Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

Sobre Eles

Sonhos

SONHOS

Muitos têm, outros não

Uns dispensam, outros reivindicam

Dormindo ou acordados

São inspiradores…

Partilháveis ou não,

Dão forças, geram energia

Sem eles é estagnação

Com eles vamos avante

Mantê-los é saudável

Lutar por eles é promissor

Realizá-los é o paraíso!

Alda M S Santos

Sobre as águas

SOBRE AS ÁGUAS

Queria ser capaz de correr sobre as águas

Com toda a confiança de nunca afundar

Até chegar do outro lado do horizonte

Onde o mar se encontra com o céu

Ou sobrevoar as águas tal qual pássaro

E mergulhar vez ou outra em busca de um peixe

Num barco também não seria nada mal

Numa maré baixa deixar-me levar

Debruçar sobre ele e jogar água para todos os lados

Sei lá!

Sinto uma atração irresistível pela água

Uma atração que causa-me medo e prazer

Parece que ela me chama todo o tempo

Será que se eu atendesse esse chamado seria capaz de voltar?

Conseguiria? Quereria?

Daqui fico a observar, a sonhar, a imaginar

Com os pezinhos na areia

Na beira do mar…

Alda M S Santos

Teias sociais e familiares

TEIAS SOCIAIS E FAMILIARES

Tecemos nossas relações familiares e sociais

Como uma grande teia, um emaranhado no qual transitamos bem

Conhecemos os cantos e recantos, os nós, os laços, os embaraços

As linhas paralelas, aquelas que nunca se cruzam

As vias mais frágeis, as mais resistentes

Mas, como numa teia, qualquer anormalidade

Um inseto distraído, intruso que chega movimenta toda a sua estrutura

A aranha tem trabalho para proteger seu espaço de invasores

Tecer novamente o que foi danificado

Temos trabalho para reconstruir nossas relações social e familiar

Quando elas sofrem qualquer dano ou perda: interna ou externa

Mas só nós podemos fazê-lo

Fomos nós que, como aranhas, as construímos

Nós, como aranhas, conhecemos cada ponto como ninguém

E logo nova teia estará pronta

Mais forte e ainda mais resistente!

Alda M S Santos

Vira-latas

VIRA-LATAS
Somos mestiços, oriundos de várias raças
Uma mistura que nos torna SRD
Sem raça definida, carregamos características de vários povos
Ora somos fortes, resistentes e adaptáveis 
Pés-duros, confiáveis, amigos
Ora somos frágeis e de baixa autoestima
Acusados de tudo fazer, de virar latas por um pedaço de pão
De nos rebaixarmos para receber um carinho na cabeça
Dependentes da aprovação daqueles que consideramos mais, superiores
Mas carregamos conosco as misturas de uma raça não definida, híbrida
E o que de bom ou ruim isso possa acarretar
Com toda a força, fidelidade, inteligência, confiabilidade e resistência
De quem tudo já enfrentou
E de quem não se entrega assim tão facilmente
Um vira-latas morre lutando, acreditando na vida
Nunca deixando de amar…
Alda M S Santos

Matemática aplicada

MATEMÁTICA APLICADA

Não dá para encontrar resultados diferentes

Para qualquer incógnita, de qualquer problema

Se não mudarmos as variáveis.

Nas equações da vida obteremos os mesmos valores

Positivos, negativos, inteiros ou fracionários

Até mesmo zero, neutro, nulo

Se não adicionarmos um elemento diferente.

Ou mudamos as equações, os problemas,

Ou mudamos o modo de resolvê-los.

A razão, a lógica, podem ser elementos adicionais importantes, ou não

Nas equações que envolvem emoção nossas e dos outros.

Não dá para adicionar qualquer número, fazer qualquer operação

Quando há vidas em risco.

Matemática aplicada à vida!

Até quem é inapto com números entende essa lógica…

Alda M S Santos

Todo o tempo: sempre que nos aprouver

TODO O TEMPO: SEMPRE QUE NOS APROUVER!

De vez em quando precisamos arrumar nossas gavetas internas

Para não ficarmos tão perdidos quando precisarmos encontrar algo especial numa emergência

Colocar numa gaveta de fácil acesso aquelas “peças” que usamos todo o tempo

Que nos fazem sorrir e ver a vida mais colorida e bonita

Separar para doação aquelas “peças” que já não nos servem mais, justas ou largas,

Ou porque nosso “corpo” mudou ou nosso gosto que não é mais o mesmo

Farão outros felizes como nos fizeram

Devolver ao verdadeiro dono algumas “peças” que nunca foram nossas

Usamos por empréstimo por um tempo e quase acreditamos que eram nossas

Jogar fora as “peças” velhas, cheiro de naftalina, como moletom disforme e surrado, que já esgotaram tempo de uso

E nos fazem pensar que também estamos rotos e surrados

Guardar numa gaveta secreta aquelas “peças” que são preciosas, pouco usadas

Melhor ainda, usar tudo de valioso que temos quando melhor nos aprouver

Todo o tempo, se possível!

Fazer da vida um eterno passo de dança, como diria Sabino,

Sempre há quem goste de dançar…

Sabe-se lá quando poderá aparecer um ladrão e levá-las de nós,

Ou sermos delas levados?

Não sou boa em arrumar gavetas, de qualquer tipo

Tenho dificuldade em me desfazer das “coisas”

Mas sempre aprendo algo quando vou arrumá-las

Tenho muito mais “coisas” valiosas do que pensava…

Alda M S Santos

 

No limite

NO LIMITE
A vida no limite é intensa
Por vezes animadora, noutras cansativa
Será que vai sendo gasta, se esvaindo
Ou sendo reenergizada, reabastecida?
Se ela se esvai, se desgasta
Gostaria de não viver tanto no limite
Ter mais espaço, mais folga, mais liberdade de movimento
Dentro do meu “pequeno” interior
Não estar tão próxima da linha tênue
Que separa o bem do mal estar
Os sonhos doces dos pesadelos amargos
A realidade fria do calor do realmente desejado
Que separa a alegria da tristeza
Os medos da coragem, a confiança da desconfiança
O sorriso das lágrimas, a fé da descrença
Que separa a sanidade da loucura
O amor do desamor, a vida da morte!
Mas se a intensidade reenergiza, autoabastece
Que eu aprenda a andar na corda bamba
A me divertir nos altos e baixos, a dançar nos desequilíbrios
Ou que eu encontre mais espaços dentro de mim
Ou os ocupe de modo mais organizado
Sempre com mais e mais equilíbrio, alegria e fé
E que consiga carregar comigo quem quiser ou merecer…
Alda M S Santos
Ilha Grande- Angra dos Reis

Você não sabe!

VOCÊ NÃO SABE!
O frio que enfrentei nas noites longas, os curtos e finos cobertores que não aqueciam
Você não sabe…
As lágrimas que derramei, aquelas que engoli, quase sufoquei
Você não sabe!
Os sorrisos forçados, olhos úmidos, embaçados, disfarçando os medos
Você não sabe!
O cansaço que pesava as costas, arriava a fé, o desânimo fazendo desacreditar num futuro
Você não sabe!
A contraditória alegria e peso da responsabilidade em ser a “vida”, a motivação ou exemplo de alguém
Você não sabe!
A solidão que invade e a baixa autoestima tantas vezes assustadora
Você não sabe!
Os caminhos difíceis, secos, repletos de pedregulhos que machucaram meus pés
Você não sabe!
Aqueles que surgiram para dificultar minha caminhada, levantar dúvidas, desviar do caminho
Você não sabe!
Quantas vezes foi preciso desistir, reavaliar, recuar, redirecionar para não cair, não machucar ninguém
Você não sabe!
Quantas vezes foi necessário ser forte e buscar apoio nos ombros da fé
Você não sabe!
O que você sabe de mim é o que eu te deixo ver, que consigo mostrar
Assim somos todos! Não sou especial ou diferente!
O que sabemos de todos, o que eles sabem de nós
É apenas aquilo que foi filtrado nos pequenos furos da peneira da autoproteção
Ou por cuidado e proteção de terceiros
Não dá para saber…
Você não sabe! Eu não sei!
De nós mesmos, só nós sabemos…e Deus
Dos outros, só podemos imaginar…
Preferencialmente, sem julgar…
Alda M S Santos

O que reténs de mim em você

O QUE RETÉNS DE MIM EM VOCÊ

O que reténs de mim em você

Passa por dois filtros, mais ou menos poderosos: meu e seu

O que reténs de mim em você

Depende do que eu deixo transparecer do meu modo de ser

E do que você foi capaz de enxergar com sua alma receptiva ou não

O que reténs de mim em você

Depende do que, de acordo com suas capacidades, necessidades e limitações, deixou passar por seu filtro

O que reténs de mim em você

Depende do muito ou pouco que pude ou fui capaz de te dar

O que reténs de mim em você

Depende do que foi capaz de entender, aceitar e absorver

O que retemos dos outros em nós

Depende muito deles, mas depende mais ainda de nós mesmos…

O que retemos dos outros em nós é um terceiro elemento: o que eles são, misturado ao que nós somos.

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: