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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Um teatro


UM TEATRO

A vida é muitas vezes um grande teatro
Ora estamos no iluminado palco atuando
Fazendo nosso papel, representando
Ora estamos na plateia aplaudindo, ou vaiando

Importante lembrar que essa peça está valendo
O tempo está passando, as cenas acontecendo
Drama, comédia, suspense, romance, não importa
Vale mesmo é como agimos, o que dela estamos fazendo

No palco ou na plateia, fazemos parte
Essa é nossa história, nossa obra de arte
Precisamos nos unir, não fazer apartes

O espetáculo só termina quando as cortinas se fecham
E cada um retorna para o camarim, dentro de si
E é aí que os aplausos mais interessam

Alda M S Santos

O mal

O MAL
O mal é audacioso, mascarado, até atencioso
Disfarca-se de bem, de amigo
Ele também se moderniza, viraliza
Age dia ou noite, quando menos se espera
Invade nossas casas, não pede licença
Ou entra pela porta que, inocentes, abrimos
Pelas janelas que não fechamos
Pelas nossas falhas e fragilidades
Pelas nossas carências e necessidades
Nossas trincas e frestas sentimentais
São pessoais, do dia a dia, ou virtuais
Levam bens materiais ou emocionais
Tomam nossa família, nossa alma
Levam nossos filhos, nosso sossego
Virtuais ou pessoais, são reais
O mal é real!
Cuidemos do que temos de mais precioso
Presente do céu: nossa família
E nossa paz de espírito …
Alda M S Santos

Eu queria

EU QUERIA
Eu queria poder entender os gritos silenciados
Aquela dor profunda escondida nos olhos alagados
Eu queria ter uma palavra capaz de curar a dor
Envolver o sofrimento num abraço de puro calor
Eu queria não me entristecer tanto com o mal
Saber que ele tem suas razões de ser
E procurar com suas linhas bordar
Um jardim encantado para se viver
Eu queria ser capaz de amar a todos igualmente
Saber que nem todos têm a mesma oportunidade
Não souberam plantar boa semente
Eu queria ser nesse mundo confuso, a esperança
Nunca, nunca desistir, persistir
Aquela que após tantas andanças
Trilhas sem saída e caminhos mal iluminados
Não desanima, segue nessa dança
E ainda quer ser companhia aos abandonados
Eu queria ser apenas um ser abençoado
Que por aqui caminha até ser chamado para o outro lado…
Alda M S Santos

Vai passar

VAI PASSAR
A dor vai passar
O medo vai embora
Ficarão por aqui
O amor, a luz, a poesia
Numa Terra renovada
Onde reinará a alegria
Acreditemos!
Alda M S Santos

Ele não enviou

ELE NÃO ENVIOU

Que Ele quer nos dizer
Quando nos faz recolher
Pelo futuro da humanidade temer
Sem muito poder fazer?

Que Ele quer nos ensinar
Ao nos levar a pensar
Para o lar retomar
E o mundo avaliar?

Ele quer nos levar à introspecção
Fazer -nos ter mais compaixão
Saber- nos mais fortes quando mais irmãos

Esse vírus Ele não nos enviou
Construção nossa, pura ambição
A cura virá do amor e da união

Alda M S Santos

Que inteligência é essa?

QUE INTELIGÊNCIA É ESSA?
Que inteligência é essa
Que produz máquinas e armas de destruição
Mas que não cura um câncer, um mal do coração?
Que inteligência é essa
Que num simples acionar de um botão
Pode lançar um míssel nuclear e nos reduzir a pó
Mas deixa morrer de fome um irmão?
Que inteligência é essa
Que nos leva à guerra, ao terreno do outro, por insanas disputas emocionais ou materiais
Mas não enxerga a vida que míngua bem nos seus quintais?
Que inteligência é essa
Que viaja em naves e foguetes pelo longínquo campo do espaço sideral
Mas não acha o caminho da paz e do amor dentro de si, de seu tão próximo campo emocional?
Que inteligência é essa?
Alda M S Santos

Quantos degraus?

QUANTOS DEGRAUS?
Quantos degraus até o céu?
A escada é sinuosa, rolante, escorregadia, antiderrapante?
Quem pode subir, há restrições, limites de entrada?
Podemos levar alguém, sermos levados por alguém?
E se nos cansarmos no caminho, tropeçarmos, cairmos?
Podemos voltar a subir ou perdemos a vez?
Os últimos serão os primeiros?
Quantos degraus até o céu?
A entrada é franca? Paga-se com quê?
Qual a “moeda” de troca?
Muitas perguntas… Sei lá!
Enquanto isso vou fazendo do agora o meu céu
Tal qual crianças a brincar, a pular amarelinha
Continuo subindo até o céu…
Alda M S Santos

Um mundo novo

UM MUNDO NOVO
Tudo aponta para um mundo novo
Há medos, dúvidas, ansiedade
Inseguranças de toda a humanidade
O mundo como conhecemos está sendo testado, remexido
Mas há que se preservar a vida
Não é só aqui ou ali
O planeta todo está sendo ameaçado, sacudido
Precisamos mesmo de mudanças
Para garantir a vida, nossas andanças
Não é só um vírus que mata
Tudo o que ele traz consigo exige reflexões
Nesse momento de escolhas difíceis
Percebemos quais são nossas prioridades
De um, de outro, de toda uma comunidade
Que sobrará disso tudo?
Estamos prontos para lidar com isso
Para recomeçar do zero se preciso for
Há em nós suficiente coragem e amor?
Alda M S Santos

Mais irmão

MAIS IRMÃO
A bagunça que precede toda arrumação
A tempestade antes de cada arco-íris
O inverno que guarda toda primavera
A escuridão antes de toda linda aurora
A ignorância vencida pela sabedoria
O ódio amortecido pela compaixão
A indiferença subjugada pelo amor
As lágrimas enxugadas pelo colo acolhedor
A luz que chega para iluminar um novo caminho
De união, igualdade, paz e comunhão
Um novo lugar para sermos mais irmãos
É o que esperamos, acreditamos, desejamos
E Nele confiamos…
Alda M S Santos

Pandemia

Pandemia

Quanto maior o medo
Mais necessária a fé
Quanto maior o risco de contaminação
Mais necessária a reclusão
Quanto maior a confusão
Mais necessária a oração
Alda

Depois do caos

DEPOIS DO CAOS
Logo estaremos juntos novamente
Mas não seremos todos nós
Alguns terão ficado para trás
Muitos terão sido levados pelo vírus
Ainda que a gente não os conheça
Serão pessoas que deixarão vazios em nós
E quem ficar também não será mais o mesmo
Muitos ainda amedrontados, chateados, em luto
Outros mais fortalecidos e agradecidos
Logo tudo irá se encaixar novamente
Mas precisaremos nos recuperar
Física, econômica, moral, social e emocionalmente
E enquanto nos recuperamos
Vamos construindo algo melhor
Sabendo bem onde pisamos
Escolhendo bem o que vale a pena priorizar
Voltando a amar…
Só assim essa pandemia terá feito sentido
Se puder sacudir para refazer mais forte
Uma Terra mais unida, amorosa
Que vibre em perfeita sintonia no cosmos
Que valorize todo tipo de vida
Que ame incondicionalmente, sem medida
Alda M S Santos

O que é importante

O QUE É IMPORTANTE

Ela disse que tudo vai passar
Não sem antes muito nos ensinar
Que há um propósito em tudo
Ainda que o mundo pareça mais carrancudo

A fadinha com sua capacidade de voar
Com o corações das pessoas conversar
Ir a todos os cantos com seu encanto
Aos pouquinhos acalmando a dor e o pranto

Há um grande propósito de reaproximação
Mesmo que pareça afastar e desunir
O que se objetiva é perdão e união

A fadinha quer mostrar o valor da simplicidade
Da atenção, do carinho, dos abraços
Volte-se para o que é importante, aperte os laços

Alda M S Santos

Mintam para nós

MINTAM PARA NÓS
A verdade anda tão nua, tão crua, cruel e dura demais
Que muitas vezes andamos preferindo uma mentira
Mais leve, mais doce, mais fácil de carregar
Pedimos para mentirem para nós
Para nos deixarem ser felizes assim, ao menos um pouquinho
Sem ter que brigar tanto, enfrentar tanto, lutar tanto
Fazer de conta que estamos num paraíso
Onde tudo é belo, calmo e pacífico
Tudo verde, um rio tranquilo, céu azul e aves a plainar
Todos se amam, ou ao menos não se odeiam
Se valorizam, cuidam dos seus, respeitam os outros
Não usurpam nada de ninguém
São compreensivos e solidários, estendem a mão
Se amam, não se matam…
Se a verdade da humanidade é tanta crueldade
Mintam pra gente!
Assim seremos poupados, ignorando tanta maldade
E teremos mais fé que tudo é possível!
Alda M S Santos

Brilho

BRILHO
Buscamos o brilho das estrelas
Queremos a beleza e encanto da Lua
Almejamos um céu azul e ensolarado
Ou um destino de sombra e água fresca
Mas nem sempre o caminho até eles é brilhante
Ou a trilha sob nossos pés é plana
Tantas vezes teremos estradas esburacadas
Não haverá flores, perfume, brilho ou companhia
Mas não podemos desistir
É preciso persistir, insistir
E saber aproveitar quando houver luz sob nossos pés
Para seguir adiante, acreditando que tudo é possível
E que a roda da vida gira
Ora luz, ora escuridão
Ora companhia, ora solidão
Mas vale manter o brilho
Dentro de nós, sob nós…
Em frente! Enfrente!
Alda M S Santos

Joga no chão

JOGA NO CHÃO
Tão velha, caindo aos pedaços
Paredes de adobe, ainda fortes
Telhado gasto, em ruínas, madeiras de sustentação abaladas
Assoalho rangendo, janelas caídas
Uma casa centenária, morada de muitos
Lar de uma família, muitas histórias
Quem vê de fora não nota as marcas que ela deixou nele
“Não compensa reformar, desperdício”
“Joga no chão e faz outra”
Mas ele não quer, afirma que ela está boa
Só refazer aqui, consertar ali…
Como jogar no chão uma história?
Seria o mesmo que jogar por terra o coração que está ali
Como se ao conservar a casa de pé
Estivesse conservando o amor que ali viveu
Respeitando a história que ainda vive dentro dele
Bom seria se não precisasse se preocupar com capital financeiro
Se o capital emocional fosse o bastante para mantê-la de pé
Conservá-la inteira, segura e habitável
Como o amor e o respeito pelos que ali viveram e se foram
E permanece inalterado dentro de si…
Ruínas… será?
Por dentro dele está tudo inteiro
Até que ponto o que está inteiro nele
Depende da sustentação dessa “casa velha”?
Ou o amor à sua história e aos antepassados que ali viveram
Depende exclusivamente de seu coração amoroso?
Alda M S Santos

(DES)ENCANTOS

(DES)ENCANTOS
A vida se faz de muitos encantos
Estimulantes, inspiradores, enaltecedores 
Trazem sorrisos, prazeres
Quase não há dissabores
Mas quando o encanto passa
E o desencanto toma conta
Só queremos ficar num canto
Quietos, acabrunhados, entristecidos
Tentando afastar o pranto
Questionando a vida,  a razão
De tantos encantos e desencantos
Chegarem para maltratar o coração
Porém, estar encantado é estar como enfeitiçado
Estado que não corresponde à realidade
O desencanto vem como a  cura
De um mal, de uma amargura
É alívio,  é liberdade,  é de novo a realidade
É extrair da vida a doçura
Encantos ou desencantos?
Tudo irá depender daquilo que te faz sofrer
Ou do que vem como bênção, como prazer…
Encanto ou desencanto?
Passar o encanto pode ser libertador
Acaba a dependência.
Passar o desencanto ccertamente é cura
Alda M S Santos

Quisera

QUISERA
Quisera poder voar
Bem alto, bem longe
A tudo de lá observar
Devagarinho, asas bem abertas
Poder planar, descansar
Calmamente, escolher onde pousar
Quisera poder voar
Como que por encanto
Cessar a dor, o pranto
De uma nuvem qualquer fazer meu canto
De travesseiro, repouso e acalanto
Quisera poder voar
Passar pela mente de toda gente
Sondar a alma, fazer inspeção
Saber onde há pouso para meu coração
Quisera poder voar
Para o mundo da magia, da fantasia, da poesia
E levar comigo quem quiser amar
Quisera poder voar…
Alda M S Santos

Sem borracha

SEM BORRACHA

Viver é escrever à caneta, desenhar sem borracha
É precisar aproveitar cada linha escrita, cada traço feito
E nessa louca procura, em que o que se quer nem sempre se acha
Precisamos transformar dor em versos, disfarçar o que é tido como defeito

Para cada flor desenha-se um beija-flor
Para cada lágrima que cai uma rosa a sugar e reaproveitar sua dor
Para cada risco incerto desse desenho, às vezes sem cor
Tentamos fazer um grande e colorido mosaico furta-cor

Viver é pintar com verde-mata, vermelho-sangue ou branco- neve
Mas não dispensar o preto retinto ou o amarelo-girassol
É entender que nessa mistura é que se faz o que é eterno ou o que é breve
É saber dia ou noite, ser lua, céu, mar, estrela ou sol

Viver é desenhar sem borracha, é não descartar o borrão
É fazer uma obra-prima digna do Mestre, original
Ter sempre o olhar do artista, valorizar toda a emoção
É acreditar que a arte da vida sempre tem um tom divinal…

Alda M S Santos

Ser coração

SER CORAÇÃO

Ser colo, acolhimento, empatia, sentimento
Exige uma alma sensível, receptiva
Domínio da própria emoção, com respeito
Que saiba ser amiga, compreensiva

Esse mundo onde tem imperado a dor, a solidão
Pessoas sentindo descaso e abandono
Rodeadas de gente, não há compreensão
Terreno fértil para aparecimento da depressão

Urge ser alguém que ouve e acolhe nesse mundão
Que estende a mão, sabe ser coração
Para aquele que se sente sem chão

O tempo corre , voa, não perdoa
Mas dá para ser ainda aquela alma boa
Que não quer passar por essa vida a toa

Alda M S Santos

Mundo difícil

MUNDO DIFÍCIL

Há por aqui gente de todo tipo
Em diferentes fases de evolução e aprendizado
Há quem se doe, seja crédulo, ajude
E há quem não saiba sequer ser amado

Há quem veja sempre o lado bom das pessoas,
Sabe ser carinho, acolhimento e respeito
Mas há quem não entenda esses sentimentos
E queira sempre tirar proveito

E a balança está sempre a oscilar
Crédulos, descrentes e aproveitadores
Em quantos ainda podemos confiar?

Inspirar esperança,, não deixar de acreditar
Pois quando se perder a fé na humanidade
É jogar a toalha antes da luta terminar

Alda M S Santos

Faça

FAÇA

Faça aquilo que te dá vontade
Faça aquilo que tem que ser feito
Faça com fé e coragem
Mas nunca faça de qualquer jeito

Faça com amor, com carinho
Faça acompanhado, faça sozinho
Com cuidado para não bagunçar
E não conseguir mais endireitar

Faça com pressa, faça devagarinho
Faça como beija- flor, com jeitinho
Faça sempre, nada deixe pelo caminho

Haja luz ou escuridão, indiferença ou emoção
Faça sol ou faça chuva, frio ou calor
Faça da vida um lugar de mais amor

Alda M S Santos

Um norte

UM NORTE

Pode haver coisa mais linda
Que uma estrada assim tão colorida
Cheiro de mato, de terra molhada
De uma vida que segue, não fica parada?

Verde em vários matizes, brilhantes
Aromas da natureza, marcantes
Sons que acalmam, energizantes
Cachoeira que seduz, atraente, hipnotizante

Não importa se há bichos
Eles fazem parte do encanto
São natureza viva, cada qual em seu canto

Há quem goste, há quem desgoste
Há quem fique totalmente perdido
Há quem encontre aqui o seu norte

Alda M S Santos

Quero ir longe

QUERO IR LONGE

Quer seja sobre duas ou quadro rodas
Sobre as águas, hélices ou turbinas
Ou nas asas da imaginação
O que eu quero é ir longe, bem longe
Fugir do que me causa mal
Afastar-me de todo vendaval
Ser menina- mulher a brincar em seu jardim
Colher frutos em seu quintal
Quero ir bem longe
Apagar toda mágoa e decepção
Esquecer um pouco qualquer razão
Que insiste em machucar, apertar
Ferir e sangrar o coração
Quero ir longe buscar o tesouro do arco-íris
A fada que mora na mata, cuida da cachoeira
A sereia que vive no mar, aparece na areia
Quero ir longe, bem longe
Até saber que ali é meu lugar
Quem sabe para sempre ficar…

Alda M S Santos

Sem fronteiras

SEM FRONTEIRAS

Quisera romper toda e qualquer fronteira
Subir, escalar, derrubar, contornar
Não deixar que me limitem, não dar bobeira
Um multiverso de possibilidades a explorar

Quisera romper toda e qualquer fronteira
As impostas pelo medo, pela razão ou religião
Atravessar qualquer ponte ou trincheira
Para apenas poder ouvir as batidas do coração

Quisera romper toda e qualquer fronteira
Deixar a vida se impor, abrir a porteira
Ser nesse espaço livre a pioneira

Quisera romper toda e qualquer fronteira
Sendo alegre, sem culpas, faceira
Em busca de uma vida completa, mais inteira

Alda M S Santos

Errante

ERRANTE
Já sofri, já chorei, quis fugir, desaparecer
Já fui forte, frágil, ponte, muro, travessia
Já fui luz e sombra, frio e calor
Já fui arredia, também colo acolhedor
Já me doei, ja recebi, fui roubada
Andei meio perdida, desamparada
Amei e fui amada
Já fui arco-íris, céu azul, dia cinzento
Já fui falta e complemento
Já fui raiva, decepção, saudade e solidão
Fui também coragem, destruição, reconstrução
Não digo que nunca mais vá errar
Ou que não vá pela contramão
Sei apenas que a cada queda, um machucado
A cada levantar, mais vida, mais aprendizado
Sou apenas um ser errante, falho, aprendiz
Que procura por aqui ser e fazer feliz…
Alda M S Santos

Transbordar

TRANSBORDAR

Transbordar, ir além das bordas
Ultrapassar limites, extravasar
Tudo aquilo que não cabe, transborda
O fluxo intenso do rio transborda nas vias
As lágrimas são escape das tristezas, agonias
O sorriso largo é por onde escapolem as alegrias
Mas o amor quando não tem cabimento
Usa várias maneiras de transbordamento
O abraço doce, longo e terno
Mãos que se dão, se medem
Olhares que se buscam, se entendem
Silêncios cúmplices e sem constrangimento
Harmonia, sintonia, entendimento
Corpos que se desejam no amor
Almas nuas, em paz, sem pudor
São sinais do amor sem cabimento
Sao sintomas do amor, transbordamento de sentimento
Aquilo que não extravasa, na natureza ou na gente, causa sofrimento…

Alda M S Santos

Ilha

ILHA

Um alguém cercado de vários alguéns por todos os lados
Nem sempre sentidos ou notados
Um coração dolorido cercado de sorrisos por todos os lados
Nem sempre solícitos ou verdadeiros
Uma mente em busca de paz cercada de barulho por todos os lados
Nem sempre a resposta silenciosa que tranquiliza e precisa
Um corpo cansado cercado de bancos por todos os lados
A maioria deles impróprios ou já ocupados
Uma alma carente e aprendiz cercada de professores por todos os lados
Mas a grande parte deles não vive ou não sustenta o que diz
Tal qual ilha, um pedaço de terra cercado de água por todos os lados
Somos humanos cercados por humanos de todos os lados
Mas nem sempre compatíveis…
Que em nossos momentos ilha
Estejamos cercados do amor e do bem
Por todos os lados..

Alda M S Santos

Quero um tempo

QUERO UM TEMPO

Hoje não dá pra brincar
Peito apertado, coração angustiado
Medos, dores, inseguranças e incertezas
Quero um tempo …

Hoje não dá pra sonhar
Mente confusa, corpo cansado
Vontade de ir para um canto, chorar
Parar, voltar, redirecionar, que fazer?
Quero um tempo…

Hoje não dá para sorrir, avançar
Preciso de um tempo com o Criador
Como um técnico com seu time de jogadores
Ouvir orientações, puxões de orelha, dicas
Erros, acertos, um estímulo, um crédito, esperança

Talvez até ir pro banco, dar um tempo…

Hoje não dá! Quero um tempo!
Preciso… para seguir sem desfalecer
Para talvez mais tarde vencer…

Alda M S Santos

A sabedoria

A SABEDORIA

Viver a sabedoria do deserto
Proteger-se do calor intenso
Cuidar-se nas tempestades de areia
Logo a noite chega e com ela o frio intenso
Poupar energias para desfrutar do oásis

Viver a sabedoria da Lua
Ainda que sozinha, brilha, encanta, inspira
Sem orgulho, reflete a luz que recebe
Sem perder a própria essência

Viver a sabedoria da infância
Se há saúde, sol e amigos, chorar para quê?
A vida aguarda no quintal ou na rua
Cada dia traz consigo a própria magia

Viver a sabedoria da areia
Deixar-se moldar pelas ondas
Na certeza de que nada é eterno
Nem a tormenta, nem a calmaria…

Alda M S Santos

Perfeição: Deus me livre!

PERFEIÇÃO: DEUS ME LIVRE!
Deus me livre de ser perfeita!
Argh para as pessoas ditas perfeitinhas!
Isso mesmo! Ou a pseudo-perfeição que há por aqui
A pessoa que toma para si e senta no trono da perfeição
E dali passa a julgar o que os outros fazem, não fazem
O que eles são ou não são, até aquilo que pensam
Medindo tudo com a régua de seu agir e pensar sempre tão “perfeito”
São sempre os pais mais dedicados, os profissionais mais exemplares
As pessoas mais corretas e “legais”, literalmente, do mundo
E no trono do qual se julgam dignas
Abusam da intolerância e impaciência, são ranzinzas
São o juiz e o carrasco do agir, pensar, rezar, ser ou não ser do outro
Imputam a pena máxima, sem dar o direito de recorrer da sentença
E esquecem a maior lição da verdadeira perfeição
Aquela que passou por aqui através Dele em forma humana
A empatia, a compreensão, a compaixão, a solidariedade
A capacidade de entender as falhas e dificuldades humanas
A habilidade de usar o que acha que tem de melhor em prol do outro
Nunca para diminuir ou se gabar ou afastar pessoas
A perfeição está atrelada a amor e perdão, à simplicidade
À capacidade de rir de si mesmo, reconhecer os próprios erros
Gosto de gente imperfeita, sim, são reais, autênticas
E se dispõem a melhorar a cada dia ajudando e sendo ajudada
A perfeição verdadeira não temos por aqui
A perfeição é divina!
Alda M S Santos

Aqueles dias

AQUELES DIAS

Aqueles dias dos quais ninguém está livre
Cuja vontade é achar um cantinho para hibernar
Sem ninguém para incomodar
Nada ou tudo falar, pensar, repensar, adormecer
Quando não conseguimos o quebra-cabeças montar
E tudo que queremos é sair desse mal-estar
Onde será esse lugar?
Será preciso num avião decolar
Ou num barco alcançar o alto mar
Ao volante dirigir sem rumo até cansar
Ir até o céu com as estrelas e a Lua conversar
Num foguete à via láctea chegar
Ou será que está mais perto e bastaria apenas
Mergulhar nos recônditos secretos de nosso ser
Sorrir, chorar, brigar, apaziguar, debater
E ali ficar até desfalecer ou renascer…

Alda M S Santos
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Na corda bamba

NA CORDA BAMBA

Aquela sensação de caminhar na corda bamba

Abrindo os braços para equilibrar, acertar os passos

Com a impressão que um vento qualquer irá tudo derrubar

Um silêncio sinistro paira no ar, dificulta o respirar

Pressentimento, sexto sentido, intuição?

Não sei dizer o que é isso não

Um cheiro de medo, de desconstrução

Mas elevo o pensamento ao alto, um pedido, uma oração

Se este vento vier mesmo, que venha certeiro

Que coloque as coisas no lugar primeiro

Depois, jogue tudo que é ruim no chão

E deixe apenas o que for aliado do amor sobrar no coração

Alda M S Santos

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Sempre presente

SEMPRE PRESENTE

Um largo sorriso, um abraço, um beijo
Uma foto que eterniza o desejo
De que tudo seja belo e infinito
Enquanto verdadeiro for, amor prevejo

A vida surpreende, assusta, magoa
Nem sempre tão bela, atraiçoa
Mas quem traz levezas na alma
Ainda que doa, que sofra, não perde a calma

Independente do que chegar, se apresentar
Um coração bom há de ficar, não abandona
A emoção que se fez presente, foi sempre sua dona

Tudo que a vida vier a nos oferecer
Um espírito em evolução segue, sabe de antemão
Nada que nos acontecer é sem razão, terá seu galardão

Alda M S Santos

Tão fácil

TÃO FÁCIL

Tão fácil ficar aqui deitada
Vendo a chuva escorrendo na janela
Tentando não pensar em nada
Tão fácil fingir que não vejo
Que o relógio segue sem parar
Independente do que eu desejo
Tão fácil me ligar no silêncio de fora
Fingindo que o barulho de dentro
Vai passar a qualquer hora
Tão fácil brincar de faz-de-conta
Ser fada, deusa, sereia, rainha, bruxinha
Ignorar que a vida nem sempre é boazinha
Tão fácil ver sempre o lado bom
Ser Pollyanna, fazer o jogo do contente
Sem passado, sem futuro, só presente
Tão fácil…pode até não ser
Mas a gente vai tentando
Brincando, amando, versando, pra melhor viver
Alda M S Santos

Ele me trouxe

ELE ME TROUXE

Gosto de pensar que cheguei aqui trazida pelas águas

Isso explicaria meu encanto por elas, doces ou salgadas

Quando Ele decidiu que eu deveria vir para cá

Pensou que seria para mim um bom modo de chegar

Posso passar horas nelas admirando, olhando

Curtindo, andando, amando…

É uma fantasia multicor, surreal

Por vezes parece tão distante, outras tão real

Mas é um misto de encanto, respeito, medo, ansiedade

Será que também voltarei como cheguei, será verdade?

Nos braços das águas para minha definitiva morada na eternidade?

Enquanto isso não acontece

Não importa se amanhece, entardece ou anoitece

Vou por aqui admirando toda essa beleza

Quero mesmo é fazer parte dessa natureza…

Alda M S Santos

A luz brilha para todos?

A LUZ BRILHA PARA TODOS?
Num espetáculo de fogos no céu de Copacabana
Sob os braços abertos do Cristo Redentor
Uma música animada no palco ali armado
A luz pipocava no céu em cores e formas variadas
Uns nas festas luxuosas nas grandes coberturas
Outros deitados nos cantos, no asfalto, na vida dura
As vestes brancas pediam paz para o novo ano chegando
Uns mendigando, muitos vendendo, outros roubando
Alguns apenas esbanjando o que tinham
Outros festejando como podiam
Será que tentavam equalizar diferenças, injustiças
Equilibrar uma balança meio descalibrada?
Poucos com tanto, tantos com tão pouco
Será que não percebiam a parte errada
Tanto de quem dos outros tirava
Como daqueles que apenas esbanjavam?
E Iemanjá ia devolvendo as oferendas, matéria
Certamente queria essência…
Humanos de todo gênero, idade, nação, profissão
Condição social, financeira, religião
Todos de olhos no alto saudavam o novo ano que chegava
A luz maravilhosa no céu brilhava para todos
Será que iluminava a cada um do mesmo modo?
E a imagem do Cristo Redentor ali, sabedor de tudo, abençoava
E, mais que todos, pedia amor e paz para essa gente que tanto amava…
Alda M S Santos

Para sempre a cada minuto

PARA SEMPRE A CADA MINUTO…
Quero muito seguir mantendo a fé
A fé de que tudo de bom é possível
Para aqueles que acreditam num mundo novo
Mesmo sendo o mesmo velho mundo injusto de sempre
O mundo só muda se tivermos um olhar crítico sobre ele
Mas sobretudo um olhar crítico sobre nós mesmos
O mundo não existe à nossa revelia
Somos parte dele, cada um de nós o compõe
Se conseguirmos mudar em nós o que nos impede de caminhar
O que trava os passos de nossos semelhantes
De ser melhores a cada dia, a cada pegada
A cada marca deixada nas areias de nosso tempo
Nos corações que tocarmos, nas almas que encantarmos
Construiremos castelos mais lindos e resistentes
Capazes de abrigar todos os sonhos, de todos os seres
De um hoje lindo, de um amanhã melhor…
E que sejamos felizes para sempre
Mesmo que o para sempre tenha que ser reconstruído a cada minuto…
Alda M S Santos
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E se…

E SE…

E se por um momento de descuido
Na virada do ano a máquina do tempo pirasse
E esquecesse em que ano está, “bugasse”
E nos deixasse transitar para frente e para trás
Para escolher em qual parte dessa história
Gostaríamos de nos fixar?
Numa brincadeira insana e divertida
Onde você encontraria guarida?
Se essa porta especial nos remetesse à infância
A correr e pular e balançar pelo quintal
Ou à adolescência entre amassos e abraços na praça, doce ritual
Talvez um namoro na varanda, casamento, promessas, lua de mel
Os filhos, trabalho, prazer, amor, alegria
Nossas melhores esperanças debaixo desse céu
Quantos momentos especiais haveria em nossas lembranças
Que valeriam escrever, reviver, voltar a fazer
Um teatro, uma peça, um grande espetáculo de dança
A máquina do tempo está em nossa mente
Quem a aciona é o coração e, insano ou não, ele não mente
Onde você gostaria de estar presente?

Alda M S Santos

Saber viver

SABER VIVER

Entre altos e baixos, subidas e descidas

Vai e vem, a gente vai levando a vida

Sabedores que há aprendizado lá ou cá

Que é possível cair, levantar, se refazer

E novamente voltar a viver…

Fácil não é!

Dores e lágrimas tentarão nos fazer perecer

Sorrisos, paixões e amores nos farão (de)crescer

É preciso saber viver, diz a canção

Mas não há manuais, aprende-se a voar, voando

A viver e amar, vivendo e amando..

O segredo do bem-viver é simples na teoria

Curtir bastante o que cada parte dela nos oferecer

Ignorar o que machuca ou faz sofrer

Procurando manter o amor, a alegria

Fazendo da teoria a prática no dia a dia…

Que seja assim!

Alda M S Santos

Moradas

MORADAS
Posso querer viajar o mundo inteiro
Encontrar várias pousadas
Instalar-me em palácios ou palacetes
Cabanas ou choupanas
No alto da montanha ou no pé da serra
Sozinha ou acompanhada
Mas a melhor morada
Onde preciso me encaixar perfeitamente
É dentro de mim mesma…
Sem espaços vazios, sem sobras, sem apertos
Só assim caberei em qualquer lugar,
Serei capaz de dar pouso para outro alguém
E ser feliz…
Alda M S Santos

Ano que vem

ANO QUE VEM

Quero fazer um trato para o ano que vem
Manter por perto só coisas boas
Afastar aquilo que não convém
E cuidar um pouco mais de mim também
Quero assinar um tratado de paz
Que nos permita fazer melhores planos
Distribuir as riquezas de modo mais justo, eficaz
E tornar esse mundo mais humano
Ano que vem quero uma vida mais amiga
Sei que ela nos devolve aquilo que a gente dá
Doemos amor e não tem como errar
Ano que vem quero num mundo novo acordar
Onde possamos todos nos abraçar
E um sonho de amor e magia realizar
Alda M S Santos

Retrospectiva

RETROSPECTIVA
Em retrospectiva analiso os últimos 365 dias
O que se destacou nesse ano que merece ser relembrado
As alegrias vividas, os sofrimentos superados
Outros jogados para um cantinho escuro
A força que surgiu de onde parecia ser só fragilidade
Os sorrisos que brotaram em meio a decepções
As lágrimas, os apertos e medos, mudanças e renovações
Quantas vezes fui salva do mal ou da morte sem saber
Quantas outras fui salva da vida por escolher
A quantos pude salvar, levar amor, compaixão
Ou apenas um pouco de alegria, um pedaço de pão
O quanto pude construir para mim, para os outros
Causei algum mal, destruí algo, derrubei muros, construí pontes?
Como água, soube desviar de obstáculos ou entrei onde não devia?
A bagagem que hoje carrego pesa mais que antes
Ou tem mais levezas, menos traumas ou culpas?
Uma coisa é certa: não desisti
Que posso levar para o próximo ano?
Quem estará comigo?
Independente de quem ou do que estiver comigo
Sei que Ele estará, não me desampara nunca
Nele está minha gratidão, minha fé, minha coragem
Que venha 2020!
Que seja feliz para todos nós!
Alda M S Santos

Que ela seja assim

QUE ELA SEJA ASSIM

Que ela seja assim
Bela e triste como névoa na praia ao amanhecer
Animada como dia de sol no parque ao entardecer
Pacífica como céu estrelado no anoitecer

Que ela seja assim
Romântica feito banho de chuva com alguém especial
Divertida e quente como dançar num lual
Saborosa e madura como fruta colhida no quintal

Que ela seja assim
Refrescante como mergulho na cachoeira ao luar
Intensa e mágica como o amor nas areias do mar
Aconchegante como abraço para o cansaço aliviar

Que a vida seja assim
Nem sempre do jeito que nossa mente deseja
Mas na medida certa do que nossa alma almeja

Alda M S Santos

Oferendas

OFERENDAS
Quero lançar ao mar tudo o que de negativo vivi
Não que eu entenda suas águas como depósito de lixo
Mas poderosas para dissolver lágrimas e amenizar dores e decepções
Levá-las para longe e trazer de volta apenas esperança e força
Quero lançar ao mar tudo que de bom eu vivi
Não é que eu seja mal agradecida ou queira me desfazer das bênçãos recebidas
Oferto com um forte desejo de partilhar com os outros o que recebi, conquistei
Amor, compaixão, carinho, perdão e amizade
Nesse vai e vem das ondas do mar
Cada um de nós deseja apenas um certo equilíbrio
Uma alma em paz para nós e para os outros
Que em cada pé que suas águas salgadas tocarem
Haja mais esperança, fé, respeito
Mais igualdade, menos preconceito, mais amor
E que um sorriso iluminado de paz possa reinar
Essas são minhas oferendas ao mar, à vida
Oferendas que vão e voltam
Com as ondas do mar…

Alda M S Santos

Sabotagem

SABOTAGEM

Chorar quando algo machuca é normal

Mas viver cutucando a ferida é masoquismo

Ter medo daquilo que virou trauma é comum

Ficar esmiuçando o trauma em detalhes é maluquice

Errar é por demais humano

Mas ficar se auto flagelando por ter errado é desumano

Sentir saudade daquilo que não volta mais é até saudável

Mas deixar que isso impeça novo caminhar é patológico

Ter cuidado para não cometer os mesmos erros é sabedoria

Esconder-se da vida para não errar é autossabotagem…

Alda M S Santos

O poder que se tem

O PODER QUE SE TEM

Palavras são fortes, marcam, ferem

Entristecem, atraem, seduzem, encantam

Imagens são arrebatadoras, impressionantes

Atingem num olhar a emoção, o coração

Numa palavra dita podemos acalentar alguém

Ou ferir de morte a alma de outrem

Mulheres são mais intuitivas e auditivas

Sao mais impressionáveis com o que “ouvem”

Homens já são mais razão, são visuais

O que captam pelos olhos os atinge mais fortemente

Todo cuidado é pouco com o que se diz

Mais ainda com a imagem que se mostra e não condiz

Palavras e imagens juntas podem ser amor, paixão

Luz, sedução ou compaixão

Mas também podem ser discórdia, guerra, desunião

Alda M S Santos

Partes de mim

PARTES DE MIM

Há partes de mim que ficaram lá atrás

Essas sei bem que não voltam mais

Boas ou ruins, agora são só lembranças

Mas construíram atalhos para minhas andanças

Há partes de mim que são apenas projetos

Estão em constante e firme construção

Sua massa são os sonhos, geram preocupação

São ainda algumas estrelas de uma grande constelação

E há as partes de mim que são a realidade

O hoje que bate à porta, se impõe, é minha verdade

É onde posso agir, mudar, optar pela bondade

Passado, presente e futuro agem em mim

Não tem jeito, sempre será assim

O que prevalecer é o que fará florir meu jardim

Alda M S Santos

Curas

CURAS

Somos como uma casa cheia de remendos

Trincas abertas, fechadas, cicatrizes e fendas

Troca daqui, troca dali, põe, repõe, substitui

E a casa fica com uma aparência de nova

Só quem nela mora sabe de todas as reformas

Cada base reconstruída, vigas levantadas

Estrutura a duras penas renovada

Como nossas dores, alma machucada

Lágrimas molhando a massa da nova fachada

Amizades substituindo amizades falidas

Amores curando feridas de outros amores

Brilhos e sorrisos eliminando medos e dores

A vida se renovando em novos jardins, novas flores

Medicamentos que vão tratando corpo, alma, coração

Só não dá pra ficar dependente, não

Remédio bom, que cura, ilumina, vitaliza

Não pode escurecer ou matar um coração…

Alda M S Santos

Basta

BASTA

Não é preciso uma fé que mova montanhas

Basta uma que apazigue nosso coração

Que não nos cause medos nem se valha de artimanhas

E que seja estímulo para o amor e compaixão

Não é preciso um amigo que esteja em nós grudado

Basta um que mesmo de longe acalme nosso enfado

Que festeje conosco nossas alegrias

Ou que seja ombro acolhedor, mesmo calado

Não é preciso ter muitos bens ou dinheiro guardado

Basta não passar necessidades e poder ajudar alguém

Não é preciso energia de atleta ou um corpo “sarado”

Basta ter saúde e disposição para o trabalho no bem

Não é preciso fama ou sucesso desmedido

Basta ter alguém especial que nos conheça de verdade

Alguém que saiba ser colo, ouvidos, ser amigo

Que ouça nossa história e nos acolha, sem maldade

Não é preciso um amor sem fronteiras

Basta um que seja verdadeiro e não vá embora

Que saiba ser calor na dor

E todo o tempo um aliviante frescor

Alda M S Santos

Que bom seria

QUE BOM SERIA

Que bom seria se pudéssemos

Sintonizar nosso timer interno

Com o Sol que brilha no externo

Harmonizando verão e inverno

Que bom seria se pudéssemos

Num banho de Sol ou de Lua

Deixar ir qualquer coisa que não seja sua

E, em paz, encarar a vida de alma nua

Que bom seria se pudéssemos

Abrir os olhos, a janela, o sorriso

Ao mesmo tempo, sempre que preciso

Mas bom mesmo seria

Se pudesse haver total sintonia

Entre o sonhado, o real, e a fantasia

Alda M S Santos

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