ASAS
Em cada esquina, real ou digital,
o medo grita impropérios
O tempo se apropria
de mudanças assustadoras
E enquanto o corpo se despe,
sem perceber, da esperança
A alma tenta se vestir de luz,
se maquiar das cores da paz
E se manter firme diante do chão
que se abre
Criando asas para voar
onde não conseguir pisar ou caminhar
Alda M S Santos
QUERIA VOAR
Queria tanto voar…
Não a bordo de um avião
Ou dentro de máquina de aço qualquer
Queria bater minhas asas
Como águia, ou um gavião
Poder ir a qualquer canto
Onde não houvesse nenhum pranto
Queria tanto voar…
Lá do alto observar a tudo
Vista privilegiada desse mundão
Liberdade de ir e vir, sem prisão
E poder a quem precisar estender a mão
Queria tanto voar…
Mas sou um ser humano
A nós foram dadas outras habilidades
Podemos andar, pensar, falar, menos voar
Pensando bem, eu trocaria qualquer uma delas
Pela capacidade de subir, voar, plainar…
Queria tanto voar…
Já que isso não é possível
E confio no Senhor da Criação
Daqui fico curtindo e acenando
E voando apenas na imaginação…
Vamos voar?
Alda M S Santos
ESTIVE NAS NUVENS..
Aqui do alto, das nuvens, a milhares de pés
Lembrei de você que acordou sorrindo
Agradecendo a vida, o sol se abrindo
Lembrei de você que começa seu turno
Para fazer o dia a dia de tantos mais seguro
Lembrei de você que sofre, que chora
Que pede pela paz, por saúde, que implora
Lembrei de você que transporta toda a gente
Seja como for, por terra, mar, pelo vasto céu
Levando sonhos e planos num alegre carrossel
Lembrei de você que pede em oração
Por um mundo mais fraterno, mais irmão
Lembrei de você que está sempre comigo
Ao meu lado, é meu lar, meu melhor abrigo
Lembrei de você, que nas nuvens ou no chão
Nunca deixa de ser do bem, enorme coração
Lembrei de você que voa todo dia com alegria
Nas asas suaves da imaginação carrega magia
E leva a todo canto um pouco desse encanto
Estive nas nuvens…e lembrei de você!
Alda M S Santos
Mais no meu blog vidaintensavida.com
TEM CONTROLE DESSA AERONAVE?
Tantos botões, luzes e relógios nesse painel
Confuso manter o controle dessa coisa no ar
Mas basta atenção e treino, horas de voo
Aí fica quase automático o prazer de voar
Para uma boa experiência de navegação
É preciso ser acessível a comunicação
Sentir segurança é tão imprescindível
Se quiser voar alto, apesar do (im)possível
Seria tão bom termos essa certeza na vida
Saber qual botão apertar em cada lida
Colocar no automático quando cansados
Voar sem destino até ficar de novo motivados
Há momentos em que se deseja voltar para o hangar
Ou parar o relógio, ficar ali infinitamente no ar
Lá de cima observar a tudo e todos, a beleza do lugar
A vida é feita de voos e pouso, até a aeronave pifar
Alda M S Santos
PÉS NO CHÃO
Que bom seria poder voar com os pés no chão
Tocar as estrelas com a palma da mão
Ter o poder de alcançar qualquer espaço
Ir até à Lua e em São Jorge dar um abraço
Com os pés no chão sonhar um sonho bom
Poder dançar, ser a melodia, a letra, o som
Quem sabe navegar em outros mares
A remo, à vela, em busca de novos patamares
Seria bom ter a segurança dos pés no chão
A firmeza e a certeza de não ir na contramão
Mas sabedora de que a vida foi bem aproveitada
Em caminhos iluminados, escapando de qualquer cilada
Quero ter os pés no chão e a cabeça na Lua
Um coração em paz, em harmonia com a alma nua
Sem inibição, um belo voo sonhado, saudável loucura
A certeza de ter vivido a emoção pura e segura…
Alda M S Santos
MEU CÉU
Meu céu nem sempre está limpo, céu de brigadeiro
Digno de grandes voos no fim de semana inteiro
Por vezes fica escuro, tenso, carregado
Só se consegue ver que está bem pesado
Gosto da grandeza da imensidão celeste
Seja em norte, sul, leste ou oeste
Para todo lado há algo insondável
Que desperta o desejo, o inimaginável
Se escuro, deixar de voar será o ideal?
Aguardar que tenha condição especial?
Ou seguir assim mesmo, não temer o vendaval?
Meu céu pode mudar a qualquer hora
Olho, me recolho, espero, não demora
Logo meu voo será intenso por aí a fora …
Alda M S Santos
NA MINHA MÃO
Fome, confiança, treino ou sobrevivência
Basta aguardar, ter consigo a paciência
Não sei, mas é de uma lindeza sem igual
Na minha mão a gaivota pousa, sensacional
Um voo no alto, plana mais baixo, desfila
No céu azul passeia, olhar fixo, não cochila
Sonda o espaço, avalia a segurança
Até optar por alguém que inspire confiança
A natureza é assim, está aí para ser admirada
Todo cuidado é pouco para não ser tão explorada
Ela carece de proteção, necessita ser preservada
Terra, céu, ar, gaivotas, eu, o mar
É um momento suave para recordar
Se apaixonar, querer repetir, retornar
Alda M S Santos
QUERIA VOAR
Queria tanto voar…
Não a bordo de um avião
Ou dentro de máquina de aço qualquer
Queria bater minhas asas
Como águia, ou um gavião
Poder ir a qualquer canto
Onde não houvesse nenhum pranto
Queria tanto voar…
Lá do alto observar a tudo
Vista privilegiada desse mundão
Liberdade de ir e vir, sem prisão
E poder a quem precisar estender a mão
Queria tanto voar…
Mas sou um ser humano
A nós foram dadas outras habilidades
Podemos andar, pensar, falar, menos voar
Pensando bem, eu trocaria qualquer uma delas
Pela capacidade de subir, voar, plainar…
Queria tanto voar…
Já que isso não é possível
E confio no Senhor da Criação
Daqui fico curtindo e acenando
E voando apenas na imaginação…
Vamos voar?
Alda M S Santos
LEVEZA
Sonhei que estava a caminho do céu
Vestes brancas e leves a flutuar
Na cabeça uma tiara de rosas, um véu
Subia, girava, sorria, ia devagar
Vez ou outra parava no caminho
Sentava numa nuvem para baixo a olhar
Quem foi que deixei sozinho
Isso pesava, não me deixava viajar
Era tão bom poder plainar
Cada vez mais longe, mais alturas alcançar
Tal qual águia na imensidão a voar
Tudo ficava leve, pétalas de rosas a carregar
Mas algo não estava bem
Ainda não posso ir, preciso retornar
Aqui tinha ficado alguém
Mas já conhecia o caminho do céu a atravessar
Me despedi de mim mesma
Minha leveza, minha destreza
Quem sabe não chegaria o dia
Que iria com certeza pra lá
Enquanto não é possível
Quero de novo sonhar
E nas asas de uma borboleta
As alturas de novo chegar…
Alda M S Santos
QUERIA VOAR
Queria tanto voar…
Não a bordo de um avião
Ou dentro de máquina de aço qualquer
Queria bater minhas asas
Como águia, ou um gavião
Poder ir a qualquer canto
Onde não houvesse nenhum pranto
Queria tanto voar…
Lá do alto observar a tudo
Vista privilegiada desse mundão
Liberdade de ir e vir, sem prisão
E poder a quem precisar estender a mão
Queria tanto voar…
Mas sou um ser humano
A nós foram dadas outras habilidades
Podemos andar, pensar, falar, menos voar
Pensando bem, eu trocaria qualquer uma delas
Pela capacidade de subir, voar, plainar…
Queria tanto voar…
Já que isso não é possível
E confio no Senhor da Criação
Daqui fico curtindo e acenando
E voando apenas na imaginação…
Vamos voar?
Alda M S Santos
NOSSO NINHO
Alguns pássaros crescem, desenvolvem suas asas
E ainda um pouco imaturos e desajeitados
Na ânsia de voar com suas asas enormes
Ou buscar por espaços desconhecidos, convidativos
Na emoção do primeiro ou de novo voo solo
Ferem, machucam, maltratam
Quebram as asas daqueles que ficam no ninho
Desconhecem que nos primeiros voos tudo pode acontecer
Assim como em todo voo iremos aprender
Muitas vezes precisamos voltar para o aconchego do ninho
E ao calor daquelas asas já velhas
Que por muito tempo nos ampararam
Voemos, voemos alto
Mas tomemos cuidado para não destruir nosso ninho
E os que nele ficarem
Independente de quem seja nosso ninho
Pais, amigos, amores
Todos nós precisamos alcançar o céu
Mas é no ninho em que nos criamos
No qual recebemos tanto conhecimento
(Re)aprendemos a confiança e amor
Que restauramos nossas forças
Nunca desvalorizemos quem nos ensinou a andar
Quem nos (re)ensinou a amar
Quem nos (re)ensinou a voar …
Alda M S Santos
SOMBRAS
As sombras são meio assustadoras
Por vezes, falta-nos coragem para encará-las
O medo toma conta, ficamos inertes
Ou fugimos apavorados
Outras vezes percebemos
Que ser forte e resistente
Não se resume à força física
Ser forte pode ser tantas vezes
Acalmar, buscar energia dentro da gente
Encarar a própria sombra escura que se agiganta
Acender ali uma luz que brota de nosso interior
Iluminar tudo e seguir…
Isso é força, é fé!
Quando o chão nos falta
É preciso aprender a voar
Buscar o céu para encontrar a paz!
Alda M S Santos
PILOTANDO UM BOEING 787
Viver é comandar um Boeing 787, sem brevê
E aprender a fazê-lo, na prática
Sem aulas ou lições prévias
Manter-se no ar, em movimento, enfrentar intempéries mil
Ser submisso ao comando da “torre”
Pilotando na base da reflexão, por intuição
Baseando-se em aprendizados obtidos na tentativa e erro
Algumas vezes até dá pra deixar no piloto automático
Descansar, relaxar, confiar no trabalho da tripulação
Ou contar, ocasionalmente, com ajuda de um co-piloto
Mas viver é ir aprendendo a pilotar um 787 com coragem
Ser capitã da prática diária
É enfrentar inimigos externos e internos
Aprender a negociar, apaziguar, evitar danos na aeronave
É saber que carrega ali muitas vidas dependentes de sua habilidade
Que basta um erro para que todos sejam atingidos
Uma falha mais grave poderá ser fatal
E levar consigo para o chão toda a tripulação e passageiros
Não escolhemos quando começamos a voar
Tampouco saberemos o momento de parar
Mas, de todo modo, não deixa de ser um voo prazeroso e emocionante…
Alda M S Santos
DECOLAR
Viagem…
Malas arrumadas, cheias
De utensílios, de acessórios
De sonhos, esperanças
Expectativas de descanso, diversão
As malas levam as necessidades do corpo
O coração leva as necessidades da alma
Vai nua, quer novo figurino
Veste um sorriso no rosto
Um abraço de agasalho
Descalça, deseja sentir melhor onde pisa
Por onde caminha, o destino almejado
Quer se abastecer do novo
Revigorar o que já está meio gasto pela vida
Fortalecer o que estiver frágil
Potencializar o que está apto a crescer
Trazer para dentro de si o infinito
A aeronave decola sabedora de seu destino
Ela decola junto, confiante
Fecha os olhos e sonha…
Alda M S Santos
SEM FRONTEIRAS
Voam na imensidão do azul do céu
Não têm limites, não têm fronteiras
Sozinhas, em pares ou em grandes grupos
No céu dançam um lindo ballet
Em silêncio ou cantando, se comunicando
Simplesmente, voam…
Sem destino? Não sei!
Parecem livres, despretensiosas
Pousam numa árvore frondosa
Fazem muito barulho
Será uma reunião de revisão de rota?
Algum perigo? Temem algo?
Ou será apenas uma pausa para descanso?
Param todas na beira de um lago
Molham-se, hidratam-se, banham-se
E seguem seu caminho no espaço…
Haverá algo que possa interromper seu curso, seu voo?
Vão e voltam, fazem estações
Sem fronteiras….
Daqui de baixo a tudo observo, invejo tal liberdade de ser, de pouco precisar
Voo com elas… vou longe… e volto…
Pés no chão, coração no espaço…
Alda M S Santos
EFEITO BORBOLETA?
Entra voando janela adentro do meu quarto
É noite, tudo escuro lá fora
Talvez atraída pela luz, voa em círculos sobre a cama
E para na parede à minha frente
Fico encantada com o voo, as cores, a leveza, a liberdade
Eu me aproximo devagar, confiante, ela me permite tocá-la
Que veio fazer aqui, borboleta?
Não tem medo de aqui ficar presa ou perdida?
Veio buscar o quê, aventureira?
Ou será que veio me ensinar a leveza, a coragem de voar?
Suas cores e “digitais” parecem falar comigo
Dá mais uns voos rasantes pelo quarto e sai majestosa para a noite de luar…
Efeito borboleta? Que poder tem o bater de suas asas?
Leveza, liberdade, a fragilidade e fugacidade do viver …
Alda M S Santos
SEM PLANO DE VOO
Na escuridão da noite que chega lentamente
Ela se despede temporariamente do sol
Tenta encontrar novas luzes brilhantes
Reacender outras já meio apagadas
Um vagalume que aparece meio receoso, certo de seu caminho
Mesmo sem plano de voo
Vênus que se apresenta radiante ao longe no céu
A Lua, orgulhosa e bela, que inspira os amantes
Mas também, solidária, acolhe os solitários
Quase pode ouvir o som de cada estrela que brilha no firmamento
Concentra-se nos sons diferentes do anoitecer
Esfria, abraça a si mesma se aquecendo
Fecha os olhos e, como os cegos, vê com o olfato, com a audição
Enxerga as doces lembranças guardadas na escuridão dentro de si, revive
Como vagalume, está acostumada a acender-se e enxergar a vida no escuro
Inspira fundo, expira, respira, suspira
Tenta não pirar…
Segue…não há necessidade de plano de voo
O destino é um só, o caminho a gente cria
Sabe que a luz é mais valiosa onde antes foi escuridão…
Alda M S Santos
GAIOLAS PARA QUÊ?
Não precisamos prender
Joguemos fora nossas gaiolas
Se quisermos manter perto de nós
Conquistemos a confiança, cuidemos, alimentemos
Para atrair e manter perto quem amamos
Não cortemos as asas, não silenciemos o canto
Mostremos admiração, respeito, amor, cuidado
E sempre estarão ao alcance de nossas mãos, de nossos corações
Em plena sintonia…
Alda M S Santos
NINHOS VAZIOS?
Um ninho vazio, aparentemente um emaranhado, muito bem tecido
Fios, fiapos, pequenas linhas e folhas, galhos, tudo bem escolhido
Montado com o máximo capricho e cuidado
Amor e proteção em cada mínimo detalhe
Para realizar desejos, receber bênçãos, dar vida ao que foi sonhado
Há pouco eram só penugem, fome, pios, bicos abertos
Carinho ao alcance das mãos, ou melhor, dos bicos famintos
E logo se transformaram em penas, força, canto, asas, voo
Inseguro, a princípio, raso, baixo, assustado
Seguido de força, coragem, beleza e encanto
Proporcionando muito orgulho àqueles que no ninho ficaram
E, paradoxalmente, uma alegria salpicada de tristeza, de saudade
O amor tem o dom de alimentar quem trata de alimentar o outro
E o alimento parece faltar a quem não tem mais os alimentandos
Aquele ninho não é mais útil, não os cabe mais
Não para a mesma finalidade, ficou apertado para o tamanho de suas asas
O alimento dali já não é nutritivo o bastante
Mas quem aprendeu a se alimentar nesse bico
Quem cultivou o amor no pulsar desse coração
Quem ali desenvolveu os músculos das asas e alçou o primeiro voo
Não se esquece…
E se lembrará quando novo ninho for tecer
Com o mesmo amor e cuidado
Vida e amor se renovam
E mantêm os ninhos sempre cheios…
Alda M S Santos
AMADURECER
Envelhecer é sentir que o tempo que resta é pouco
Para o tamanho dos sonhos que se quer realizar.
Amadurecer é sonhar todos os sonhos possíveis,
E notar que o tempo se faz ao realizar cada um deles…
Alda M S Santos
NO CORREDOR
Na janela, no centro, no corredor,
Assim nos acomodamos para curtir o voo.
Cada qual curte essa viagem de um modo.
Dependendo do que “recebe” do ambiente
Do que busca, da sua disposição em mudar de lugar,
Do que consegue captar do local que ocupa.
Uns querem “conquistar” tudo, curtir tudo, preferem a janela.
Outros estão sempre prontos para “sair” de qualquer situação, preferem o corredor.
Quem ocupa o meio, oscila,
Espicha os olhos para a janela, olha para o corredor, indeciso,
Mas curte o que consegue de onde está.
Vale lembrar que o destino de todos é o mesmo.
Independente de nossa posição nesse voo,
É preciso aproveitar a viagem
Antes do destino final.
Alda M S Santos
POUSO
Pista de pouso e decolagem
É área de trânsito intenso,
Ora para um lado, ora para o outro.
Observe se os ventos são favoráveis,
E pouse ou decole com segurança!
Tão importante quanto saber pousar
É também saber a hora de decolar!
Parado no mesmo lugar é arriscado
E não leva a lugar algum.
Alda M S Santos
NOSTALGIA DO VOO
Qual o objetivo de se aprender a voar?
Obviamente, ser capaz de realizar o voo sem ajuda.
Voo solo. Sem supervisão ou orientações, independente.
Todos que se dispõem a ensinar algo sofrem da nostalgia do mestre.
É a nostalgia do voo solo.
Aqueles que de alguma forma se dedicam a ensinar
A orientar, estimular, curar, possibilitar o crescimento
Apagando mágoas, traumas e inseguranças
Querem que seus pupilos cresçam e apareçam
É o caso dos professores, dos médicos, dos psicólogos
De modo mais pessoal, dos pais, das mães,
Dos amantes, dos amigos…
Veem dia-a-dia a evolução de seus aprendizes
O passo a passo do aprendizado, as lutas
As quedas, a impotência, os avanços, as vitórias
E chega o dia deles voarem sozinhos, longe dos “mestres”.
Mostrar que a lição foi válida, a que vieram,
Para que tanto se dedicaram e se esforçaram.
Alegres, seguem seus caminhos, voam alto.
Aos mestres, cabe o sentimento de orgulho e de dever cumprido
Mesclados à imensa saudade e sensação de perda.
Os alunos superaram os mestres e se foram.
Os mestres devem se recolher e ficar em segundo plano,
Muitas vezes até sair de cena. Deixá-los voar.
Como as aves, as borboletas e os beija-flores.
Seres feitos para voar não podem ser mantidos presos.
Se as lições foram mesmo aprendidas
Saberão que é bom ter pouso entre voos,
E um dia retornarão para um abraço.
Os alunos, os pacientes, os filhos, os amantes, os amigos…
Alda M S Santos