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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Obra aberta

OBRA ABERTA

Somos uma obra aberta da Criação
Aquela que pressupõe que haverá intervenção
Para o bem ou para o mal há participação
Em busca dos caminhos da evolução

Sentimentos dúbios podem interferir
Amor, ódio, indiferença a interagir
Vale sempre nossa escolha, nosso agir
Nessa obra aberta recheada de porvir

Se o amor e a doação fazem crescer
A aceitação e compreensão fazem valer
Tudo que por aqui vier a acontecer

Somos assim, páginas a preencher
Início, meio e fim, poesias a escrever
Quem afinal é bom entendedor gostará de ler

Alda M S Santos

Medida exata

MEDIDA EXATA
 
Será que existe a exata medida
Numa estrada tantas vezes comprida
O ponto certo de nossa felicidade
Sem tanta luta, com liberdade?
 
Qual será a exata medida
Do amor, carinho, da alegria perdida
Será aquele em que há acolhida
Num coração encontrar guarida?
 
Será que a exata medida
É aquela das promessas cumpridas
Sem tanta energia dispendida?
 
Sei que para o amor não há medida
Que seja o bastante, vida destemida
E libere toda a paz na alma contida

Alda M S Santos

Girassol

GIRASSOL
Quando amanheci procurei pelo meu sol
Aquele capaz de me aquecer, fortalecer
Com esforço eu me virava em busca dele
Como girassol…
Quando amanheci busquei meu sol
Aquele que me revigora, me energiza
Desperta-me para a vida, para o bem…
Quando amanheci, afastei os medos, enxuguei as lágrimas
Sorri, espreguicei e me abri para ele
Gira, gira, girassol, assim fiquei
E o encontrei a brilhar naqueles que me aquecem
Me amam, me acolhem, me fazem bem
Quando amanheci me abracei bem apertado ao meu sol
E o segui todo o tempo nesse encanto diário
Tal qual belo e sábio girassol
Busquei meu alimento, minha luz
Aquela que quase sempre vem do alto
E responde pelo nome de Jesus
Amanhecer assim é despertar para a vida…
Alda M S Santos

Esqueça

ESQUEÇA!

Hoje é dia para esquecer
Qualquer coisa que machuca, faz sofrer
Não importa a causa, a razão
Se faz mal, vamos esquecer, então

Se tira seu sorriso, não dá liga
Se não borra seu batom, quer só briga
Nem faz mais frio na sua barriga
Melhor esquecer, sem qualquer intriga

Esqueça se não te faz encorajar
Se só medo quer causar
E não te ajuda a levantar

Se te cansa, desanima, não tem magia
Se magoa, nubla, mina sua energia
Esqueça, busque o que desperta sua poesia

Alda M S Santos

Não se culpe!

NÃO SE CULPE!

Se seu sol hoje não brilhou
Se a chuva a você encharcou
Não se culpe!
Arco-íris precisa de água e luz para colorir
E ser capaz de encantar e seduzir

Se o caminho parece longo demais
Se as flores já não perfumam mais
Não se culpe!
Sempre há trilhas, atalhos
Talvez neles recolha seus frangalhos

Se tudo parece um eterno estacionar
Se em você a alma está a divagar
Não se culpe!
A terra está girando devagar
E acaba colocando tudo no lugar

Se o viver te parece indiferente
Se não sabe mais ao certo o que sente
Não se culpe!
Observe bem, acolha, abrace, beije, seja gente
Acordar todo dia é um grande presente

Alda M S Santos

Faça

FAÇA

Faça aquilo que te dá vontade
Faça aquilo que tem que ser feito
Faça com fé e coragem
Mas nunca faça de qualquer jeito

Faça com amor, com carinho
Faça acompanhado, faça sozinho
Com cuidado para não bagunçar
E não conseguir mais endireitar

Faça com pressa, faça devagarinho
Faça como beija- flor, com jeitinho
Faça sempre, nada deixe pelo caminho

Haja luz ou escuridão, indiferença ou emoção
Faça sol ou faça chuva, frio ou calor
Faça da vida um lugar de mais amor

Alda M S Santos

Estradas da vida

ESTRADAS DA VIDA

Aquele vento nos cabelos pelas janelas abertas
As vistas ardem, o peito aperta, as lágrimas rolam
Segue dirigindo, música alta, meio alheia a tudo
Será que a rota está certa?
Não se preocupa muito, sensação de liberdade
Vontade de dirigir sem rumo, indefinidamente
Passa por lugares chuvosos, outros ensolarados
Estradas planas ou grandes aclives, secas ou floridas
Retas ou curvas, lá fora a vida parece meio irreal, surreal
Vê as árvores passando tão rápido, tão perto
Dentro dela enorme confusão, um grande vendaval
Tenta organizar os espaços, estabelecer prioridades
Apagar com sorriso as mágoas e decepções
Escrever, a lápis mesmo, novos planos
Pode precisar redefinir, reescrever, refazer
Acende a luz para iluminar alguns sonhos
Deleta outros, são mesmo impossíveis
E o caminho vai ficando para trás
Culpas, erros, derrotas, excesso de confiança vão ficando
Percebe que as estradas são metáforas da vida
Há de tudo um pouco, mas tudo vai passando
Basta seguir em frente que novos pontos vão se descortinando
Tenta levar consigo boas lembranças, pessoas de bem
O amor,  a amizade, a fé e a esperança
Quando já não doer mais, talvez ela volte
Para um novo ponto de partida
Um recomeço para a mesma vida …

Alda M S Santos

Curtir a paisagem

CURTIR A PAISAGEM

Sempre haverá algo para nos desagradar
Um barulho que não para de soar
Um silêncio que insiste em gritar
Um sonho que não quer realizar

Sempre haverá algo novo para lidar
Um sapato apertado a incomodar
Aquela roupa que não cai mais tão bem
Uma saudade que nem sempre convém

Não importa se é um desejo não atendido
Um amor no coração mal resolvido
Uma frustração por algo até descabido

Tudo isso faz parte dessa passagem
Saber lidar com isso, tornar boa a viagem
É relaxar e, apesar disso, curtir a paisagem

Alda M S Santos

Colisão

COLISÃO

Que fazemos por aqui- a pergunta não quer calar
Nuns momentos somos apenas mais um na multidão
Querendo gritar, mas apenas conseguindo silenciar
Querendo fugir em busca de uma resposta
Vagar por aí desejando ardentemente uma solução
A vida nem sempre se apresenta boa ou bela
Tantas vezes usa um idioma incompreensível
E só mesmo quando mergulhamos bem fundo
Ou quando saímos de nós mesmos e damos uma volta por aí
É que passamos a entender que a decepção pode ser dolorosa lição
Mas é a aula número um dos aprendizados de vida
E seguimos sozinhos vagando no espaço sideral de nós mesmos
Até a colisão, a explosão e a ressignificação…

Alda M S Santos

Nossa bagunça

NOSSA BAGUNÇA
Uma ampla sala arejada com poltronas aconchegantes
Um quarto quentinho, macio e acolhedor
Uma cozinha receptiva, com aroma de café e pão de queijo
Uma rede na varanda com uma vista da Serra
Um quintal com flores, frutos e balanço na goiabeira
Um gramado para brincar, dançar, se exercitar
Um sótão para guardar as bagunças e ferramentas…
Cada qual tem seu sonho de casa, de moradia
Mas para um lar todos têm o mesmo desejo
Que seja amoroso, pacífico, harmonioso
E isso independe da casa em que se mora
Depende muito de com quem se mora
E da sabedoria em manter organizados nossos ambientes internos
Nossa “casa” não é sempre um amplo espaço arejado
Mas também não pode ser toda ela um sótão bagunçado
Um lar “arrumado”, ou não, está diretamente ligado
Ao modo como cada pessoa presente ali
Lida com a bagunça que traz dentro de si
E com a bagunça que o outro traz consigo
Alda M S Santos

Devaneios

DEVANEIOS
Vou escrever uma história
Daquelas bem bonitas
Real ou imaginária
Talvez mesclada, realizada e sonhada
E colocar numa garrafa de vidro
Enrolada tal qual pergaminho
Exalando um pouco de perfume suave
Um beijo de batom rosa
Umas lágrimas desobedientes
Muitos sorrisos de satisfação e amor
Colocar uma rolha fechando a vácuo
E lançar no oceano…
Quem sabe um dia, décadas à frente, alguém a encontre
A esfregue para retirar marcas do tempo
E, tal qual gênio da lâmpada de Aladim
De lá de dentro a história se materialize novamente
Rica em detalhes e melhor vivida
Ou que apenas deixe para a posteridade
O registro de uma história de vida bonita
Espero que seja a nossa…
Alda M S Santos

Dança da vida

DANÇA DA VIDA

Temos tanto ainda a crescer
Por aqui somos meros aprendizes
Em cada ação desse nosso viver
Buscamos sempre nos fazer felizes

Nem sempre acertamos bem o passo
Somos trôpegos, não há sincronia
Há quedas, entorces, descompasso
Na dança da vida erramos a coreografia

Há dor, decepção, tristeza e solidão
É preciso exercer a solidariedade, a compaixão
Escolher como agir está em nossas mãos

Não desistir da procura, do encontro
Buscar parcerias, boas companhias
Para evoluir no amor com sabedoria

Alda M S Santos

Sem fronteiras

SEM FRONTEIRAS

Quisera romper toda e qualquer fronteira
Subir, escalar, derrubar, contornar
Não deixar que me limitem, não dar bobeira
Um multiverso de possibilidades a explorar

Quisera romper toda e qualquer fronteira
As impostas pelo medo, pela razão ou religião
Atravessar qualquer ponte ou trincheira
Para apenas poder ouvir as batidas do coração

Quisera romper toda e qualquer fronteira
Deixar a vida se impor, abrir a porteira
Ser nesse espaço livre a pioneira

Quisera romper toda e qualquer fronteira
Sendo alegre, sem culpas, faceira
Em busca de uma vida completa, mais inteira

Alda M S Santos

O poder

O PODER

Há poder num dia ensolarado
De encantar e se fazer admirado
Há poder num dia chuvoso
De ser nostálgico, meio dengoso

Há poder numa noite de amor
De reenergizar, aquecer, ser calor
Há poder numa amizade, na bondade
Aquela que traz aconchego, serenidade

Há poder no acolhimento, na empatia
Há luz, caminhos são vislumbrados
Num conselho há magia, sabedoria

Mas só nós podemos mudar nossa história
O poder de verdade está dentro da gente
Esperando para ser despertado e encarado de frente

Alda M S Santos

Deixe-se seduzir

DEIXE-SE SEDUZIR
Ela vem cheia de charme
Luz, brilho, cantos e encantos
Sedutora, tira você para dançar
Gira pelo salão, pelas ruas, na contramão
Sobe e desce, oferece flores, perfumes e delicadezas
Faz que vai, volta, te abraça
Você a segue no sol ou na chuva
Dia ou noite, cedo ou tarde
Anda sobre águas, mergulha, vai longe
Você quer fugir, às vezes, quer desistir, tem medo
Mas ela não deixa você se abater
Habilidosa, sabe de seu valor, sua supremacia
É soberana, poderosa, instintiva
E usa de todos os artifícios para manter sua atenção e desejo
Quer venha nua ou coberta de riquezas
Ela te vence, te embriaga, te encanta, te seduz
E você se entrega…
Ela é a vida, que nunca desiste de você
Não desista dela
Deixe-se seduzir…
Alda M S Santos

Só sei que dói


SÓ SEI QUE DÓI

Não dá para identificar ao certo
A dor está lá, crescendo, remexendo
Indefinida, dor de quê, em quê?
Dor da (in)existência, enfraquecendo

Aperta a garganta, parece que sufoca
Ora deixa lágrimas presas rolarem
De onde vem, fura feito broca
Excesso de passado, ausência de futuro?

Um presente de realidades meio indesejadas
Repleto de sonhos, desejos, anseios
Em corações e almas bastante alucinadas

É preciso sanar a dor, apagar essa sensação
De que tudo é meio impossível, em vão
Crer na cura no amor, na esperança, sem senão

Alda M S Santos

Errante

ERRANTE
Já sofri, já chorei, quis fugir, desaparecer
Já fui forte, frágil, ponte, muro, travessia
Já fui luz e sombra, frio e calor
Já fui arredia, também colo acolhedor
Já me doei, ja recebi, fui roubada
Andei meio perdida, desamparada
Amei e fui amada
Já fui arco-íris, céu azul, dia cinzento
Já fui falta e complemento
Já fui raiva, decepção, saudade e solidão
Fui também coragem, destruição, reconstrução
Não digo que nunca mais vá errar
Ou que não vá pela contramão
Sei apenas que a cada queda, um machucado
A cada levantar, mais vida, mais aprendizado
Sou apenas um ser errante, falho, aprendiz
Que procura por aqui ser e fazer feliz…
Alda M S Santos

Difícil esquecer?

DIFÍCIL ESQUECER?

Que é por aqui mais difícil de esquecer
O que faz chorar, faz sofrer
O que mais faz feliz, faz sorrir
Ou o que declinou, quis partir?

É difícil esquecer as dores
Causadas por (des)afetos, (des)amores
Ou os carinhos, cuidados, sem enfado
De quem sempre esteve ao seu lado?

Se é difícil esquecer a criança que fomos
Também o é a pessoa que nos tornamos
E todos aqueles a quem amamos

Se pudéssemos escolher deixar desvanecer
Apagar da memória, fazer desaparecer
O que gostaríamos de em nós deixar morrer?

Alda M S Santos
Tarde de Poesias: Difícil de esquecer

Tá no ar

TÁ NO AR

Não precisa ir muito longe, não há mistério
Tudo que precisa saber está ali, é sério
Basta um olhar atento, aguçar a percepção
Inspirar, expirar, pra captar no ar toda a emoção

Se quer algo direto é só as palavras ouvir
Mas cuidado, com elas é fácil fingir
Mas se quer algo verdadeiro busque o olhar
Ali poderá ver opacidade ou sua luz brilhar

Há profundidade na essência, ela não é superficial
É o que temos de autêntico, belo, bem natural
E quando atiçada causa até mesmo um vendaval

Mas se quer mesmo alguém desvendar
Veja as atitudes, o sorriso, inspire, tá no ar
Perfumada como rosa, linda e clara como a luz do luar

Alda M S Santos

Perdendo vida

PERDENDO VIDA
Perder documentos, óculos, carteira, chaves
Num bolso, na bolsa, no transporte público ou na rua
Talvez se recupere, talvez não
E a vida continua…
Mas perder ideias, sonhos, ideais, pessoas, sentimentos
Escondidos num coração ou numa alma
Que não se mostra para o mundo
Que teme a dor, a rejeição, o sofrimento
É muito mais danoso, é perder o rumo, é perder vida
E talvez de modo irreversível
Todo cuidado é pouco com o que deixamos se perder de nós por aí …
Alda M S Santos

Não vou só

NÃO VOU SÓ

Não vou só por esses caminhos
Carrego lembranças de muitos carinhos
Menina, moça ou uma (in)segura mulher
Fragilidade e força para o que der e vier

Não vou só nessa viagem
Atenta, encanto-me com a paisagem
Se o que se apresenta é a solidão
Visto-me de sonhos, acalento do coração

Não vou só nessa jornada
Acompanha-me a fé, sou abençoada
Entre tudo e todos estou amparada

Não vou só nessa travessia
Em busca do bem, da alegria
Vou fazendo versos, espalhando a poesia

Alda M S Santos

Equilíbrio

EQUILÍBRIO

Busco um ponto firme de equilíbrio
Abro os braços, abro a mente e o coração
Tentando achar aquele ponto, a conexão
Aquela que mantém ativos corpo e emoção

Vou devagar, tateando, passo a passo
Balançando para lá e para cá, fazendo laços
Nesse caos de fora não me enlaço
Na desordem de dentro me desfaço

Fecho os olhos, quero o equilíbrio
A luz lá de dentro, a paz certeira
Busco em cada cantinho ser mais inteira

No abrir de braços e balançar do coração
Acho no amor, na intensa emoção
O ponto do equilíbrio, a sustentação

Alda M S Santos

Arte de viver

ARTE DE VIVER

Desenhei no caderno da vida um sonho colorido

Pintei na tela da existência um cérebro bem resolvido

Bordei na colcha macia um amor fantasia, pura sintonia

Escrevi no seu coração um poema cheio de emoção

Depositei beijinhos no seu corpo, com carinho

Acendi na nossa estrada a luz da Lua, encantada

Para uma noite de amor, dancei suave, sem pudor

Criei uma letra, uma música, uma melodia, uma história de amor

Mãos postas, um silêncio, uma oração, gratidão

Com minha ajuda o destino escreveu na linha do horizonte nosso apogeu

Deixei registrada por aqui nossa passagem em arte, magia, poesia

A vida e eu…

Alda M S Santos

Preciso descansar

PRECISO DESCANSAR
Preciso descansar…
Ando meio esgotada de certas coisas
O corpo pode repousar em qualquer lugar
Deitou, dormiu, está novo…
Preciso descansar o coração, a alma
Necessito desanuviar a mente
Quero uma rede onde possa acomodá-los
Uma relva onde possa deixá-los admirando o horizonte
Um lago onde possa deixar que refresquem-se
Uma brisa que apare suas arestas e pontas soltas
E conecte novamente: corpo, alma, mente e coração.
Assim terei descanso.
Preciso descansar…
Alda M S Santos

Não podemos!

NÃO PODEMOS!

Mesmo estando muitas vezes
Entre o Sol e as nuvens
Entre molhar na chuva ou se esconder
Entre a luz e a escuridão
Entre a saúde ou a doença
Entre a fé e a desesperança
Entre o amor ou a indiferença
Entre o sorriso ou as lágrimas
Entre a alegria ou a decepção
Entre a dor ou a forte emoção
Entre o ir ou ficar
Entre o fazer ou deixar rolar
Entre o ontem, o hoje
Ou o futuro do coração
Nosso lugar é só nosso
Nele só nós podemos agir
Não podemos desistir da vida…

Alda M S Santos

Não aceite menos

NÃO ACEITE MENOS

Não aceite menos que você merece
Corra atrás daquilo que te fortalece
Se não te anima, faz mal, enfraquece
Deixe de lado, não carece
Sol precisa brilhar, gerar calor
Chuva vem para irrigar, fazer brotar a flor
Ondas são para encantar, afastar a dor
Amor tem que ser delicadeza, cuidado
Carinho debaixo do cobertor
Olhar precisa agradar, atrair
Atenção que faz feliz, faz sorrir
Somos responsáveis por nossa felicidade
Por tudo que fazemos por aqui
Da vida devemos cobrar, exigir
Lutar, ir atrás, prosseguir
Mas nunca aceitar menos do que merecemos
Pois só assim vale esse viver, bem sabemos

Alda M S Santos

Faça amor com a vida

FAÇA AMOR COM A VIDA
Chegue lentamente, tire as sandálias
Caminhe devagar, sinta a maciez da areia fina
Deixe seus pés se afundarem
Abra os braços, tire os óculos, feche os olhos
Inspire, expire!
Inspire energia, expire o cansaço
Inspire o calor, expire toda dor
Dê um giro sobre si mesmo, olhe para o alto
Dê um grito de paz, mesmo em seu silêncio, se preferir
Corra para o mar, mergulhe, lave toda negatividade
Seja esponja do bem, seja grato, tenha bons pensamentos
Sinta a brisa, a pele se arrepiar, o prazer em estar vivo
Sorria, abrace, beije, faça amor com a vida…
Viva e deixe viver!
Alda M S Santos

Ao sabor do vento

AO SABOR DO VENTO
Um barco, uma âncora, uma bandeira a balançar
Seus olhos observam, sua alma voa
Ao sabor do vento navegam no oceano
Leva para lá e traz de volta para cá
E nesse constante remexer, nessa brisa refrescante
Ora é paz, calmaria, ora é tempestade, inconstância
Tenta encontrar seu lugar, se encaixar
Ser barco, ser âncora, ser vento, ser pouso…
Joga água salgada no rosto, aquece-se ao sol
Tenta lavar e aquecer também a alma
E o barco balança, a âncora repousa
O porto está longe e a bandeira balança ao sabor do vento
Fecha os olhos e, como ela, solta-se, entrega-se, deixa-se levar…
Alda M S Santos

Gosto de gente

GOSTO DE GENTE
Gosto de gente
De barulho de gente silenciosa
De silêncio de gente barulhenta
De ter gente por perto
Ainda que não interaja com elas
Gosto de observar, de aprender com o que vejo
Gente me inspira, me faz refletir, me atrai
Gosto de gente que acerta, que erra
Sobretudo que aprende com os erros, que se desculpa
Gosto de gente malucona, fora dos padrões
Gosto de conversar com gente de verdade
Gente que é real, instável ou insegura
Gente imperfeita como eu, meio fora de órbita
Mas conectada em outras “gentes”
Gosto de imaginar uma história para cada um que vejo
Tenho até vontade de confrontar dados
Ou seja, gosto de gente que não se envergonha de ser gente
Gosto de gente que se comunica com o olhar
Gosto de imaginar o que o olhar diz
Gosto de gente que não passa por cima de gente em hipótese alguma
Gosto de gente que respeita gente, que dá as mãos
Gosto de um pouco de solidão também
De caminhar sozinha à beira-mar ou no meio do mato
E ruminar tudo que vejo e sinto
Assim fica mais fácil lidar com gente que mora dentro da gente
Inclusive as muitas de nós…
Gosto de gente!
Alda M S Santos

Minhas pedras

MINHAS PEDRAS

Há coisas que devemos por bem compartilhar

Alegrias, amor, sorrisos, carinho

Coisas que fazem bem trocar

Também é bom, até necessário, falar, conversar

Desabafar, dividir com alguém as pedras do caminhar

Mas é importante também saber a hora de calar

Há pedras que podemos com o outro revezar

Outras são só nossas, não dá para repassar

Sob pena de o peso ser grande demais

Para que qualquer um possa carregar

Melhor deixar apenas as flores perfumar

As minhas, as suas, as nossas pedras

Um dia serão um belo calçamento

Onde desfilarão somente bons sentimentos

Alda M S Santos

Seria possível?

SERIA POSSÍVEL?

Só por um dia eu gostaria de poder ser certeira no agir
Não ter qualquer dúvida, medo ou impedimento
Ser a mão que leva um toque de amor por onde for
Ter a palavra certa para acender uma alma apagada
Ser o abraço acochado para aquecer um corpo cansado
Seria possível?
Só por um dia curar dor com um beijo
Desânimo e sofrimento com um sorriso
Depressão com a empatia de um coração
Ser as asas de quem não pode voar
O sonho de quem não pode mais sonhar
A realidade boa de quem vive na desilusão
Sem amargura, sem decepção ou ilusão
Ser amor, paz, esperança, emoção…
Seria possível?
E nessa cura que de mim sai
Que para mim também retorne
Em forma de luz, de energia, magia
Amor de Deus…
Só por um dia, todos os dias…
Seria possível?

Alda M S Santos

A céu aberto

A CÉU ABERTO

A vida segue, sigo eu atrás
Não sei se quero correr
Mas não quero ficar para trás
Bem ou mal, vou pareando o viver

Não sei se falo, não sei se calo
Tampouco se adormeço, às vezes, desfaleço
Fujo de briga, abomino intriga
Por vezes prefiro empurrar com a barriga

O mar parece infinito, pura imensidão
O olhar vagueia ao longe, solidão
Que almeja encontrar esse doce coração?

Estará lá longe, ou bem aqui perto
O caminho desse viver, o mais certo
Dentro de mim, ou bem a céu aberto?

Alda M S Santos

Dissabor

DISSABOR

Um machucado, uma fratura, uma ferida que arde, sangra, queima

Fase aguda do mal, só analgésico forte para aliviar, é normal

Um aperto no coração, tristeza, mágoa, decepção

Fase aguda da dor, que fazer para sanar desilusão?

Machucado melhora com antisséptico, anti-inflamatório e antibióticos

Um curativo, uma tala, que por um tempo isola do meio externo aquilo que está em recuperação

E quando a dor está no coração, que fazer então?

Qual o remédio, dá pra isolar do mundo externo a emoção?

Não sei, mas é bom retirar-se do meio, afastar da multidão

Buscar o interior, sanar a dor, retirar da alma a cicatrização

Ferida é sempre ferida, dor é sempre dor

Seja física, mental, emocional é sempre um mal

Passamos primeiro pelo vendaval

Em seguida vem a calmaria, levantamento de perdas, bom sinal

E, lentamente, a cura, a reconstrução

Mas todo cuidado é pouco com o remédio que se usa

Tanto para o mal físico ou emocional

Não dá para criar vícios e dependências, seria fatal

Ou cria-se raiz para novo mal, com nova aparência

Mas tudo tem seu tempo…

Logo o que era ferida é descoberta para o mundo exterior

Fica a cicatriz, o aprendizado

O coração aprende a lidar com qualquer dissabor

É a cura… e a vida segue, de preferência, sem rancor…

Alda M S Santos

Quem não tem?

QUEM NÃO TEM?

Quem não tem?
Um erro que quer esquecer
Com o vento desaparecer
Deixar no tempo se desfazer?
Quem não tem?
Um amor marcante para celebrar, a alma enobrecer
Nos momentos de tristeza o coração aquecer?
Quem não tem?
Uma cicatriz que vira e mexe faz doer
Que sangra, machuca, faz sofrer?
Quem não tem?
Algo do qual muito arrepender
Que machucou, envergonhou, mas fez crescer?
Quem não tem?
Uma ação que deixou orgulho e alegria
Por ter levado a paz, a magia e a harmonia?
Quem não tem?
Uma história boa para sonhar, reviver
Em boas lembranças se entregar, amolecer?
Quem não tem?
Um sonho, um desejo de entontecer
Que faz a vida cada minuto valer?
Quem não tem?
Um segredo lá no fundo bem guardado
Que o torna único, especial, bem-amado?
Quem não tem?
Esperança de algo de bom fazer
Deixar por aqui marcas de amor, de intenso viver?
Quem não tem?

Alda M S Santos

Surra de viver

SURRA DE VIVER

Precisamos levar uma surra da vida
Não para ferir ou machucar
Mas para (re)ativar o que estiver adormecido
Daquelas que levem à reflexão
Que mostrem os caminhos sem saída
Que apontem a trilha certa, nada de contramão
Precisamos levar uma surra da vida
Daquelas que acendam holofote à frente
E que nos afastem dos becos escuros
Que não nos deixe ficar dementes
Precisamos levar uma surra da vida
Não desanimar, não ficar descrentes
Mas que seja uma surra de amor
Pois só ele ensina de verdade
Só ele cura o mal em qualquer idade
Só o amor é capaz de trazer felicidade
O amor é a esperança numa vida de mais bondade
Precisamos levar uma surra da vida
Precisamos levar uma surra de amor

Alda M S Santos

Que ela seja assim

QUE ELA SEJA ASSIM

Que ela seja assim
Bela e triste como névoa na praia ao amanhecer
Animada como dia de sol no parque ao entardecer
Pacífica como céu estrelado no anoitecer

Que ela seja assim
Romântica feito banho de chuva com alguém especial
Divertida e quente como dançar num luau
Saborosa e madura como fruta colhida no quintal

Que ela seja assim
Refrescante como mergulho na cachoeira ao luar
Intensa e mágica como o amor nas areias do mar
Aconchegante como abraço para o cansaço aliviar

Que a vida seja assim
Nem sempre do jeito que nossa mente deseja
Mas na medida certa do que nossa alma almeja

Alda M S Santos

Oferendas

OFERENDAS
Quero lançar ao mar tudo o que de negativo vivi
Não que eu entenda suas águas como depósito de lixo
Mas poderosas para dissolver lágrimas e amenizar dores e decepções
Levá-las para longe e trazer de volta apenas esperança e força
Quero lançar ao mar tudo que de bom eu vivi
Não é que eu seja mal agradecida ou queira me desfazer das bênçãos recebidas
Oferto com um forte desejo de partilhar com os outros o que recebi, conquistei
Amor, compaixão, carinho, perdão e amizade
Nesse vai e vem das ondas do mar
Cada um de nós deseja apenas um certo equilíbrio
Uma alma em paz para nós e para os outros
Que em cada pé que suas águas salgadas tocarem
Haja mais esperança, fé, respeito
Mais igualdade, menos preconceito, mais amor
E que um sorriso iluminado de paz possa reinar
Essas são minhas oferendas ao mar, à vida
Oferendas que vão e voltam
Com as ondas do mar…
Alda M S Santos

Energia vital

ENERGIA VITAL

Tudo parece meio nebuloso
O caminho à frente apresenta bifurcações
Caminhos conhecidos,  floridos
Ou nem tanto assim, seco e cheio de depressões
Para um lado, o que parece certo
Para o outro, é desconhecido, incerto
Momento de parar e refletir antes de prosseguir
Saber bem o que vale a pena por aqui
Certezas e incertezas, real e irreal
O que é sonho,  fantasioso
Mesmo que pareça prazeroso
O olhar passeia lá atrás, tanto já vivido
O olhar dá um pulo no futuro, será sofrido?
O olhar tenta se fixar no presente
Fazendo o aqui e agora mais sorridente
Acreditando que a vida acontece
Para quem enfrenta as dúvidas, não amolece
E ainda que tudo pareça meio irreal
Sonhar é bom, acalma o vendaval
Fortalece e abastece nossa energia vital
Em frente!

Alda M S Santos

Arte de viver

ARTE DE VIVER
A arte de bem viver consiste
Em estar preparado
Para perder tudo o que se tem
Mas acreditar que isso não irá acontecer
Estar preparado para viver sem o que se tem
Sem deixar de ser o que se é!
Equilíbrio entre o temido e o improvável,
Entre o desejado e o possível…
Alda M S Santos

Nosso lugar é aqui

NOSSO LUGAR É AQUI!
Mesmo que seja entre nuvens
Com garoa ou tempestade
Ou que o sol apareça preguiçoso
Que as gaivotas se recusem a voar
Os mergulhões não queiram pescar
E os quero-queros não brinquem no mar.
Que o caminho seja duro, firme e seco
Ou arenoso, macio e quente.
Que estejamos em boa companhia
Sozinhos ou cercados de gente vazia.
Que a vista ao longe seja esplendorosa
Ou que nossos olhos sejam incapazes de enxergar
Que nossa cadeira esteja reservada
Ou que tenhamos que conquistá-la.
Independente da situação,
Aqui é onde o espetáculo da vida acontece.
Nosso lugar é aqui!
E não podemos dele abrir mão!
Alda M S Santos

Por onde eu for

POR ONDE EU FOR

Sigo por aí parecendo muito certa de meus caminhos
Dos entroncamentos, das vias esburacadas
Dando de cara com gente má e bons anjinhos
Nas ruas sem saída e grandes encruzilhadas

Não consigo fugir de mim, deixar nada para trás
Por onde eu for, nas costas e na alma, levo bagagem
No coração quem me amou, quem amei
Nessa vida especial, minha grande viagem

Vão comigo as lembranças das lágrimas derramadas
Toda a tristeza e dores já acalmadas
O aprendizado que trouxe de toda vida aproveitada

Mas por onde eu for, certa do caminho ou não
Levo comigo tudo que sou, toda emoção
Disso nunca conseguirei abrir mão

Alda M S Santos

Onde você queria estar?

ONDE VOCÊ QUERIA ESTAR?

Feche os olhos do corpo vagarosamente
Abra os olhos da alma suavemente
Inspire fundo, traga algo de bom para a mente
Expire e deixe sair o cansaço lentamente

Sinta a brisa na pele a arrepiar
O coração batendo no ritmo de amar
Onde você gostaria de estar?
Seria capaz de pra lá se transportar?

Inspire novamente, sinta o amor de dentro fluir
Pense em alguém que desejaria que pra lá pudesse ir
Num pensamento pacífico sinta-se para lá partir

Chegando lá tudo é encanto, delicadeza
Reinam a paz, a magia da criação, muita beleza
É o encontro de almas, do amor junto à natureza

Alda M S Santos

De nada vale

DE NADA VALE

De nada vale estar cercado de água
Se ela for de oceano, não der para beber
Não dá para afogar as mágoas
Se desistir de se fazer entender

De nada vale saber nadar
Se não quiser aprofundar
Ter medo de fundo mergulhar
Num rio raso que pode seu coração fraturar

De nada vale se estender ao sol ou ao luar
Se não souber essa magia aproveitar
Sair na chuva sem querer se molhar
Ou ir para o parquinho sem saber brincar

De nada vale todo esse nosso viver
Se por aqui não fizermos acontecer
Aquilo que nos faz amar, encantar e crescer
Ajudando a tantos jardins enfeitar e florescer

Alda M S Santos

REINANDO

REINANDO

O rei acorda bem cedinho
Sem cerimônia, invade todos os espaços
Aproveita qualquer fresta, ilumina
Sabe que é necessário, esquenta
A vida que carrega consigo é soberana
A fotossíntese possibilita, alimenta
Sempre a nos dizer que o amanhecer é seu
Aconteça o que acontecer estará ali
Aquecendo nosso corpo, nossa pele
Ativando nossas emoções mais internas
Despertando sonhos, desejos, sensações
Por mais escura e fria que tenha sido a noite
Ainda que os pesadelos tenham atormentado
Ele traz a certeza da realidade, é abençoado
Essa circularidade natural gera segurança
Desejos de prosseguir em nossas andanças
Independente da nossa disposição ou humor
É inegável seu calor, seu esplendor
Nada é tão certo quanto o sol amanhecer
No mar, na serra, na mata, dentro do ser
Que se impõe após cada anoitecer
Assim, a vida segue, se faz acontecer
Vamos?

Alda M S Santos

Superpoder

SUPERPODER

Se pudesse adquirir um superpoder
Qual deles você gostaria de ter
Ver o futuro, mudar o passado, viajar no tempo
Mudar no outro um sentimento?

Uma superforça física, exímia visão
Supervelocidade ou tirar a dor com a mão?

Debaixo d’água respirar, no céu azul poder voar
Ou com quem morreu poder se comunicar?

Ser capaz de voltar à vida, todo sonho realizar
Poder todo o mal apagar
Ou a vida de alguém poder restaurar?

Para bem viver nem é preciso superpoder
Basta a gente ter um coração a bater
E alguém que saiba nosso amor receber

Alda M S Santos

Não precisa

NÃO PRECISA

Não precisa estar sempre a sorrir
Basta saber suportar quando a lágrima surgir
Não precisa ser sempre energia e disposição
Basta esperar de volta a animação
Não precisa ser belo como capa de revista
Basta que seja amor e em mim invista
Não precisa me dar a vida, o mundo
Basta que eu seja parte essencial no seu mundo
Não precisa uma fé que remova montanhas
Basta que remova a desesperança das entranhas
Não precisa haver sempre intenso desejo ou paixão
Mas um amor que perdure além de qualquer emoção
Não precisa que os caminhos sejam sempre floridos
Mas que haja companhia nos vales descoloridos
Não importa se haverá desertos a trilhar
Mas que o oásis seja o bastante para refrigerar
Não precisa que a vida seja fácil por aqui
Mas que tenha momentos que valham a pena seguir

Alda M S Santos

Não gosto

NÃO GOSTO
Não gosto de saber
Dessa vida tão passageira
Não gosto de não saber
Das necessidades não atendidas
Não gosto de querer
Impossibilidades
Não gosto de não querer aquilo que me cabe
Não gosto de me envolver naquilo que não tem sentido
Não gosto de estar à parte do que tem verdadeira importância!
Não gosto da ausência de respostas
Não gosto de parecer mal agradecida
Não gosto de não gostar
Tento muito gostar
Mesmo do que não mereça meu gosto, meu gozo, meu prazer…
Gostando ou não gostando,
Vou seguindo meu caminho
Fazendo meu viver
Enquanto não perecer.
Alda M S Santos

Alma cigana

ALMA CIGANA

Uma alma cigana intensamente sensível
Viajante, livre, terna, meio imprevisível
Que dança, que canta, que o corpo balança
Atravessa o mundo buscando a contradança
Alma cigana que gosta de natureza
Se esbalda em intensa beleza
Vê o amor como único caminho da felicidade
Por ele se entrega, se mostra, é a pura verdade
Numa vida de sonhos, de realidade
De alegria, de força, de coragem
Fazendo por aqui uma vida de intensidade

Alda M S Santos

É preciso

É PRECISO

Não dá para engolir ou segurar
Aquilo que fica preso no peito
Que parece que vai entalar ou machucar
Se não fizer algo a respeito

Sentimento foi feito para se expressar
Não importa se é bonito ou feio
Se está preso pode uma hora estourar
Não vale a pena por nele um freio

Se for tristeza deixe a lágrima lavar
Se for desarmonia deixe o diálogo acertar
Se for decepção ache espaço para o perdão
Se for solidão busque outro coração

Se for alegria deixe o sorriso iluminar
Se for amor, deixe ocupar seu lugar
Se for esperança deixe a alguém contagiar
É preciso, de todo modo, a alma extravasar

Alda M S Santos

Não sei

NÃO SEI

Não sei em qual parte do caminho eu estou
Sei que o que vivi já é bem mais do que restou
Quantativa ou qualitativamente
Não dá para saber acertadamente

Sei que por muito já passei, alegrias vivenciei
Trouxe vidas ao mundo, trabalhei, magoei, amei
Já ganhei, perdi, tive momento frustrante
Já fui amada, necessária, importante

Não sei se cumpri o script a mim designado
Se fiz ao menos boa parte do combinado
Ou se ficarei devendo algo para momento mais afortunado

Uma coisa afirmo com toda certeza, eu me entreguei
Sou humana, errei, acertei, desanimei, continuei
Mas em tudo dedicação e amor coloquei, nisso não falhei

Alda M S Santos

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