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Quarentena

QUARENTENA

Vou colocar um coração em quarentena
Isolado, afastado, separado para não (se) contaminar
Logo, logo ele se livra da pena
E poderá voltar a vibrar, a amar

Vou colocar um corpo em quarentena
Para acalmar músculos e nervos
A fadiga evitar, a inércia apagar
Em busca de uma vida mais amena 

Vou colocar uma mente em quarentena
Descansar, renovar,  reciclar, reavaliar
Evitar curtos-circuitos cerebrais
E voltar reenergizada, querendo mais

Vou colocar uma alma em quarentena
Apenas para ela acompanhar nessa missão 
Um todo de corpo, mente, coração  
E não deixá -los separados, sempre aliados

Vou colocar-me em quarentena
Para uma vida mais doce e  plena…

Alda M S Santos

Ele não enviou

ELE NÃO ENVIOU

Que Ele quer nos dizer
Quando nos faz recolher
Pelo futuro da humanidade temer
Sem muito poder fazer?

Que Ele quer nos ensinar
Ao nos levar a pensar
Para o lar retomar
E o mundo avaliar?

Ele quer nos levar à introspecção
Fazer -nos ter mais compaixão
Saber- nos mais fortes quando mais irmãos

Esse vírus Ele não nos enviou
Construção nossa, pura ambição
A cura virá do amor e da união

Alda M S Santos

Mais irmão

MAIS IRMÃO
A bagunça que precede toda arrumação
A tempestade antes de cada arco-íris
O inverno que guarda toda primavera
A escuridão antes de toda linda aurora
A ignorância vencida pela sabedoria
O ódio amortecido pela compaixão
A indiferença subjugada pelo amor
As lágrimas enxugadas pelo colo acolhedor
A luz que chega para iluminar um novo caminho
De união, igualdade, paz e comunhão
Um novo lugar para sermos mais irmãos
É o que esperamos, acreditamos, desejamos
E Nele confiamos…
Alda M S Santos

Salve-se quem puder

SALVE-SE QUEM PUDER
Tempos difíceis vivemos
A vida como a conhecemos pede socorro
Preta, branca, amarela ou vermelha
Salve-se quem puder
Somos capazes de ouvir?
A humanidade corre risco
Nem isso é capaz de nos unir?
Salve-se quem puder
Não há como se esconder ou fugir
Dinheiro, bens, títulos, posses diversas nada valem
O único modo de nos salvarmos
O único transporte possível para nos tirar daqui
É o que carregamos dentro de nós
A medida exata entre razão, amor, compaixão
A capacidade de nos vermos como espécie
Como um todo que faz parte de algo maior
Salve-se quem puder não é lema individual
Só nos salvaremos se agirmos coletivamente
Não há como se salvar deixando o outro para trás
Na perspectiva da continuidade da vida
Ou nos salvamos todos, ou nos perdemos como raça, como espécie…
Salvemo-nos todos se pudermos!
Alda M S Santos

Depois do caos

DEPOIS DO CAOS
Logo estaremos juntos novamente
Mas não seremos todos nós
Alguns terão ficado para trás
Muitos terão sido levados pelo vírus
Ainda que a gente não os conheça
Serão pessoas que deixarão vazios em nós
E quem ficar também não será mais o mesmo
Muitos ainda amedrontados, chateados, em luto
Outros mais fortalecidos e agradecidos
Logo tudo irá se encaixar novamente
Mas precisaremos nos recuperar
Física, econômica, moral, social e emocionalmente
E enquanto nos recuperamos
Vamos construindo algo melhor
Sabendo bem onde pisamos
Escolhendo bem o que vale a pena priorizar
Voltando a amar…
Só assim essa pandemia terá feito sentido
Se puder sacudir para refazer mais forte
Uma Terra mais unida, amorosa
Que vibre em perfeita sintonia no cosmos
Que valorize todo tipo de vida
Que ame incondicionalmente, sem medida
Alda M S Santos

Só um vírus

SÓ UM VÍRUS

Foi só mais um vírus
Mas foi tão poderoso
Capaz de sacudir a Terra
E acordar todo esse povo

Fez todos ficarem em casa
Uns se rebelaram, brigaram
Outros como anjos abriram as asas
E a muitos acolheram, ajudaram

Foi só mais um vírus, letal
Mas a cada vida perdida
Uma lição era aprendida

Um vírus que veio contrariar
Por as coisas no devido lugar
E ensinar-nos o que valorizar

Alda M S Santos

Não estamos sozinhos

NÃO ESTAMOS SOZINHOS
Nesse tão esburacado caminho
É preciso nele buscar a sombra
As flores, os frutos, um riozinho
JESUS disse que não estaríamos sozinhos
Confio e sigo…
Essa pandemia há de passar
E muito aprendizado irá nos deixar
Que a fé e amor sejam nosso guia…
Alda M S Santos

Quero acreditar

QUERO ACREDITAR

Quero acreditar que tudo vai passar
Que logo vou poder sair, trabalhar
Brincar, passear, abraçar, amar
Ter a “vida” de novo para me ocupar

Mas não quero que volte a ser como antes
Quero que esse medo de tudo perder
Tenha mudado algo dentro de cada ser
Que tenham acordado para o que vale a pena viver

Que aproveitemos a reclusão e introspeção
Para autoanálise, autocrítica e autoavaliação
Que tudo sirva de aprendizado e lição

Que tenhamos sentido a nossa fragilidade
Também a força que brota na necessidade
E a importância da compaixão e solidariedade

Alda M S Santos

Ausência

AUSÊNCIA
Quando a falta evidencia a fartura
O risco iminente da perda
Nos faz olhar com candura
Para o que sequer notávamos
E portanto ainda almejávamos
Seguimos buscando a fé
Lutando com coragem e bravura
Avaliando nossos bens
A saúde que está em xeque
A liberdade de ir e vir cerceada
A doçura de um toque proibida, vigiada
A família que volta a ser nossa morada
A vida que não queremos abandonada
Quando a falta evidencia a fartura
Do que era antes e depois dessa tortura
Do que pode ser durante essa guerra sanitária
Contra um vírus, um maldito pária
É preciso amor, fé e doçura
Temos muito a perder, e isso não é pouco…
Alda M S Santos

Posso te tocar?

POSSO TE TOCAR?
Não posso tocar sua mão
Mas posso juntar as minhas, em oração
Não posso te dar aquele abraço
Mas no pensamento aperto nosso laço
Não posso sua face beijar
Mas de longe posso te imaginar
Não posso ir te visitar pra conversar
Mas posso fazer poema pra te tocar
Não podemos muitas coisas fazer
O amor exige esse cuidado para sobreviver
Mas daqui vai aumentando a saudade
Pra quando tudo isso passar
Podermos num longo abraço nos perder
E, finalmente, agradecer…
Alda M S Santos

O que é importante

O QUE É IMPORTANTE

Ela disse que tudo vai passar
Não sem antes muito nos ensinar
Que há um propósito em tudo
Ainda que o mundo pareça mais carrancudo

A fadinha com sua capacidade de voar
Com o corações das pessoas conversar
Ir a todos os cantos com seu encanto
Aos pouquinhos acalmando a dor e o pranto

Há um grande propósito de reaproximação
Mesmo que pareça afastar e desunir
O que se objetiva é perdão e união

A fadinha quer mostrar o valor da simplicidade
Da atenção, do carinho, dos abraços
Volte-se para o que é importante, aperte os laços

Alda M S Santos

COVID-19: ATENÇÃO (IN)DEVIDA

COVID-19: ATENÇÃO (IN)DEVIDA?

Há os desesperados, apavorados
Não sossegam, são desconfiados
Disseminam o pânico, são atordoados
Tornam todos a sua volta amedrontados

Há os que nada levam a sério, descrentes
Acham que tudo é exagero, imprudentes
Invenção de toda a gente, mente doente
Colocam-nos em risco iminente

Há os tranquilos, cuidadosos
Sem alarde, firmes, com fé
Informam-se, são atenciosos
Há sabedoria, são conscienciosos

Em toda situacao catastrófica, difícil
Há muitos de todos esses
O coronavírus é pandêmico, complicado
Consciente, imprudente ou apavorado
Qual fila você vai engrossar, qual seu lado?

Alda M S Santos

Pandemia de amor

PANDEMIA DE AMOR

Precisamos de uma pandemia de amor
Com vários epicentros no mundo
Que atinja a todos rapidamente
Onde raça, idade ou sexo seja indiferente

Precisamos de uma pandemia de amor
Cujo contágio se dê em várias vias
Neutralizando qualquer cuidado ou proteção
Sintomas atraentes, afastando a solidão

Precisamos de um vírus mutante
Que não se intimide perante covardia
E que enfrente resistência constante

Precisamos do virus pandêmico do amor
Que não seja abatido por corações vacinados
E que, forte, seja em altos brados proclamado

Alda M S Santos

À ESPREITA

À ESPREITA

“Vírus da conjuntivite atinge níveis epidêmicos.”

Outra hora é o da febre amarela, da influenza…

Parece que estão sempre por aí, à espreita.

Aguardando apenas uma fragilidade ou baixa imunidade para atacar e tomar nosso corpo.

Vírus não “sabem” ser diferentes, são parasitas, precisam de um organismo vivo para se reproduzirem.

Mas não atingem qualquer indivíduo, escolhem os mais frágeis, aqueles que não foram imunizados.

A boa notícia é que o mesmo vírus não ataca a mesma pessoa mais de uma vez, elas criam anticorpos.

A notícia que merece alerta é que eles são mutantes, como o Influenza, por isso gripamos tanto.

Como todo “ladrão”, entram por nossas portas deixadas abertas ou janelas mal trancadas, a qualquer hora do dia ou da noite.

Escolhem nosso calcanhar de Aquiles, sem alarde, ficam encubados ganhando força.

Descobrem nossas falhas, carências e necessidades e, como bons vendedores, nos atendem.

Apresentam-se em nossas TVs, invadem computadores de nossos filhos, usam colarinhos brancos, fazem promessas vãs, são nossos “amigos” da atualidade.

Como os vírus, usam nova roupagem, “enganam” nosso organismo, nossa mente, nossa boa fé, abalam nossa confiança.

Levam, além de bens materiais, o que temos de mais precioso: a saúde, o sossego, a confiança, a paz…

Como os vírus, quando conseguem seu objetivo, buscam novas vítimas!

Cabe-nos estar alertas e nos fortalecer

Proteger nossas “casas” e tudo que temos de mais valioso…

Alda M S Santos

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