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poemas e reflexões da vida cotidiana

Autenticidade

AUTENTICIDADE

Gosto de gente autêntica, de verdade
Que erra, que acerta, que falha, não julga
Pois aqui estamos em busca de felicidade
Os caminhos construídos não nos subjugam

Ser amor, ser afeto, ser amizade, dedicação
Exige de nós sabedoria e bondade de coração
A diferença não nos tira a humanidade
Enaltece, enriquece, se for nossa naturalidade

Cada qual em seu caminho, suas trilhas 
Se for de verdade, se houver partilha
Haverá crescimento em diferentes cartilhas

Sensibilidade no trato mostra nobreza
Aceitação das adversidades é a certeza
De que em toda evolução há grandeza

Alda M S Santos

Paz e Luz

PAZ E LUZ

Será que é preciso atravessar uma ponte
Lançar o olhar o mais distante possível
Deixar o coração procurar no horizonte
A paz que às vezes parece impossível?

Queremos tanto um mundo de paz
Que nos faça bem, que seja eficaz
E nos torne uns para os outros a luz
Aquela brilhante que nos ensinou Jesus

Um caminho iluminado e abençoado
Humanos mais solidários, bem amados
Quero ter para sempre ao meu lado

Que o olhar que busca a paz no interior
Que transmite luz para o mundo exterior
Transforme vidas pelo amor de Nosso Senhor!

Alda M S Santos

DECK DOS PESCADORES

DECK DOS PESCADORES

Naturalidade, história, simpatia, pescadores
Deck cheio de barcos, turistas observadores
Oceano, mar, praia, vida marinha, admiradores
Uma vista maravilhosa a despertar amores

Um pescador de interessados nessa energia
Sua isca: a beleza do lugar, sua simpatia
E uma aula sobre as baleias, a biologia
A conversa flui, atenção no trato gera harmonia

Jesus escolheu pescadores para segui-lo
Neles viu alma bonita, afeto e bondade
E até hoje ali reina beleza e simplicidade

O oceano, um porto, um deck, um cais
A imaginação flui em voos sensacionais
Sentidos alertas encantam-se, sons musicais

Alda M S Santos

Precisa ser

PRECISA SER
Pode ser belo para tocar, mas precisa ser especial para encantar
Pode ser triste até machucar, mas precisa ser profundo para conseguir curar
Pode ter sido bom para apertar o peito, mas precisa ser saudade para rasgá-lo
Pode ser sorriso para alegrar, mas precisa ser verdadeiro para ser felicidade
Podem ser lágrimas que deixam dúvidas e mágoas, mas precisam ser esclarecidas e vir da alma pra irrigar
Pode ser o caminho difícil, mas precisa ter flores para enfeitar
Pode ser abraço que aquece, mas precisa ser aconchegante para envolver vidas
Pode ser amigo que acompanhe, mas precisa ser leal para ser duradouro
Pode ser o que for, mas apenas a certeza do amor dado e, principalmente recebido,
É capaz de promover mudanças significativas
Dentro ou fora de nós!
Alda M S Santos

Na minha mão

NA MINHA MÃO

Fome, confiança, treino ou sobrevivência
Basta aguardar, ter consigo a paciência
Não sei, mas é de uma lindeza sem igual
Na minha mão a gaivota pousa, sensacional

Um voo no alto, plana mais baixo, desfila
No céu azul passeia, olhar fixo, não cochila
Sonda o espaço, avalia a segurança
Até optar por alguém que inspire confiança

A natureza é assim, está aí para ser admirada
Todo cuidado é pouco para não ser tão explorada
Ela carece de proteção, necessita ser preservada

Terra, céu, ar, gaivotas, eu, o mar
É um momento suave para recordar
Se apaixonar, querer repetir, retornar

Alda M S Santos

Inspiração

INSPIRAÇÃO
Há o céu de intenso azul com um gavião a plainar
Ou nuvens espessas e uma chuva a se armar
Isso serve para inspirar
Mas há também você a me olhar…
Há árvores frondosas no vento a balançar
As folhas secas no outono a cair e o chão a forrar
Ou flores lindas e coloridas na primavera a perfumar
Isso serve para inspirar
Mas há também seu sorriso a me encantar…
Há o rio que nasce na serra e cai nas pedras a cascatear
Ou as ondas do mar que batem nas rochas e espumam na areia a desmanchar
Isso serve para inspirar
Mas há também você a me acariciar…
Há toda a natureza, o céu, a terra e o mar
Ou Deus, a família e os amigos a me alegrar
Mas nada tão completo como você, como o amor
Para poder me inspirar…
Alda M S Santos

O sabor do amor

O SABOR DO AMOR

Qual será o gostinho, o sabor
Que deixa na boca o amor?
Será azedinho, adocicado
Amargo, agridoce ou apimentado?

E no corpo, na alma, no coração
Qual será o sabor, a sensação?
Será que deixa marcas essa paixão
E fica saudade se restar só solidão?

Amor que é gostoso não é amargo
Não pesa, não machuca, é leve, adoça
É terno, brincalhão, aceita até troça

Amor que é bom deixa marca de felicidade
Doce, agridoce, apimentado, que seja de verdade
A qualquer um satisfaz, não escolhe idade

Alda M S Santos
Tarde de Poesias: O sabor do amor

Dunas

DUNAS

Na natureza tudo tem sua razão de ser
Na interdependência que há entre diversos fenômenos
Buscando gerar estabilidade e harmonia
Vemos um equilíbrio vital, beleza, sintonia
Dunas se formam por ação dos ventos constantes
Movimento dos sedimentos ou grãos de areia soltos no ar
Ao encontrarem obstáculos naturais vão se acumulando
Uma beleza natural vai se formando
Proteção de solo, das áreas construídas, lençóis freáticos
Continuam seu movimento, até meio lunático
E vão se movendo, se protegendo
A natureza sendo rica, nos envolvendo
Nos ensinando que os ventos podem nos favorecer
Ainda que haja obstáculos e difícil possa parecer
Tudo pode ser bem aproveitado em nosso viver
Basta ter fé, coragem e nunca esmorecer

Alda M S Santos

Não é sorte!

NÃO É SORTE!

A mim dizem que é sorte
O acaso que agiu a favor
Mas ao avaliar o empenho empregado
Afirmo que conquistei tal valor

Insistem que sou mulher de sorte
Esse adjetivo não é o mais adequado
Lutei, busquei, confiei, conquistei
Nada foi subtraído ou roubado
Prefiro dizer que meu mundo foi abençoado

Podem afirmar que é sorte
Mas melhor acreditar que é dedicação
Um tanto de trabalho e amor
E coragem para enfrentar qualquer atribulação

Sorte ou azar são obras do acaso, da dúvida, do temor
Bênção é obra da fé, do trabalho e do amor
Não é sorte, é Deus!

Alda M S Santos

O olhar passeia

O OLHAR PASSEIA

Olhar no horizonte, para um lado é tudo azul, pujança
Para o outro é tudo verde, esperança
Areia, mar, mata, céu… na alma, festança
Para qualquer lado que se olhe é inspiração
É muita beleza que faz pulsar o coração
Para dentro o olhar passeia, cinzento torna-se colorido
O viver em diversos tons, bem floridos
As sombras já não assustam mais, tornam-se iluminadas
Pela luz e força que vêm de fora, abençoadas
Uma troca de energia do interior com o exterior
Acalmam, acolhem, doce e terno calor
Na vida quase tudo funciona assim
Quem não se fecha para o mundo, diz sim
Cresce, aprende, ensina, evolui, vive, enfim…

Alda M S Santos

Leve-me com você

LEVE-ME COM VOCÊ

Leve-me com você
Não importa para onde
Apenas leve-me para onde for
A direção a seguir fica a cargo do amor

Leve-me com você
Coloque-me no colo, mas se isso não for possível
Nunca me tire do coração
Só assim poderei segui-lo
Só assim vale a pena ir contigo

Leve-me com você
Ouça minha voz, sua companheira de todas as horas
Ouça meus desejos, sintonize-os com os seus
Guie-se por eles, acolha-os
E nunca estará sozinho

Leve-me com você
Como marca digital na sua pele
Como emoção boa no coração
Como uma luz acesa na alma
Eternizados um no outro
Não importando aonde estejamos

Leve-me com você,
Levo-o comigo…

Alda M S Santos

E o barco da vida parte…

E O BARCO DA VIDA PARTE…

E o barco da vida parte
Leva quem tem coragem
Leves e com espaços a preencher
Ou pesados de tanta bagagem

E o barco da vida parte
Deixa a segurança do cais
Em busca de novas aventuras
Talvez de um novo caos

E o barco da vida parte
Vários rumos, vastos oceanos
E o que fica é a vontade
De ser feliz também nesse plano

E o barco da vida parte
Leva alguns, deixa outros
Na saudade do vivido
Do que ficou por viver
Do que há ainda para viver

E o barco da vida parte
Todos os dias, todo o tempo
Com ou sem passageiros e tripulantes
Nem sempre a contento
Ele parte…

Alda M S Santos

Mar aberto

MAR ABERTO

Em mar aberto tudo é mais intenso
Nesse ponto quase sempre há consenso
O vento é mais forte, a profundidade é infindável
A vida em sua diversidade é inigualável

Em mar aberto a vista vai além do horizonte
A emoção não capitula, chega aos montes
A mente viaja mais que o corpo
Naquele doce balançar me faço porto

O Sol aquece mais, mas não queima
A brisa arrepia a pele, mas não esfria
A alma se abastece mais de alegria

Numa embarcação qualquer em mar aberto
Não dá para fugir, amar é totalmente certo
O outro, a si mesmo, o universo decerto

Alda M S Santos

Num relacionamento sério?

NUM RELACIONAMENTO SÉRIO?

Há quem deseje um relacionamento sério
Outros os intitulam de relacionamento aberto
Relação séria parece fechada demais, meio carrancuda
Aberta parece que qualquer um pode entrar
Eu prefiro um relacionamento leve, divertido
Daqueles firmes e tranquilos, afeto garantido
Seriedade tira um pouco a alegria
Abertura não gera confiança, perde a magia
Bom é um relacionamento que tenha portas e janelas
Mas que essas estejam destrancadas, sem chave
Para que a brisa da vida possa balançar as cortinas e o ar renovar
O Sol possa entrar sem pedir licença e aquecer
Uma relação sem medos, prisão ou ameaças
Onde o sorriso seja sua marca, sua maior graça
Uma união onde o brincar seja permitido
Que não haja desconfiança, nada sofrido
Relacionamento sério no compromisso assumido
Aberto para sair o negativo, manter o bem adquirido
Mas, sobretudo um relacionamento bem leve, onde amar seja garantido
E o viver possa fazer todo o sentido!

Alda M S Santos

Intimidade

INTIMIDADE

Intimidade é aquela relação prazerosa que cultivamos
Com quem nos é especial
Onde tudo podemos dizer, fazer, trocar
Sem nos envergonhar e, com isso, aliviar todo mal

Quem tem boas relações de amor, de amizade
Quase nunca é acometido pela solidão
Encontra nessa pessoa a disponibilidade
E a intimidade que complementa toda boa relação

A intimidade pede reciprocidade
Confiança que se abastece na troca, conexão
Nudez em sua totalidade
Intimidade não só de corpos, mais conhecida como paixão,
Mas intimidade de mente, sintonia
Principalmente, intimidade de almas, magia…

Uma boa intimidade de almas nunca se acaba
Vai além da vida…

Alda M S Santos

Entre as muitas de mim

ENTRE AS MUITAS DE MIM

Muitas vezes sou palavras sem fim
Tantas outras o silêncio habita em mim
Algumas vezes quero abraçar e acolher o mundo
Noutras, nem a meu próprio mundinho consigo acolher

Sou, às vezes, gargalhadas de alegria e satisfação
Tantas outras sou um sorriso tímido de decepção
Muitas vezes sou a animação, a atração
Noutras, quero me esconder num cantinho sem aparição

Muitas vezes sou dança, sou verso, sou sedução
Noutras tantas sou muito atrapalhada, sou tombo, sou confusão
Muitas vezes sou maternal, terna, emocional
Noutras sou tão sozinha, isolada, individual

Tantas vezes vejo adiante um mundo de oportunidades
Noutras só vejo agonia e infelicidade
Muitas vezes estou em paz com as muitas de mim
Tantas outras elas travam uma batalha de vida e morte bem ruim

Entre as muitas de mim
Perfumada de flores, de jasmim
Nessa constante contradição
Procuro enfeitar esse jardim…

Alda M S Santos

Na imensidão

NA IMENSIDÃO

Na imensidão de areia branca poder caminhar
Seguir em frente sem nunca desanimar
Em tudo que vejo nessa mágica natureza
Me perco, me encontro diante de tanta beleza

Tantos matizes de branco, de verde e azul
Combinação perfeita de norte a sul
Cada qual parece ter por aqui seu lugar
Harmonia na terra, no ar, no céu, no mar

E eu aqui, podendo dessa magia desfrutar
Basta um olhar atento para a emoção captar
Isso é gatilho que aciona o coração
Que bate (des)compassado, gostosa sensação

Felicidade e alegria diante da Criação
Regalo-me com tanto amor, sou toda coração
Abro um sorriso, uma silenciosa oração
Sempre, sempre serei gratidão!

Alda M S Santos

Desbravar

DESBRAVAR

A vida é um eterno desbravar
Caminhos, grutas, mares, pares
Sempre querendo por aqui ser especial
Despertando emoções, promovendo alegrias
Sendo uns para os outros densas energias
A busca por entendimento e compreensão
Um lugarzinho especial no coração
É o que todos mais queremos por aqui
Desbravar a natureza mais linda que existe
Aquela que mora dentro de cada ser…

Alda M S Santos

Princesa

PRINCESA

Um nome dado a um pequeno barco
Princesa… estimulante, quem será ela?
Lanchas, iates, barcos à vela
Todos carregam o nome dela

Uma inspiração, natureza bela
Uma musa a inspirar o pescador
Barco é parte deles, quase sua costela
Elas também o são, homenagem singela

Mar; barco, peixe, pescador, magia
Ali há encanto, juntos são poesia
Ao vento, motor, remos ou vela há harmonia
O amor se faz ali sob o Sol,. entrega e sintonia

Princesa… quem será essa musa bela
Será uma menina, uma mulher, uma donzela?
Sei que é lindo inspirar docemente uma alma
E ganhar assim seu coração por tabela

Alda M S Santos

Invernando

INVERNANDO

Meus invernos são recheados de mim
Mergulho bem fundo, invernando
Vou cuidando do broto, hibernando
Para mais tarde renascer, encantando

Meus invernos são recheados de Você
Que não desiste de mim, faz acontecer
Cuida das dores, das feridas, dá guarida
E sempre me mostra o sentido da vida

Meus invernos são recheados de versos
Instigam, animam, mostram meus inversos
Reflexão, introspecção, sabedoria e ação
Em cada recolhimento mais emoção, evolução

Meus invernos são assim, aquecidos
Por mim, por Você, pelo que me tem oferecido
Sou só gratidão por cada alegria, cada coração
Que me torna mais próxima de cada irmão

Alda M S Santos

O mar sentiu minha falta

O MAR SENTIU MINHA FALTA

O mar me faz muita falta
Mas também faço falta para o mar
Somos complementares, somos ondas a balançar
Ora em baixa ou alta maré
Somos natureza viva, persistente, insistente
Mantendo nossa essência sem nunca perder a fé
A beleza superficial de suas verdes águas
Sob um céu de intenso azul
Areia branca, Sol que aquece de norte a sul
Nem sempre permite ver a riqueza de sua profundidade
Da vida que carrega em si, basta mergulhar
Para poder divagar, apreciar
Lá, cá, em mim, em você, e começar a viajar
Até não querer mais voltar…

Alda M S Santos

Pétalas caídas

PÉTALAS CAÍDAS

Um lindo jardim, um maravilhoso e colorido roseiral
Rosas em botões ou abertas enfeitando o quintal
Algumas já murchando, pétalas caindo
Se desfazendo, para onde será que estão indo?

Aos seus pés, bem junto à raiz, pétalas vão repousar
Cumpriram sua missão de embelezar e perfumar
Ali pelas intempéries serão consumidas
Pelo frio, vento, chuva, sol abastecerão a raiz, novas vidas

Nada se perde de nossas pétalas que caem, elas têm seu papel
São nossos momentos passados, ainda que pareça cruel
Elas alimentam e adubam nosso hoje, nosso amanhã
Mostram-nos que a esperança nunca é vã

Essa circularidade de vida, de momentos a sentir
Uns chegando, outros passados, outros por vir
São a certeza que há razão em todo existir
E que também há emoção, coração, não dá para desistir

Alda M S Santos

Nossos silêncios

NOSSOS SILÊNCIOS

As palavras dizem muito, os versos também
Com ou sem rimas, expressar nos faz bem
Aquela emoção adormecida, quase descabida
Uma sensação talvez apenas sugerida
Sempre será de algum modo demonstrada
Numa doce melodia cantada, entoada
Tão bom quando alguém entende nosso falar
Quando compreende nosso modo de versar
Mas bom mesmo é quando sabem ler silêncios
Há muita poesia num olhar que grita, solicita
Há intensa magia num sorriso que o aproximar facilita
A chegada do amor, do carinho, da amizade
Silenciosamente em sintonia diz toda a verdade
O que se passa na alma, num belo poema
Escrito na língua do amor, alegria suprema
Há muitos modos de tudo dizer, todo o querer
Mas o que expressa o silêncio poucos sabem ler

Alda M S Santos


Bom mesmo

BOM MESMO

Bom mesmo é viver a vida
De tal modo que não deixe para ela saída
A não ser se aliar a nós
Nos ajudando a eliminar qualquer algoz

Bom mesmo é dar o melhor da gente
Para todos igualmente
E se isso parecer impossível
Que façamos, para tanto, todo o possível

Bom mesmo é cuidar direitinho
Com amor, respeito e muito carinho
Daqueles que recebemos como presente
Para dar sentido à vida da gente

Bom mesmo é ser agradecido
A tudo que nos foi consentido
Com sabedoria e muita calma
Aceitar o fim, quando chegar, com paz na alma…

Alda M S Santos

Pérolas e mulheres

PÉROLAS E MULHERES

A mais linda produção gerada pela dor, pelo atrito
Pelo sofrimento, ostra protegida, machucada
Uma obra de arte que encanta a mulherada
Mulher entende de sofrimento, de superação
Entende de dor, de alegria, de beleza e proteção
É parceira e admiradora infinita dessa joia
Uma relação de atração, de sedução e amor
Que se explica na essência que ambas trazem consigo
Produzir maravilhas, encantar, ignorar o castigo
Serem aos olhos do mundo a fragilidade e a força
O encanto, o brilho, a luz e a opacidade
Sem nunca perder o que trazem de mais belo, a naturalidade
Mulheres são pérolas raras que carregam em si a felicidade

Alda M S Santos
XLVIII ENCONTRO PÔR DO SOL
TEMA: Pérolas e mulheres, uma longa história de amor

Corações em silêncio

CORAÇÕES EM SILÊNCIO

Há tanto a dizer, tanto a falar
O sentir é muito, o desejo é de voar
Nas asas de um sonho lindo, planar
E num coração silencioso pousar

Tentando me controlar,
Para não me emocionar,
É tanta a vontade que tenho de te abraçar,
E te agarrar, poder amar

A vida nem sempre é como a gente quer
Mas se pudermos deixar o coração dizer
Tanto pode acontecer, o amor se fazer
E num mundo mágico poderemos viver

Posso até pensar em fazer, mas não é tão fácil descrever
Até quando os nossos corações ocultarão este amor?
Até quando vamos manter-nos em silêncio,
Ao ponto de causarmo-nos muita dor?

O amor grita no silêncio do coração
Olhares disfarçando o quanto é grande a emoção
A vida vai se fazendo mais forte
Duas almas em busca do mesmo norte

Então venha cá me encontrar
E aproveitarmos todas as oportunidades para amar
Festejar debaixo do luar,
Então deixa o teu coração falar,

Vamos nos dizer, nos falar, nos encantar
Carinho, afeto, verdade a nos contagiar
Construir um mundo de sonhos reais
E sermos para sempre felizes, vidas surreais…

Alda M S Santos-  Brasil
Ismael Dias ID  Angola

Porta entreaberta

PORTA ENTREABERTA

Uma porta entreaberta é um convite
Fica ali, imponente, calada, ela insiste
Sempre a falar com a gente, silenciosa, persiste
Instiga, fustiga, não nos deixa, cutuca
Alegra, entristece, dá esperança, coragem, machuca
Ela lembra que há algo mais à frente
Quer ser a opção que surge, nos faz mais valentes
Em busca do que poderia ser nosso maior presente
É uma luz que clareia caminhos, por vezes cega
Mas é o novo que se apresenta, não nega
O peito apertado, se alegra, teme
Quer seguir para longe, segurar esse leme
Vencer o temor que o novo traz
E ir atrás do que pode representar a paz
A conquista do que completa a alma, o coração
Alegria, amor, união, irmandade, evolução
A porta está entreaberta a nos convidar
Não seria de bom tom esse convite declinar

Alda M S Santos

No caos

NO CAOS

Na confusão de meu caos busco caminhos reais
Nessa bagunça intensa tento encontrar um cais
Sem tantas dores, sem tantos ais
O caos exige medidas, às vezes, radicais

Não escondo meus caos, meus descaminhos
Não adianta fingir, sofro, retiro os espinhos
A cada ferida sarada, uma cicatriz a mais, é cura
Sobrevivência, na alma, marca que perdura

Em meus caos encontro tesouros, preciosidades
Não é fácil, exige persistência, habilidades
As lágrimas podem embaçar, escurecer, nublar
Mas quando se vão deixam luz no caminhar

O caos, por tudo remexer, tirar do lugar
A quem souber aproveitar e não se deixar estacionar
Tem capacidades intrínsecas de renovação
E trazer mais vida e energia a cada coração

Alda M S Santos

Onde carregas?

ONDE CARREGAS?

Onde carregas o que amas?

No pulso a contar o tempo
A te enternecer todo o momento?
Na carteira bem guardado
Onde proteges o valorizado?

Onde carregas o que amas?

Naquela imagem no celular estampada
Num cartão na página do livro marcada
Na camiseta em coração silkada
Ou numa declaração no corpo tatuada?

Onde carregas o que amas?

Na pele tal qual fragrâncias impregnadas
Na mente em muitas memórias ativadas
No coração em todos os espaços demarcados
Na alma, enfim, o amor eternizado…

Onde carregas o que amas?

Alda M S Santos

Enquanto houver vida

ENQUANTO HOUVER VIDA

Ela se impõe, é importante, é soberana
Não importa se num palácio ou choupana
Nada há que a faça menos bela e valiosa
É nossa, é única, intensidade contagiosa

Enquanto houver vida haverá desejos
De conviver, nos relacionar, em fortes lampejos
Enquanto houver vida o amor prevalece
Seja na dor ou na alegria ele não esmorece

Enquanto houver vida haverá luz e magia
Buscaremos paz, uma maior harmonia
Em cada coração que chegar, mais sintonia

Enquanto houver vida somos menos eu, mais nós
Em cada caminho fazendo laços, desatando nós
Somos abrigo, somos silêncio, somos voz

Alda M S Santos

Nos braços de Morfeu

NOS BRAÇOS DE MORFEU
Deitou-se à beira mar num fim de tarde de outono
O Sol se punha belo e multicor no horizonte
As ondas vinham leves e mornas sob seus pés, puxando a areia
Um céu de azul profundo, gaivotas a voar
As crianças brincavam felizes, despreocupadas
Olhos querendo fechar, embalados pelos sons e cheiro de maresia inebriantes
Não posso dormir- pensou! Perigoso!
Entregou-se aos braços de Morfeu, sem perceber
Noite alta, despertou sem ar, quase se afogando
Queria nadar de volta à praia, tudo escuro como breu, nada via
Sensação claustrofóbica terrível
Água por todos os lados em círculos, pedia ajuda, ninguém ouvia
Nadava e sentia-se afundar, ouvia barulhos de gente
Procurava por seus entes queridos, gritava e a voz não saía
Chamava por seus amigos e familiares e…nada, ninguém a socorria
Sentia-se afundar, olhos ardendo do sal do mar e das lágrimas
As forças minavam, faltava oxigênio, pensou em Deus…
Os olhos se abriram, clarearam, a areia da praia apareceu, nadou de volta
Esgotada, entregue, chorou, agradeceu…
Alda M S Santos

Virtudes e pecados

VIRTUDES E PECADOS
Numa vida de virtudes, há pecado que nos condenaria?
Numa vida de pecados, há virtude que nos salvaria?
Que há de tão bom em nós que neutralizaria qualquer mal?
Que poderia haver de tão ruim que anularia qualquer bem?
Que carregamos de tão leve, feito balãozinho no jardim, que teria peso positivo?
Que carregamos de tão pesado, feito esponja encharcada, que pesaria negativamente na balança?
Pudéssemos julgar a nós mesmos com os mesmos critérios que julgamos os outros
Nas mesmas leis, pelo mesmo peso e medida
Com direito às mesmas atenuantes e defesas
Sob o mesmo júri implacável
Qual seria nosso veredicto, inocentes ou culpados
Qual penalidade receberíamos?
Teríamos direito de recorrer?
Virtudes e pecados, pecados e virtudes
Qual humano está isento a ponto de ser capaz de julgar?
Alda M S Santos

Como posso ajudar.

COMO POSSO AJUDAR?

Há tanto por fazer, tantas mãos estendidas
Tanto olhar vago, vidas opacas perdidas
Mas sempre há algo que se pode fazer
Como posso ajudar?

Ao corpo falta o alimento, um agasalho
Coração por vezes sofre, em frangalhos
Mas a vida segue, não pode estacionar
Como posso ajudar?

O sorriso já se esconde ou é amarelo
A fome de vida é grande, já é um flagelo
Mas a questão insiste, persiste, não quer calar
Como posso ajudar?

Posso um agasalho, um alimento fazer doação
Mas bom mesmo é ser amigo, ser irmão
Não julgar, amar, ser carinho, compaixão
Um abraço, um novo olhar, ser amor e atenção

Assim posso ajudar…

Alda M S Santos

Nesse friozinho

NESSE FRIOZINHO

Nesse friozinho gosto de me enroscar
Como gata me aconchegar, ronronar
Só levantar se for para pegar uma taça de vinho
E voltar em busca de mais atenção e carinho

Nesse friozinho gosto de ver a janela embaçada
O Sol brilhando, invadindo espaços, alma lavada
Uma lufada de vida e luz, uma bela cantada
Dizendo para a vida lá fora não ser abreviada

Nesse friozinho gosto de café, chá e banho quentes
Aquele amor que alegra e aquece a vida da gente
Uma fogueira acesa à noitinha no quintal
Outra acesa no coração, num vendaval por o amor num pedestal

Nesse friozinho gosto de hibernar
Cuidar do terreno emocional, bem adubar
Lá dentro de mim reabastecer a energia
Luz, calor, água e afeto fazendo florescer a alegria

Alda M S Santos

Tudo bem também

TUDO BEM TAMBÉM

Não seremos sempre a animação e a alegria
Muitas vezes seremos desânimo, letargia
O sorriso não estará sempre presente
As lágrimas poderão tomar conta da gente
E está tudo bem também…

Podemos nos acovardar diante da dor, da perda
Querer desistir diante de uma decepção
Ou de algo que venha a partir nosso coração
Causando na vida muita ansiedade e frustração
E está tudo bem também…

A saudade pode apertar, sufocar o peito
A fé não mover montanhas, não surtir efeito
As nuvens apagarem o Sol, escurecem o céu
E as estrelas perdidas atrás de um grosso véu
E está tudo bem também…

Sabendo que somos falíveis, acertando, errando, aprendizes
Aceitando as guinadas que a vida dá, jogando tudo pelo ar
Entendendo que uma hora tudo volta para o lugar
Fica mais fácil nos aceitar sem tanto nos culpar
E está tudo bem também …

Alda M S Santos

Catapulta

CATAPULTA

Não é preciso nem um extremo nem outro

Não preciso sorrir todo o tempo, tampouco chorar

Posso ter energia bastante para lutar

Mas posso querer hibernar por uns tempos

A alegria pode ser rara, a tristeza também

Mas não preciso nem um extremo e nem outro

Não quero viver na zona de confronto todo o tempo

Mas a zona de conforto também não é satisfatória

O amor não necessita ser daqueles de contos de fadas

Mas também não precisa ser de conto policial

Não preciso nem um extremo e nem outro

O trabalho pode ser intenso e prazeroso

Mas a inércia também pode fazer parte, ser necessária

Ou posso optar por deixar-me levar pela letargia

Vez ou outra preciso me desligar de tudo

Antes que tudo se desligue de mim

Não é preciso nem um extremo nem outro

Mas se chegar a qualquer dos extremos

Que eu possa me encontrar em qualquer um deles

E ser catapultada de volta ao prumo!Alda M S Santos

Foi você!

FOI VOCÊ!

Foi você?
Que fez o Sol surgir na serra ou no mar
Aquecer a todos, sem ninguém deixar passar
E fazer aquela semente de esperança brotar?

Foi você?
Que trouxe brilho ao verde das matas, bela visão
Que me fez seguir em frente, com emoção
Os sonhos traçados dentro do coração?

Foi você?
Que minhas lágrimas deixou brotar
Mas não me deixou só, a chorar
Fez delas boa irrigação para a vida renovar?

Foi você?
Que sempre esteve por aqui
Que sinto pulsar forte dentro de mim
Quando tudo parece quase no fim?

Foi você?
Que é meu início, meu começo
Meu amor, minha vida, meu recomeço
Meu futuro, minha esperança, sem tropeço?

Foi você? Foi Você! Sempre é Você!

Alda M S Santos

Gosto assim…

GOSTO ASSIM…
Gosto de olhos que tocam docemente com carinho
Quando a autoconfiança inala a frieza ácida da tristeza e da dúvida
Gosto de silêncios com sabor adocicado de mel
Ou de palavras que apaguem o calor destrutivo do fel
Gosto de pessoas letradas em ler o brilho molhado que vaza nos olhos
Quando eles estão embaçados pelo vapor amargo das decepções
Gosto do perfume doce, macio e inebriante dos abraços, da proteção amorosa que aquece
Que anestesiam qualquer grito perturbador e confuso que se cala na alma
Gosto de quem ouve o não-dito nas palavras, não acusa, acolhe
De quem lê e entende o que não está escrito em letras
De quem fala por sorrisos, compreende os não sorrisos da distância
Gosto de sentir vibrar na pele o som do amor que arrepia,
Que nasce nos pequenos desejos feito cachoeira na serra
E cresce, alimentado e protegido pelas matas ciliares do cuidado
Desce feito rio manso e cada vez mais caudaloso
Abastecido pelas águas poderosas da reciprocidade
Segue seu curso certeiro, sem guias, rumo ao mar
Exalando perfume suave de alfazema em suas cores quentes de fim de tarde
E, na imensidão do oceano, se mistura, mesmo escondido, vive e se faz infinito e eterno
Alda M S Santos

Cabe direitinho

CABE DIREITINHO

Gosto de coisas que cabem direitinho
Que parecem ter sido feitas sob medida
Como minha cabeça em seu ombro acolhedor
Ou nossos pés entrelaçados sob o cobertor

Gosto de coisas que cabem direitinho
Como minhas mãos dentro das suas
Meu sorriso sob seu terno olhar
Minha segurança em seu modo de amar

Gosto de coisas que se harmonizam
Como um beijo suave ao amanhecer
Ou um caloroso e intenso abraço ao anoitecer

Gosto de me encaixar, me completar em você
Ou do modo como você se completa em mim
Caber direitinho faz muito bem, ah, faz sim

Alda M S Santos

Onda de quê?

ONDA DE QUÊ?

Onda de calor, quarenta graus, frente quente
Daquelas que sugam a energia da gente
Onda de frio, temperaturas baixas, frente gelada
Daquelas que nos fazem encolher na madrugada

Tanta onda que aparece por aí
Queria tanto saber quando chegará por aqui
A onda de amor, frente de bondade
Que é dessa que tanto precisa a humanidade

Onda de compaixão, um pouquinho de atenção
Que levanta alguém do chão, que acolhe o irmão
Onda de solidariedade, que atinge qualquer idade
Desperta a piedade, atiça a caridade

Onda de carinho, chegando de mansinho
Daquelas que matam a saudade
Que nos pegam e nos dão um colinho
E afastam qualquer maldade…

Quando a onda do amor irá nos abater?
Só queria saber…

Alda M S Santos

No meio do caminho

NO MEIO DO CAMINHO

No meio do caminho
Tinha buracos, tinha espinhos
Tinha amigos, tinha amores
Tinha poeira, tinha carinhos
E tinha você…

No meio do caminho
Tinha pedras, tinha árvores
Tinha rampas, tinha escadas
Tinha trabalho, tinha preguiça
E tinha você …

No meio do caminho
Tinha aviso, tinha perigo
Tinha desamparo, tinha abrigo
Tinha gritos, tinha silêncio
E tinha você …

No meio do caminho
Tinha sol, tinha chuva
Tinha luz, tinha escuridão
Tinha desânimo, tinha perseverança
E tinha você…

No meio do caminho
Tinha dor, tinha ansiedade
Tinha sorrisos, tinha lágrimas
Tinha medos, tinha afinidade
E tinha você…

Mas no meio do caminho
Tinha o mundo todo perfeito
De belas escolhas recheado
Da saudade acompanhado
Mas era insignificante, pois não tinha você!

Qualquer caminho só será bonito
Se tiver você!
Valorize-se!

Alda M S Santos

Tão perto de mim

TÃO PERTO DE MIM

Tão perto de mim, ah quero sim
Quanto mais perto, melhor, bem assim
Despertando muito carinho, emoção
Muito cuidado, ternura e proteção

Tão perto, bem perto, bem dentro
Aquela sensação de sintonia, de acolhimento
O jeito de nos sentir em casa, contentamento
Amor que é tranquilo, mesmo no arrebatamento

Tão perto assim de mim, almas afins
De um jeito terno, suave, perfume de jasmim
Provoca fulgor, calor, é bem sedutor
Mas traz também a paz e aconchego de um cobertor

Alda M S Santos
Tarde de Poesias
Tema: Tão perto de mim

Striptease dos poetas

STRIPTEASE DOS POETAS

Acaso existe alguém mais corajoso e audaz

Que aquele que se despe perante todos?

Pode haver recursos musicais, penumbra, o que for,

É coragem!

Enquanto uns tiram as camadas de roupas

Que cobrem o corpo, num jogo sensual,

Outros tiram as camadas de sentimentos,

Que recobrem a alma, num jogo emocional,

Utilizando recursos linguísticos variados,

Expressam a poesia que captam por aí,

E as apresentam lentamente, num striptease,

Até chegar à nudez total.

Como uma rosa que se abre, linda e encantadora,

Assim agem os poetas…

Nudez da alma X nudez do corpo.

Striptease democrático, para todos,

Mas poucos são capazes de entender e apreciar.

Alda M S Santos

Nosso arraial

NOSSO ARRAIAL

É tempo de arraiá, de arrasta-pé, de festança e balancê

Santo Antônio, São João e São Pedro a nos aquecer

Mas tá difícil, não dá para Iaiá pular a fogueira

Tampouco para Ioiô beijar a moça faceira

Num vestido colorido de chita, a moça se agita

Quer dançar, brincar, o rosto pintado, toda bonita

O moço todo belo e garboso, chapéu e flor na lapela

Quer fazer uma mesura e levar gostosura só para ela

Mas os tempos são de pandemia, queremos saúde e harmonia

Guardar para a próxima toda essa alegria, encanto e energia

Vamos brincar de longe, modo virtual, festa sem aglomeração

Pois quem ama quer cuidar, quer quentão e oferecer a proteção

Então a alegria funciona assim, você daí e eu daqui

A música toca na vitrola, não deixe baixar a bola

Sanfoneiro e violeiro tocam a canção de um belo bailão

A moçada animada, mesmo em casa, é pura animação

E viva esse nosso arraial, cada qual em seu quintal!

Alda M S Santos

A cor da solidão

A COR DA SOLIDÃO

Solidão tem cor, tem cheiro, sabor
Solidão tem até som, talvez de cachoeira
E não é sempre cinza, pode até ser prata
Tampouco é silêncio total, às vezes é musical

A solidão tem a cor que a gente pinta
O cheiro que a gente guarda
O som que toca dentro da gente
Solidão é estado de espera

Solidão pode até ser barulhenta
Tocar uma música suave
Pode ter cheiro de saudade
E ser da cor verde ou magenta

Solidão é a vida que não desistiu
Que não quer mais tanta gente
Fica com quem quis, persistiu
Que resolveu morar mais dentro da gente…

A cor da solidão é a cor que nosso amor-próprio pinta…

Alda M S Santos

Queria voar

QUERIA VOAR

Queria tanto voar…

Não a bordo de um avião
Ou dentro de máquina de aço qualquer
Queria bater minhas asas
Como águia, ou um gavião
Poder ir a qualquer canto
Onde não houvesse nenhum pranto

Queria tanto voar…

Lá do alto observar a tudo
Vista privilegiada desse mundão
Liberdade de ir e vir, sem prisão
E poder a quem precisar estender a mão

Queria tanto voar…

Mas sou um ser humano
A nós foram dadas outras habilidades
Podemos andar, pensar, falar, menos voar
Pensando bem, eu trocaria qualquer uma delas
Pela capacidade de subir, voar, plainar…

Queria tanto voar…

Já que isso não é possível
E confio no Senhor da Criação
Daqui fico curtindo e acenando
E voando apenas na imaginação…

Vamos voar?

Alda M S Santos

Formato de amor

FORMATO DE AMOR

Se é sonho tem aparência açucarada
Se é caminhada tem suaves pegadas
Se é encontro tem um doce confronto
Se é sedução tem intensidade e emoção

Em tudo há formato de amor…

Se é poesia tem um encanto, uma magia
Se é natureza, carrega paz, muita beleza
Se é trabalho tem prazer, faz acontecer
Se é amizade, é carinho, é verdade

Em tudo há formato de amor…

Se é uma boa prosa, tem perfume de rosa
Se é viagem, se perde, se acha, leve paragem
Se é fé, é Deus, esperança e planos meus
Se é busca, encontro, vida, aconchego, guarida

Em tudo há formato de amor…

Alda M S Santos

Rascunhos

RASCUNHOS

Não há borrachas, tampouco corretivos
Não dá para apagar ou descartar
Não escrevemos nossa história a lápis
A vida é pintada à tinta
Com as cores que escolhemos
Direto na tela final

Não dá para viver de ensaio
Não dá para ficar rascunhando
A vida é um espetáculo ao vivo
Não se pode parar, retornar
Ou ficar aguardando boa luz

Essa obra-prima é original, única versão
É sempre uma finalização
Não faça rascunhos, não viva de esboços
Talvez não haja tempo para passar a limpo…

Alda M S Santos

A estrada do amor

A ESTRADA DO AMOR

A estrada que me leva a você parece longa
Repleta de vazios ou tão intensamente cheia
Tem muitos aclives e declives, meio alheia
Sol escaldante, chuva ou tempestades de areia

A estrada que me leva a você pode ser escura
Fazer doer, me perder, causar amargura
Noutras é muita luz, encanto, brilho que irradia
Atiça a imaginação, alegria, doce fantasia

A estrada que me leva a você tem árvores e cor
Tem sombra, brisa suave, rio, desejado frescor
Tem flores às margens, tem doce perfume
Basta seguir em frente, feliz rumo ao cume

Essa estrada até você, amor, sou eu quem faço
Com afeto, carinho, esperança, criando laços
Faço história, faço amor, beijos e abraços
Nessa estrada há magia em cada passo

Alda M S Santos

Encontro ao Pôr do Sol

Tema: A estrada que me leva a você

Vira poesia

VIRA POESIA

Se está cutucando, incomodando
Alegrando, instigando ou extravasando
Se não está cabendo dentro, quer sair

Vira poesia…

Se é dor que fere,   pensamento que difere
Amor que busca mais aconchego e calor
Vontade de ser mais, ser leve como beija-flor

Vira poesia…

Se há algo a dizer, quer fazer acontecer
Reclamar, alertar, lutar, se indignar, apaziguar
Ao mundo inteiro dar ciência, dar a conhecer

Vira poesia…

Se há algo que não cabe silenciar
Mas a voz está calada, pede para gritar
O silêncio, o grito, o sentimento quer falar

Vira poesia…

Alda M S Santos

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