(RE)ENCONTRO DE ALMAS
Antes de virem para esse mundo
De um outro mundo bem diferente
Onde tudo é claro, nítido, sem subterfúgios
Será que as almas gêmeas ou afins
Fazem algum combinado para se reconhecerem por aqui?
Um olhar mais demorado
Um toque eletrizante, um poema emocionante
Talvez um sorriso sem igual
Ou até mesmo uma piscadela especial?
Um abraço mais demorado, um beijo assustado
Quem sabe uma palavra, como um código, abracadabra
Ou uma senha que só elas saberiam?
Poderia ser também um lugar marcado
Como uma cachoeira, local isolado
Onde se banhariam como no passado…
Saboreando sorvete no banco da praça
Na fila do cinema comprando pipoca, meio sem graça
Num hospital tomando uma injeção
Ganhando bala na festa de Cosme e Damião
Na igreja, na praia, na fazenda montada no alazão
Ou, simplesmente, no último lugar em que deitaram e rolaram
E, apaixonadamente, se amaram?
Penso que há sim esse código, senha
Ou seja lá como se chame
Se ficarmos mesmo atentos
Talvez a gente até possa ouvir os sinos
Ou os anjos dizendo:
“Até que enfim, sinto perfume de jasmim”!
Você já (re)encontrou alguma alma assim?
Alda M S Santos
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