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solidariedade

Você pode

VOCÊ PODE!

Sempre há algo a se fazer
Para tornar melhor a vida de alguém
Assim tão pobre que nada possa oferecer
Nesse mundo não há ninguém

Você pode uma fome saciar
Ou um alguém, em trapos rotos, vestir
Pode também pés machucados calçar
Ou um corpo nas noites frias cobrir

Se você não puder dessas coisas dispor
Não desanime, não se entristeça
Abra os braços, levante a cabeça
Ofereça sorrisos, abraços, tempo
Você pode fazer a diferença

E se tudo isso vier a falhar
Ainda pode o amor doar
Sendo verdadeiro em todo lugar…
Você pode!

Alda M S Santos

Ser a diferença

SER A DIFERENÇA

Não podemos ser ou fazer tudo
Não dá para num toque mudar o mundo
Mas com jeitinho dá para algo melhorar
E a dor e desigualdade amenizar

Podemos ser a diferença

Quando nossa palavra falar de esperança
Nosso olhar transmitir emoção
Quando nossas atitudes forem de compaixão
Acolhendo a dor de um irmão

Assim seremos a diferença

Usar um dom que se tem, qualquer um
Físico, emocional, intelectual
É algo que a todos convém
Para tornar a vida por aqui menos desigual

Podemos ser a diferença

Um sorriso despertar, um colo oferecer
Levar o pão para alimentar um necessitado
Ser o abraço que acolhe um coração desamparado
Pode ser um meio de mudar o mundo

Um ser humano de cada vez
Podemos fazer a diferença
Uma alma acolher, com sensatez
Podemos ser a diferença…

Alda M S Santos

Quem será?

QUEM SERÁ?
Ela me pedia para poder ajudá-lo
Porém, não usava as palavras, mas a mente
Eu ouvia atenta, disposta a atendê -la
Mas não sabia o que poderia fazer
Qual era o problema ela não sabia me dizer
Mas que só eu poderia aquele dilema resolver
Que posso fazer, não sei como ajudar
Use a poesia e ele aparecerá, pode apostar
Nessa conversa mental com alguém que não conheço
Eu buscava em mim um modo de ser útil
De atender aquele pedido feito com tanto apreço
Quem será que está precisando de mim?
Será que posso mesmo ajudar?
Essa questão ficou em mim a martelar
Vou olhar por aí,
Talvez não seja só o meu sonhar…
Alda M S Santos

Tão bom!

TÃO BOM! 
Tão bom! 
Ser alguém que leva o amor
Que doa tempo, atenção 
Que desperta sorriso de montão 
Tão bom! 
Ser o abraço, o beijo, o carinho 
A conversa, a brincadeira, a canção 
Aquela que dança junto no salão
Tão bom! 
Ser aguardada, querida, desejada 
Nesse “trabalho” de amor e solidariedade 
Abraço e sorriso por si só geram reciprocidade 
Tão bom! 
Perceber Deus em cada um ali
E nessa troca de amor, de amizade 
Sentir que Ele nos ama mais ainda na adversidade
Alda M S Santos 

Sentimentos tão (des)humanos

SENTIMENTOS TÃO (DES)HUMANOS

Determinação : Você poderia me arrumar um emprego? Quero trabalhar!

Arrependimento: Vim de Pouso Alegre e acabei aqui sem pouso.

Fome: Pode repetir? Estou faminto hoje!

Depressão: Faço uns bicos durante o dia, durmo no abrigo, saio às vezes, a depressão bate fundo.

Fé: Um dia estarei do lado que vocês estão, se Deus quiser!

Tristeza: Meu filhinho de três anos está internado.

Maternidade: Preciso de roupas de criança. Lembra de mim e do meu filhinho loirinho e de olho azul?

Vaidade: Gosto de sabonete cheiroso, esse é bom!

Preferências: Não posso com esse cobertor, sou alérgico, pinica!

Simplicidade: Tem um chinelo ou tênis? Se for grande pode ser de mulher mesmo!

Humildade: Não tem mais blusa de frio? Tenho frio! Pode me dar essa sua?

Satisfação: Que massa! Ganhei uma blusa do Galo(Atlético MG)

Simpatia: A vida na rua dói, moça! Tem pasta de dente aí, ajuda a sorrir!

Mulher: Acabaram os absorventes? Estava precisando…

Oportunismo: Tem gente que pega coisa que tem, eu não faço isso, não!

Má índole: Pode me dar uma sacola grande? Se a gente não dormir por cima eles roubam!

Vícios: Não dê cobertores para aqueles lá, não, que vendem para comprar “cola”.

Gratidão: Deus abençoe e proteja vocês!

Realidade: E assim segue a vida nas ruas de Belo Horizonte

Nos cantos, nas filas de doações, nas camas improvisadas

No fogo para aquecer, na bebida ou droga para esquecer

Nas barracas de cobertores que servem de casa, dia ou noite…

Sentimentos tão (des)humanos que transbordam

No meio de todos nós…

Alda M S Santos

Agasalhe seu coração

AGASALHE SEU CORAÇÃO

Massa de ar polar, temperaturas negativas

Ar congelante, pernas endurecidas, andar trôpego

A ordem é só uma: aquecer-se

Edredons, cobertores, sobretudos

Meias, botas, toucas e luvas são escudos

E uma bebida quente não faz mal não

Mas não deixe que a frieza lá de fora

Congele o seu coração

Aqueça sua alma e entre em ação

O frio que tanto te aflige

Age em dobro naquele irmão

Que está ao relento, ali no chão

Divida com ele seus agasalhos, seu pão

Seja abraço, seja acolhimento, seja compaixão

Se você por qualquer motivo ali não consegue chegar

Posso fazer a intermediação

E se não for pedir muito

Pode para ele também ser abrigo, ser oração?

Agasalhe seu irmão, aqueça seu coração!

Alda M S Santos

Araras urbanas

ARARAS URBANAS

Variadas peças, cores e tamanhos

Expostas numa grande arara urbana

Feita das grades sobre muros no centro da cidade

O cliente chega, pega, olha, até experimenta

Não há atendentes, não há provadores

Há alguns expectadores

Algumas peças seminovas

Outras um pouco surradas

Menos surradas que os clientes que por elas procuram

Não há marcas, sequer se preocupam com isso

O que precisam é que sirva

Não há sacolas, não embalam

Vestem umas sobre as outras

Não estocam nada, não guardam nada também

A marca que vejo ali é só uma: compaixão

Aliada à solidariedade e amor

Não há caixa, não há preços

Um cartaz diz apenas: DOAÇÃO

O cliente pega o que lhe serve

E vai embora…

Mas não vai para sua casa

Fica por ali mesmo, nesse espaço que tem sido seu lar…

Quando precisa de algo “novo”

Recorre novamente às araras urbanas

Você tem algo para doar

Para essas araras alimentar?

Alda M S Santos

Nas ruas da cidade

NAS RUAS DA CIDADE

Nas ruas da cidade a vida acontece

Nem sempre como a gente imagina

Mas acontece…

Cinco carros estacionam ali, nas ruas escuras, onde seres humanos “moram”

Naquelas calçadas geladas da noite

Voluntários abrem o porta-malas lotado

Treinados pela vida, eles logo aparecem

Uma fila gigante se forma e espera

Nas ruas da cidade a vida acontece

Nem sempre como a gente imagina

Mas acontece…

Lanches quentinhos são servidos

A quase totalidade de homens de toda idade

Menos mulheres, mas até crianças estão na fila

Corpos expostos ao frio, pés descalços

E pedem por roupas, calçados, agasalhos, cobertores

Os carros logo são esvaziados

E tudo o que levaram e parecia bastante

Some, é logo doado…

Nas ruas da cidade a vida acontece

Nem sempre como a gente imagina

Mas acontece…

Eles se vão, outros chegam

A vida segue seu rumo

Mas de um modo um pouco diferente

Lá e cá…

Nas ruas da cidade…

Alda M S Santos

Você pode!

VOCÊ PODE!

Sempre há algo a se fazer

Para tornar melhor a vida de alguém

Assim tão pobre que nada possa oferecer

Nesse mundo não há ninguém

Você pode uma fome saciar

Ou um alguém, em trapos rotos, vestir

Pode também pés machucados calçar

Ou um corpo nas noites frias cobrir

Se você não puder dessas coisas dispor

Não desanime, não se entristeça

Abra os braços, levante a cabeça

Ofereça sorrisos, abraços, tempo

Você pode fazer a diferença

E se tudo isso vier a falhar

Ainda pode o amor doar

Sendo verdadeiro em todo lugar…

Você pode!

Alda M S Santos

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