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poemas e reflexões da vida cotidiana

Ao sabor do vento

AO SABOR DO VENTO
Um barco, uma âncora, uma bandeira a balançar
Seus olhos observam, sua alma voa
Ao sabor do vento navegam no oceano
Leva para lá e traz de volta para cá
E nesse constante remexer, nessa brisa refrescante
Ora é paz, calmaria, ora é tempestade, inconstância
Tenta encontrar seu lugar, se encaixar
Ser barco, ser âncora, ser vento, ser pouso…
Joga água salgada no rosto, aquece-se ao sol
Tenta lavar e aquecer também a alma
E o barco balança, a âncora repousa
O porto está longe e a bandeira balança ao sabor do vento
Fecha os olhos e, como ela, solta-se, entrega-se, deixa-se levar…
Alda M S Santos

Dúvidas e certezas

DÚVIDAS E CERTEZAS

Há tantos medos, dores, inseguranças
Tantas dúvidas, falta o chão, falta esperança
As certezas nem sempre trazem bonança
Confiar anda difícil em meio a tanta lambança

Nosso planeta passa por grandes provações
Nós nos metemos em grandes atribulações
Criamos nosso caos, nossas tentações
Perdidos ficamos, tentando fugir dos furacões

São várias as opções e caminhos
As encruzilhadas são verdadeiros descaminhos
Tantas vezes só queremos a proteção de nosso ninho

Urge saber a hora certa e como nos proteger
De lutar, enfrentar, não nos esconder
A mudança precisa vir de nós, se quisermos vencer

Alda M S Santos

Quando falta o ar…

QUANDO FALTA O AR…

Entre tantas as coisas a nos faltar
Se for matéria já nem tem em nós lugar
Se for um sentimento bom para apaziguar
Buscamos sedentos para nos emocionar

Há tanta coisa que pode nos faltar
Acostumados já estamos a lidar
Até por alguns momentos ficamos sem ar
Quando a emoção vem nos subjugar

Mas só assim ele é bom se faltar
Pois representa expectativa de alegria
E não quando a vida foge, agonia

Na maior fonte de oxigênio do mundo
Falta o ar, falta vida, cuidado, proteção
Que Deus nos abençoe, nos estenda a mão

Alda M S Santos

Gosto de gente

GOSTO DE GENTE
Gosto de gente
De barulho de gente silenciosa
De silêncio de gente barulhenta
De ter gente por perto
Ainda que não interaja com elas
Gosto de observar, de aprender com o que vejo
Gente me inspira, me faz refletir, me atrai
Gosto de gente que acerta, que erra
Sobretudo que aprende com os erros, que se desculpa
Gosto de gente malucona, fora dos padrões
Gosto de conversar com gente de verdade
Gente que é real, instável ou insegura
Gente imperfeita como eu, meio fora de órbita
Mas conectada em outras “gentes”
Gosto de imaginar uma história para cada um que vejo
Tenho até vontade de confrontar dados
Ou seja, gosto de gente que não se envergonha de ser gente
Gosto de gente que se comunica com o olhar
Gosto de imaginar o que o olhar diz
Gosto de gente que não passa por cima de gente em hipótese alguma
Gosto de gente que respeita gente, que dá as mãos
Gosto de um pouco de solidão também
De caminhar sozinha à beira-mar ou no meio do mato
E ruminar tudo que vejo e sinto
Assim fica mais fácil lidar com gente que mora dentro da gente
Inclusive as muitas de nós…
Gosto de gente!
Alda M S Santos

Quando falta o ar…

QUANDO FALTA O AR…

Entre tantas as coisas a nos faltar
Se for matéria já nem tem em nós lugar
Se for um sentimento bom para apaziguar
Buscamos sedentos para nos emocionar

Há tanta coisa que pode nos faltar
Acostumados já estamos a lidar
Até por alguns momentos ficamos sem ar
Quando a emoção vem nos subjugar

Mas só assim ele é bom se faltar
Pois representa expectativa de alegria
E não quando a vida foge, agonia

Na maior fonte de oxigênio do mundo
Falta o ar, falta vida, cuidado, proteção
Que Deus nos abençoe, nos estenda a mão

Alda M S Santos

Haverá tempo?

HAVERÁ TEMPO?
Tantas vezes a vida parece tão curta
Parece debochar da ingenuidade da gente
Atiça o desejo, mostra algumas lindas possibilidades
Mas que não estão ao alcance da nossa vontade
Inacessíveis, inexploráveis, impossíveis, inexplicáveis
Por inúmeros e variados motivos
Não teremos tempo…
Será que haveria tempo para conhecermos
Todos os lindos lugares por aí
Para fazermos tantas maravilhosas amizades
Para amarmos a todos sem vaidade
Para sermos a diferença para alguém nesse mundo gigante
Mas ao mesmo tempo tão pequeno?
Será que há tempo para explorar tudo por aí
Como criança curiosa e sedenta de vida
Será que haverá tempo para a autoexploracão?
Somos tão extensos e lindos como tudo que há
Uma miniatura complexa desse mundão vasto
Talvez a resposta irônica para essa questão seja:
Nada há lá fora que você não possa encontrar primeiro em si mesmo
Ame-se, explore-se, conheça-se, divirta-se consigo mesmo
E tudo o mais será lindo complemento
E o tempo será apenas… o tempo…
Alda M S Santos

Se eu pedir, vou ganhar?

SE EU PEDIR, VOU GANHAR?

Bom, dizem que quem pede, ganha
Será que é preciso fazer barganha?
É dando que se recebe
Será que é isso que se percebe?

Se eu quero sorriso, preciso sorrir
Se quero companhia, não posso fugir
Se quero beleza, preciso encantar
Se quero amor, também preciso amar

Há muitos jeitos de algo pedir e ganhar
Basta estar atento ao expressar
O olhar, o sorriso, o silêncio sabem falar

A magia acontece nesse vai e vem
Nessa troca intensa do bem
De quereres e desejos que convém

Alda M S Santos

Tarde de poesias: Se pedir eu vou ganhar?

Aqueles dias

AQUELES DIAS

Aqueles dias dos quais ninguém está livre
Cuja vontade é achar um cantinho para hibernar
Sem ninguém para incomodar
Nada ou tudo falar, pensar, repensar, adormecer
Quando não conseguimos o quebra-cabeças montar
E tudo que queremos é sair desse mal-estar
Onde será esse lugar?
Será preciso num avião decolar
Ou num barco alcançar o alto mar
Ao volante dirigir sem rumo até cansar
Ir até o céu com as estrelas e a Lua conversar
Num foguete à via láctea chegar
Ou será que está mais perto e bastaria apenas
Mergulhar nos recônditos secretos de nosso ser
Sorrir, chorar, brigar, apaziguar, debater
E ali ficar até desfalecer ou renascer…

Alda M S Santos

Minhas pedras

MINHAS PEDRAS

Há coisas que devemos por bem compartilhar

Alegrias, amor, sorrisos, carinho

Coisas que fazem bem trocar

Também é bom, até necessário, falar, conversar

Desabafar, dividir com alguém as pedras do caminhar

Mas é importante também saber a hora de calar

Há pedras que podemos com o outro revezar

Outras são só nossas, não dá para repassar

Sob pena de o peso ser grande demais

Para que qualquer um possa carregar

Melhor deixar apenas as flores perfumar

As minhas, as suas, as nossas pedras

Um dia serão um belo calçamento

Onde desfilarão somente bons sentimentos

Alda M S Santos

Um pouco de verniz

UM POUCO DE VERNIZ

Quando a beleza perde um pouco o brilho
A vida vai ofuscando, saindo do trilho
É preciso proteger com camada de verniz
Com cuidado e amor, é o que se diz

Se as tempestades lançam areia
Se o sol trinca, fere, enfeia
Se a escuridão da noite chega mais cedo
É preciso cuidar e tratar, sem medo

Mas verniz restaura onde há vida
Não adianta lustrar obra perdida
Se ainda é forte, envernizar é boa pedida

Quanto na vida da gente carece de um verniz
Quanto não há mais por fazer, não há matriz
Qual seu desejo nesse mundo, aprendiz?

Alda M S Santos

Seria possível?

SERIA POSSÍVEL?

Só por um dia eu gostaria de poder ser certeira no agir
Não ter qualquer dúvida, medo ou impedimento
Ser a mão que leva um toque de amor por onde for
Ter a palavra certa para acender uma alma apagada
Ser o abraço acochado para aquecer um corpo cansado
Seria possível?
Só por um dia curar dor com um beijo
Desânimo e sofrimento com um sorriso
Depressão com a empatia de um coração
Ser as asas de quem não pode voar
O sonho de quem não pode mais sonhar
A realidade boa de quem vive na desilusão
Sem amargura, sem decepção ou ilusão
Ser amor, paz, esperança, emoção…
Seria possível?
E nessa cura que de mim sai
Que para mim também retorne
Em forma de luz, de energia, magia
Amor de Deus…
Só por um dia, todos os dias…
Seria possível?

Alda M S Santos

Felizes para sempre

FELIZES PARA SEMPRE
Quem disse que o “felizes para sempre” não existe?
Simplesmente ele é entremeado de vários momentos infelizes
Contos de fada terminam no ponto do “foram felizes para sempre”
E vida real não para! Segue!
E tem muitas quedas e entraves, decepções, mágoas
Aqueles nos quais pensamos que é o final do “sempre”
Mas o sempre é até a morte, talvez além dela
A vida é um contínuo, um fluxo constante
Mesmo que a gente pareça estacionados…
Existem vários felizes para sempre
Vários motivos vão se impondo
Vários começos, vários fins
Muitos recomeços
Quando vamos nos redescobrindo dia a dia
E, em nós, infinitos felizes para sempre
Só precisamos observar bem…
Alda M S Santos

Vamos brincar de viver

VAMOS BRINCAR DE VIVER

Que fazer com esse novo amanhecer
Que invade sua janela sem pedir
Sem perguntar se é isso que vai querer
Sol que lança através da vidraça seus raios sem pudor
Leva calor, luz, pássaros, afasta seu cobertor
Que parecem cantar em sua sintonia
Acorda! É tempo de viver o amor!
Há um mundo lá fora à sua espera
Que precisa de cada um aqui
Para que se opere a magia
De um viver de paz e harmonia
Abra as portas da sua alma
Acredite, deixe-se invadir pela energia dessa boa aura
O belo cá de fora convida o belo que há em você
Venha! Vamos brincar de viver!
Vamos?

Alda M S Santos

Aquele brilho

AQUELE BRILHO

Há quem carregue um brilho especial
Daqueles que atraem o bem, ofuscam o mal
Nem sempre se consegue identificar
Mas sabe-se que está lá, sempre a irradiar

É o brilho de quem se sente amado
De quem tem o carinho como aliado
Luz de um viver sempre apaixonado
De quem não desiste da vida, segue renovado

É a luz que desperta em cada amanhecer
Prossegue nas atividades diárias ao entardecer
Finaliza na luminosidade que encanta o anoitecer

Não há como esse brilho comprar
Não adianta querer por ele pagar
É único, especial, precisa conquistar

Alda M S Santos

Intuição

INTUIÇÃO

Mulher sempre sabe, sente, pressente
A intuição sempre é um alerta presente
Pode não ter dela a consciência total
Mas ela indica o caminho a seguir, o ideal

Chamem de sexto sentido, sensor anti- perigo
Uma proteção a mais contra o inimigo
Sente quando é amada, querida, desejada
Também onde não é bem vista, é invejada

Intuição indica quando manter um bem querer
Sugere afastamento de um provável sofrer
Chega como brisa suave sem muito mover

Sábia é a mulher que a tem como aliada
Procura ouvi-la, não deixá-la ignorada
A intuição é nossa alma anjo, alada, amada

Alda M S Santos

Perseverança

PERSEVERANÇA
É preciso perseverar!
Férias não duram para sempre
Festas têm fim, lazer tem prazo determinado
Paz e tranquilidade não são eternas
Mas podem oscilar menos dentro de nós
Para manter algo de bom
Conquistado em momentos ímpares
É preciso perseverar!
Saber usar a bateria que foi recarregada
A emoção que foi bem trabalhada
A alma que se abasteceu transbordando encantos e cuidados
É preciso perseverar!
Se quisermos manter a cor e o tom do verão
O dourado bonito da pele que atinge a alma e faz brilhar o sorriso
A leveza, a tranquilidade e doçura de uma brisa marinha
Ou vivermos para sempre em lua de mel com a vida
É preciso perseverar!
Enfrentar com energia e paciência os outonos e invernos
Curtir também o que de bom podem oferecer
Não se pode desesperar
É preciso perseverar!
Alda M S Santos

O que é amor?

O QUE É AMOR?

Que é amor? Sabe identificá-lo?

Aquela irresistível e inconfundível atração

Que aquece o corpo, confunde a mente, embaralha a emoção?

Isso certamente todos afirmam ser amor

Unanimidade nos sonhos e desejos de todos nós…

Mas e quando ficam o carinho, o cuidado, o compromisso firmado

A gratidão pela parceria, até uma certa monotonia

Nem sempre acompanhados da louca paixão

O tesão já não dita as regras de toda ação

A exuberância física já cede lugar a um corpo cansado, talvez doente

Mas que mantém na mente sonhos de um tempo mais quente

Isso é amor? Que é amor para você?

Desejo, sexo, tesão, loucura?

Isso também é amor, faz parte dele

Mas o tempo traz a calma, o sossego

A tranquilidade substitui as constantes borboletas no estômago

Elas agora voam e pousam no jardim belo cultivado na alma

Repousam numa cama ainda aquecida por corpos que se desejam

Mas sabem dar valor a tudo que o convívio trouxe

Quem cultiva esse jardim ao longo dos anos

Tem uma bela morada para os sonhos e borboletas

Amar é cultivar juntos o mesmo jardim

Até tornar-se parte dele, seja como flores ou beija-flores

E não desejar dali sair…

Alda M S Santos

Passeio em mim

PASSEIO EM MIM

Gosto de passear em mim
Em meus espaços ensolarados
Nos meus jardins encantados
Nos meus sonhos amalucados

Gosto de passear em mim
Nos meus recantos mais secretos
Nos meus caminhos nem sempre retos
Nos meus desejos tantas vezes incertos

Gosto de passear em mim
Derrapar nas dúvidas das curvas sinuosas
Nas memórias doces, às vezes perigosas
Nas esperanças do amanhã, majestosas

Gosto de passear em mim
Posso me cansar ou relaxar
Me perder, para me encontrar
E retomar o caminho de me amar…

Alda M S Santos

O último raio de sol

O ÚLTIMO RAIO DE SOL
Os últimos raios de sol estão brilhando no horizonte
Irradiam e refletem todo o trabalho de um dia nas águas do oceano
Descansam ali toda a energia despendida em forma de luz e calor
Deitam nele suas esperanças de um novo amanhecer
Um olhar ao longe também repousa
Ela acalma o seu coração diante desse espetáculo gratuito a lhe dizer:
A vida é cíclica, tudo vai, tudo volta
Tenha calma na alma
Que a paz reinará!
Alda M S Santos

O mar e ela

O MAR E ELA
Parece o tempo todo em ebulição
Faz barulho, movimenta-se continuamente
Ora ritmadamente, ora em confuso compasso
Às vezes parece que para, silencia
Mas está apenas a buscar mais energia do fundo
Não se aquieta, borbulha, ferve
Espuma, transborda, encanta-se
E se desmancha na areia…
O mar ou ela?
Ah, tanto faz! São a mesma coisa…
O mar e ela…
Alda M S Santos

Esperanças

ESPERANÇAS
Espero mais de mim que dos outros
Espero não me deter diante dos obstáculos
Espero depender menos dos outros
Mas sabendo que não sou uma ilha
Precisamos uns dos outros, de partilha
Espero nunca perder a capacidade de sonhar
De sorrir, nunca desistir
Mas, especialmente, ser capaz de realizar
Os meus, os seus, os nossos sonhos
Como indivíduos, como humanidade
Cada vez mais forte, em busca de luz e verdade
Por aqui, espero…
Alda M S Santos

Mar ou Rio?

MAR OU RIO?
Mar ou Rio, Rio ou Mar?
Água salgada, água doce
Onde a vida nasce, acontece…
Extensão de natureza até onde a vida alcança
Delícias que convidam ao mergulho
Mergulho nas águas, mergulho nos sentimentos
Mergulho em nós mesmos…
E eles se encontram, rio e mar
Nós nos encontramos…
Rio ou Mar?
Tanto faz! De preferência, que eu esteja lá…
Alda M S Santos

Até a volta

ATÉ A VOLTA

Penso que quando Deus nos idealizou
Não foi só com a costela de Adão
Que a Eva Ele formou
Em cada um de nós plantou
Um pedacinho das nuvens do céu
O perfume das flores do jardim, doce mel
Uma onda bonita que retirou do mar
O barulho da cachoeira caindo sob o belo luar
O brilho de uma estrela que a noite vem clarear
Também colocou em nós um pouco do calor do sol
O frio de uma noite ao relento
E a brasa de um coração de amor sedento
Por isso somos tão inconstantes e “incompletos”
Queremos nos preencher até o teto
Buscamos a conexão que temos com a natureza
O carinho, o amor, a sintonia, a beleza
Ele foi bem sábio!
Quis manter-nos uns aos outros conectados
Numa teia de amigos, amantes, eternos “enamorados”
Até podermos voltar para Seu lado!

Alda M S Santos

Saudades de mim

SAUDADES DE MIM
Saudades de mim…
Do tempo em que eu me bastava
Não por autossuficiência,
Mas por saber o que buscar
Como, porque, quando.
Saudades de mim…
Do tempo em que eu era o bastante
Não para todos,
Mas para aqueles que me são caros…
Saudades de mim…
Do tempo em que eu sempre estava aqui.
Que me atendia prontamente ao primeiro chamado
E não era preciso gritar tão alto.
Ou me encontrar no silêncio mais profundo de mim mesma.
Saudades de mim…
Alda M S Santos

Refúgios

REFÚGIOS

Um acordar meio cansado
Meio grogue, virado de lado
Sensação que voltou de outro mundo
De um intenso sonho profundo

Solta, fora de órbita, planando
Sem saber onde pousar, levitando
Onde esteve, onde está, onde estará
Que a vida nos reservará?

Sabe-se que aqui estamos de passagem
Podemos fazer mais agradável essa viagem
Se o amor for nossa maior abordagem

Uma hora todos faremos a travessia
Para o outro lado… haverá magia?
Enquanto isso, quero é me refugiar na poesia

Alda M S Santos

Sobre as águas

SOBRE AS ÁGUAS
Queria ser capaz de correr sobre as águas
Com toda a confiança de nunca afundar
Até chegar do outro lado do horizonte
Onde o mar se encontra com o céu
Ou sobrevoar as águas tal qual pássaro
E mergulhar vez ou outra em busca de um peixe
Num barco também não seria nada mal
Numa maré baixa deixar-me levar
Debruçar sobre ele e jogar água para todos os lados
Sei lá!
Sinto uma atração irresistível pela água
Uma atração que causa-me medo e prazer
Parece que ela me chama todo o tempo
Será que se eu atendesse esse chamado seria capaz de voltar?
Conseguiria? Quereria?
Daqui fico a observar, a sonhar, a imaginar
Com os pezinhos na areia
Na beira do mar…
Alda M S Santos

Sonhar é…

SONHAR É…

Sonhar é ter direito a um passo a mais
Nas areias nas quais ficam impressas nossas pegadas 

Sonhar é brincar com nossa criança interior que nos pede com fervor “mais uma vez”

Sonhar é mais uma vez poder sorrir ou chorar, se encantar, se emocionar

Sonhar é sempre se apaixonar, ser calor, outra vez fazer amor

Sonhar é mais uma vez aprender, ensinar, fazer valer esse viver

Sonhar é fazer as pazes com nossa alma,
Sabendo que, a seu modo, erros e acertos merecem palmas

Sonhar é ter um dia a mais no calendário da alma
Aquele que marca emoções e não dias…

Sonhar é potencializar o viver…

Alda M S Santos

Que eu me importe…

QUE EU ME IMPORTE…
Que eu me importe com o outro
O bastante para ajudá-lo nas tristezas, nas dores, nas necessidades mais prementes
Sem sufocá-lo ou parecer superior…
Que eu me importe com o outro
O bastante para me alegrar com suas alegrias
Sem invejar ou me enciumar, se possível,
Ainda que a felicidade dele não mais me inclua…
Que eu me importe com o outro
O bastante para valorizar bons momentos, guardar no coração, respeitar
Aquilo que hoje já não é mais como antes…
Que eu me importe com o outro
O bastante para dar a ele aquilo que não consigo dar nem pra mim mesma
Pois é algo que a gente só encontra fora de nós…
Que eu possa ser assim para o outro: verdadeira, inteira, amorosa
E que ele também possa ser desse grau e magnitude para mim,
Pois para isso fomos feitos: nos fazer bem…
Que nos importemos o bastante!
Alda M S Santos

Por amor

POR AMOR

Que alguém é capaz de fazer por amor?
Lutar, brigar, chorar, sofrer
Fragilizar-se ou, ao contrário, se fortalecer?
Enfrentar o mundo, bagunçar o próprio mundo
Ou se organizar, fazer planos, esperançar?

Que alguém é capaz de fazer por amor?
Atravessar caminhos sinuosos
Abrir trilhas, mesmo tortuosas
Acreditando que o amor é luz
Que tudo encaminha e conduz?

Que alguém é capaz de fazer por amor?
Alçar voos inimagináveis, sonhar o impossível
Desbravar terras, mares e ares
Em busca de intensos e cálidos lugares
Onde apaziguar o desejo de amar?

Que você é capaz de fazer por amor?

Esquecer-se de si, o outro priorizar
Sorrir, com a felicidade de outrem se alegrar
Encontrar sua própria felicidade
No sorriso que o outro te oferece
Por pura gratidão e reciprocidade?

Que você é capaz de fazer por amor?

Alda M S Santos

Tarde de Poesias: QUE SE FAZ POR AMOR

Ele me trouxe

ELE ME TROUXE

Gosto de pensar que cheguei aqui trazida pelas águas
Isso explicaria meu encanto por elas, doces ou salgadas
Quando Ele decidiu que eu deveria vir para cá
Pensou que seria para mim um bom modo de chegar
Posso passar horas nelas admirando, olhando
Curtindo, andando, amando…
É uma fantasia multicor, surreal
Por vezes parece tão distante, outras tão real
Mas é um misto de encanto, respeito, medo, ansiedade
Será que também voltarei como cheguei, será verdade?
Nos braços das águas para minha definitiva morada na eternidade?
Enquanto isso não acontece
Não importa se amanhece, entardece ou anoitece
Vou por aqui admirando toda essa beleza
Quero mesmo é fazer parte dessa natureza…

Alda M S Santos

Misturados

MISTURADOS
A capacidade de misturar
Pernas, pés, braços, corpos, ideias, corações
E manter-se individual, separado
A habilidade de caminhar junto
Ainda que por caminhos diferentes
E se encontrar no mesmo ponto
O jeitinho especial de ser duo
Sem perder a unidade
A perícia de estar dentro, mesmo estando longe
O prazer de voar juntos
Cada qual com suas asas
A satisfação de escolher a quais elos quer estar atado
Sem perder os próprios movimentos
Sem mudar a própria essência, sem ferir a alma
Potencializando a habilidade e a coragem de voar
Preservando a liberdade de viver e amar
Sonho ou realidade?
Alda M S Santos

A céu aberto

A CÉU ABERTO

A vida segue, sigo eu atrás
Não sei se quero correr
Mas não quero ficar para trás
Bem ou mal, vou pareando o viver

Não sei se falo, não sei se calo
Tampouco se adormeço, às vezes, desfaleço
Fujo de briga, abomino intriga
Por vezes prefiro empurrar com a barriga

O mar parece infinito, pura imensidão
O olhar vagueia ao longe, solidão
Que almeja encontrar esse doce coração?

Estará lá longe, ou bem aqui perto
O caminho desse viver, o mais certo
Dentro de mim, ou bem a céu aberto?

Alda M S Santos

Sorrindo vai chorar

SORRINDO VAI CHORAR
“Um dia a areia branca seus pés irão tocar”
Te farão lembrar que nem tudo na vida é dureza
Que a alegria pode estar em apenas poder caminhar
Numa areia macia, refrescante
Sentir o vento nos cabelos, a brisa que arrepia a pele
Que desperta boas sensações
“E vai molhar seus cabelos a água azul do mar”
Você irá correr feito criança sapeca
Chutar água, mergulhar, saltar ondas
Irá lavar-se de toda negatividade
Purificar a alma, guardar apenas o que é bom
Buscar um abraço que acalenta, que arrepia
“E ao se sentir em casa sorrindo vai chorar”
E vai querer ficar…
Alda M S Santos

Versos destacados de Roberto Carlos

Dissabor

DISSABOR

Um machucado, uma fratura, uma ferida que arde, sangra, queima

Fase aguda do mal, só analgésico forte para aliviar, é normal

Um aperto no coração, tristeza, mágoa, decepção

Fase aguda da dor, que fazer para sanar desilusão?

Machucado melhora com antisséptico, anti-inflamatório e antibióticos

Um curativo, uma tala, que por um tempo isola do meio externo aquilo que está em recuperação

E quando a dor está no coração, que fazer então?

Qual o remédio, dá pra isolar do mundo externo a emoção?

Não sei, mas é bom retirar-se do meio, afastar da multidão

Buscar o interior, sanar a dor, retirar da alma a cicatrização

Ferida é sempre ferida, dor é sempre dor

Seja física, mental, emocional é sempre um mal

Passamos primeiro pelo vendaval

Em seguida vem a calmaria, levantamento de perdas, bom sinal

E, lentamente, a cura, a reconstrução

Mas todo cuidado é pouco com o remédio que se usa

Tanto para o mal físico ou emocional

Não dá para criar vícios e dependências, seria fatal

Ou cria-se raiz para novo mal, com nova aparência

Mas tudo tem seu tempo…

Logo o que era ferida é descoberta para o mundo exterior

Fica a cicatriz, o aprendizado

O coração aprende a lidar com qualquer dissabor

É a cura… e a vida segue, de preferência, sem rancor…

Alda M S Santos

De mãos dadas

DE MÃOS DADAS

Quero seguir por aí de mãos dadas
Passo a passo, almas entrelaçadas
Comungando ideais, sonhos, sentimentos
Podendo expor aquilo que vier no pensamento

Quero andar por aí de mãos dadas
Poder me amparar, me segurar
Quando a vida for meio má, estacionar
E a gente não souber por onde andar

Essa viagem necessita parceria, confiança
Aquela que se consegue na aliança
Dos corações em uníssono, em segurança

Quero andar de mãos dadas, não sentir solidão
No olhar, no sorriso, no abraço de um irmão
Encontrar repouso para o cansado coração

Alda M S Santos

Intimidade

INTIMIDADE

É bom ser íntimo de alguém
Intimidade de almas, de pensamentos
Intimidade física é bom também
Mas bom mesmo é ser íntimo de si mesmo
Reconhecermos o que sentimos
Saber lidar com desejos e emoções
Chorar, sorrir, enfrentar as frustrações
É bom a gente se sentir em casa com alguém
Chinelos, cara lavada, roupa amassada
Saber onde e como andar, repousar, apenas ali ficar
Sem medo de ser atropelados por um trem
Comungar ideias, pensamentos, um doce momento
Apresentarmo-nos nus, corpo e alma, sem medo para alguém
Isso é boa e desejada intimidade
Apresentarmo-nos nus, corpo e alma para nós mesmos
Isso é a suprema felicidade da intimidade…

Alda M S Santos

Na guerra ou na paz

NA GUERRA OU NA PAZ

Em tempos de guerra foge-se de campo aberto
Soldados expostos assim seriam alvo certo
Protegem-se na mata em fardas camufladas
Ou escondidos atrás de barricadas

Nas lutas da vida não é diferente
Tenta-se a todo custo ser previdente
Não expor seus ataques ou defesas
Para não ser preciso virar a mesa

Mas é fundamental saber quando recuar
Pois a vida muitas vezes se impõe
Sábio é quem aceita, não se interpõe

Chegará a hora de avançar
A vitória pode vir para quem souber esperar
E não desanima, sabe seu potencial valorizar

Alda M S Santos

Sonhei com você

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Quem não tem?

QUEM NÃO TEM?

Quem não tem?
Um erro que quer esquecer
Com o vento desaparecer
Deixar no tempo se desfazer?
Quem não tem?
Um amor marcante para celebrar, a alma enobrecer
Nos momentos de tristeza o coração aquecer?
Quem não tem?
Uma cicatriz que vira e mexe faz doer
Que sangra, machuca, faz sofrer?
Quem não tem?
Algo do qual muito arrepender
Que machucou, envergonhou, mas fez crescer?
Quem não tem?
Uma ação que deixou orgulho e alegria
Por ter levado a paz, a magia e a harmonia?
Quem não tem?
Uma história boa para sonhar, reviver
Em boas lembranças se entregar, amolecer?
Quem não tem?
Um sonho, um desejo de entontecer
Que faz a vida cada minuto valer?
Quem não tem?
Um segredo lá no fundo bem guardado
Que o torna único, especial, bem-amado?
Quem não tem?
Esperança de algo de bom fazer
Deixar por aqui marcas de amor, de intenso viver?
Quem não tem?

Alda M S Santos

Quero uma rima

QUERO UMA RIMA
Não é preciso rimar para ser bonito
Mas sintonizar é preciso para não ser finito
Quero uma rima para o amor
Ou será que basta sintonizar, sem qualquer pudor?
Não é preciso rimar para ser poesia
Mas precisa encantar, despertar
Se quiser o bem, e fizer com que alguém sorria
Quero uma rima com emoção
Que atraia, seja ardor, paixão
Daquelas que nos tirem do chão
Quero uma rima para felicidade
Daquelas que não se esgotem com a idade
Que seja realidade e não apenas saudade
Quero uma rima para mim
Bonita, inteira, completa, afim, enfim
Quero sim!
Alda M S Santos

O silêncio

O SILÊNCIO

Nada diz mais que um bom silêncio

Aquele que sentamos conosco e nos passamos a limpo

Boas perguntas, respostas sinceras

Sem medo de sermos devorados por famintas “panteras”

Um auto divã, real, sem expectativas vãs

Quem sou, o que gosto, o que me incomoda

Porque me deixo girar nessa roda

Que aceito, o que permito, o que me deixa aflito

Quem amo, quem tolero, quem evito

O que me mantém por aqui, ativo, cativo

Silêncio lá fora, barulho cá dentro

Ele muito diz para quem se dispõe a ouvir

Ou para quem não tem com quem falar, para onde ir

Silêncio, conhecido também como solidão

Pode ser um grande amigo nesse mundo nem sempre irmão…

Alda M S Santos

De tempos em tempos

DE TEMPOS EM TEMPOS

De tempos em tempos ela some
Todos pensam que se foi, morreu
Não embeleza, não alegra, não encanta
Parece que da vida se esqueceu

Mas a natureza é sábia, ela fica guardada
Em raízes na terra aprofundada
Meses e meses ali protegida
E renasce linda, fortalecida

Nós também por vezes somos assim
Perdemos nossa cor, nosso brilho
Nosso encanto e perfume, enfim

Mas, como Dálias, em nós a vida renasce
O sorriso brilha, a luz reaparece
O desejo do ser se faz, a vida acontece

Alda M S Santos

É tempo de sonhar


É TEMPO DE SONHAR

Sempre será tempo de sonhar

Por um mundo melhor, por mais gente a se amar

Por um cantinho no coração de alguém para morar

Por espaço em nós para outros abrigar

Sempre será tempo de sonhar

De viver, amar, continuar, recomeçar

Os sonhos são da vida a propulsão

Nos acalmam, nos alegram, nos tiram do chão

Sempre será tempo de sonhar

Nas asas dos anjos poder voar, nos amparar

No sorriso de uma criança encontrar a esperança

Fazer da beleza da criação nosso melhor passo de dança

Sempre é tempo de sonhar!

Alda M S Santos

Não dê as costas


NÃO DÊ AS COSTAS

Não dê as costas para o mar
Ele pode te surpreender, te derrubar

Não dê as costas para as oportunidades
Elas se vão quando chega a idade

Não dê as costas para seu irmão
A bondade é uma virtude do coração

Não dê as costas para uma verdadeira amizade
É ela que te salva quando tudo parece maldade

Não dê as costas para sua família
Ela é presente de Deus que em ti confia

Não dê as costas para o amor
Sem ele nessa vida nada tem valor

Não dê as costas para Deus
Ele sabe bem todas as necessidades dos seus

Não dê as costas para si mesmo, não se perca, seja acessível
Pois tudo de mais belo e intenso precisa de você para se tornar possível

Alda M S Santos

Surra de viver

SURRA DE VIVER

Precisamos levar uma surra da vida
Não para ferir ou machucar
Mas para (re)ativar o que estiver adormecido
Daquelas que levem à reflexão
Que mostrem os caminhos sem saída
Que apontem a trilha certa, nada de contramão
Precisamos levar uma surra da vida
Daquelas que acendam holofote à frente
E que nos afastem dos becos escuros
Que não nos deixe ficar dementes
Precisamos levar uma surra da vida
Não desanimar, não ficar descrentes
Mas que seja uma surra de amor
Pois só ele ensina de verdade
Só ele cura o mal em qualquer idade
Só o amor é capaz de trazer felicidade
O amor é a esperança numa vida de mais bondade
Precisamos levar uma surra da vida
Precisamos levar uma surra de amor

Alda M S Santos

Castelos de areia

CASTELOS DE AREIA

Ainda que a vida nos pareça um castelo de areia

Desmoronando quando parece linda e perfeita

Mesmo que a gente se prenda nos fios dessa teia

Que tenhamos forças e coragem para continuar

Que possamos sempre encher nosso baldinho de água

Quantas vezes forem necessárias para outro castelo construir

Que seja ainda mais belo e resistente

Para abrigar sonhos de príncipes e princesas reais ali

Que a gente possa perceber que a beleza está no construir

Em cada detalhe feito e refeito com amor

Assim já terá sido lindo quando ele ruir

E a vida ficará mais leve e fluida, sem rancor

Alda M S Santos

Vazios

VAZIOS
Podem ser várias as sensações de vazio
Ausência de preenchimento, vácuo,
incompletude
Uma fome dolorosa que não passa
Uma dor aguda que machuca
Desejo de esquecimento, de distrair a fome
Dormir, dormir, dormir
Mas quem dorme com fome?
Essa é a época da identificação de vazios
Seja pelas ruas da cidade
Nos bancos lotados das igrejas
Nos lares em festa
E nossos corações?
Também estão cheios?
A vista alcança ao longe…
O que vê? O que sente?
Vazio físico se preenche com presentes
Vazio emocional se preenche com presença
Vazio existencial preenche-se com encontros…
Com alguém especial, consigo mesmo, com Deus.
Enquanto houver vida, buscaremos preenchê-lo.
Alda M S Santos

Feche os olhos

FECHE OS OLHOS


Feche os olhos suavemente
Respire fundo, bem devagar
Deixe o ar encher seus pulmões
Levar vida a cada célula, a todo lugar
Ative a memória, as boas lembranças
Permita-se ser invadido por elas
Sinta, vibre, inspire, expire
O amor que sai de si, volta para si
Reviva, restaure, renove, sinta gratidão
O sentimento que flui de coração para coração
Deixe pulsar em cada parte de si
A porção amor que Ele deixou por aqui
Sinta a vida, ela é o presente
Renovando-se sempre
Que venha novo ciclo de amor e paz!


Alda M S Santos

Vestida de simplicidade

VESTIDA DE SIMPLICIDADE

Se verde representa esperança
Quero me vestir de mata densa
Daquela que circunda uma cachoeira
Que nos tira toda a canseira

Se branco significa a paz
Tudo bem, quero estar branca por dentro
Deitada na rede calma do sossego
Em mim mesma encontrar arrego

Se vermelho significa amor e paixão
Fico nua, não preciso vestir, não
O coração desnudo se reveste de emoção

Se a felicidade é da cor da simplicidade
Quero ficar aqui, transparente ou multicor
Ser e fazer feliz, ser abraço, ser calor

Alda M S Santos

O vencedor

O VENCEDOR
O ano será novo, mas os dias só serão novos, se nós formos diferentes.
Várias serão as batalhas, as jogadas apresentadas
Nós escolheremos: jogar ou não.
Escolher nossas peças, qual delas mover
Quais “soldados” recrutar, armas a usar
Quais “aliados” dispensar
Saber o momento certo de agir, de esperar, de recuar, de avançar
Fazer os alinhamentos necessários
Mesmo parados, estaremos jogando por inércia
Outros determinarão nossa vitória ou derrota
O aliado indispensável, seja qual for a batalha, é o amor.
Frágil o suficiente pra se derrubar por um olhar,
Forte o bastante para com um sorriso levantar…
Inútil tentar outro caminho, outra jogada, outra arma ou outra estratégia.
É dar voltas, é perder tempo!
O Amor vence sempre!
Aliemo-nos a ele!
Alda M S Santos

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