as lágrimas, sorrio, coragem renovada

Prefiro ficar aqui e agir

Dormir. e acordar noutro lugar

Para outro dia irá ficar…

Alda M S Santos

Sem caixas, por favor!

SEM CAIXAS, POR FAVOR!

Há pessoas que vivem cercadas de caixas

E nelas vão distribuindo as outras pessoas de acordo com seus critérios

Algumas caixas elas aceitam, outras descartam

E há ainda as caixas que ficam de reserva

Só gostam daquelas que cabem direitinho ali

Ou que se adequam para “enquadrar”

Muito complicado caber nas caixas alheias

Muitas vezes sobram partes da gente para fora

Que logo extirpam de nós

Noutras precisamos forçar, nos dobrar inteiros para entrar ali

Ou temos que nos moldar tanto para adaptar

Que além de doer muito

Com o tempo não mais nos reconhecemos

Quem gosta da gente nos aceita como somos

Claro que podemos melhorar, evoluir

Mas não a esse custo, ingresso muito caro a se pagar

Não dá para forçar tanto para agradar aos outros

Não importa por qual razão

Essas caixas costumam ser prisões

E prisão é sempre prisão

Mesmo que venha enfeitada de sol, lua ou coração…

Se coubermos de verdade na vida de alguém

O coração aceita do jeitinho que somos

Pacote de defeitos e qualidades…

Sem caixas, por favor!

Alda M S Santos

Na janela

NA JANELA

Na janela ela mergulha num mundo diferente

Ora tão longínquo, ora tão perto

Vive naquelas páginas uma história que não é sua

Mas que tantas vezes parecem escritas para ela

Mergulha nas dores e amores imaginários

Nas derrotas e vitórias, nos “personagens” tão diferentes

Chora e sorri, se alegra e se entristece

Aprende em cada página, em cada capítulo, uma lição:

A vida está em constante movimento

Nem tudo é sempre bom

Nem tudo é sempre ruim

Somos nós mesmos que construímos nosso caminho

E nele caminhamos…

Nem sempre levamos quem queremos

Há quem siga na frente

Há quem fique para trás

Há quem não queira ir conosco

Há quem a gente não quer levar

Mas a gente segue o nosso caminho

Na certeza de um dia chegar

A um lugar onde haja apenas paz…

E ela fica ali na janela…

Ora vivendo a história dos outros

Que no final das contas também são suas

Ora escrevendo a própria história

A história daqueles que caminham consigo

Juntos, à frente ou lá atrás

Todos fazem parte dessa história…

Alda M S Santos

Vá!

VÁ!

Vá! Não pare!

Crie em você um recanto de brincadeira e magia

Onde todos possam encontrar a criança perdida, a alegria

Vá! Não pare!

Conserve em você um colo amigo, acolhedor

Onde todos possam enxugar as lágrimas, esquecer a dor

Vá! Não pare!

Desperte em você uma alma caridosa, que se doa, que sorri, que abraça

Onde todos possam ter esperança e sentir que todo mal passa

Vá! Não pare!

Deixe refletir o amor e bondade em cada ato seu

Onde todos possam ver ali o carinho e cuidado de Deus!

Vá! Não pare!

Um mundo melhor começa em você, em cada um de nós!

Alda M S Santos

Essa luz…

ESSA LUZ…

Passa por pequenas frestas

Clareia o caminho, nos guia

Tantas vezes é ignorada

Essa luz é condutora de energia

Passe o tempo que passar

Sempre será ela a mais procurada

Essa luz acende esperanças, insiste

Invade recantos mais escuros

Não teme a dor, não desiste

Escala montes, derruba muros

Essa luz reflete o que há na alma

É condutora, principalmente de amor

Abre trilhas, constrói pontes

Atrai e une sentimentos e pessoas afins

Liga, conecta interior ao exterior

Essa é a luz do Senhor!

Deixe-se iluminar!

Alda M S Santos

Meu mundo para

MEU MUNDO PARA

Nas mil voltas que esse mundo maluco dá

A gente vai tentando não cair, nos segurar

Apegando-nos a algo que nos faça seguir

Que não nos trave no mesmo lugar

Tantas vezes queremos tocar a campainha

Dar um sinal que avise que queremos parar

Cansados estamos, tontos, só queremos descer

Arrumar um cantinho, encolher para descansar

Girando por aí para todos os cantos

Notamos que tantas vezes precisamos é nos soltar

De algo a que nos apegamos e nos prende no mesmo lugar

Por não querer seguir, se envolver, participar

Tantas as travas, tantas as tristezas

Que podem fazer nosso mundo parar…

Urge focar nas alegrias, nos estímulos, no belo

No amor que precisamos para fazer nosso mundo girar…

Alda M S Santos

Obra valiosa

OBRA VALIOSA

Tantas vezes acreditamos que

Em se tratando de construção antiga

O melhor é jogar tudo ao chão

E recomeçar do zero, evitar a fadiga

Refazer tudo, não investir tempo em reparos…

Pensamos que reformar é trabalho perdido, sai caro

Serviço porco, costumamos dizer

E se nosso Criador nos olhasse nessa mesma perspectiva?

Nossas paredes trincadas por abalos sofridos

Nossa cobertura danificada pelas tempestades de granizo

Áreas com mofo, descascadas, esquecidas num canto

Infiltrações importantes em partes fundamentais

Ferrugem corroendo nossa estrutura emocional

Base gasta pelo uso excessivo e impensado

Portas e janelas mal instaladas, soltas

Espaços impróprios que não recebem luz

Rede elétrica com falhas, produzindo choques no coração

Será que valeria a pena a reforma

Ou Ele preferiria começar conosco do zero

Levar-nos de volta para refazer o trabalho?

Como anda essa obra valiosa que somos nós mesmos?

Temos cuidado bem dela?

Ou terá que ser demolida?

Alda M S Santos

Tudo em nós fala

TUDO EM NÓS FALA

Tudo em nós fala daquilo que há pulsando dentro da gente

O sorriso fala e não engana a um bom observador

Se ele ocultar em si alguma dor

O olhar de brilho ofuscante ou apagado fala

Aquele que encara ou, frustrado, se desvia

Fala também do coração que pulsa forte

Que se resguarda e se aquieta em letargia

O andar firme, trôpego ou confiante

Fala do peso ou leveza que se carrega nas costas, na alma

As mãos que se estendem, abraços que enlaçam

Falam de amor, de paz, de paixão

A força do que há plantado em nosso interior

Sempre irá florir ou morrer de algum modo

Em nosso exterior…

Alda M S Santos

Além do horizonte

ALÉM DO HORIZONTE

Do horizonte multicor faço uma tela gigante da vida

Um filme de um viver, de um “passar” por aqui

Cada cor refletindo uma alegria, um êxtase

Uma dor, um prazer, um dissabor

Uma mistura delas tão nítida em alguns pontos

Tão confusa e borrada em outros

Filme que desperta sorrisos, satisfação

Lágrimas, tristeza, saudade, gratidão

Um filme de bilheteria singular

Será que nossa história passa em alguma outra tela por aí?

Causa emoção, esperança, dores e arrependimentos

Ou quem sabe tenha takes e cenas de amor e saudade?

Luz, escuridão, emoção, decepção, vida…

Cada uma delas retratando um momento especial

Porque viver é sempre especial

No horizonte multicor assisto a um filme que ainda acontece

E continuo produzindo novas cenas…

Gravando!

Alda M S Santos

Data limite

DATA LIMITE

Uma data “limite” para a vida continuar ou se findar

Para o amor fluir, acontecer

Vida, tecnologia, ciência, evolução

Mas, principalmente, amor

Uma data limite na batalha contra a morte e destruição

Uma data limite para interação entre os seres da criação

Data limite para sentir-se parte, para ajudar, para a autoaceitação

Um mundo tão injusto e cruel

Mas cheio de oportunidades de crescimento, de compaixão

Nunca se falou tanto de amor

Nunca se “brigou” tanto pelo amor

Pelo amor aos pequenos, às minorias, àqueles que nem podem se defender

Amor a vegetais, animais, amor aos que não são “iguais”

Amor à natureza, ao planeta, à galáxia, a seres especiais

Quem é mesmo que sempre amou o diferente, o pequeno

Quem se entregou pelos fracos e pecadores

Quem lutou por justiça pelos desamparados?

Ele está aqui…tão perto…tão dentro…

Vamos deixar o amor fluir…

A data não é limite, é continuidade

Se você está aqui, você faz parte

Deixe o amor fluir de você, para você

A nova era chegou…

Alda M S Santos

#datalimite

Lavo a alma

LAVO A ALMA

Debaixo de uma cachoeira gelada

Abro um sorriso assustada

Solto um grito, encantada

E saio de alma lavada

Água que alegra, que anima

Desperta-me para a vida

Banha-me, não tenho saída

E saio de alma despida

Água que escorre das rochas

Com a força da natureza

Nunca vi tamanha beleza

E saio de alma indefesa

Ali deixo a tristeza, a solidão

A pureza que brota do chão

Deve ser essa a razão

De minh’alma ser só emoção

Água, terra, natureza e eu

Renovação, encanto, sintonia

Um banho de pura magia

Na alma banhada de energia…

Alda M S Santos

Eclipses

ECLIPSES

Os eclipses encantam tanto do lado de lá

Que paramos sempre para observar

Lua entre Terra e Sol

Luz e sombra a nos fascinar

A olho nu ficamos do lado de cá

Ou nos telescópios a admirar…

Tantos eclipses acontecem em nós

Do lado de dentro, do lado de cá

Quando algo tapa nosso sol

Tudo escurece, vira breu

Mergulhados ali ficamos, tontos

Aguardando a vida girar

E devolver tudo para seu devido lugar

Para a gente de novo se aprumar…

Pós eclipse a vista arde

Pupilas dilatadas pela escuridão

Demoramos a recuperar a visão

Mas sabemos que nunca é tarde

Coração acelerado pela ansiedade

Aguarda a luz nos trazer de volta à realidade…

Alda M S Santos

Equilíbrio

EQUILÍBRIO

É preciso força e equilíbrio

Para poder na vida se firmar

Não deixar a peteca cair

E ter aonde se apoiar

É preciso força e equilíbrio

Para confiar nos próprios passos

Não deixar ninguém para trás

E criar eternos laços

É preciso força e equilíbrio

Para manter pés assentados no chão

Ainda assim alto e longe voar

Pelas trilhas coloridas da imaginação

É preciso força e equilíbrio

Na mente, na alma, no coração

Para nunca deixar-se abater

Quando ferir fundo a emoção…

É preciso força e equilíbrio!

Alda M S Santos

A chave

A CHAVE

Uma porta, uma fechadura, uma chave

Inseriu, girou, abriu

Nem sempre é assim tão simples

Pode estar emperrada como nunca se viu…

Às vezes a chave não é aquela

A fechadura está enferrujada

Ou talvez te falte o jeitinho

Para enfrentar essa parada

Outras vezes a porta não está à vista

Exigirá muito tato e habilidade

A chave não é tão concreta

Mas feita de carinho e intimidade

Não há portas intransponíveis

Tampouco fechaduras invioláveis

O que nos falta é perícia e perseverança

Para torná-las acessíveis, maleáveis

Se a força bruta não adiantou

A chave também não serviu

Não adiantará de nada arrombar

Use o amor, seja doce, seja gentil

E pela porta poderá entrar e ficar…

Alda M S Santos

Onde mais aprendes

ONDE MAIS APRENDES

Nos desertos ressequidos que atravessas

Na pele fina pelo sol castigada

Nos olhos irritadiços que poupas

Na alma de cansaço fustigada

É onde mais aprendes…

Nas negativas que recebes

Na busca incessante por descanso, por uma rede

Na chuva que não irriga seu solo interior

Nos oásis que não satisfazem sua sede

É onde mais aprendes…

Nas batalhas que já não queres lutar

No propósito de, ainda assim, seguir em frente

Nos medos que precisas enfrentar

Para com a vida não ser descrente

É onde mais aprendes…

Nas lembranças de tempos difíceis

Na força que te fez valente

Nas lutas que enfrentou, sobreviveu

No amor que se fez presente

Foi onde mais aprendeste…

Alda M S Santos

Rascunhos

RASCUNHOS

Não há borrachas, tampouco corretivos

Não dá para apagar ou descartar

Não escrevemos nossa história a lápis

A vida é pintada à tinta

Com as cores que escolhemos

Direto na tela final

Não dá para viver de ensaio

Não dá para ficar rascunhando

A vida é um espetáculo ao vivo

Não se pode parar, retornar

Ou ficar aguardando boa luz

Essa obra-prima é original, única versão

É sempre uma finalização

Não faça rascunhos, não viva de esboços

Talvez não haja tempo para passar a limpo…

Alda M S Santos

Luz e sombra

LUZ E SOMBRA

Ora luz, ora sombra

Ora claridade, ora escuridão

E ali ficamos nós buscando equilíbrio

Entre a liberdade e a prisão

Entre luzes e sombras

Procuramos um caminho enxergar

Um passo após o outro

A trilha que irá nos acalmar

Fechamos e abrimos os olhos

Para com a penumbra nos acostumar

Inspira, expira, relaxa

Para a paz poder reinar…

Alda M S Santos

Deixa rolar

DEIXA ROLAR

Não se perturbe tanto

Com aquilo que atormenta

Machuca, fere

Deixa rolar

Logo vai passar…

Não se vanglorie tanto

Com aquilo que é bonito

Encanta, alegra

Deixa rolar

Isso também vai passar…

Não se torture tanto

Com aquilo que parece não ter fim

O bom, o mau, o saudoso

Deixa rolar

Logo irá passar…

Entre começos e fins

Angústias e recomeços

A vida segue infinita

Deixa rolar

Ela sempre irá para onde tem esperança e gente bonita…

Deixa rolar…

Alda M S Santos

A história se repete

A HISTÓRIA SE REPETE

A mesma angustiante história lá está

Continuamente a se repetir

Quer seja em nós, nos filhos, parentes ou amigos

Algo ela quer nos ensinar

Quem sabe um novo caminho a seguir?

Faz sorrir, faz chorar, faz desanimar, quase desistir

E ainda não aprendemos

Por isso ela está sempre a nos cercar

Tentando de todo modo nos alertar

Até quando vamos resistir?

A vida é sábia por natureza

Ela sempre se impõe, é forte

E tem uma ampla visão do porvir

No medo, na esperança, na dor

Até nas quedas que vier a permitir

Quer nos levar para novo patamar

De evolução, sabedoria e amor…

Alda M S Santos

Aprendi, aprendendo…

APRENDI, APRENDENDO…

Aprendi que…

Nem toda lágrima é de dor ou tristeza

Tampouco todo sorriso é de alegria

Que só vale a pena manter quem é de verdade

Quem torna real nossa fantasia

Aprendi que…

Ser humano implica em também sofrer

Encarar com coragem tudo que aparecer

E, mesmo assim, não desistir de tentar

Porque a felicidade é prêmio pelo qual vale a pena lutar

Aprendi que…

A vida passa, as pessoas idem

Mas o que realmente importa, é valioso

Não é tão fluido ou fugaz

Eterniza-se em nós, é grandioso…

Aprendi… aprendendo…

Alda M S Santos

Não me cabe

NÃO ME CABE

Nessa caixa não me cabe

Não é que eu não seja flexível

É que ela tende a me moldar

Colocar num padrão que me machuca

E que não vai me agradar

Nessa caixa não me cabe

Dobra daqui, dobra dali

Tira um pedaço desse lado

Aperta o outro, transfere de lugar

Até eu não mais me identificar

Nessa caixa não me cabe

E mesmo se coubesse eu não gostaria

É que prezo a liberdade de ser o que sou

Colocar-me ali me mataria

Nessa caixa não me cabe

Não sou boneca para viver em caixa, preciso de ar

Prefiro jardim, mata, rio, mar ou cachoeira

E assim quero viver a vida inteira…

Alda M S Santos

Demolição

DEMOLIÇÃO

Demolir é tão importante quanto construir

Tantas vezes é pré-requisito para uma nova construção

Trincar, quebrar, desmoronar, ruir

O que não serve mais deixar cair, jogar no chão

Entregar-se, se preciso, à emoção

Sofrer, chorar, lamentar, mas levantar

Das ruínas tirar uma lição

Aproveitar o que for útil, der suporte

Regar com suor, sorrisos ou lágrimas esse chão

E ali construir base sólida, forte

Aproveitar a demolição para recomeçar

Nova e bela construção

Um novo castelo nascido em nós ressurge

Só assim mantém-se vivo nosso coração…

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: