IMPOTÊNCIA
Impotência diante de um mundo que parece girar tão rápido
Mas em tantas outras vezes parece tão estacionado
Impotência diante da dor do outro
Quando só nos cabe oferecer um abraço
Impotência diante de perdas irreversíveis
Quando só nos resta a dolorosa saudade
Impotência diante da esperança desbotada, sem cor
Quando falta tinta para pintá-la, renová-la, sem pudor
Impotência diante da própria inércia
Quando, cansados, quase desistimos
Quase caímos, quase entregamos os pontos
Quase…
Mas preferimos, como Fernando Sabino, fazer
“Da queda um passo de dança”
E seguir…
Alda M S Santos
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