NO FIM
Se nem a possibilidade da extinção
Acende a centelha na alma
Para acolher os solitários desse caminho
Urge ouvir o sussurro da mãe Terra
Que em sua sabedoria ensina
Que na iminência do fim
É que se percebe o que é verdadeiramente essencial:
Amar e proteger!
Alda M S Santos
MAIS GENTE
Sou sentimentos, emoções,
Recheada de sensações
Sou porta, janela, fechadura
Tantas vezes nessa vida dura
Sou aquela que se cobra, valoriza
Tudo que a vida oferece, prioriza
Sou, fundamentalmente,
A que aproveita as lições, planta novas sementes
E tenta ser mais humana, mais gente…
Alda M S Santos
NÃO IMPORTA!
Não importa se o sotaque é sulista ou nortista
Mineiro, baiano, carioca, gaúcho ou paulista
Se a pele é branca ou é negra
Se o trabalho é rural ou urbano
Se é de direita ou esquerda
Se ora a Maria de Nazaré ou ao candomblé
Se o bolso está cheio de dinheiro
Ou quase vazio de esperança
O que nos unifica é nossa humanidade
A ajuda deve chegar a todos!
A bondade de um coração não pode ser excludente!
Alda M S Santos
FIEL DA BALANÇA
Teremos vencido o mundo
Quando vencermos nossas imperfeições
Quando olharmos para os outros
E enxergarmos o que têm de bom
E, em nós, o que há para aperfeiçoar
Assim, vamos equilibrando a existência
E o amor será o fiel da balança
Alda M S Santos
ACORDA PARA AJUDAR
Um mundo melhor necessita de paz
E igualdade de oportunidades
Precisa de instituições e nações
Que se acolham, se ajudem
Instituições e nações são feitas de gente
Gente diferente em todas as áreas
Iguais somente por serem humanos
Então, precisamos de pessoas melhores
Pessoas que se doem, que se solidarizem
Que acreditem que a mudança começa
Num coração que sente como se fosse o outro
Que se incomoda com as desigualdades
E acorda para ajudar!
Alda M S Santos
QUANDO VAMOS ENTENDER?
Quantos gols contra temos direito de fazer
Sem sermos taxados de pernas de pau?
Quantas jogadas boas podemos deixar passar
Sem sermos irremediavelmente colocados no banco?
Quantas vidas podemos perder nessa batalha
Sem comprometer a integridade para seguir?
Esse não é um vídeo-game!
Quando vamos entender que toda arma
Branca, de fogo, química, de longo alcance
Volta, inevitavelmente, para o emissor?
Quando?
Alda M S Santos
MAIS GENTE
Sou sentimentos, emoções,
Recheada de sensações
Sou porta, janela, fechadura
Tantas vezes nessa vida dura
Sou aquela que se cobra, valoriza
Tudo que a vida oferece, prioriza
Sou, fundamentalmente,
A que aproveita as lições, planta novas sementes
E tenta ser mais humana, mais gente…
Alda M S Santos
HUMANIDADE
Uma juventude que morre, que mata
Que luta, que busca, que se maltrata
Que se perde e não mais se acha
Que podemos fazer nesse viver cheio de racha?
Um mundo cheio de ofertas
Daquelas bem enganadoras
Será que dá para estarmos alertas
E escolhermos uma mais pacificadora?
Uma terra fértil, uma semente boa
Regada com carinho, de afeto adubada, não será à toa
Crescerá alma de luz, de amor em pessoa
Uns cuidando dos outros, estamos todos nessa nau
Respondemos pelo bem ou pelo mal em busca do paraíso afinal
Amar, cuidar, tratar para um mundo menos desigual…
Alda M S Santos
DATA LIMITE
Uma data “limite” para a vida continuar ou se findar
Para o amor fluir, acontecer
Vida, tecnologia, ciência, evolução
Mas, principalmente, amor
Uma data limite na batalha contra a morte e destruição
Uma data limite para interação entre os seres da criação
Data limite para sentir-se parte, para ajudar, para a autoaceitação
Um mundo tão injusto e cruel
Mas cheio de oportunidades de crescimento, de compaixão
Nunca se falou tanto de amor
Nunca se “brigou” tanto pelo amor
Pelo amor aos pequenos, às minorias, àqueles que nem podem se defender
Amor a vegetais, animais, amor aos que não são “iguais”
Amor à natureza, ao planeta, à galáxia, a seres especiais
Quem é mesmo que sempre amou o diferente, o pequeno
Quem se entregou pelos fracos e pecadores
Quem lutou por justiça pelos desamparados?
Ele está aqui…tão perto…tão dentro…
Vamos deixar o amor fluir…
A data não é limite, é continuidade
Se você está aqui, você faz parte
Deixe o amor fluir de você, para você
A nova era chegou…
Alda M S Santos
#datalimite
AINDA ACREDITO
A despeito de toda desunião
Da falta de fé e de amor Cristão
Eu ainda acredito na humanidade
A despeito de tantas mortes vãs e tamanha crueldade
Das falhas em estender a mão
Eu ainda acredito na humanidade
A despeito de tantos preconceitos e mania de superioridade
Da primazia da razão sobre o coração
Eu ainda acredito na humanidade
A despeito das vezes em que fraquejei
Em que me deixei levar pela decepção
Ou daquelas em que quase desisti, não superei
Eu ainda acredito na humanidade
Se Aquele que a criou ainda não desistiu de nós
Como podemos nós mesmos desistir?
Vamos abrir os braços para a vida e lutar por ela, pela humanidade …
Alda M S Santos
SALVE-SE QUEM PUDER
Tempos difíceis vivemos
A vida como a conhecemos pede socorro
Preta, branca, amarela ou vermelha
Salve-se quem puder
Somos capazes de ouvir?
A humanidade corre risco
Nem isso é capaz de nos unir?
Salve-se quem puder
Não há como se esconder ou fugir
Dinheiro, bens, títulos, posses diversas nada valem
O único modo de nos salvarmos
O único transporte possível para nos tirar daqui
É o que carregamos dentro de nós
A medida exata entre razão, amor, compaixão
A capacidade de nos vermos como espécie
Como um todo que faz parte de algo maior
Salve-se quem puder não é lema individual
Só nos salvaremos se agirmos coletivamente
Não há como se salvar deixando o outro para trás
Na perspectiva da continuidade da vida
Ou nos salvamos todos, ou nos perdemos como raça, como espécie…
Salvemo-nos todos se pudermos!
Alda M S Santos
CELEIRO HUMANO
Palavras podem ludibriar, enganar
Comportamento é sempre claro, não mente
Boas pessoas: boas ações
Más pessoas: más ações
Certo? Não necessariamente!
Comportamento não é previsível, não é matemática
Emoções não são uma ciência exata
Boas pessoas erram, aprendem
Más pessoas acertam, mudam, melhoram
Errar, cair, aprender, crescer, evoluir
Tudo isso é inerente ao ser humano
Não existem humanos santos
Anjos não vivem aqui, estão muito além de nós
Nesse grande celeiro humano
Há grãos de todo tipo e formatos
Em diferentes fases de maturação
E cada qual atinge seu ápice no tempo certo
Ser maduro é bom, é nosso objetivo
Mas não se chega lá sem antes ter sido verde…
Alda M S Santos
LEGADO
Mesmo com a certeza de que o que sempre apontei como grande decepção estar acontecendo
Preciso acreditar num legado importante a deixar
Num legado em que a confiança e amor não sejam superados pela tecnologia, por máquinas
Num legado em que o temor de tudo, a total desconfiança não se sobressaiam
Onde crianças sejam respeitadas em sua natureza infantil
Que encontrem em sua família a proteção que necessitem
Que idosos se orgulhem do vivido, não temam o futuro, não sejam abandonados
Tampouco se envergonhem do passado e presente perante filhos e amigos
Que adultos possam agir com consciência das marcas boas e ruins que deixam nas trilhas de suas vidas
Da (des)construção física e moral que realizam em si e nos outros
Do legado que estarão deixando por séculos
Não apenas um legado familiar, ou no seu pequeno círculo social,
Mas um legado para toda a humanidade…
Alda M S Santos
HÁ ESPERANÇA NA HUMANIDADE
Um mendigo disfarçado de cuidador de veículos
Sujo, descalço, dormindo nos passeios a qualquer hora
Vive do que recebe da caridade dos que transitam por ali
Abandonado, largado, entregue ao mundo?
Mas é um ser humano!
Alcoolizado sempre, não sei se outros entorpecentes também
Sempre me compadeço de sua situação
Vejo-o todos os dias na rua da academia
Já perguntei uma vez se precisava de ajuda quando estava largado na calçada
Hoje vi uma mulher dando banho nele no meio da rua
Jogava água contida em algumas garrafas pet, ensaboava, esfregava
Ele aceitava a ajuda a contragosto, alcoolizado.
Um misto de sentimentos me invadiu
Feliz por alguém ter ajudado, uma mulher se arriscando
Triste por um ser humano precisar desse tipo de ajuda de desconhecidos
Envergonhada por eu mesma não ter tido essa coragem, essa iniciativa!
Orgulhosa dessa mulher que conheço e deu um exemplo de bondade…
O amor precisa ser convertido em ações!
Há esperança na humanidade!
Alda M S Santos
DOAÇÕES, PRA QUÊ?
Têm me causado muita angústia certas situações.
Basta dar uma navegada na internet, conversar com amigos, andar por aí…
Mal fiz uma divulgação de pedido de doações para idosos dos asilos, vejo uma notícia de que o Hospital Maternidade Sofia Feldman, público, que atende a milhares de gestantes carentes, está dependendo de doações para não fechar as portas.
E esta é apenas mais uma. Há inúmeros pedidos de doações para as mais variadas coisas: centros de narcóticos e alcoólicos anônimos, creches, asilos, hospitais, famílias sem teto, desamparadas, deficientes, aidéticos, doenças graves, suplementos alimentares, entre outras.
Mais uma “navegada” e a gente vê golpes, desvios de dinheiro, transações ilícitas, “laranjas” e o escambau!
Das duas uma: ou eu ando muito sensível ou esse mundo passou da hora de ser passado a limpo. Penso que as duas coisas.
Dá uma sensação de impotência perceber que por mais que se faça, esse buraco é sem fundo, o fosso não para de crescer.
Todos sabemos que com a quantidade de impostos que pagamos, se eles fossem bem administrados, não desviados, não haveria tanta necessidade de doações.
Por mais que a gente possa ajudar, financeiramente, trabalho voluntário, carinho, afeto, tempo, sempre parece ter mais e mais pessoas precisando.
O risco que se corre é que os corações se endureçam e ninguém se importe mais, não queira mais ajudar ou participar, ou sequer tenha condições de fazê-lo.
A história nos mostra que sempre houve necessidade de compaixão, de solidariedade, de caridade.
O que aumentou de forma gritante foi a corrupção, a safadeza, a hipocrisia e maldade de nossos governantes.
Nosso país possui recursos naturais, financeiros e humanos para ser uma nação de primeiro mundo.
Nosso maior problema são os desumanos que o administram e os humanos que os aceitam, por falta de consciência ou comodismo.
Precisamos atacar essas duas frentes, ou estaremos sempre “chovendo no molhado” e aumentando esse fosso.
Alda M S Santos
APENAS UMA GOTINHA
Somos apenas uma gotinha infinitesimal
Em meio aos mais de sete bilhões de habitantes desse planeta.
Somos apenas mais um em meio a povos famintos de alimentos, de água, de saberes, de saúde.
Somos apenas mais um em meio a povos “evoluídos” intelectualmente, financeiramente, culturalmente…
Somos apenas mais um em meio a povos “religiosos” que se matam em nome de um Deus que acreditam obedecer.
De uma ponta a outra dessa Terra, podemos ser tão diferentes que nem pareceremos humanos uns perante os outros.
Mas uma coisa nos iguala: a necessidade de ser importante na vida de alguém.
Todos, todos nós buscamos isso, queremos isso, fazemos qualquer coisa por isso.
Passar por aqui e não ficar impresso na alma de alguém é ser finito.
Essa característica básica deveria ser capaz de nos aproximar mais uns dos outros, ao invés de nos afastar.
Selecionamos tanto, escolhemos tanto, afastamos muitos!
Uma coisa é certa: não somos melhores que ninguém!
Apenas uma gotinha num vasto oceano.
Mas ser importante para alguém nos torna o próprio oceano.
Alda M S Santos
NOSSA HUMANIDADE
Um ser humano, no ápice de sua capacidade mental, pode ser capaz de dominar altas tecnologias, ter inteligência de gênio, viajar a jato, quase na velocidade da luz, desbravar outros mundos, outras galáxias, decodificar o mapa genético, eliminar os males físicos e mentais, controlar e entender a complexidade dos seres animais, vegetais e minerais, prever o futuro, ignorar o passado, prolongar a vida…
Porém, se não tiver olhos, alma e coração para conhecer-se a si mesmo a fundo, e para sentir o que o outro sente, tocá-lo, corpo e alma, dar carinho, afeto, com o intuito de auxiliar o irmão tão próximo que necessita, infrutíferas serão todas as demais habilidades.
Todas elas só valem se servirem para melhorar nossas vidas e dos nossos semelhantes, sem danificar essa magnífica natureza, que é presente divino.
Como disse o maior Mestre, que tenhamos vida, e a tenhamos em abundância!
Alda M S Santos
Eu amo: Uma expressão tão bonita, mas tão indevidamente utilizada que tem se tornado sem sentido, descartável, desvalorizada. Tornou-se corriqueira, trivial. Eu amo dormir, amo viajar, amo pizza, amo ginástica, amo vinho, amo dançar, amo Denzel Washington e amo você! Será que poderíamos colocá-los assim, no mesmo grau de importância?
Para mim, coisas e situações a gente gosta. Pessoas a gente ama. E não são todas também não. Algumas a gente apenas gosta, aprecia, outras nem isso, são indiferentes ou até desgostamos.
Nesse caso não sei se Denzel Washington seria pessoa ou coisa!
Já parou para pensar a quantas pessoas poderíamos verdadeiramente dizer “eu amo você”? Confesso, já disse que amo, quando deveria dizer que gosto, para coisas, tipo amo aquele livro ou filme. Mas nunca disse que amo para uma pessoa sem verdadeiramente amá-la.
Como saber se realmente amamos alguém? Claro, tem aquelas máximas: quando ela está sempre no nosso pensamento, viver sem ela é um tormento, a distância machuca e a presença torna tudo brilhante, queremos contar tudo pra ela, precisamos que nos conte sobre si, necessitamos fazer parte de sua vida, a urgência de tocar e ser tocado é grande… Esse “amor” mais passional, que quase todos conhecem, pode até nem ser amor, só o tempo é capaz de dizer.
Às pessoas que eu amo, sempre tenho necessidade de dizer que amo, mesmo que não consiga! Apenas um bate-papo, um encontro, um alô, sempre têm que terminar com um “eu te amo”, “Deus te abençoe”, “se cuida”. Se isso não for feito, fica faltando algo. A elas desejamos o melhor, lutamos por sua vida, caminhamos juntos. São aquelas que nos despertam sorrisos facilmente, sentimos aquele bem-estar só de estar em sua presença. Mas também são as capazes de provocar as dores mais profundas, de nos arrancar lágrimas. Quando o mal as atinge é como se atingisse a nós mesmos. Quando nos magoam, dói, sofremos. E fazemos por elas coisas inimagináveis.
Esse, de certa forma, é um amor condicionado à reciprocidade. É preciso retorno para se manter. Pode haver entre pessoas próximas ou distantes, mas precisa de alimento.
Há ainda o amor soberano, o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca, nem perfeição, nem reciprocidade. Aquele que Jesus tem por nós. O amor que nos permite dar a vida pelo outro. Literalmente, morrer no lugar do outro, se preciso for, ou não, apenas dando tudo que temos de melhor.
Nós, humanos, somos capazes de sentir tal amor? Se o verdadeiro amor fosse apenas esse, a quantas pessoas poderíamos dizer realmente, sem exageros, “amo você”?
Independente disso, somos humanos, falhos, e o amor que somos capazes de sentir não deve ser escondido ou aprisionado. Se sentimos que amamos de verdade, devemos dizê-lo.
Ah, e Denzel Washington é uma pessoa que gosto!
A vocês que eu amo, certamente sabem, pois digo sempre: eu amo vocês!
E você, já disse a alguém hoje “eu amo você”?
Alda M S Santos