Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

Vida

E se…

E SE…
E se a vida não parecesse tão curta ou comprida
Fosse bem temperada e na medida
Não tivesse tanto desgosto ou intriga
E soubéssemos fugir de toda briga?
E se a vida fosse bem recheada
De paz, de luz, de amor, bem dosada
E se os ventos destruissem menos
Trouxessem tempos mais amenos
Levassem embora os tormentos
E deixassem pousar em nós só os bons momentos?
E se os amores fossem verdadeiros, reais
Não houvesse tanta desilusão, tantos ais
Se em tudo encontrássemos a razão de ser
Para melhor evoluir, fazer acontecer?
E se nossa aceitação por aqui fosse o bastante
Para retirar de tudo boa lição, sendo instigante
Sabendo ver oportunidade em cada semelhante
De troca, de amizade, união e partilhas apaixonantes?
E se as angústias, quando surgissem, não fossem limitantes
Mas um motor a mais para nos levar adiante
Se cada chateação ou decepção virasse dinheiro
E nos impelisse a viajar o mundo inteiro?
E se cada amor que chegasse de mansinho
Fosse a mais linda razão de seguir nesse caminho?
E se viver fosse o bastante para agradecer
Sabendo que é bênção estar aqui em cada amanhecer?
E se…

Alda M S Santos

Meu mundo todinho

MEU MUNDO TODINHO

Cabe muita coisa no meu cantinho
Ele se equivale a meu mundo todinho
Ora é grande, ora bem pequenininho
Mas faço de tudo para mantê-lo com carinho

Em meu mundo todinho cabe família e amigos
Amor, filhos, pais, irmãos, são meus abrigos
Não faz tanta falta o que seja material
Valem sentimentos reais, emoções ao natural

Meu mundo todinho cabe você
Que está comigo, me nota, me lê
Que compreende o que nem sempre vê

Meu mundo todinho só existe com Deus
Ele faz valer os sonhos e desejos meus
Me permite caminhar e me juntar aos seus

Alda M S Santos

Permissões

PERMISSÕES

Sou eu que permito as aproximações
Também sou eu que recusou as falsificações
Sou eu que libero as boas sensações
Também sou eu que afasto as tentações

Sou eu que exijo e ofereço a verdade
Também sou eu que peço reciprocidade
Sou eu que valorizo a autenticidade
Também sou eu que acredito na liberdade

O que nos acontece temos responsabilidade
Por permitir, por não barrar, por autorizar
A vida nos pede ação, é preciso se posicionar

Por aqui podemos sempre escolher
Quanto antes, fazer o melhor acontecer
Pois ficar sem escolhas deve de fato doer

Alda M S Santos

Propósitos de vida

PROPÓSITOS DE VIDA

Quero fazer bem feitinho e organizar numa lista
Meus propósitos por aqui passar em revista
Sonhos, desejos, vontades, projetos
Será mais fácil, assim acredito que há de dar certo

Quero colocar separado nuns potinhos
O que é meu e do outro bem separadinho
Depois observo onde há interseção
Essa parte merecerá toda minha atenção

Tentar não dar tanta importância
Ao que não traz verdade, não tem relevância
Focar no que é amor, acalenta e acalma
Se é ferida, dói, machuca, peço licença pra minha alma

Saber a hora certa de ajudar alguém
É tão importante quanto me ajudar também
Cultivar flores belas, perfumadas e coloridas
Belo jardim interior é meu propósito de vida

Alda M S Santos

Que seja!

QUE SEJA!
Que seja lindo, que seja leve
Que seja colorido e perfumado
Que seja amor, que tenha flor
Que seja carinho e calor
Que seja na paz de Nosso Senhor!
Feliz 2022!
Alda M S Santos

Tempo de poda

TEMPO DE PODA

A natureza é sábia, possui ciclos, fases
Tempo de podas, renovação de suas bases
Na hora certa, com cuidado, tudo cresce
E assim, com paciência, tudo floresce

Conosco também não é diferente
Precisamos retirar excessos, seguir em frente
Cortar galhos e espinhos aparentes
Que nos machucam e matam a semente

O que pode parecer o fim, a morte
Por certo é energia renovada e, com sorte
Novos brotos, nova floração, a vida se faz forte

Há momento de plantar, de cuidar, de podar
Seja planta ou seja gente
Sabedoria e amor sempre presentes

Alda M S Santos

Nas Minas Gerais

NAS MINAS GERAIS

Se é nas serras de Minas Gerais tem cachoeira
Se tem alma aventureira, não dê bobeira
Em toda cidadezinha, de manhã ou tardezinha
Dá para se banhar em água bem fresquinha

Se tem fé, magia, estrada real, é Minas Gerais
Alegria e simplicidade que não acabam mais 
Trilhas na mata, subida na serra
Renovam o prazer de viver nessa terra

Cantos de pássaros e sussurro do vento
A queda d’água se ouve a todo momento
Atiçando a imaginação e o pensamento

Natureza que é vida, é inspiração
Poetas mergulham nessa doce sensação
E renovam em si a magia da criação

Alda M S Santos

P

O futuro

O FUTURO

O futuro sempre está na nossa mente
É a preocupação que nos afeta constantemente
Quisera poder focar a vida no tempo presente
Na impossibilidade tento não ser tão descrente

Tento imaginar muito amor para o futuro
Aquele que não abandona, é seguro
Amor recíproco, que cuida, se cuida, é abraço quente
Como a tarde de um verão na vida da gente

Visualizo também muita saúde e sossego
Um livro, um filme, um chamego
Um carinho sensual debaixo do cobertor
Fazendo parte do dia a dia num futuro promissor

Imagino um futuro cercado de gente, sem solidão
Mas gente que é especial, mora no coração
Daquelas que por si só, mesmo no silêncio, são comunicação
Pois são em nós a mais doce emoção…

Só isso que quero para o futuro..
E você?

Alda M S Santos
Tarde de Poesias; Quero do futuro

Lado mágico da vida

LADO MÁGICO DA VIDA

Tão triste quando não se percebe essa magia
Aquela que a vida traz em si, uma alegria
É ela que abastece a alma, fortalece, contagia
É preciso encontrar e alimentar essa harmonia

Sonhos não realizados, planos não concretizados
O coração parece amortecido, fragilizado
Urge acreditar novamente no viver, fazer acontecer
Encontrar em si mesmo boas emoções e renascer

Somos todos aqui professores e aprendizes
Tentando pintar essa tela de vários matizes
Nessa obra de arte está a magia, as diretrizes

A vida é sempre soberana, pede coragem
Às vezes entra em curto-circuito, alta voltagem
Mas é preciso se organizar e seguir viagem

Alda M S Santos

(IN)FINITO

(IN)FINITO

Se tudo por aqui é fugaz, é finito
Será que há algo que possa ser em nós infinito?
Não sabemos como será do outro lado
Será que doeria ver tudo isso acabado?

Tantas coisas vividas por aqui, outras por viver
Será que levo juntinho comigo meu HD
Para nos momentos de saudades poder reviver?
Gostaria de saber exatamente o que pode acontecer

Queria deixar pronta minha mala, sabe?
Com cuidado, organizar aquilo que me cabe
Como faço para uma boa e longa viagem
Para não esquecer nada, mesmo em outra roupagem

Na mala vou colocar um pouco de tudo
Como Noé fez há tempos naquela arca
O que desejo que se perpetue colocarei na minha barca 
Assim o finito pode ser infinito, será minha marca

Alda M S Santos

Avisa lá

AVISA LÁ

Avisa para a vida que eu não vou desistir
Posso até demorar para chegar
Mas sou menina persistente
E por aqui não há quem me põe corrente

Avisa que que de gota em gota eu transbordo
Coloco quem eu quiser a bordo
Faço arte, pinto o sete, rodo a baiana
Mineira é ser saudável, mesmo quando insana

Avisa para o destino que quem manda sou eu
Sem mim ele não é nada, faço o caminho
E que tô chegando, sorrindo, de mansinho

Avisa para a tristeza, o cansaço ou a solidão
Para irem embora, aqui eles não têm vez não
Enquanto pulsar, sou dona do meu coração

Alda M S Santos

Imortais?

IMORTAIS?

Qual o peso ou a leveza da imortalidade
Pensar nisso nos traz alguma capacidade
De sermos melhores, sem grandes vaidades
Ou nos debilita, ressalta fragilidades?

Se tudo que existe é o hoje e o agora
Se não nos preocupa o fato de irmos embora
Será que vale investir tudo no que se tem
Sempre em busca do que  nos convém?

Se uma marca bonita pudermos desenhar
No coração de alguém poder morar
Uma memória boa, suave lembrança
Há de nos manter fiéis nessa balança

Quero e me imagino ser uma criatura imortal
Cravada por aqui, tatuada em cada sinal
Cada ato meu me alimenta, me eterniza
Seja bom ou mau, se por amor, ameniza

Alda M S Santos

Ao seu lado

AO SEU LADO

É bom a gente se acomodar bem
Naqueles lugares onde nos sentimos alguém
Saber-se aceito, querido, sentir-se abrigo
Bem-vindos, não somos ou oferecemos perigo

Bom poder se sentir no aconchego de um lar
Ser acolhido, compreendido, o coração acomodar
Lugar onde podemos andar descalços
Alma leve, nua, segura, sem percalços

Paz, refrigério, luz, aceitação, ameaça zero
Não se cobra, não se impõe, isso eu reitero
Precisa ser recíproco o querer, o desejo ser sincero

Se se sentir inseguro, ameaçado ou tolerado
Não perceber que a felicidade sentou ao seu lado
Não fique, mude a rota, não é legal ser indesejado

Alda M S Santos

Revelação

REVELAÇÃO

Um dia iremos acordar
Abrir não só os olhos para o dia
Abrir a alma para realmente despertar
Ser luz, paz, o amor que a todos contagia

Nesse dia tudo irá fazer sentido
Tudo que por aqui foi sofrido
Os percalços, as companhias, a solidão
Os momentos em que ouvimos um não

Quando esse dia de revelação chegar
Ou a gente irá chorar ou muito se alegrar
Pelo tempo que soubemos usar ou desperdiçar

Quiséramos nada ter a lamentar
Poder apenas agradecer, abraçar
E, feliz, ter a certeza que valeu a pena amar

Alda M S Santos

A Lua e eu

A LUA E EU

Olho para ela que suavemente me chama
Diz em silêncio: acenda sua chama
O coração se enternece, a alma clama
Pede um viver leve, sem muito drama

A Lua e eu falamos o mesmo idioma
Temos várias fases, diferentes sintomas
Ora ficamos bem nessa nossa redoma
Ora nos afligimos, o viver nos embroma

Somos assim, ora do Sol refletindo a luz
Cheia de si, puro encanto, seduz
Aos poucos míngua, carrega sua cruz
Ora é Nova, brilho interno, só em seu céu reluz

Somos assim, nós duas, eu e a Lua
Misteriosas, ainda que de corpo e alma nua
O amor é alimento em qualquer fase
Temos na intensidade de viver a nossa base

Alda M S Santos

Palavras mágicas

PALAVRAS MÁGICAS

Abracadabra, pirlimpimpim, que devo dizer
Se quiser um amor na medida só para mim?
Quero um modo de algo poder falar
E imediatamente um desejo meu se realizar

Se quiser que uma porta se abra
Certamente direi logo: abracadabra
Se quiser ganhar um abraço e um beijo
Fecho os olhos e digo: que se realize esse desejo

Se quiser aparecer em outro lugar
Aquele imaginado em meu divagar
Penso bem forte e claro na minha mente
E logo apareço onde almejo diariamente

Se o sonho parece tão distante
Vale mesmo é nele acreditar, confiar
Passar da imaginação para a ação
Aqui a palavra certa é a oração

Alda M S Santos

Flores sazonais

FLORES SAZONAIS

Cada época ou fase da vida tem sua cor
Seu perfume, seu encanto, seu frio ou calor
Se é outono, inverno, primavera ou verão
Bom é estar pronto para qualquer sensação

Pode haver preferências ou escolhas
Importante é não estacionar, é sair da bolha
Posso abraçar minha primavera ou verão
Sabedora que no inverno houve hibernação

Posso aproveitar todo o potencial
Que a vida me traz de modo especial
Não fecho as  janelas ou portas para nada
Sempre há algo bom nessa jornada

A vida é um jardim de flores sazonais
Ser feliz é aprender identificá-las mais e mais
E, independentemente de qual seja a estação
Estarmos abertos para deixar pulsar o coração

Alda M S Santos

Pagando pra ver

PAGANDO PARA VER

Quero por aqui poder pagar para ver
Seja o que for, desejo poder viver
Quando chegar eu enfrento o momento
Se não for boa emoção, deixo ir com o vento

Pago para ver a beleza da aurora
O perfume do jardim que em mim aflora
O amor que chega bem devagarinho
E me aquece, alegra, juntinho faz carinho

Se pudesse pagaria para não ver certas situações
Dores, sofrimentos, más sensações
Na impossibilidade, gerencio minhas emoções

Bom seria poder nos servir gratuitamente
De um bom prato que sirva corpo e mente
E desperte a paz de viver alegre e suavemente

Alda M S Santos

Da vida, dos outros, de mim…

DA VIDA, DOS OUTROS, DE MIM…

Que posso exigir ou cobrar por aqui
Da vida, dos outros, de mim, o que esperar?
Criar expectativas não é bom, é frustrante
Mas isso em nós não tem jeito, é constante

Dos outros, exigir, seja o que for, não é legal
O que se faz por cobrança não é natural
Perde a alegria, o prazer, o valor
Não vale a pena, fica sem sabor

Da vida nada adianta cobrar
Ela é como um eco, devolve o que lançar
De mim, sim, posso algo reivindicar

Mas aprendi nas grandes lições dadas
Na pele e na alma ficaram registradas
Só eu mesma posso me fazer bem aventurada

Alda M S Santos

Será que basta?

SERÁ QUE BASTA?

Será que bastam os sonhos, os desejos
Será que têm vida própria, seus lampejos
Ou o destino é algo feito, já pronto
E não há muito o que fazer para mudar esse conto?

Será que vale a pena investir no novo
Não se acomodar, tentar de novo, e de novo
E, se cair, levantar e, mesmo cambaleante
Saber que o bom mar não para, está sempre ondulante

Vem uma dolorosa lágrima, volta um sorriso satisfeito
Até mesmo nossos silêncios podem ser perfeitos
São o forno no qual cresce nossa alegria
Porque quase sempre vem carregado de sabedoria

Bom valorizar o outro, o que nos traz
Mas melhor mesmo é se saber capaz
De encontrar em si mesmo a resposta
Em nós a verdade está bem posta!

Percebo que posso ser para mim mesma o bastante
Mas prefiro contar com o outro, com Deus, é mais emocionante
E isso não precisa ser nada frustrante
Sigo me abastecendo de vida, de amor revigorante

Alda M S Santos

Reiniciar

REINICIAR

Quero encontrar um meio de me reiniciar
Quando tudo estiver travando, poder recomeçar
Não funcionou, deu pau, aperta um botão
Apaga tudo e faz nova inicialização

Será que um modo de reiniciar
Não seria encontrar um bom lugar
Conosco mesmo ficar quietinho
Até encontrar nosso próprio jeitinho?

Seria buscar no nosso HD interno
O que há de especial, cara de eterno
Que nos faz sensiveis, também fortes
E não nos deixa perder nosso norte?

Será que para nos reiniciar
Não precisamos de alguém para nos ajudar
Mostrar o que temos de mais valioso
Jogar fora o inútil e ficar só com o precioso?

Vamos reiniciar?

Alda M S Santos

Um dia nos veremos de novo

UM DIA NOS VEREMOS DE NOVO

Por aqui, sabemos, é só uma fase da vida
Ela continua noutro plano ou dimensão
Perdemos tanta gente, nossa alma fica sofrida
E dói não poder ver, tocar com a mão

Nascemos aqui, morremos, renascemos acolá
Por que não aprendemos a não sofrer do lado de cá?
A saudade nos consome, o peito aperta
E brota desejo de abraçar, deixarmos a porta aberta

A fé e crença nessa  continuidade
Na luz do alto, um ser maior, uma divindade
Nos faz acreditar na nossa  capacidade
De nos refazermos e aguardar nova oportunidade

Creio que verei vocês novamente
Amores meus, gente querida, guardada no coração e na mente
Só posso agradecer pelo tempo de convivência
E pedir a Ele muita paciência e resiliência

Ainda verei vocês de novo!

Alda M S Santos

Não vivo sem

NÃO VIVO SEM
Podem ser muitas as coisas sem as quais não vivemos
Não vivo sem meus filhos, partes essenciais de mim
Não vivo sem meus pais, refúgio certo
Não vivo sem o abraço e sorriso de meus amigos, colo e abrigo fundamentais
Não vivo sem a natureza por perto, ar que respiro
Não vivo sem trabalho, sem solidariedade, ocupações vitais
Não vivo sem Deus, alimento da alma
Não vivo sem amor, companhia necessária para todas as horas
São tantas as coisas essenciais
Aquelas que o dinheiro não compra!
Mas a principal de todas:
Não vivo sem mim mesma!
Preciso me encontrar, me admirar, me ajudar
Ser a alegria e força que nascem lá de dentro
Pois para viver e valorizar todo o resto
Preciso existir para mim…
Todos nós precisamos!
Alda M S Santos

É preciso!?

É PRECISO

É preciso Sol para poder aquecer
É preciso alegria para podermos florescer
É preciso a chuva para o interior irrigar
Mas é preciso cuidar para permitir germinar

É preciso a Lua para encantar
O rio pra levar para o mar
É preciso um sorriso para atrair
E um doce abraço para a vida conduzir

É preciso abrir os olhos do coração
A tudo um olhar de esperança e gratidão
É preciso brincar com simplicidade
Ser gente grande não precisa tanta seriedade

É preciso transformar sonho em realidade
Sem abrir mão do essencial, da verdade
É preciso ser broto de amor em qualquer idade
É preciso que viver seja a maior felicidade 

Alda M S Santos

Pés no chão

PÉS NO CHÃO

Que bom seria poder voar com os pés no chão
Tocar as estrelas com a palma da mão
Ter o poder de alcançar qualquer espaço
Ir até à Lua e em São Jorge dar um abraço

Com os pés no chão sonhar um sonho bom
Poder dançar, ser a melodia, a letra, o som
Quem sabe navegar em outros mares
A remo, à vela, em busca de novos patamares

Seria bom ter a segurança dos pés no chão
A firmeza e a certeza de não ir na contramão
Mas sabedora de que a vida foi bem aproveitada
Em caminhos iluminados, escapando de qualquer cilada

Quero ter os pés no chão e a cabeça na Lua
Um coração em paz, em harmonia com a alma nua
Sem inibição, um belo voo sonhado, saudável loucura
A certeza de ter vivido a emoção pura e segura…

Alda M S Santos 

No presente

NO PRESENTE

Busco no passado uma explicação
Algo que justifique o hoje, uma razão
Lá há dores e alegrias, derrotas e vitórias
Há belos registros, várias histórias

Lanço o olhar lá na frente, no futuro
Ainda que haja uma barreira, um muro
Ele é recheado de esperanças e expectativas
Tento ser mais racional, menos intempestiva

Olho para o hoje, o agora, o momento
Quero agir no que me traz contentamento
Preciso ser mais atenta, atitudes assertivas
O passado e o futuro são questões exaustivas

Quero usar o passado com sabedoria
As lições que trouxe, a boa energia
O futuro é uma incógnita, a ele peço licença
Vou agir no presente, fazer a diferença

Alda M S Santos

Lápis e borracha

LÁPIS E BORRACHA
Histórias escritas, desenhadas
Grafitadas, coloridas!
A cada dia um novo traço, um novo risco
Uma palavra mal escrita, um traçado mal feito
Ou até tudo bem feito, mas no livro errado
E lá surgem lágrimas a borrar toda a obra!
Borrachas tornam-se necessárias
Apagar o que deixou de ser parte da história,
Ou que não pode continuar sendo…
Borrachas deixam marcas, sombras
Mas tudo pode ser reaproveitado
Uma palavra mal dita pode ser inserida noutro contexto
Uma frase noutro capítulo
Um capítulo noutro momento
Uma pedra pode se transformar numa flor
Uma flor numa borboleta no roseiral
Uma lágrima numa gota a regar o novo jardim.
Que será sempre revisitado no fundo de nós.
Nesse livro da nossa vida
Podemos, precisamos ter muitos críticos,
Editores deverão ser ouvidos,
Mas somos nós que selecionamos as palavras, os riscos, os rabiscos
Que farão os capítulos dessa história
Somos nós que daremos cor ao que for importante
E deixaremos em escala de cinza o que precisa sair de cena,
Ou ficar nos bastidores desse espetáculo chamado vida.
Alda M S Santos

Coisas de Deus

COISAS DE DEUS

O Sol, a chuva, o arco-íris pós-tempestade
A Lua em fases a brincar na obscuridade
O rio que corre levando vida até o mar
Se perdendo e se achando nesse caminhar

Tudo isso são coisas de Deus…

Um amor que sofre, que pede, que se doa
Que evolui, se autoabastece, se aperfeiçoa
A vida que diz sim, não ou talvez
E nos deixa na fartura ou escassez

Também isso são coisas de Deus?

O sorriso confiante de uma criança
Um olhar idoso carregado de esperança
O fogo que alimenta o amor dos amantes
As expectativas não satisfeitas, frustrantes

Tudo isso…será que são coisas de Deus?

Deus está na criança que, feliz, confia
Está no adulto que da sua sombra desconfia
Está num viver que nem sempre contagia
Está naquele que segue a sua revelia

Tudo isso são coisas de Deus!

Mas o que fazemos com o que se apresenta
Se se atrai o bem, se o mal afugenta
É nossa responsabilidade, nossa verdade
Não dá para viver sem naturalidade

Alda M S Santos

Sustentável?

SUSTENTÁVEL

Quero poder aplicar à minha história
Os três eRRes da vida sustentável
Já pensou poder reciclar, reutilizar, reduzir
Fazendo um viver mais saudável?
Começaria reduzindo preocupações e ansiedades
Passaria a reciclar o que já parece descartável
Como as angústias das memórias, das saudades
Faria delas um pote de alegrias e boas lembranças
Para ser revisitado em minhas constantes andanças
E iria muitas vezes reutilizar, esse o R mais útil
Reutilizar o corpo, a mente, a alma, o que der
Reativar sorrisos, doçuras, prazeres, emoções
Particularmente as que aproximam corações
Sei que precisarei de outros eRRes muitas vezes
O R de recusar aquilo que não me convém
O R de rebater de volta o que não quero também
O R de reescrever o que já não é tão bonito
E, finalmente, o R de recomeçar
Quantas vezes for preciso nesse lugar
Tudo por uma vida emocional mais sustentável
Será que tudo isso pode ser viável?

Alda M S Santos

Qual o trato?

QUAL O TRATO?

Como cheguei até aqui?
Nesse lugar que não sei bem definir
Que ora me faz feliz, me faz sorrir
Ora é um grande equívoco, dói seguir

Que me trouxe até aqui, para quê?
De onde vim, qual foi o trato
Tudo parece ora bem concreto, noutras tão abstrato
Se desistir, há multa por quebra de contrato?

Será que existe um outro lugar, outro “aqui”?
Onde serei acolhida, bem-vinda
Ou serei avaliada, colocada na berlinda
Cumpridora, devedora, quando isso se finda?

Olho em volta para tudo isso aqui
Ora tem tanto por fazer ainda, qual a sentença
Será que sou daqui ou posso sair, pedir licença
Preciso saber para poder fazer a diferença…

Alda M S Santos

Sem definição

SEM DEFINIÇÃO

Há tanta coisa sem definição…só sensação
Gosto assim, sem precisar definir, só sentir
Sem precisar explanar, só o prazer de encantar 

Há tanta coisa sem definição…só sensação
Como o Sol que vai e vem, sem se esquecer de ninguém
Como a Lua que guarda segredos, dissipa os medos 

Há tanta coisa sem definição…só sensação
Como a cachoeira que lava toda zonzeira
Que acolhe e abraça toda a gente namoradeira 

Há tanta coisa sem definição…só sensação
Como a chuva que cai despretensiosa, fininha ou torrencial
Molha a terra, enche os rios, irriga nossa secura existencial 

Há tanta coisa sem definição…só sensação
Como o amor que faz morada num coração, sem permissão
Faz sorrir, faz chorar, faz viver uma vida com toda a emoção

Há tanta coisa sem definição…só sensação
Para que cobrar razão, ter tanta indagação
Se o que vale mais a pena nem tem explicação?

Alda M S Santos

Esconderijos

ESCONDERIJOS

Somos, a vida toda, eternas crianças
A brincar conosco de esconde-esconde
São vários esconderijos nessas andanças
E vamos tentando não cair desse bonde

Há nessa nossa viagem refúgios diversos
Para cada situação ou momento adverso
Ora escondemos numa atividade exterior
Ora bem lá dentro de nós, nosso interior

Às vezes estamos atrás de um sorriso feliz
Noutras num momento de lágrimas ou oração
Ou naqueles em que estendemos nossa mão

Esconder pode ser um momento de nos refazer
Poupar energias, encontrar a harmonia
Para seguir esse caminho em total sintonia

Alda M S Santos

Meu céu

MEU CÉU

Meu céu nem sempre está limpo, céu de brigadeiro
Digno de grandes voos no fim de semana inteiro
Por vezes fica escuro, tenso, carregado
Só se consegue ver que está bem pesado

Gosto da grandeza da imensidão celeste
Seja em norte, sul, leste ou oeste
Para todo lado há algo insondável
Que desperta o desejo, o inimaginável

Se escuro, deixar de voar será o ideal?
Aguardar que tenha condição especial?
Ou seguir assim mesmo, não temer o vendaval?

Meu céu pode mudar a qualquer hora
Olho, me recolho, espero, não demora
Logo meu voo será intenso por aí a fora …

Alda M S Santos

Sou capaz

SOU CAPAZ

Sou capaz de manter um sonho guardado
Nem sei por quando tempo, aguardando aliado
Sou capaz de amar sem medidas
Desejando colo, aconchego, guarida

Sou capaz de voar por aí, meio perdida
Na imaginação que flui, meio dividida
Sou capaz de chorar pela ingratidão
Também pela bondade de um coração

Sou capaz de encarar a vida de frente
Mesmo quando tudo parece dormente
Sou capaz de me recolher em meu cantinho
Aquele que me leva para um só caminho

Sou capaz até mesmo de desistir
Até encontrar nova razão para seguir
Sou capaz de lutar pra fazer valer por aqui
Minha existência, minha vida, meu porvir

Alda M S Santos

É preciso permitir-se!

É PRECISO PERMITIR-SE!
É preciso se permitir sorrir para o bem propagar, o bem atrair
Mas também é preciso se permitir chorar,
Para a tristeza extravasar, a alma lavar.
É preciso se permitir amar para a vida ser plena, o coração não ser pequeno,
Mas também é preciso se permitir não gostar, se afastar do que faz mal,
Para respeitar a si e ao outro.
É preciso ser permitir falar, dizer tudo que agrada ou incomoda,
Mas também é preciso se permitir calar, silenciar, segredar,
Para não magoar, não magoar-se!
É preciso se permitir ser o que é, viver a própria essência,
Mas também é preciso saber aceitar a essência dos outros.
É preciso se permitir viver,
Mas de um modo que não fira ou impossibilite a vida alheia.
É preciso permitir e permitir-se!
Alda M S Santos

De pouquinho em pouquinho

DE POUQUINHO EM POUQUINHO

Um passo de cada vez, sem atropelar
Dá para ir longe nessa viagem, nesse lugar
Fora ou dentro de órbita, só ou acompanhado
A vida gira, segue, sabe o que deixar de lado

O sorriso pode se esconder, o olhar ficar apagado
Mas de pouquinho em pouquinho dá para esquecer
O que deixa o coração triste e amargurado
E buscar nas reservas internas uma razão de ser

Bem devagarinho dá para ir cicatrizando
Com carinho e atenção, a alma vai acalmando
Não desistir de seguir, tampouco ficar chorando
Até a ferida ficar curada, não dá para ficar cutucando

De gota em gota dá para cuidar do broto
Hidratar, reanimar, cozer o que estiver roto
Quero mesmo é apagar o que está dolorido
E pintar sempre nessa tela um novo colorido

Alda M S Santos

Quem sou eu para questionar?

QUEM SOU EU PARA QUESTIONAR?

Tenho direito às minhas sombras!

Até o Sol se esconde no horizonte, tira um tempo para si
As rosas perdem suas pétalas que adubam o jardim
A Lua tem suas fases, sua luz e sua escuridão
O rio tem tempo de seca, quase desertificação

Tenho direto às minhas sombras!

Os ipês têm tempo de beleza, de florescer
Mas também têm períodos em que parecem morrer
O mar tem as marés, altas, baixas, as ressacas
Os trópicos também têm períodos de friaca

Também tenho direito às minhas sombras!

Até mesmo a fé tem momentos em que não move tantas montanhas
Ou os heróis tiram a capa, sem grandes façanhas
O amor tem momentos carentes, em que tem mais fome ou sede
E a vida pede uma pausa, um descanso na rede

Então, quem sou eu para questionar minhas sombras?

Alda M S Santos

Quero ouvir

QUERO OUVIR

Quero apurar meus ouvidos
Colocar ali toda sensibilidade
Ajustar no processo todos os envolvidos
E ouvir bem tudo que vier, com alteridade

Quero ouvir o que a voz cala
Mas a opacidade da lágrima grita
Ou o brilho do olhar nos fala
Aquilo que traz a alma contrita

Quero ouvir em sonhos o amor manifesto
Nas palavras, na expressão corporal
Quero captar o que vem por protesto
Escutar os ensinamentos de cada vendaval

Quero ouvir o som suave do vento
O que ele diz no nosso pensamento
Entender o que falam as águas da cachoeira
Ou o Sol que vai sumindo na ribanceira

Há muitos dizeres, audição, compreensão
Basta afinar os ouvidos com o coração
Se houver bondade, luz e emoção
Tudo que for “dito” terá boa interpretação

Quero dizer, quero ouvir…
Você me ouve?

Alda M S Santos
Tarde de Poesias. Tema: Quero ouvir

Sem saber o porquê

SEM SABER O PORQUÊ

Quando o peito aperta sem saber o porquê
Se tudo parece nublado sem razão de ser
A energia fica seca como areia no deserto
E nem se sabe se quer alguém por perto

Que se pode fazer?

Falta uma conexão importante, especial
Desejo de embrenhar no fundo do quintal
Em meio às folhas e galhos pós-vendaval
Ali parece ser acolhedor,  nada convencional

Que se pode fazer?

Um vazio que, paradoxalmente, é pesado
Uma angústia que nos deixa à parte, de lado
Questiona-se a razão de tudo isso aqui
E bate um desejo grande de partir

Que se pode fazer?

A vida vai sempre ensinando o caminho
Mostrando por onde seguir, mesmo sozinho
Abrindo trilhas em nossas matas fechadas
Se possível, levando boas almas aliadas

Assim, talvez, se encontre a razão de ser
E, finalmente, se saiba o que fazer…

Alda M S Santos

Eu te dei

EU TE DEI

Eu te dei…
A tela branca para pintar o seu sol
As árvores frondosas onde canta o rouxinol
As estrelas brilhantes para iluminar o seu céu
Uma linda paleta para satisfazer seu pincel

Eu te dei…
A chuva prata que irriga sua plantação
Que mata a sua sede e de sua criação
Que alimenta seus desejos de amor
Que te faz na vida um sonhador

Eu te dei…
A brisa para seu rosto refrescar
O rio para seu corpo banhar
A Lua para seu amor encantar
As rosas para sua vida perfumar

Só Eu te dei tanto…
Sem cobrar nada, tudo por encanto
Seu pouso, seu mais doce recanto
Alegria, gratidão, nada de pranto

Só Ele nos deu…

Alda M S Santos

Que você vê?

QUE VOCÊ VÊ?
Dá para ver tanta coisa aí
Que você vê?
Pássaros a plainar, peixes a nadar
Pessoas a mergulhar, se aventurar?
Que você vê?
Uma praia deserta, uma alma aberta
A pessoa certa, uma mulher desperta?
Que você vê?
Crianças a brincar, o sol a esquentar
Um casal a se olhar, se beijar, se apaixonar?
Que você vê?
Um horizonte, um entardecer
Uma briga, um romance, um momento de prazer
Ou a solidão de um ser?
Que você vê?
Dá para ver tanta coisa aí
Tanta cor, tanta luz, brilho, tanta escuridão e magia
Muita arte, beleza, imaginação, fotografia
Tudo irá depender do seu olhar
Da intensidade da sua poesia…
Que você vê?
Alda M S Santos

Quero acreditar

QUERO ACREDITAR

Quero acreditar que estou no mundo das possibilidades
Que ainda que algo se quebre, não dê certo
Sempre haverá novas realidades

Quero acreditar que estou num mundo direito
Que ainda que ele se vire do avesso
Sempre será possível fazer de novo, bem feito

Quero acreditar que estou no mundo dos sonhos
Que ainda que eles se tornem pesadelos
Nunca serão cansativos, enfadonhos

Quero acreditar que estou no mundo das amizades
Que mesmo que a gente chore ou sofra
Sempre teremos nelas a reciprocidade

Quero acreditar que estou no mundo da beleza
Que mesmo que tudo fique seco ou frio
Ainda acharei refrigérios na natureza

Quero acreditar que estou no mundo do amor
Que mesmo que ele esteja repleto de medos
Sempre será pra nós bem sedutor

Quero, preciso acreditar!

Alda M S Santos

Muita sede ao pote

MUITA SEDE AO POTE
Quem vai com muita sede ao pote
Com muita ânsia e gula em busca de saciedade
Acaba por derrubá-lo e morrer de sede
Se se demora demais perde-se o pote para outro sedento
Bom mesmo é ir devagar
Gole por gole, um pouquinho de cada vez
Antecipando o prazer da satisfação
Saciando aos poucos o desejo que se apresenta
Vale para todo tipo de sede
De água, de vinho, de amor ou de carinho
Física, profissional, financeira ou emocional
Se não se busca pelo pote d’água morre-se de sede
Se se quebra o pote perde-se o conteúdo
Morrendo de sede à beira do rio…
Tudo é uma questão do tamanho da sede
E da sabedoria na hora de satisfazê-la…
Tá com sede?
Alda M S Santos

Já me faltou…

JÁ ME FALTOU…

Já faltou a luz, o norte, a direção
Mas nunca faltou o caminho, a oração
Já faltou o ânimo, o desejo, a vontade
Mas nunca faltou a esperança de felicidade
Já faltou a força,  a energia, a coragem
Mas a fé sempre foi bela paragem
Já faltou a crença na humanidade 
Mas Deus sempre renovou em mim a bondade
Em alguns momentos sobraram medo e solidão
E me abasteci de  sonhos e renovação
Já faltou autoestima, o amor-próprio
Na literatura, na poesia encontrei meu ópio
Já não me senti querida, amada, desejada
Mas quem nunca pensou em abandonar essa parada?
Já tive a fé estremecida, a esperança perdida
Mas nunca faltou amor à vida
E em mim mesma busquei guarida
Já me faltou o ar, o gás, o chão
E os sonhos foram meu céu, a rima do meu coração
Que já te faltou?

Alda M S Santos

A passeio?

A PASSEIO?

Não viemos por aqui a passeio
Temos uma missão, tarefas, anseios
Não significa que não possamos nos divertir
Há muitas maneiras de no bem agir

Temos dons, viemos abastecidos
Todos têm finalidade, dão nosso colorido
O tempo deve ser bem aproveitado
Para seguirmos juntos, mais lado a lado

Podemos ser a luz num caminho
A coreografia que une num passinho
A poesia que acolhe com jeitinho
O abraço que expressa muito carinho

O que tenho, o que sou, meu sentir
Vale mais se posso por aí distribuir
Se a vida se acabasse hoje, nesse momento
Teria bom fechamento, sem ressentimento?

Alda M S Santos

Delicadeza e espinhos

DELICADEZA E ESPINHOS

Porque a rosa tem muitos espinhos
Ela nos espeta em seus caminhos
A vida pede cuidado, delicadeza
Um pouco mais de amor e sutileza

Os espinhos de cada rosa são proteção
Mas não tiram sua beleza, não
Evitam que sofra grandes avarias ou danos
Daqueles afoitos cheios de desejos mundanos

Quem ama uma rosa aceita sua condição
Ama até mesmo seus espinhos, sua (im)perfeição
Em cada uma delas uma delicada sensação

Rosas e pessoas são mesmo assim
Encantos, cores, delicadezas e espinhos sem fim
Cada uma atrai e encanta a seu modo o seu jardim

Alda M S Santos
Tarde de Poesias: Porque as rosas têm espinhos

A que vim

A QUE VIM

Nem sempre consigo identificar
A razão de por aqui estar
Não sei se faço bem em buscar
Um motivo, um objetivo para continuar

Tantas vezes já parece tão cheio o jardim
Já não me cabe, meio diferente assim
Abelhas, borboletas, beija-flores
Brincam entre os canteiros entre tantas cores

Ando para lá, voo para cá, dou o melhor de mim
Tento não ficar onde não estão a fim
Sigo buscando a que vim

Olho em volta, olho para dentro de mim
Busco força, um trampolim
Me descubro meu próprio jardim

Alda M S Santos

O uso do cachimbo

O USO DO CACHIMBO

O uso do cachimbo faz a boca torta
Para o bem ou para o mal, quem se importa?
Na visão do vício pelo tabaco, pelo fumo
Já é sabido que faz mal, não me acostumo

Numa visão mais ampla e genérica
Há muitas coisas tortas, homéricas
Cada um sabe o tanto que é nocivo
O mal uso que se faz do que parece atrativo

Tudo que é excessivo faz mal
Bom mesmo é saber dosar, ser racional
Ainda que seja algo muito emocional

Se for para entortar ou endireitar
Que seja por atos de amor e compaixão
Um vício cujo uso faça bem ao nosso irmão

Alda M S Santos

Onde você quer ficar?

ONDE VOCÊ QUER FICAR?

Na vida há cobertor que não aquece
Água que a sede não mata
Abraço que a dor não amortece
Amizade que nó não desata

Há estrelas que não amenizam a escuridão
Sol que não ilumina nosso caminhar
Saudades que nos tiram o chão
Rios que não chegam ao mar

Há males que não nos deixam arredar pé
Há compaixão para a alguém estender a mão
Também tem energia que nasce junto da fé
E sabedoria ao tocar com delicadeza um coração

Na vida há também luz que vem de dentro
Amor que nos põe no centro
Calor que brota e alastra da alma parceira
Beijo que aquece a vida inteira

Na vida há todo tipo de lugar
Só precisamos saber onde queremos ficar…

Alda M S Santos

Escrevi

ESCREVI

No frio céu de brigadeiro
Escrevi um poema inteiro
Emoções em rimas e versos
Entreguei para um bom violeiro

Nas estradas de terra vermelha
Escrevi um soneto, mera centelha
De uma vida banhada na cachoeira
Os sonhos de uma moça namoradeira

Num jardim mágico e encantado escrevi
As rosas delicadas e perfumadas que colhi
As mais lindas e beijadas pelo amado colibri

Nas areias finas da praia escrevi
Num coração, aquilo que eu sempre quis
Lancei aos deuses aquilo que me faria feliz

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: