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CVV- Como vai você?

COMO VAI VOCÊ?

CVV- Como vai você?

O ouvido amigo, a palavra atenciosa

A doce “presença”, a parceria, a empatia

Num momento de nostalgia, tristeza, apatia

Quando a força mina, falta a energia

Como vai você?

Eu estou aqui para ouvir

Não quero julgar, tampouco remir

Quero que enxergue saídas para o agir

E boas razões para seu existir

Como vai você?

Há solidão, não há para quem dizer

Aquilo que te faz sofrer?

Ou se as companhias que tem não são o melhor ouvido

Conte comigo, posso ser um ouvido amigo

Aquele que talvez te faça encontrar um bom abrigo

Como vai você?

Não se feche, fale do que te incomoda

A cura talvez esteja aí, no silêncio que te sufoca

Que te fere a alma como uma broca

CVV- como vai você?

Conversar pode ser o caminho para se refazer

Para te levar de volta até você!

Alda M S Santos

Homenagem ao CVV- Centro de Valorização da Vida-188

Viciados em beleza

VICIADOS EM BELEZA

Nunca podemos nos envergonhar de nossa capacidade de nos encantar com o belo.

Ao contrário, tal habilidade de apreciação deve ser aprimorada.

Há tanto a observar!

Nossa alma precisa dessas maravilhas para se manter leve e plena!

Pode estar na natureza: paisagens diversas, rios, mares, montanhas e vales, jardins, animais…

Nos fenômenos naturais: chuvas, sol, luar, tempestades, auroras boreais, pôr do sol…

Ou simplesmente nos seres humanos…

Estes, que além da beleza física de cada um,

Nos encantam e impressionam com seus sentimentos complexos, intensos e contraditórios.

“Não há nada de mau em ser viciado em beleza. A beleza é a letra de Deus.”(Jandy Nelson).

Por isso, em momentos de tristeza, precisamos dessa “letra” de Deus a nos animar!

Alda M S Santos

Sabotagem

SABOTAGEM

Chorar quando algo machuca é normal

Mas viver cutucando a ferida é masoquismo

Ter medo daquilo que virou trauma é comum

Ficar esmiuçando o trauma em detalhes é maluquice

Errar é por demais humano

Mas ficar se auto flagelando por ter errado é desumano

Sentir saudade daquilo que não volta mais é até saudável

Mas deixar que isso impeça novo caminhar é patológico

Ter cuidado para não cometer os mesmos erros é sabedoria

Esconder-se da vida para não errar é autossabotagem…

Alda M S Santos

Nunca é tarde!

NUNCA É TARDE

Nunca é tarde demais para preservar bom hábitos

Tampouco para novos hábitos criar…

Nunca é tarde demais para se arrepender e os erros corrigir

E um novo caminhar na vida seguir…

Nunca é tarde demais para encarar o fim como estágio vencido

E recomeçar a viver com novo sentido…

Nunca é tarde demais para ser jovem

A idade do coração e a juventude da alma é que nos movem…

Nunca é tarde para ser de verdade parte desse mundão

E aprender a viver em comunhão…

Nunca é tarde demais para reaprender a amar, ser mais

Pois, quase sempre, a vida vai embora cedo demais…

Alda M S Santos

Encantado

ENCANTADO

Diz que sabe, que sente, que percebe

Que é algo estranho, incomum, pura intuição

Não sabe de onde vem, se afastar não dá não

Sabe que quando surge mexe com a emoção

Atraente como pôr do sol, envolvente como lua cheia

Imponente como bruxa, fada, mago ou sereia

Mexe com a mente, o corpo, o coração

Ora é sossego e paz, ora é tormento e paixão

É mistério, encanto, feitiço, magia, sedução

Em noite enluarada ou chuva no sertão

É casinha no rancho de madeira

Ou banho em pelo na cachoeira

É amor na areia da praia, nas ondas sorrateira

É um ser mágico de um mundo encantado

Perdido por aqui, louco, apaixonado

Uma hora voltará para casa

Cheio de luz, amor e aprendizado

Nessa hora quero estar ao seu lado…

Alda M S Santos

Um brinde

UM BRINDE

O efeito do álcool pode ser muito relaxante

Mas em exagero pode ser frustrante

Não resolve problema, não apaga nenhum mal

E ainda pode causar vexame sem igual

Mas se vier numa boa dose

Alegra, relaxa, harmoniza, afasta neurose

Vinho, cerveja, champanhe, cachaça

Deixa a alma leve e a vida cheia de graça

Já me disseram que sou alegre e animada

Que se eu bebesse ninguém me seguraria

Afirmam que até sobre a mesa eu dançaria

Não bebo porque não gosto, intriga da oposição

Mas animada sou mesmo, preciso de álcool não

Mas me alegro com quem sabe beber e se diverte de montão

Alda M S Santos

Partes de mim

PARTES DE MIM

Há partes de mim que ficaram lá atrás

Essas sei bem que não voltam mais

Boas ou ruins, agora são só lembranças

Mas construíram atalhos para minhas andanças

Há partes de mim que são apenas projetos

Estão em constante e firme construção

Sua massa são os sonhos, geram preocupação

São ainda algumas estrelas de uma grande constelação

E há as partes de mim que são a realidade

O hoje que bate à porta, se impõe, é minha verdade

É onde posso agir, mudar, optar pela bondade

Passado, presente e futuro agem em mim

Não tem jeito, sempre será assim

O que prevalecer é o que fará florir meu jardim

Alda M S Santos

Preciosidade pura

PRECIOSIDADE PURA

Que fazemos do nosso tempo?

Ele parece pouco, muito, sobra ou falta?

Ou veio para nós no ponto, na medida exata?

Nós o preenchemos com trabalho, descanso, lazer

Ou estamos sempre correndo em busca de mais prazer?

Que precisamos para o tempo nos satisfazer?

Dinheiro, amor, descanso, sexo, diversão

Família, passeios, amizade, simplicidade, oração

Ou apenas aquilo que deixe em paz nosso coração?

Não temos tempo para aquilo que precisamos realizar

Ou ele causa tédio, frustração, custa a passar?

Curtimos o agora ou sempre estamos pela “festa”a esperar?

Saber dividi-lo é o que melhor nos convém

Preencher bem esse presente que recebemos é arte

Não sabemos nunca quanto nos falta, qual nossa parte

Amor, solidariedade, poesia, compaixão

Descanso, amizades, diversão, oração

E logo o tempo se esvai sem dúvidas, dívidas ou senão…

Alda M S Santos

Piloto automático

PILOTO AUTOMÁTICO

Deixando o barco correr, o avião plainar

A carroça ranger, a vida nos levar

Seguimos deixando o piloto automático acionado

Sem notar qualquer esforço que foi adicionado

A vida segue e nos arrasta sem piedade

O viver se impõe, tentamos manter a sanidade

O piloto automático alivia muitas vezes o cansaço

Dá uma trégua para apertarmos alguns laços

O risco de viver no automático é esquecer como se faz

Quando for necessário retomar a direção manual

Ser capaz de pegar o leme, usar o próprio potencial

Voltar a assumir o timão, direcionar as velas da vida

Implica em rever e aceitar pontos falhos dessa lida

Lembrar que somos nós os comandantes até a despedida

Alda M S Santos

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