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Humanidade falha

HUMANIDADE FALHA…

São dois milênios e a humanidade continua falha
Como humanos racionais a gente ainda se atrapalha
Invasões e “descobertas” de terras já habitadas
Dinheiro e ouro ditando ações inimaginadas

Quase submissão dos mais frágeis povos originários
Imposição da força, ameaças, agir arbitrário
Do “nunca mais” dito ao holocausto emudecemos
Tanto horror e desumanidade esquecemos

Fome, abusos, roubos, moléstias exclusão
Vergonha dessa humanidade sem coração
Que se julga superior e causa tamanha dor e comoção

A vida uma hora cobra tanta agressão
A um povo, uma raça, natureza sob pressão
A conta vai chegar… terá de nós compaixão?

Alda M S Santos
Mais no meu blog vidaintensavida.com
#holocausto #crisehumanitaria #yanomamispedemsocorro #Brasil


Reiniciar

REINICIAR

Mundo anda difícil, o certo e o errado estão invertidos
Tolerância e amizade parecem não fazer sentido
Respeito pelo outro é visto com insatisfação
Não dá para viver em paz com tanta invasão

Não há reflexão, só se nota muita maldade
Gente que faz o mal em qualquer idade
Não há proteção, falta humanidade
Vergonha de estar por aqui, de verdade

Para tudo há briga, revolta, discussão
Tantas mentiras, dúvidas entre o sim e o não
Vontade de passar tudo isso a limpo, reiniciar
Será que Deus não gostaria de recomeçar?

Se assim for quero ser parte da natureza
Ali há harmonia, paz, luz e beleza
Ser água, bicho, planta, céu, tanto faz.
Só gostaria de algo mais eficaz

Alda M S Santos

Qual o preço?

QUAL O PREÇO?

Tudo nessa vida tem um preço
Que é cobrado todo o tempo da gente
Pagamos pelo excesso, pela falta
Dor ou alegria, aquilo que está em pauta
Pagamos pelo que passa na mente
Por tudo que se vive, simplesmente
Pagamos por seguir o caminho
Rápido, lento, acompanhado ou sozinho
Pagamos por ficar parados, estacionados
Por não tomar frente, ficar de lado
Pagamos por mudar, crescer, evoluir
Pagamos também por cair, por regredir
Pagamos pelo amor que nos permitimos
Pelo que recebemos, pelo que doamos
Pelas amizades que felizes carregamos
Pelos fardos leves ou pesados que levamos
Ah, se por tudo se paga um preço
Melhor escolher bem o que se leva com isso
Bom refletir bem o custo e o benefício
Olhando o que você tem, sem artificios
Tem valor pelo preço que está pagando?

Alda M S Santos

Aqueles dias

AQUELES DIAS

Aqueles dias dos quais ninguém está livre
Cuja vontade é achar um cantinho para hibernar
Sem ninguém para incomodar
Nada ou tudo falar, pensar, repensar, adormecer
Quando não conseguimos o quebra-cabeças montar
E tudo que queremos é sair desse mal-estar
Onde será esse lugar?
Será preciso num avião decolar
Ou num barco alcançar o alto mar
Ao volante dirigir sem rumo até cansar
Ir até o céu com as estrelas e a Lua conversar
Num foguete à via láctea chegar
Ou será que está mais perto e bastaria apenas
Mergulhar nos recônditos secretos de nosso ser
Sorrir, chorar, brigar, apaziguar, debater
E ali ficar até desfalecer ou renascer…

Alda M S Santos

Fins e meios


FINS E MEIOS

Fins, meios…qual seu objetivo
Qual o meio para torná-lo real
Será que isso é mesmo subjetivo
Ou há algo que legalize o normal?

Só importa o que você quer e almeja
Independente do que se põe na bandeja
Ou há certas leis, limites e restrições
Que impedem alguns tipos de ações?

Os fins são nossas metas, são importantes
Lutar por elas deve ser nosso plano constante
Cuidando daquilo que é correto ou relevante

Meios que vilipendiam ou ferem pra vencer
É o limite que devemos sempre estabelecer
Não é bonito o meio que destrói para viver

Alda M S Santos

Perdão!

PERDÃO!

Perdão, quando não soube caminhar por esse chão
Pelas vezes que disse sim, quando deveria dizer não
Ou, quando ao contrário, faltou coragem para o sim
Sabendo que ele que me traria pra mim

Perdão pela afobação, pela impaciência
Pela falta de esperança ou resiliência
Por desistir muitas vezes, cansada
Por não ter visto nenhuma luz nessa estrada

Perdão a mim mesma, quero leveza
Perdoar, perdoar-se, seguir nossa natureza
A culpa é um fardo muito pesado
Quem perdoa a si e ao outro é abençoado

Perdão não implica seguir na mesma situação
Ele é luz para nova estrada, nova sensação
Sem a bagagem do ontem, do passado
Coma alma leve, o futuro vem bem anunciado

Alda M S Santos

Livre-arbítrio?

LIVRE-ARBÍTRIO?

Como lidar com esse mundo?
Gente maltratando gente, jeito imundo
Nação contra nação, irmão contra irmão
A natureza que grita por salvação

Como lidar com discriminação e corrupção
Cidadão que se acha dono da situação
Ofendem e maltratam a natureza
Flora, fauna…a vida perde sua riqueza

Humanos que condenam outros humanos
Causando na humanidade grandes danos
O amor já não é olhado com simpatia
O ódio tem alcançado o alto, a soberania

Como somos olhados pela Criação
Que Deus pensa desse viver sem compaixão
Vai nos dar corda, respeitar nossa decisão
Ou livre-arbítrio não será boa opção?

Alda M S Santos

Viver é um eterno desafio

VIVER É UM ETERNO DESAFIO

Ah, viver parece uma grande piada!
Se você fala e não pensa se mete em furada
Se pensa e não fala fica engasgada
Se sente e nada faz, alma frustrada

Ah, viver nem sempre é fácil, não
Ficou cansativo tanto cuidado e senão
Medir cada detalhe para não ofender o irmão
E também não machucar o próprio coração

Ah, viver deveria ser um bom prato
Degustado com prazer de fato
A verdade é que há tanto prato vazio
Corpo e alma enfrentam esse desafio

Ah, será que desistir seria boa opção?
Dizer: quero brincar mais de viver não
Se não der para viver com emoção e alegria
Quero voltar para casa, a porta se abriria?

Alda M S Santos

vida #morte

O que sentimos?

O QUE SENTIMOS?
O que sentimos diante dessa imagem
De um fato ou de uma situação, qual emoção?
O que se passa em nosso coração?
Uma rampa, um presidente, um povo
E vai começar tudo de novo!?
O que você sente?
Raiva, revolta, medo, deseperança
Rejeição, abandono, traição, corrupção
Renovação, recomeço, alegria, confiança
Fé num poder Superior que vem do Alto, devoção
Sensação de dever cumprido ou de impunidade?
Que se passa em sua alma, qual sua verdade?
Em que polo você se encontra?
Está em algum extremo, em alguma ponta,
Ou tenta se equilibrar no meio, sem afronta?
O que sentimos diante dos fatos diz muito sobre nós!
Estamos todos em evolução por aqui
É bom analisar e trabalhar nosso sentir
Diante de tudo isso sinto muitas coisas
Mas uma se sobressai: Deus não nos abandona!
A sensação de proteção permanece…
Então, se há o cuidado Dele, vamos trabalhar
Seguir nosso caminho e acreditar
E, principalmente, saber respeitar, não julgar tanto
Deixar vir à tona o Confiar!
Somos um povo que aprendeu a Amar!
Alda M S Santos

Viagem

VIAGEM

A vida avisa se chega o bem ou o mal
Ela sempre nos envia algum sinal
Se vai machucar ou não, dor ou satisfação
É preciso atentar para o pulsar do coração

Muda daqui, age diferente ali
Se recolhe ou se protege aqui
Enfrenta com amor e coragem
A vida é uma interessante viagem

Alda M S Santos

Palmas

PALMAS

Palmas para colorir, palmas para enfeitar
Palmas para sorrir, palmas para homenagear
De tudo que anda acontecendo por aí
O que seria digno de palmas por aqui?

O primeiro a ser excluído seria o desrespeito
Grudadinho nele elimina-se logo o preconceito
Batam palmas para a fé e a esperança
De quem lutou e manteve a perseverança

Palmas para quem soube estender a mão
Para quem soube ser empatia e compaixão
Palmas para quem foi bom cidadão

Palmas para quem acreditou na verdade
Caiu, levantou, seguiu com simplicidade
Firmes no amor, maior ato de liberdade

Alda M S Santos

Chegando um novo ano

CHEGANDO UM NOVO ANO

Foi um ano pesado, difícil, tenso
Brigas, lutas, sem muito consenso
Certo é olhar tudo como rico aprendizado
Trazendo o que é bom para nosso lado

Houve perdas, contendas, atritos
Muitos tentando ganhar tudo no grito
Mas houve cores e muita beleza
Para quem soube focar na delicadeza

Deus sempre manda seus sinais
Quem vê se fortalece nos vendavais
Sabe ser simples, não almeja pedestais

Tudo isso vai passar, a dor irá embora
Um ano novo começa na gente agora
Sejamos amor e respeito, chegou a hora

Alda M S Santos

Problemas?

PROBLEMAS?

Ah, os problemas… nem sempre são o que a gente vê
Posso estar sorrindo e passando pelo mesmo que você
Posso estar triste e em busca de sei lá o quê
Não somos melhores que ninguém
Problemas todo mundo tem
O jeito de encarar é que é variável
Há quem bata de frente,  brigue, chore, esperneie
Há quem, cansado, desista dessa lida, vagueie
Há quem pare, pense, tente entender o momento
Quer levantar em si qual o real sentimento
Quando percebe analisa, encara, sofre, chora
Às vezes bota tudo para fora e vai embora
Noutras, renova a alma ferida e machucada
Apara as arestas, e segue em busca de nova jornada
Ah  problemas…todo mundo tem
Atrás daquela alma boa e aparente alegria
Há um alguém que luta para manter a harmonia
Bom acolher com amor e empatia!

Alda M S Santos

Melancolia

MELANCOLIA

Dia de chuva, domingo, típica melancolia 
Aquela vontade de ficar na cama, letargia
Um filme de Natal na TV aumenta a nostalgia
Passado, presente e futuro lutam por sintonia

Gratidão pelo já vivido, aprendizado
Vitórias, alegrias que alimentam o passado
Presente de sonhos pedindo realização
A vida clama por paz, ação, resignação

Futuro em pauta, o que nos cabe no coração
A mente alerta tenta fazer ponte com a razão
Esperança de tempos melhores, boa sensação

Se há algo que a vida ensinou até aqui
Lutar apenas pelo que vale o existir
No mais, deixa a vida seu curso seguir

Alda M S Santos

Porteiras abertas

PORTEIRAS ABERTAS

Em porteira aberta passa boi, passa boiada
Passa também a visita chata e indesejada
Bom deixar apenas entreaberta, uma fresta
Aí permitimos passar só o que coração atesta

Se entra a luz, entra também a escuridão
Se entra alegria, também entra decepção
Não dá para convidar para ficar quem veio apenas para o café 
Quer seja em nossa mansão ou casinha de sapé

A tristeza tem mania de querer se instalar
Alia-se ao cansaço e desesperança para ficar
Mas se a alegria for bem nutrida, alimentada
Faz parceria com amor e expulsa essa danada

Alda M S Santos

Nossas réguas

NOSSAS RÉGUAS

Ah, mas são diferentes, sim
Minha régua não é igual a sua
Podemos medir as mesmas coisas
Porém, com resultados diversos
Quer sejam físicos ou emocionais
Amorosos, sociais ou intelectuais
A dor ou a alegria, a chatice ou a simpatia
Nossas réguas só medem a nós mesmos
Sua régua não mede com precisão minha agonia
Não seria fiel, seria falsa, mera fantasia
Minha régua não dimensiona sua dor, sua realidade
Há outro padrão que não cabe na minha verdade
Para medir o que se passa contigo
Para ser bem próximo de um amigo
É preciso usar a sua régua, o seu metro
Ver sob sua ótica, sentir sob seu espectro
Sob pena de ser cruel, maldoso, falacioso
A medida para não ser tão impiedoso
É ser flexível, resiliente, acolhedor e respeitoso
Nada se aproxima mais de uma medida universal
Que o abraço, a voz, a palavra amiga e especial
Estou aqui! Para você e para mim, ao natural…

Alda M S Santos

Formatar esse HD

FORMATAR ESSE HD

Onde será que está a falha
Tem que haver uma nessa batalha
Será a falta de uma educação de qualidade
Que tenha história e profundidade?

Será que a falha está na família
Na igreja, na sociedade, nessa matilha
Que não aprende e não ensina a lição
Dos maiores erros humanos como nação

Inconcebível que haja apologia ao nazismo
De fora da ilha dá pra ver todo o ostracismo
Nossa vergonha maior como humanidade
Achar-se melhor, ter sobre outros superioridade

Excluir, destruir,, humilhar, torturar e matar
Meu Deus, não dá para sequer imaginar
Que alguém tenha isso como convicção
É, o mundo carece de intensa renovação

Em tempos em que tudo parece distorcido
Valores falhos, mentiras, mundo sofrido
A tecnologia em alta, humanidade em baixa
Vamos formatar o HD, reiniciar, passar borracha

Alda M S Santos

Como ovelhas

COMO OVELHAS

Andando em círculos, umas atrás das outras
Por doze horas seguidas sem cessar
Que faz com que as ovelhas fiquem nesse caminhar
Qual delas teve a ideia de começar
Há uma que esteja na frente a liderar
Por que as outras não conseguem evitar?
Qual a razão desse aparente transe
Uma parte delas não seguiu o rebanho
O contágio não foi para todas elas
Parte ficou no meio só observando, alheias
Quantas vezes seguimos a marcha, a tropa
Sem sequer raciocinar, sem entender a razão
Apenas seguindo a multidão
Que falta para desligar o interruptor
Quem está certo: o caminhante ou o desertor?
Quem segue indefinidamente ou quem espera?
Não sei o que move a coreografia das ovelhas
Tampouco sei o que tem movido nossas humanas centelhas
O povo parece abobalhado, atordoado
Será que o mesmo sinal que guiou as ovelhas
Tem guiado os humanos grudados em suas parelhas?

Alda M S Santos

Radicais?

RADICAIS?

Precisamos de humanos que saibam ouvir, não só falar
Que saibam conversar, sem com isso brigar
A capacidade de interagir e compreender
Permite nosso evoluir, nosso florescer

Cada qual em seu canto radicalizado
Não possibilita um diálogo civilizado
Apontar o dedo, julgar, fazer acusações
Cria um mundo nocivo, cheio de aberrações

É preciso ter o coração e mente abertos
Manter a civilidade e sabedoria por perto
Bate-boca e insultos ferem, desrespeito não é certo

Quando eu me permito mergulho interior, autoconhecimento
Abro espaço para razão e sentimento
Assim, posso entender melhor no outro o pensamento

Alda M S Santos

Oito bilhões

OITO BILHÕES

Um número meio difícil para a imaginação
Sabe-se que é muita gente nessa dimensão
Somos nós, humanos por aqui, seguindo
Estamos mais destruindo ou construindo?

Quais as medidas deveriam ser usadas
Para saber se estamos crescendo nessa empreitada
Avançamos muito em números absolutos
Somos um povo bom, capaz, impoluto?

O que conquistamos foi a custa de quê?
Destruímos natureza, civilizações, qual o porquê?
Lá do alto a Criação está triste e atenta
Observando quem causa guerra, quem as apascenta

Imagina se fôssemos oito milhões de gente diferente
De mãos dadas, irmanados, seguindo em frente
As chances de sermos maiores, sobreviventes incansáveis
Passam pelo coração, por ações autossustentáveis

Alda M S Santos

Perigo das certezas

PERIGO DAS CERTEZAS

Tanta gente cheia de certezas
De convicções, querendo virar a mesa
“Verdades” absolutas de lá e de cá
Sem respeito e cuidado isso não vai prestar

Tanta gente agindo de modo, no mínimo,  irreverente
Por vezes ilegal, radical e contundente
Falta parar um pouco, analisar, refletir
A massa nem sempre sabe para onde ir

A primeira postura daquele que se julga certo
Deveria ser manter a sabedoria e a paz por perto
Nunca semear discórdia e desunião, sob pena de criar deserto

É preciso compreensão ao ponto de vista diverso
Respeitando as próprias crenças, a lei, o que for controverso
Sabendo que nossa atitude muda o ritmo do universo

Alda M S Santos

Noves fora

NOVES FORA

Na tentativa de entender melhor esse mundo
Busco sair da superfície, mergulhar fundo
Uso a lógica, o raciocínio, a razão
Mas nem sempre as exatas trarão a solução

Somo, subtraio, multiplico, divido, noves fora
Vou tentando achar a resposta certa a toda hora
Entendo que para melhor compreensão
Terei que dosar razão e coração

Meu pensar pode ser bem diferente do seu
Será que seu sentir se parece com o meu?
Talvez nesse ponto encontremos um apogeu

Humanos sempre nesses difíceis embates
Vitórias, derrotas, empates
Casos de vida e morte, há algo que os aparte?

Alda M S Santos

A missão

A MISSÃO

Qual será por aqui nossa tarefa, nossa missão
Como saber se não estamos na contramão
Se seguimos a turma, a maioria, a massa
Se nos importa bem sentir sentados na praça?

Como estaremos no check-out final
Será doce calmaria ou intenso vendaval
Haverá dívidas e créditos nesse balanço
Ônus ou bônus, alegrias, paz ou ranço?

Nosso HD interno será útil, aproveitável
Ou pode-se deletar tudo, resetável
E reiniciar do zero o que for aceitável?

Seria bom usar Bluetooth, poder trocar dados
Aparelhar corpo e alma, presente e passado
Fazer de nosso coração o maior aliado

Alda M S Santos

Disco voador

DISCO VOADOR

Luzes no céu de nosso Brasil
Em tons branco ou azul anil
Girando em trios ou paradas
Pilotos reportam questão inusitada

Será que são discos voadores
Talvez OVNIs com seus sensores
Somos espécie a ser estudada
Gente que anda perdida e amalucada

Vieram trazer ou buscar informação
Qual será a dúvida, a questão
Poderiam nos ensinar a dar as mãos

Espaço sideral todo precisa de amor
“Oh, oh, seu moço do disco voador
Me leve com você pra onde você for…”

Alda M S Santos

Tão difícil

TÃO DIFÍCIL

Tão difícil o mundo assim dividido
Como será que Ele olha seu filho combalido
A Terra tomada pelas guerras, pelo degredo
Famílias desunidas, isoladas em seus medos

Tão difícil a briga dentro de si, interna
Por autenticidade, verdade, alheio à baderna
A confusão quer abarcar a todos, quer aliados
Manter-se são é tantas vezes complicado

Quiséramos olhar para o céu como grande tela
A transmitir o caminho, luz sobre nossas mazelas
Sem nada a nos ser forçado ou empurrado pela goela

Busquemos essa tela dentro da gente
Somos capazes de achar essa semente
Nossa essência, nosso bem, efetivamente

Alda M S Santos

Nebuloso

NEBULOSO

Estamos vivendo tempos nebulosos
Para todo lado que se olhe há inescrupulosos
Donos da verdade há para todo canto
E o que nos resta é dor ou pranto

Diz que toda tempestade traz a bonança
É preciso saber aguardar com esperança
Mas é importante agir com calma e cuidado
Atrás de toda nuvem há céu azul, ensolarado

Alda M S Santos

Chegada a hora

CHEGADA A HORA

É hora de ouvir o coração
Hora de se encher de muita emoção
Mas não é bom esquecer a razão
E lembrar da dor e da carência de nosso irmão

É chegada a hora de deixar brilhar a  luz
Seguir a estrela maior que nos conduz
Aquela que fala do amor maior
Pela criação, pelo próximo, ninguém é menor

É hora de ouvir seu próprio sentir
De ter sensibilidade no agir
Momento de cuidado para ninguém ferir

É fundamental respeito ao outro, a si
O que se lança no tempo volta para ti
Que a paz e o amor reinem para você e para mim

Alda M S Santos

Tem hora…

TEM HORA…

Tem hora que tudo é leveza
Alegria, satisfação, luz e beleza
Tem hora que tudo fica escuro
Dor, mágoa, dúvida, em cima do muro

Tem hora que há compreensão e clareza
Sensação de pertencimento, inteireza
Tem hora que busco qualquer disco voador
Que me leve para o espaço… Por favor!

Tem hora que nada parece fazer sentido
Qual a razão de tudo isso, povo sofrido
Tem hora que quero apenas passar batido

Tem hora que mergulho bem fundo
Nas minhas emoções, meu submundo
Tem hora que quero somente ir embora

Alda M S Santos

Deixe Deus agir

DEIXE DEUS AGIR

Inspira, expira, deixe a paz em circulação
Entra e sai… entra e sai…no e do coração
Troca de oxigênio e gás carbônico
Antes que o mal se torne crônico

Em que momento começou a dar errado
Dá vontade de esquecer, não deixar parado
Inspira fundo, outra vez, expira devagar
É bom a gente ativar a alegria, contaminar

Pedimos paz, sabedoria, sem violência
Que Jesus cubra o Brasil de amor e resiliência
Que vejamos o outro, sem prepotência

Inspira, expira, inspira, expira, não conspira
Respeito, amor e fé e a roda da vida gira
E Deus agirá em nós, na verdade, sem mentira

Alda M S Santos

Não vamos brigar

NÃO VAMOS BRIGAR!

Cansada desse mundo que só sabe brigar
Não sabe conversar, dialogar, quer guerrear
Pessoas querendo se impor a todo custo
Sem se importar com o que é mais justo

Não quero brigar, prefiro uma boa prosa
Ranço de gente que anda sempre furiosa
Esquece o que é parceria ou respeito
Usa de hipocrisia, esconde o mal feito

Vamos fazer assim: eu sou eu, você é você
O que amo e acredito tem meu porquê
O que você valoriza tem sua razão de ser

Amigos, colegas, famílias, amores
Grupos feitos de indivíduos, abrigos, favores
Nada vale brigar ou guardar rancores

Alda M S Santos

Em defesa, olhos abertos

EM DEFESA, OLHOS ABERTOS

Em defesa da própria sobrevivência
Lutando contra toda prepotência
É preciso saber se proteger, se cuidar
Com sabedoria, em evidência, se disfarçar

Necessário é saber a hora de nos calar
As vias duplas podem nos atropelar
Não é covardia, é respeito, autorrespeito
Silêncio é resposta para todo mal feito

Não retrucar mentiras ou acusações
Exige lucidez, firmeza nas convicções
Introspecção às vezes apaga imperfeições

Olhos abertos, a natureza ensina como se camuflar
São defesas natas que permitem perseverar
Evitar embates é encontrar por aqui bom lugar

Alda M S Santos

Boa leitura

BOA LEITURA

É preciso que se faça uma boa leitura
De cada ponto, de cada nó, de cada conjectura
Faz-se necessário sabedoria e bravura
Agir com delicadeza e doçura
Evita de causar por aqui grandes fissuras
Bom quando conseguimos apagar as amarguras
Não nos perder nos giros da vida, nas tonturas
Sabedores que haverá tempos de faltas, de farturas
Aprendendo a lidar com as decepções e desventuras
Entendendo quando ser firmeza ou ternura
Por aqui faz diferença nosso agir, nossa postura
Quando tudo parecer escuro, bom fazer boa mistura
De cores, de luz, de natureza, de aventura
Assim, o que faz bem  em nós perdura…

Alda M S Santos

Vontade de voar…

VONTADE DE VOAR

Vontade danada de poder voar
Para um cantinho especial e descansar
Quero que tenha mata virgem
Mar ou cachoeira alta que até dá vertigem

Vontade de voar para um lugar
Que tenha luz do sol ou do luar
Que a brisa seja suave e delicada
Ou uma chuvinha na tarde encalorada

Vontade de voar para onde seja um lar
Que possa andar descalça, passear
Sentir que não há qualquer perigo
Tudo ali servindo de aconchego e abrigo

Vontade de encontrar uma boa morada
Entre pessoas do bem seguir minha jornada
Esse mundo anda tão cruel e violento
Tenho medo de não acabar esse tormento

Vontade de voar…será que há esse lugar?

Alda M S Santos

Em cada lua

EM CADA LUA

A natureza está sempre a nos dizer
Que para tudo há tempo: viver ou morrer
De voltar a brilhar, de reviver, de crescer
Basta um olhar para admirar esse acontecer

Não importa se é a chuva que cai torrencial
Se é a trepadeira que se alastra no seu quintal
Se o sol que queima a pele, a brisa que arrepia
Ou a lua cheia no céu que nos contagia

Dentro de nós tudo está em processo
De evolução e crescimento, sem retrocesso
Cada qual numa fase, numa etapa, numa lua
Pode vir, natureza, seja como for, sou toda sua

Curtir a primavera interna, o coração fraterno
Entender que temos outonos e invernos
O mundo gira sem parar em torno do astro-rei
Passaremos por cada estação, isso eu sei

Alda M S Santos

É tempo de desabrochar

É TEMPO DE DESABROCHAR

É tempo de desabrochar
Rosas em tantos belos tons
Brancas, amarelas, laranjas
Qual mais te causa frisson?
Azul, cor-de-rosa, champanhe, vermelha
Despertam o sentir, acendem a centelha
Rosas são em nós puro simbolismo
Prenúncio de amor, amizade e otimismo
É tempo de desabrochar…
Suavidade no toque, perfume de inebriar
Rosa atrai, encanta, sabe eternizar
O que faz bem, leva-nos  a apaixonar
E terá sempre em nós um bom lugar
É tempo de desabrochar…
Em cada alma há um botão
Fechado ainda, aguardando a melhor ocasião
Prestes a se abrir, ser emoção
Espalhando boa energia em cada coração
É tempo de desabrochar…
Branca, laranja, vermelha ou amarela
Tanto faz, todas são belas
Vale mesmo o que você traz
Que faz brilhar os olhos dela
É tempo de desabrochar e encantar…

Alda M S Santos

Terezinha de Jesus

TEREZINHA DE JESUS

Terezinha de Jesus, quando numa queda foi ao chão,
Logo acudiram três cavalheiros, os três de chapéu na mão
Quando criança eu me perguntava a razão dela ser acudida tão prontamente
E me contentava com a resposta que era por ela ser de Jesus
Melhor assim, que acreditar que era por ela ser a morena mais bonita
E sempre pensava que se fosse do bem, de Jesus
Eu até poderia cair, mas sempre existiria alguém para me acudir
Pai, irmão, ou aquele a quem eu daria a mão
Anos passados, quedas várias das quais me levantei
Ora sozinha, ora com alguém cujo carinho amealhei
Retorno à Terezinha de Jesus, querendo uns gomos, não só da laranja
Mas de tudo que de belo há por aqui nesse existir
A vida não é uma brincadeira de roda, tampouco um carrossel
Mas ela certamente nos fortalece para levantar das quedas rumo ao céu
Ou não ficar tão tontos em suas voltas amalucadas
E sermos a própria mão a nos amparar quando houver solidão
Se não com um chapéu na mão, com paz no coração
E ainda que não seja a morena mais bonita do pedaço
Seguir podendo receber ou oferecer um beijo e um abraço

Alda M S Santos

Brinde da maturidade

BRINDE DA MATURIDADE

Não gosta, não fique perto
Faz mal ou machuca, se afaste
Não gosta de ouvir, desligue
Te causa angústia, mude o foco
Não quer brigar, não responda, ignore
Não quer brincar não entre no jogo
Não procure, não veja, não leia
Se é politicagem ou mentira, pule
Se é falsa religiosidade, só lamente
Não gaste energia com o que sabe que fere
Dê tempo, se cuide, se trate bem, se cure
Feche portas, tranque janelas, abra persianas
Elas mostrarão para quem destrancar a alma
A vida requer sabedoria, boas escolhas
Só nós mesmos somos capazes de identificar
O que vem para somar, acrescentar
Ou o que já não serve mais, só vai atrasar
Saber onde quer ficar e de onde sair é brinde da maturidade
Aproveite!

Alda M S Santos

Pelo menos…

PELO MENOS…

Os “pelo menos” da vida são frustrantes
Não somos um país rico ou desenvolvido
Mas pelo menos não temos catástrofes
Não temos uma política decente
Mas pelo menos temos bom humor
Não temos uma educação que seja valorizada
Mas pelo menos damos uma ajeitada
Não temos moeda forte, uma língua universal
Mas pelo menos nosso clima é bom, é tropical
Não temos uma casa dos sonhos
Mas pelo menos não temos pesadelos
Não temos a família perfeita ou amor ideal
Mas pelo menos não somos sós nesse quintal
Não temos lazer, prazer, algo legal pra fazer
Mas pelo menos conseguimos sobreviver
Tudo bem, vamos nos conformando
Mas seria tão bom se isso não nos estacionasse
No mundo seguro do pelo menos, da conformação
Se pudéssemos lutar por uma melhor situação
Na qual pudéssemos dizer, sou feliz, por que não?
Com a vida assumo esse compromisso, faço esse trato
Sempre ser luz, ser paz, ser amor, isso é fato!
Pelo menos não, que bom que é assim!

Alda M S Santos

Tinha tanto medo…

TINHA TANTO MEDO…

Tinha tanto medo de ficar perdida que já não mais saía
Tinha tanto medo de não ser feliz que já não sorria
Tinha tanto medo da prisão que já não tinha liberdade
Tinha tanto medo da tempestade que já não curtia o Sol
Tinha tanto medo da escuridão que perdia sua própria luz
Tinha tanto medo de envelhecer que não aproveitava o amanhecer
Tinha tanto medo de ser enganada que não arriscava nada
Tinha tanto medo de ser dependente que vivia doente
Tinha tanto medo da solidão que aceitava qualquer situação  
Tinha tanto medo de tudo um dia esquecer
Que a vida se tornava um eterno reviver
Tinha tanto medo de tudo, de morrer que nada mais fazia que sobreviver

Alda M S Santos

Mundo largado

MUNDO LARGADO

O tempo está passando, vidas indo, outras chegando
A ciência evoluindo, a politicagem aumentando
Gente boa sendo enganada, ruim sendo aplaudida
O caminho parece cansativo e longo, trilha comprida
O desejo de conquistar o mundo ora domina
Em contraponto com vontade de desaparecer numa esquina
Horas em que tudo parece ter um significado
E outras em que nada faz sentido, mundo largado
Vontade de nos misturar a tudo, não mais pensar
Apenas nessa viagem louca nos deixar levar
Porque há momentos em que se for parar para refletir
Só prevalece o desejo insano de fugir
Fechamos a conta, jogamos a toalha
O coração aperta, a vista embaralha
E ainda há quem acredite nessa humanidade
Que investe em nós, parece mesmo insanidade
Guerras, abusos, corrupção, doencas, demagogia
A mente sofre, coração aperta, o que alivia?
Saber que Deus ainda nos mantém por aqui, acredita
Não adianta desistir, se entregar ou fazer fita
Acordar, levantar da cama, abrir a janela, chuva ou sol, frio ou calor
Melhor seguir nesse caminho…e investir no amor
Só ele é capaz de fazer tudo isso ser mais leve e verdadeiro
Nas idas e vindas desse trem nos mantermos passageiros
Só ele. Só Ele!

Alda M S Santos

Prioridades

PRIORIDADES

Na vida é muito bom ter certas habilidades
Particularmentes saber estabelecer prioridades
Naqueles momentos em que parece haver tantas opções
Quando na verdade muitas são enganações

Nem sempre aquele sorriso pode ser amigo
Ou quem te puxa as orelhas é inimigo
Entender que nunca seremos unanimidade
Acreditar nisso é, no mínimo, infantilidade

Hoje posso priorizar a chuva, amanhã o sol
Num momento querer praia, no outro cachecol
Saber ser sombra ou um majestoso farol

Preciso na verdade ser minha prioridade
Não deixar que tolham minha liberdade
Por aqui ser amor, luz, paz e solidariedade

Alda M S Santos

Somos passageiros do tempo

SOMOS PASSAGEIROS DO TEMPO

Somos passageiros da vida, do tempo
Transitamos por aqui, nem sempre a contento
Ora em momentos luz, ora em escuridão
Vamos aprendendo e ensinando a lição

Como passageiros chegamos um dia
Como passageiros partiremos, haverá alegria?
Nessa viagem há tanta gente que vai embora
Bom focar nas relações, amar sem demora

Nessa nau precisamos ter cuidado e atenção
Sempre haverá alguma comunicação,
O grito fala, o silêncio também
É de bom tom saber o que convém

Como passageiros trazemos uma bagagem
Por aqui usamos a tudo com força e coragem
Na partida é preciso muita sabedoria
Para saber o que deixar ou levar com alegria

Alda M S Santos

O amor e o tempo

O AMOR E O TEMPO

Que o amor faz ao tempo: acelera, modifica?
Que o tempo faz ao amor: fragiliza, solidifica?
O amor tem poder de parar o tempo
Congelar nos momentos mais felizes
Onde não haja contratempos?
Ou segue indefinidamente, mero passatempo?
O tempo dilui o amor, desaparece, enfraquece
Ou o enraiza, fortalece, engrandece?
Por si só o tempo não faz nada
Tudo dependerá da ação empenhada
Do que queremos ter em nós eternizada
Lembranças boas e aprendizados
Carinhos e atenção recebidos e doados
O tempo apenas potencializa
Aquilo que temos como prioritário
Fará crescer o que foi cuidado e regado
Fará morrer o que foi a segundo plano relegado
Mas o tempo sempre permite aprendizado
E novo recomeço a coração magoado
Disposto a se enveredar nesse mundo
Onde aquele que ama é sempre abençoado
Sempre haverá tempo para um alguém
Que se dispõe a amar e ser amado …

Alda M S Santos

Se me importa

SE ME IMPORTA

Se me importa, vou me preocupar
Vou estar junto, vou perguntar
Sobre aquele semblante sério
Sobre o que é claro ou mistério

Se me é importante pode alegrar meu dia
Ou pode me fazer sonhar, ser fantasia
Se me importa pode me fazer chorar, entristecer
Se fizer algo que machuque, me faça sofrer

Se não me importa não adianta plantar bananeira
De nada servirá seriedade ou brincadeira
O seu agir já não determinará minha vida inteira

Se me importa o sorriso me contagia
A presença, a atenção são pura alegria
O carinho, o cuidado inspiram poesia

Alda  M S Santos

Pandemia, pandemônio

PANDEMIA, PANDEMÔNIO

Quase três anos de pandemia
Seguidos de um ano de pandemônio
Se eu sobreviver a tanta agonia
Penso que enfrento qualquer demônio

Tanta dor, tanta morte, tanta discussão
Gente do bem andando na contramão
Doença que se alastrou, riscos inimagináveis
Gente de viseira, valores questionáveis

O mundo luta pela paz, guerra sem razão
Momentos em que passa sede o coração
Cansados seguimos sem querer exclusão
Quero apenas agir no bem, na compaixão

Busco um cantinho de paz em mim
Que seja perfumado e colorido meu jardim
Doenças, dores, política e radicalismo
Quero longe de mim, sobreviver, sem fatalismo

Alda M S Santos
Mais no meu blog vidaintensavida.com

Prazo de validade

PRAZO DE VALIDADE

Queria que algumas coisas fossem vitalícias
Durassem para sempre algumas delícias
Mas para tudo há prazo de validade
Quer seja bom ou ruim, sonho ou realidade

A água que desce nas corredeiras
O barulho gostoso das cachoeiras
A brisa suave que a alma acaricia
Ou a água gelada que a pele arrepia

Chuva também é bom, curta duração
Faz bem para todos, necessária irrigação
Leva-nos para uma boa introspecção
Incha o broto que vai nascer no coração

Bom tornar vitalícios a amizade, o amor
O sol gostoso que é luz e calor
Já a tristeza e decepção podem ter curta validade
Não fazem falta, nublam a felicidade

Alda M S Santos

Céu ou inferno

CÉU OU INFERNO

Quem faz seu céu, seu inferno
Quem é sua primavera, seu inverno
Quem acende sua luz, ilumina seu caminho
Quem é aquele que não te deixa sozinho

Meu céu sou eu quem faço, quem crio
Escolhendo o que é luminoso ou sombrio
Com as portas que abro ou fecho em mim
Com aqueles que eternizo ou ponho um fim

Sou céu quando sou amor, sou reciprocidade
Sou inferno quando não sou realidade
Sou sombra quando perco a esperança
Sou luz se não desisto de meu lado criança

Sou céu quando sou verdadeira, abro o véu
Quando afasto o que faz mal, sem escarcéu
Sou inferno quando luto por guerras perdidas
Sou céu quando acolho minh’alma sofrida

Alda M S Santos

Mundo

MUNDO

Mundo que tira, mundo que dá
Mundo que nos deixa a pensar
Mundo que nos rouba, que nos devolve
Mundo que nossas entranhas revolve

Mundo que nos cansa, nos ensina
Mundo que decepciona, nos fascina
Mundo do qual queremos fugir, sumir
Mundo que nos cativa e nos faz insistir

Mundo para o qual viemos por alguma razão
Para crescer, amar, lutar, ser evolução
Mundo que carrega muita desigualdade
Onde queremos ver mais humanidade

Mundo que quero subir no pódio e aparecer 
Às vezes quero ser minúscula, desaparecer
Mundo que quero deixar melhor que encontrei
Por isso busco fé e coragem, não desistirei

Alda M S Santos

Desafios

DESAFIOS

Levantar cedo com chuva lá fora
Ver quem a gente ama ir embora
Ouvir mentira e falsidade e ficar calado
Não ter quem a gente quer do nosso lado

Ter que escolher entre o ruim e o pior
Lutar contra alguém que parece maior
Escolher entre praia ou cachoeira
Levar decepções e mágoas na brincadeira

Manter leve e solta uma amizade
Engolir o choro quando falta lealdade
Sorrir quando o desejo é de sumir
Ter que fazer de conta, disfarçar ou fingir

Dizer não ao queijo com goiabada
Querer ser sempre a bela namorada
Dividir a cama, o abraço e o cobertor
Ser e fazer morada por direito e não favor

Conquistar alguém que está distante
Manter uma relação quente e vibrante
Fazer do amor um belo e doce desatino
Sem perder a sanidade, abraçar o destino

Alda M S Santos

Joga fora!

JOGA FORA!

Joga fora o que já não aquece
Ou aquilo que causa aperto, enrijece
Joga fora aquilo que fere e machuca
Assim vamos fugindo de arapucas

Joga fora o que não alegra e perfuma
Que não permite cor e beleza alguma
Joga fora, lance sem piedade ao vento
O que trava e estaciona o pensamento

Joga fora o amor que só causa dor
Certamente há algo com menos rigor
Joga fora, ou recicle, um sentimento
Busque reciprocidade, contentamento

Joga fora o que não é primordial
Por aqui manter o bem, afastar o mal
Nessa viagem só bagagens leves
Amor, paz, luz, união, a vida é breve

Alda M S Santos

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