POETAS

Todo poeta é adepto de um pouco de solidão

Pois é desses momentos que brota a inspiração

Mergulhamos em densa ou suave conversação

Vamos para um cantinho de nós mesmos em reflexão

Somos nós, poetas, uma espécie ruminante da criação

Tudo ingerido, ruminamos, fazemos a “digestão”

Num canto, acompanhados pela nossa imaginação

Usamos o amor que trazemos em nosso coração

Criamos prosas, versos, nossa mais íntima exibição

Daquilo que em nós extravasa, e é muita emoção

Não dá para guardar, não fazemos estoque, não

Se você viu um poeta em momento introspecção

Talvez ele te ignore ou não te dê muita atenção

Mais saiba, não é descaso, é a arte da criação

Alda M S Santos