DE QUE ADIANTA?

De que adianta uma linda voz

Se quando é preciso, ela se cala?

De que adianta um belo sorriso, se apenas se abre para alguns,

E tantos necessitados são excluídos?

De que adianta tamanha inteligência,

Se não sabe agir ao sabor da emoção?

De que adianta tanta beleza, se não é possível mergulhar mais fundo,

Sob pena de “bater a cabeça” em rasa profundidade?

De que adianta tanta “cultura”,

Se as palavras mais doces não fazem parte de seu vocabulário?

De que adianta braços fortes e ombros largos,

Se não servem de abrigo ou de colo a quem precisa?

De que adianta o amor preso dentro de si,

Se ele é uma flor que precisa do sol

Que existe no outro,

Para crescer, se abrir e encantar?

De que adianta?

Alda M S Santos