Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Categoria

anjos

Os anjos não dormem

OS ANJOS NÃO DORMEM

Enquanto brincamos nesse intenso viver

Correndo e “aprontando” para todos os lados

Os anjos estão pra lá e pra cá a nos proteger

Longe ou perto, nunca estão cansados

Os anjos estão alertas, nunca dormem

Sua tarefa por aqui é descomunal

Já imaginou quantas vezes

Foi salvo de situação do mal?

Alguns estão tão perto, mas não notamos

Outros são especiais, nós não os vemos

Só encontramos à noite, quando adormecemos

Aí sim passeamos com eles por todo canto

Terra, céu, matas e cachoeiras, qualquer doce recanto

Falamos, abraçamos, amamos, acalmamos qualquer pranto

Alda M S Santos

Um anjo passou por aqui

UM ANJO PASSOU POR AQUI

Um anjo passou por aqui

Senti o bater de suas asas suaves

Quase me ofusquei com o brilho que irradiava

E me apaixonei por aquilo que falava

Um anjo passou por aqui

Trouxe esperança, carinho, cuidado

Não tinha pressa, não se incomodava

Apenas me ouvia, minhas lágrimas enxugava

Um anjo passou por aqui

Mostrou um caminho mais colorido

Despertou-me sorrisos, alegria

E se propôs a ser meu guia

Um anjo passou por aqui

Fez-me dormir, meu coração acalmava

Meu corpo cansado acalentava

E minha alma sedenta abençoava

Um anjo passou por aqui

Quando acordei não mais o vi

Mas sua presença ficou gravada em mim…

Alda M S Santos

Um anjo de mil asas

UM ANJO DE MIL ASAS

Um anjo de mil asas

Uma querida amiga assim me define

A voar, o bem espalhar

Será que isso me redime?

Tantas vezes as asas pesam

Se é que elas existem

Não seriam apenas bondade

De uma amiga sem maldade?

Anjo ou não, sigo meu caminho

Voando, correndo, caminhando

Tentando não me perder de mim

Sempre o amor propagando

Quisera mesmo ser um anjo

Daqueles com poderes de arcanjo

Apenas um par de asas bastaria

Para levar a todos que amo

Um mundo com menos desengano…

Alda M S Santos

Anjos que choram

ANJOS QUE CHORAM

Absorvendo nossas quedas e dores

Anjos se machucam, anjos choram

Choram quando veem que insistimos no caminho errado

Choram quando nos ferimos

Choram quando ferimos os outros

Choram quando não conseguem nos ajudar

Choram quando choramos…

E o mundo chora com eles

Aqueles que estão por aí

Insistentes, persistentes, corajosos

Que se machucam, se ferem, se doem, se doam

Por aqueles que protegem nas dores

Que acolhem no sofrimento, na fragilidade

Se olharmos bem, se apurarmos nossos ouvidos

Seremos capazes de ouvir o choro dos anjos

De ver seu sofrimento atrás de sorrisos

Suas lágrimas silenciosas nas batalhas por nós

Por lutar por seres humanos melhores

Por um mundo melhor,

Anjos choram…

Quem são nossos anjos?

Alda M S Santos

Anjos existem

ANJOS EXISTEM

Eu acredito em anjos

Creio que estamos cercados por eles

Basta um pouquinho de atenção para notarmos

Não têm asas ou auréolas

Mas têm braços, abraços, sorrisos, ternura

São aqueles que nos estimulam com uma palavra

Nos acolhem com um sorriso

Nos aquecem num abraço

Nos amparam com toda leveza

Secam nossas lágrimas num toque de pureza

Nos aplaudem num verso

Nos corrigem no reverso

Dizem sim, dizem não, sem embromação

Nos amam num simples olhar

Anjos estão em todo lugar

Enviados para nossa proteção

Deixam saudades quando resolvem voar…

Somos também anjos para alguém

Nosso papel aqui é ser e fazer o bem…

Como Ele nos ensinou…

Alda M S Santos

Abusos sexuais: “as feridas nunca prescrevem”

ABUSOS SEXUAIS: “AS FERIDAS NUNCA PRESCREVEM”

Abusos de qualquer tipo contra pessoas já são terríveis

Abusos sexuais, idem, contra crianças, uma atrocidade

Vindos daqueles que deveriam protegê-las do mal

É, no mínimo, uma monstruosidade!

Vindo de pais, tios, avós, irmãos, padrastos e familiares é vergonhoso!

Vindo dos mentores da fé: padres, pastores e religiosos

Nos quais elas e familiares depositam confiança e acolhimento na dor

Tidos como representantes de Deus na terra

É desumano, aterrador, revoltante, desanimador!

Mas nunca devemos nos esquecer que as “igrejas” e as famílias

São formadas por pessoas e, como tais, passíveis de patologias graves

De maldades severas, sendo ou tornando-se desumanas!

Escandalizar-nos com isso é aceitável, é necessário, urgente

Até para cobrar posturas mais duras para coibir tais práticas

Mas generalizar não é inteligente ou benéfico!

Famílias não deixam de ser uma boa instituição porque algumas são negligentes ou maldosas.

A fé ou a igreja, sejam elas quais forem, não deixam de ser um apoio moral, de ter seu valor espiritual,

Porque nela há membros transgressores e monstruosos!

Acabar com os frutos podres, onde quer que estejam, é a atitude correta!

Como disse o Papa Francisco citando São Paulo “Se um membro sofre, todos sofrem com ele”.

Dói saber que quem deveria nos salvar de monstros podem ser os próprios monstros!

Como cristãos devemos cobrar posturas humanas e corretas não só nos lares, nas famílias, nas escolas, nos hospitais,

Mas também na igreja que frequentamos, que somos, que acreditamos

E não pecar por omissão, acobertamento ou indiferença!

A melhor igreja é aquela que carregamos no peito e ajudamos a construir…

Sem hipocrisias! O que temos feito para proteger nossos lares, nossas famílias e as famílias dos outros?

As feridas não prescrevem nunca!

Alda M S Santos

Histórias ao vento

HISTÓRIAS AO VENTO

No princípio era assim: vários livros, pessoas e suas histórias

Ainda desconhecidas, a serem vividas, mas organizadas nesse livro

Um anjo, o Brincalhão, soltou todas as páginas de todos os livros

Um outro bem arteiro, Sapeca, soprou forte, bem forte

E os papéis voaram na ventania

Folhas, capítulos para todos os lados, terra, mar, montanhas, cachoeiras, campo, cidades

Áreas irrigadas e desertas, próximas e longínquas

E nossas histórias estão todas por aqui, espalhadas

Nosso papel é juntar novamente todas as páginas

Reescrever nossa história, começo, meio e fim,

Entrelaçar a outras histórias, encadernar nosso livro…

Os anjos foram mandados para arrumar a bagunça feita

Mas histórias “erradas”se misturaram e, às vezes, parecem bonitas desse jeito para uns

Mas nem tanto para outros…

Os anjos Brincalhão e Sapeca sopram de novo quando tudo parece desarrumado

Na tentativa de ajudar…

Arcanjos, querubins e serafins interferem, reorganizam

Somos autores construindo essas histórias que ora alegram, ora doem

Ora instigam, ora desanimam

Ora são puro amor e encanto

Ora são desilusão e sofrimento

E os anjos, atrapalhados e traquinas, tentam nos ajudar

Colam páginas erradas, outras certas, misturam enredos

E para desfazer e refazer dá muito trabalho, causa sofrimentos

Será que estamos com a página de alguém

Um capítulo que não é nosso

De uma história que não é nossa?

Onde estão nossas páginas para aquelas histórias que não encaixam bem

Aparentemente sem nexo, sem sentido, sem um fim no nosso livro?

Quantos capítulos que eram nossos abandonamos sem uma conclusão?

O Editor-Chefe assiste a tudo e observa nossas habilidades

E o que fazemos com o material que temos…

Afinal, Brincalhão e Sapeca nos deram oportunidades de crescimento

Que tipo de história há em nosso livro?

Um romance, terror, dramas, comédias?

Somos mesmo os autores de cada capítulo?

O quanto escrever nossa história tem implicado em apagar a história de alguém?

Se parecer sem sentido, se machucar, olhemos para o alto, “sopremos”

E um anjo virá nos ajudar…

Alda M S Santos

Um brinde aos heróis

UM BRINDE AOS HERÓIS

Heróis nem sempre usam capas mágicas

Carros ultra velozes, super visão, audição ou força

Na maioria das vezes usam apenas a força do amor e da oração

De longe ou de perto, parecem nossos anjos

E são talvez tão necessários quantos os tubos de oxigênio

Que nos retiram dos mergulhos lamacentos da vida

E sequer imaginamos quantas vezes salvaram-nos da morte

Em detrimento das suas próprias vidas,

Como o mergulhador Saman Kunan que morreu ao levar suprimentos para os Javalis Selvagens na caverna da Tailândia

Quantos heróis será que temos por aí

Dia a dia nos protegendo dos perigos que nos rondam

Nas cavernas escuras que muitas vemos nos metemos sem perceber?

Um brinde aos heróis que ninguém vê!

Alda M S Santos

Na dolorosa despedida

NA DOLOROSA DESPEDIDA…

Chegou a hora de ir, tinha medo, não se sentia pronta ainda.

-Não posso ficar mais um tempo aqui?

-Você é quem escolhe, mas sabemos que é chegada a hora.

-Tenho medo! E se eu errar, me perder, cair, te decepcionar?

-Poderá sempre recorrer a mim, poderá aprender, mudar!

-Olhando daqui tudo parece fácil, claro, tenho você, mas lá fora é assustador!

-Confie! Você é fruto do amor, aprendeu muito, é perspicaz.

-Será? E se me ferir, machucar os outros, não conseguir consertar as coisas, cair nos mesmos buracos deles?

-Olhe para dentro de si, ore, busque tudo de bom e amoroso que tem aí dentro!

-Mas você não estará lá comigo! E quando me sentir desamparada?

-Você está levando anjos preciosos contigo! Cuide deles! Deixe-se cuidar!

-Mas lá é nebuloso, há outros que nos enganam, que querem nos levar para longe de nós, de ti.

-Eu sempre estarei contigo todo o tempo, dentro de você!

-E se eu não conseguir vê-lo? Como saber?

-Procure-me naqueles que precisarem de você. Se forem do bem, você me verá neles.

-E se forem do mal não devo me demorar neles…

-Sim. Ajude até o ponto em que tenha certeza do que é certo e não corra riscos…

-E se eu quiser voltar? Se me cansar, estiver ferida, quiser colo, sentir saudades?

-Estarei aqui. Conheço sua força e seus limites. Saberei o momento de te trazer de volta!

-E vá logo, minha filha, e lembre-se: EU AMO VOCÊ!

Ela recebeu um abraço demorado, um olhar de puro amor de PAI MISERICORDIOSO, e desceu.

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: