CONFISSÕES

Quantas confissões são necessárias para a leveza de nossa alma?

Ao diretor espiritual, aos pais, aos amigos, ao cônjuge, aos filhos, a desconhecidos

Ao terapeuta, a Deus, ao travesseiro, apenas a nós mesmos?

Quantas confissões são verdadeiras, corações rasgados,

Regadas a lágrimas, alma nua?

Admitir um erro, uma fragilidade, uma raiva, uma inveja, um amor

Quase nunca é fácil!

Assumir e confessar a responsabilidade num fracasso

Ou a inabilidade em lidar com algo ou alguém

É humanamente difícil!

As confissões que envolvem sentimentos e emoções são as mais complicadas!

Posso não ter amado ou me dedicado o suficiente a alguém

Demonstrado dificuldade ao admitir ou confessar o amor

Mas nunca disse amar, sem ter amado verdadeiramente

Nunca deixei que outro assumisse um erro que era meu

Mesmo assim, erros, medos e fragilidades confesso mais ao travesseiro…

Essas confissões nos deixam nus perante o outro

São difíceis, porém, as mais importantes

Esse “peso” retirado da alma, dividido com alguém, ainda que conosco mesmos

Nos faz mais leves para seguir em frente

Com mais sabedoria para aceitar a nós mesmos e ao outro

Com as qualidades e defeitos inerentes a todo ser humano

Procurando acertar mais que errar

Fugindo das canoas furadas que já conhecemos

E buscando, ainda que inadvertidamente, os melhores caminhos…

Alda M S Santos