Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

setembro amarelo

É preciso falar

É PRECISO FALAR

Precisamos muito falar, nos comunicar
Aquela angústia ali escondida no olhar
Que nem sempre consegue-se decifrar
Camuflada num sorriso que tenta disfarçar

Não dá para ficar alimentando tristeza
Isso seria fugir de nossa natureza
Que é rica, tem grande potencial e beleza
Quando fortaleza ou mesmo na incerteza

Somos seres interdependentes e interativos
Não dá para viver preso, das emoções cativos
Somos responsáveis, o mal não pode ser cumulativo

É preciso falar, conversar, desabafar
Mas é preciso, sobretudo, saber escutar
Quem fala e quem ouve só tem a ganhar

Alda M S Santos

SetembroAmarelo

Seja empatia

SEJA EMPATIA

Dor que se apresenta, se agiganta
Aperta o peito, fecha a garganta
Os olhos minam, a voz não sai
Não há um propósito, só um ai

Viver parece difícil, um descaminho
Passa a ver o fim como caminho
Não se vê importante, tudo dói
Ou é a indiferença que corrói?

E a pergunta persiste: para quê viver?
Mas nao quer morrer, quer entender
Buscar meios de fazer a dor desaparecer
Reencontrar por aqui a sensação de pertencer

Tanta dor, solidão e incompreensão
Falta afeto, carinho, audição
Ter alguém presente, mais que corpo
Que seja empatia, não olhe torto

A palavra, o olhar, o acolher são a cura
Do desejo de morte, fonte de amargura
Olhe seu entorno, para frente, para trás
Ofereça atenção, carinho, leve a paz
Quase sempre basta, é eficaz
Pois a vida é um bem que não se desfaz

SetembroAmarelo

Alda M S Santos

Terminou, mas não acabou…

TERMINOU, MAS NÃO ACABOU…
Aquela vida que se jogou do alto de uma passarela no asfalto lá embaixo
Deixa a sensação aos que ficam de que há algo inacabado
Terminou, mas não acabou…
Não era a hora, foi interrompida por força das circunstâncias que desconhecemos
Aquele relacionamento feliz, mas que andava pisando em ovos, lutando contra medos, culpas, fragilidades e inseguranças
Terminou, mas não acabou…
Não acaba quando o amor permanece, a saudade ainda machuca, a ausência fere e dói
Quando não é dado um fim pacífico dentro de si
Aquele ser que se levanta todos os dias, sem brilho, sem alegria, sem norte
Que não encontra razões para estar vivo, cujos olhos opacos não dizem nada além de “cansado de viver”
Ainda não terminou, mas está se acabando…
Exceto o que deu fim a si mesmo lançando-se pelas dores e amarguras ao asfalto
E que continua apenas na mente dos que ficaram e nada puderam fazer,
Os demais não se acabaram, ainda que pareçam finalizados
Não estão mortos, a vida existe lá dentro
Camuflada em meio à penumbra da solidão
E precisa de luz para ser de novo despertada,
Esse suicídio lento pode e deve ser interrompido
Deixar correr as águas desse rio para a imensidão do mar
Retirar as amarras, as cordas do pescoço, desfazer os nós
Criar laços de amor e vida…
#setembroamarelo
Alda M S Santos

Vontade de sumir

VONTADE DE SUMIR
Quem nunca teve essa vontade, em alguma fase da vida, que atire a primeira acusação.
Não importa a causa, a razão ou a ausência de motivação…
Nem se para o outro não é motivo bastante. O que devemos considerar é que quando temos esse pensamento estamos sofrendo.
Estamos lidando com algo que, ao menos no momento, julgamos que seja superior às nossas forças.
Várias podem ser as causas: um prejuízo financeiro, perda de emprego, de um amor, de uma amizade, uma doença…
Somos únicos e lidamos de modo único com nossos problemas.
Pode ser que tenhamos acumulado coisas demais e a gota d’água tenha sido uma briga com o companheiro.
Desse modo, pode parecer que o desejo de sumir seja sem propósito e repentino, mas só quem o vive sabe o peso que tem.
Há, obviamente, os casos graves de depressão, em que esse desejo de fugir surge com mais frequência.
Esses casos, além da ajuda de familiares e amigos, torna-se necessário também o tratamento terapêutico e espiritual.
Mas quando ocorre entre os ditos “normais”, apenas alguns cuidados devem ser tomados.
Precisamos respeitar esse grito de nossa alma. A vontade de sumir é um pedido de socorro, um grito de pare, me dê um tempo.
Muitas vezes, tudo que precisamos é fugir para dentro de nós mesmos.
Pode haver coisas demais em conflito lá dentro, precisando sair, se organizar…
Fazermos uma faxina emocional. Descartar coisas, guardar outras com carinho, tirar algumas de evidência.
Talvez precisemos de ajuda externa, mas muitas vezes precisamos só de nós mesmos.
Chorar, gritar, ouvir música bem alto, orar, isolar-se, dirigir sem rumo, até mesmo viajar por uns tempos.
Respeitar nosso tempo. Até nos encontrarmos conosco mesmos.
A vontade de sumir é a vontade de nos reencontrarmos.
No fundo, sabemos que nosso lugar é onde estão aqueles que amamos e que nos amam.
Muitas vezes, ao ouvir isso de alguém, nossa tendência é “segurar” os que desejam ir.
Não adianta. Eles precisam de tempo para se encontrar. Devemos apenas estar por perto para ampará-los, abraçá-los, amá-los, quando voltarem.
Certo é que onde quer que a gente vá, levaremos conosco nossa mente, nosso coração, nossa alma…e tudo e todos que lá estiverem.
Que a gente vá, se encontre e volte ainda mais forte!

SetembroAmarelo

Alda M S Santos

Quando nada tem graça

QUANDO NADA TEM GRAÇA
O setembro é amarelo, amarelo-alerta
Alerta para um mundo cinzento e frio
Onde falta fome para poder se alimentar
Ânimo para se levantar, coragem para reagir
Não há desejo ou prazer para a vida colorir
Não há passado, não há futuro
Somente um presente pesado, frio, solitário e duro
Do qual o único desejo é fugir
Escapar desse mundo tão sofrido, sumir
Não falta Deus, não falta fé
Não falta o que fazer, falta tesão de viver
Sobra dor… e a fuga torna-se atraente, uma possibilidade
Para dentro do quarto, para dentro de si mesmo
Cada vez mais fundo mergulhar, total imersão
Encolhido e sufocado na própria depressão
Até a dor atingir o limite máximo, a exaustão
Aquele em que o instinto de sobrevivência falha
Nesse ponto nem sempre há como pedir ajuda, a dor estraçalha
O autoextermínio parece ser o fim do que machuca
É preciso que o mundo do entorno perceba
E resgate essas pessoas dessa morada escura
Que leve a um tratamento, busque a cura
Que possa devolver o prazer, a luz, o desejo de viver…
Já reparou nas pessoas que choram, se isolam, ou até sorriem a sua volta?
Podemos salvar uma vida em cinza, devolver a cor!
Podemos ser da vida o amor!
Viver deve ter graça, ser algo especial
Setembro Amarelo, porque querer morrer não é natural!
Alda M S Santos
#setembroamarelo

Precisamos falar de dor

PRECISAMOS FALAR DE DOR

setembroamarelo

Eles podem estar chorando
Mas também podem estar aí sorrindo, tentando
Podem estar dentro do quarto, alheios
Mas podem estar dentro de si mesmos, aí no seu meio
Podem estar gritando em silêncio sua dor
E nós não termos jeito para lidar com amor
Podem estar flertando com a morte
Não vendo na vida nenhum pouco de sorte
Não é fraqueza, não é frescura,
É patologia, é doença, precisa tratamento
É dor que tem no amor e atenção parte da cura
É não sentir da vida a beleza, a candura
É querer sumir para um universo paralelo
Onde não sinta mais tanto medo, tanto flagelo
A morte é natural, faz parte da vida
Mas desejá-la não é normal
O setembro amarelo é para sensibilização
Podemos salvar um irmão
Vamos buscar informação?


cvv.org.br disque 188


Alda M S Santos

Precisamos falar de dor

PRECISAMOS FALAR DE DOR

Eles podem estar chorando

Mas também podem estar aí sorrindo, tentando

Podem estar dentro do quarto, alheios

Mas podem estar dentro de si mesmos, aí no seu meio

Podem estar gritando em silêncio sua dor

E nós não termos jeito para lidar com amor

Podem estar flertando com a morte

Não vendo na vida nenhum pouco de sorte

Não é fraqueza, não é frescura,

É patologia, é doença, precisa tratamento

É dor que tem no amor e atenção parte da cura

É não sentir da vida a beleza, a candura

É querer sumir para um universo paralelo

Onde não sinta mais tanto medo, tanto flagelo

A morte é natural, faz parte da vida

Mas desejá-la não é normal

O setembro amarelo é para sensibilização

Podemos salvar um irmão

Vamos buscar informação?

Alda M S Santos

Quando nada tem graça

QUANDO NADA TEM GRAÇA

O setembro é amarelo, amarelo-alerta

Alerta para um mundo cinzento e frio

Onde falta fome para poder se alimentar

Ânimo para se levantar, coragem para reagir

Não há desejo ou prazer para a vida colorir

Não há passado, não há futuro

Somente um presente pesado, frio, solitário e duro

Do qual o único desejo é fugir

Escapar desse mundo tão sofrido, sumir

Não falta Deus, não falta fé

Não falta o que fazer, falta tesão de viver

Sobra dor… e a fuga torna-se atraente, uma possibilidade

Para dentro do quarto, para dentro de si mesmo

Cada vez mais fundo mergulhar, total imersão

Encolhido e sufocado na própria depressão

Até a dor atingir o limite máximo, a exaustão

Aquele em que o instinto de sobrevivência falha

Nesse ponto nem sempre há como pedir ajuda, a dor estraçalha

O autoextermínio parece ser o fim do que machuca

É preciso que o mundo do entorno perceba

E resgate essas pessoas dessa morada escura

Que leve a um tratamento, busque a cura

Que possa devolver o prazer, a luz, o desejo de viver…

Já reparou nas pessoas que choram, se isolam, ou até sorriem a sua volta?

Podemos salvar uma vida em cinza, devolver a cor!

Podemos ser da vida o amor!

Viver deve ter graça, ser algo especial

Setembro Amarelo, porque querer morrer não é natural!

Alda M S Santos

#setembroamarelo

A ausência de nós

A AUSÊNCIA DE NÓS

Depressão é não sentir presente

O aliado que nunca poderia faltar: nós mesmos

Aquele sem o qual todos os outros perdem o valor

A ausência de nós mesmos nos impede de identificar outras presenças

Muitas vezes, e inclusive, a presença da vida

Depressão nos rouba de nós mesmos

Nos faz nos desconhecer

É o roubo mais cruel que pode haver

É retirar o fluido vital, a alegria, a satisfação, o prazer

De um corpo que insiste em ficar de pé sem combustível

Mas age robótica e mecanicamente

Curar um depressivo é encontrar e devolver a ele

Esse fluido essencial que não se sabe onde está ou para onde foi

Perdido dentro de si mesmo…

Alda M S Santos

#setembroamarelo

#prevencaoaosuicidio

#disque188

Natural é querer viver…

NATURAL É QUERER VIVER…

O saudável é querer viver

O natural, até instintivo, é preservar a vida

A alegria em se renovar, em gerar brotos e buscar o sol

Em renascer em cores a cada decepção cinzenta

Em querer brilhar ainda que haja sombras

Em buscar oxigênio quando se sentir sufocar

Em estender raízes em busca de hidratação e nutrientes

Quando tudo parecer seco e sem esperanças

Perder umas folhas e galhos e manter raízes

É típico de tudo que vive, mesmo depois de parecer morrer …

O corpo se reabastece, fecha feridas, cicatriza, se fortalece

A mente se refaz em inúmeros circuitos, conecta-se com o bem

A alma resplandece de prazer, paz e luz

O coração clama por amor!

Uns momentos, horas, dias, temporadas de tristeza são normais

Talvez até necessários para tornar a vida mais valiosa

O que não é normal é desprezar o viver

Fazer dele um tanto faz como tanto fez

O que não é natural ou saudável é preferir o morrer

Isso é patológico, carece tratamento, não é fraqueza

É uma doença das mais cruéis: a da alma

Lutar pela vida é dever de todos nós

Pela nossa e pela dos outros que nos são caros

Ou simplesmente que estão por perto…

Somos todos responsáveis!

Alda M S Santos

#setembroamarelo

Valorizando a vida

Setembro Amarelo: quantos indivíduos sabem o que isso quer dizer?

Temos visto divulgados na mídia casos de suicídio que nos alarmam e impressionam. Pais de família que matam esposa e filhos e se matam em seguida, jovens que têm “tudo” e, do nada, tiram a própria vida. Tantas vezes, para nós “normais”, por motivos banais. Os dados são alarmantes. Apenas no Brasil são 32 suicídios por dia, segundo dados do CVV(Centro de Valorização da Vida). Mais que mortes por câncer ou Aids.  

A morte por suicídio tem sido estigmatizada, como foram as mortes por sífilis e Aids. Evita-se falar do assunto. Considera-se fraqueza moral, não doença.

O Setembro Amarelo vem como uma campanha de alerta para salvar as pessoas dessa morte anunciada. 

Ninguém se mata de uma hora para a outra. Essa ideia vem germinando na mente dos indivíduos, crescendo, sendo alimentada, amadurecendo por uns tempos. Podemos ter ao nosso lado, todos os dias, uma bomba relógio, prestes a explodir, e sequer percebermos. 

Num mundo em que parece que temos tudo à mão, acesso às informações, educação, lazer, saúde, recursos materiais, físicos, tecnológicos e terapêuticos, nos falta o principal: o recurso humano. 

Com tantas facilidades conquistadas seria de se esperar que a vida fosse mais valorizada. Mas o tiro tem saído pela culatra. Conquistar e manter certos bens e direitos tem criado dois grandes problemas. Primeiro, é um terreno propício para germinar muitas doenças mentais que levam ao suicídio, como depressão, bipolaridade e dependências químicas. Segundo, cria seres alienados, com viseiras, que olham só para frente e não veem o olhar do ser humano ao seu lado que grita por socorro. Quando vê, ignora, não quer se envolver, não tem tempo, paciência ou habilidade, ou ainda reclama: ” fulano só anda emburrado e de mau humor”. São exatamente esses que ficam mais abismados com tantos casos de suicídio. 

O Setembro Amarelo vem pra cutucar mesmo, provocar, induzir os doentes a buscar ajuda e os saudáveis a oferecê-la. Sem pretensão de querer prever o futuro, uma hora podemos ajudar, noutra podemos precisar de ajuda. Precisamos aprender a identificá-los e ajudá-los. 

Vamos preservar a vida: a nossa, a dos outros. 

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

<span>%d</span> blogueiros gostam disto: