NA POESIA

Há quem use alucinógenos ou analgésicos

Há quem use soníferos ou anestésicos

Há quem use a fantasia

E há quem use a poesia

Há quem use os altos brados

Há quem na dor silencie

Há quem no desespero mergulhe

E há quem mergulhe na poesia

Há quem vibre por um amor declarado

Há quem prefira amar calado

Há quem busque um amor no passado

E há quem ame na poesia

Há quem vive de passado, de lembranças

Há quem vive de futuro, de esperanças

Há quem vive na ilusão, na solidão

E há quem vive na poesia

Há quem está perdido nessa vida

Há quem não vê nenhuma saída

Há quem perdeu seu abrigo

E há quem se abrigue na poesia

Há quem cansou de lutar

Há quem ainda quer brigar

Há quem quer da dor se curar

E há quem se cure na poesia

Alda M S Santos