VOCÊ É ESTRANHO?

-“Você é estranho”? -uma menininha pergunta a um adulto que mexeu com ela.

Inocência pura! Certamente foi muito alertada a não dar atenção a desconhecidos.

Alerta de amor e cuidado nesse mundo recheado de maldades.

Para a infância seria suficiente?

E para os jovens e adultos?

Quem são verdadeiramente os estranhos?

Tantos conhecidos mostrando-se mais estranhos que alguém de quem não sabemos nada…

Um rosto sorridente, familiar, de convívio diário não garante proteção, segurança contra decepções ou crueldades.

Abusos físicos, sexuais, assédios morais, emocionais, atentados contra a vida de crianças e mulheres no próprio lar por rostos estranhos “conhecidos”, amados.

A verdade é que por mais que saibamos de alguém, sempre podemos ser surpreendidos,

Positiva ou negativamente!

A criancinha não está errada em perguntar: você é estranho?

Deveríamos fazer essa pergunta a nós mesmos diante de cada ser humano conhecido que convivemos.

O quanto há de estranho dentro de nós, dentro daqueles que “conhecemos”?

Você é estranho até que ponto?

Alda M S Santos