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Ai, que vontade que dá!

AI, QUE VONTADE QUE DÁ!

Uma fonte numa linda praça no centro da cidade 

Um calor de lascar, uma criança seminua a correr na água e voltar

Um ciclista a se refrescar

Jovens “malucos” a correr na água e a sorrir…

Ai, que vontade que dá!

Uma senhora que te abraça e te aperta

Que segura sua mão, conta sua história e se lamenta, carente de afeto

Quer você, precisa de você, confia em você,

Como se te conhecesse a vida toda.

Ai, que vontade que dá! 

Uma criança que te sorri, te chama a brincar, a pular, a contar-lhe uma história.

Ai, que vontade que dá!

Um amanhecer claro, ensolarado, poucas nuvens brancas a correr no azul do céu, 

Deitar-se no chão, sentir o calor do sol aquecer cada parte de seu corpo e agradecer a vida. 

Ai, que vontade que dá! 

Um domingo inteiro pela frente, sem nenhuma programação, livre, a ser preenchido como quiser…

Ai, que vontade que dá! 

Alda M S Santos

Molecagem

MOLECAGEM
Um casal andava à minha frente
Um bebê gorducho no colo da mãe
O pai carregava bolsas e sacolas
Estava muito quente!
O garotinho usava um chapéu redondinho
Pura fofura! Sorri pra ele e fiz gracejos.
Ele sorria e se remexia no colo da mãe.
Balancei meu rabo de cavalo!
Ele gargalhou e pulou de novo.
A mãe olhou pra ele e pra trás.
Fiquei séria, olhei pro lado e fiz cara de paisagem!
Ele parou de sorrir. Isso se repetiu umas três vezes.
Parávamos de sorrir e brincar. Molecagem com os pais!
Até que ele riu muito alto e saltou no colo da mãe
O pai olhou e me viu sorrindo pro bebê.
“Que espertinho, meu filho, tá mexendo com a moça, né?”
Ficamos a rir, pai, mãe, o lindo bebê e eu!
Contaram suas travessuras…
A vida pode ser muito divertida!
Basta querer!
Alda M S Santos

Apenas o que temos

APENAS O QUE TEMOS

O que somos capazes de doar?

Oferecer gratuitamente a conhecidos ou desconhecidos?

A familiares, amigos, amores?

Um sorriso acolhedor, um olhar compreensivo?

O ombro, o colo, o silêncio? 

Um abraço, um beijo, um pão com queijo?

Palavras de conforto e estímulo?

Um chocolate, um beijinho melado, uma rosa, uma oração?

Um teto, uma cama, um lar, um coração onde morar?

Tudo isso, nada disso? Apenas dinheiro?

Por mais desejo que a gente tenha

Só podemos doar aquilo que temos em nós.

Risco de ficar desabastecido não há. 

O que se doa, multiplica-se!

Alda M S Santos

Sensibilidade à flor da pele

SENSIBILIDADE À FLOR DA PELE
Um garotinho chorava e andava atrás da mãe apressada no supermercado.
Pequeno, uns dois anos, no máximo. Passos ainda inseguros.
Uma menininha, pouco mais velha, aguardando o pai que estava na fila do açougue, onde eu me encontrava, cutucou o pai, apontou para a criança. O pai não notou. Fiquei observando. Adoro ver as atitudes infantis.
Olhou para o pai e saiu devagarzinho, sempre olhando para trás para conferir se o pai não iria impedir seu afastamento.
Chegou perto do garoto que chorava, fez-lhe um carinho limpando as lágrimas e o abraçou.
Não ouvi o que dizia. A menininha falou algo e estendeu o bichinho de pelúcia que carregava.
O garotinho o segurou, deu aquela suspirada funda e parou de chorar. A menininha voltou saltitante para perto do pai.
Pouco depois, vem a mãe com o garotinho no colo e fala para o pai: “acho que é da sua filha”!
A menininha mais do que depressa: “é porque ele estava triste”!
Todos ao redor se emudeceram! Sorrisos amarelos, até meio envergonhados.
Será que pensaram no quanto também precisavam de um ursinho de pelúcia?
Quem sabe refletiram em quantas vezes poderiam ter feito o mesmo por alguém?
Cá entre nós, quantos ursinhos de pelúcia mantemos guardadinhos dentro de nós?
Vale lembrar que carinhos foram feitos para circular.
Guardados perdem o efeito!
Amo “ursinhos de pelúcia”!
Dar ou receber.
Alda M S Santos

Por amor

POR AMOR

Morreu por amor… Deu a vida por amor.

Qualquer outro ato por amor pode parecer insignificante perante esse.

Claro, ele veio do Mestre do Amor, ninguém se igualaria, mesmo tendo sido feito à Sua imagem e semelhança.

Mas o que realmente somos capazes de fazer por amor? Sinceramente!

Pelos nossos filhos, pais e até por alguns familiares ou amigos é fácil imaginar.

Poderíamos até chegar ao ponto de dar nossas vidas.

Mas, simplificadamente, no nosso dia-a-dia, o que temos feito por amor?

Tolerância? É um ato de amor! Ah, mas nem sempre conseguimos!

Respeito aos diferentes? Tentamos! Mas eles são tão estranhos!

Atenção? Conversamos com muita gente! Mas algumas pessoas, as que mais precisam, nos metem medo!

Delicadezas? Um simples “bom dia”, ceder o lugar no transporte, aguardar um idoso no caixa eletrônico, pacientemente, dar a preferência no trânsito… Mas temos tanta pressa!

Um sorriso ou um abraço? Sim, bem, seletivamente. Afinal, não é todo mundo que é de confiança!

Disponibilidade? Temos! Para alguns, é claro. Não podemos resolver tudo.

Na maioria das vezes nos calamos ou nos omitimos em situações tão simples e corriqueiras.

São situações simples de amor! E nos fechamos em nosso silêncio e (des)conforto interno.

Quando indagados, respondemos convictos: “Por amor? Ah, por amor sou capaz de tudo!”

Enquanto aguardamos o momento de fazer “tudo” por amor, as oportunidades se esvaem pertinho de nós, todos os momentos…

Vamos lá! Por amor!

Alda M S Santos

Carinhólogos Solidários de BH 

http://www.carinhologos.com

 carinhologos@gmail.com

Abraços grátis? 

ABRAÇOS GRÁTIS?

Abraços grátis?- perguntamos com um sorriso de palhacinhas, ou mostramos nossos cartazes.

Assim começa nossa tarde de carinho na região hospitalar de BH com o grupo Carinhólogos Solidários.

– Grátis? Tem certeza?-dizem alguns.

– Claro! Há muito tempo precisava de um abraço!- respondem outros.

– Quem é que quer abraçar um preto velho como eu? -diz um senhor negro e de olhar sofrido.

– Abraço você e vejo meu irmão! Ele foi palhaço por vinte anos! – e chora de soluçar no meu abraço.

– Poderia ficar muito tempo num abraço. Estou muito sofrida!-diz a mãe com o filho internado.

– Abraço você e pego energia boa para levar para meu filho que está lá em cima. É um aviso de Deus que tudo ficará bem.- fala um pai preocupado.

Uns se recusam, outros nos procuram e se oferecem, uns demoram a se entregar ao abraço, outros não querem dele se soltar.

Contam suas histórias sofridas. Reconhecem o valor daquele abraço “enviado por Deus” e agradecem.

Há aqueles que estendem apenas a mão, olhares carentes de abraço, mas coração duro, machucado.

Histórias de dor e sofrimento nas recepções e portarias de hospitais. 

Porteiros, recepcionistas e funcionários recebem felizes, com gracejos e abraços o nosso grupo. 

Crianças e idosos são mais receptivos, mais emotivos. Adultos os recebem mais ressabiados.

Em cada um dos mais de 500 abraços de hoje, muito carinho e conforto foi levado.

Cada uma de nós recebeu aquilo tudo em dobro. 

Abraços grátis?

Claro! São os melhores!- resumiu um senhor todo feliz!

Alda M S Santos

Carinhólogos Solidários de BH- facebook

carinhologos@gmail.com

Instagram: http://www.carinhologos.com

O que mata o amor?

O QUE MATA O AMOR?

O que mata o amor? Quem disse que amor não morre?

Morre sim, definha, sofre de inanição, desidratação.

Amor é algo vivo, e tudo que é vivo pode um dia morrer.

Alguns ficam em fase terminal no CTI por anos a fio,

E morrem…

Outros sofrem morte súbita, violenta, trágica.

Uma palavra mal dita aqui, um descaso ali, um esquecimento acolá,

Uma pequena indiferença, um olhar sem ver, uma desconfiança,

Uma dúvida não esclarecida, discussões inoportunas e sem tato,

Um silêncio fora de hora, uma impaciência a qualquer hora,

Um abraço que não toca, uma pessoa que não se toca!

O amor nasce nas pequenas coisas, quando percebemos, amamos

E não sabemos explicar porque, normalmente listamos inúmeras coisinhas…

Sua morte também se dá da mesma maneira,

De pequenas em pequenas coisinhas,

Quase sempre as mesmas de outrora, que amamos, e foram-se embora.

Aquele sorriso cativante, aquele olhar carinhoso, aquele abraço terno,

As palavras doces, calmantes e oportunas, 

A atenção que se esqueceu de prestar atenção…

Desidratando, desnutrindo, definhando, morrendo…

A boa notícia é que mesmo pacientes no CTI podem se recuperar e sobreviver!

Alda M S Santos

Relações light, diet ou zero? 

RELAÇÕES LIGHT, DIET OU ZERO?

Qual seu amor ou amigo mais antigo?

Num tempo de relações fugazes nos apegamos a quem?

Quem ainda tem um amigo de infância, da adolescência?

Quem ainda está com o amor da juventude?

Talvez mais recentes: quem convive com amigos da faculdade,

Os padrinhos de casamento, os compadres?

Até o convívio prazeroso com primos e irmãos muita gente não tem.

Quase sempre temos colegas ou conhecidos

Aqueles amigos confidentes ficaram nos meio-fios do passado

Os passeios de bicicleta viraram gifs nos smartphones

Os amores quentes, de beijos ardentes e amassos furtivos,

Ficaram nos alpendres das casas ou nos bancos da praça da igreja

E não vale culpar apenas o tempo, ou a falta dele.

A questão é que as relações são mesmo difíceis.

Nada é tão perfeito! São relações humanas!

Humanos são imperfeitos! E relacionar-se envolve dedicação, empenho.

Cada relação é construída dia-a-dia nas diferenças

Abraçando as semelhanças, aparando algumas arestas

Aceitando alguns pés ou olhares tortos,

Um sorriso murcho, uma gargalhada escandalosa

Um compromisso ou uma memória mais ou menos

O que não pode é carinho, afeto ou amor mais ou menos

São eles que dão a liga a toda relação feita para durar.

Relação exige alimento, coisas que deem substância

Num mundo onde tudo é light, diet ou zero

Uma relação de abraço forte, sorriso doce

E amor integral é quase uma ofensa!

Prefiro uma refeição completa, demorada, nada de fast food!

Antes viver “obesa” de amor e feliz!

Que ter que me contentar com amor “light” e amizades “zero”

FORA DIETAS!

Alda M S Santos

Onde estão?

ONDE ESTÃO?

Onde estão os abraços que precisamos?

Aqueles, cujo único interesse é ser e fazer alguém feliz?

Onde estão nossos sorrisos, nosso brilho?

Aqueles, que vêm de dentro e saem invadindo tudo?

Onde estão nossa empatia, nossa alteridade? 

Aquelas, que nos tornam capazes de sentir o que o outro sente? 

Onde estão nossa compaixão e solidariedade? 

Aquelas, que nos fazem ser mais gente, mais humanos?

Onde estão o amor, a amizade?

Aqueles, sem os quais não há vida?

Onde estão nosso sossego, nossa paz?

Aqueles, que buscamos nos outros, mas só encontramos em nós mesmos? 

Buscando em nós mesmos encontraremos todas as respostas! 

Os abraços eu encontrei, e como é bom!

Alda M S Santos

Bolsa de Mulher

BOLSA DE MULHER

Dizem que bolsa de mulher é só bagunça, nada se encontra ali

Território desconhecido, perigoso, melhor nem mexer!

Verifiquei a minha, há pouca coisa! 

Um pente, pouco usado, um batom rosa, um rímel e um perfume,

Um desodorante, um hidratante e um protetor solar. 

Uma lixa, cortador, acetona e uma base de unhas. 

Escova, fio e creme dental.

Um pequeno kit-costura: agulha, linhas e alfinetes.

Kit-escritório: canetas, lápis, tesoura, durex e apontador.

Primeiros socorros: termômetro, analgésico, band aid, antiácido, antialérgico e absorvente.

Chaves, celulares, carregadores, fones, pinça.

Balas, amendoins, chicletes…

Documentos, vários, cartões de crédito e dinheiro.

Um terço, uma Nossa Senhora, uma mini lanterna, lenços.

Um espelho, um brinco, uma foto querida.

Alguns cartões de amigos…

Acho que acabou…

Bolsa e coração de mulher são iguais

Bagunçados, mas tudo se encontra ali

Pode-se encontrar também um olhar, um sorriso, uma palavra, um colo, um abraço, um carinho..

Para salvar um/a amiga/o, um amor,

Desde dor de cabeça até alma triste.

Alda M S Santos

Quanto vale?

QUANTO VALE?
Quanto vale um olhar, não apenas um passar de olhos
Mas um olhar demorado e carinhoso
Que atravessa nossa íris e vê o que trazemos por dentro?
Quanto vale uma palavra sincera, amiga, doce, ou mesmo firme?
Quanto vale o silêncio compreensivo na hora certa?
Quanto vale o dar-se as mãos, quentes, seguras,
Que transmitem segurança?
Quanto vale uma mensagem, um telefonema,
Apenas um oi, tudo bem, como vai você?
Quanto vale um pensamento, uma lembrança boa,
Uma saudade, uma oração?
Quanto vale um sorriso largo, com os olhos, com o coração?
Quanto vale um abraço, daqueles que nos tocam o corpo todo
E, sem palavras, nos tocam a alma?
Vale simplesmente a nossa paz.
Essa não encontramos em nós,
Encontramos naqueles que nos são preciosos.
Que possamos todos encontrá-la!
Paz a todos!
Alda M S Santos

Ecos

ECOS

Ecos são a resposta sonora que chega até nós depois de emitirmos qualquer som.

Há ecos bem vindos como os emitidos pelos radares e sonares,

E outros indesejáveis, como aqueles que recebemos nos aparelhos telefônicos.

Nossos relacionamentos são como os radares ou sonares,

Eles desejam emitir eco, precisam receber eco.

Se possível, reverberados, em muitas reflexões “sonoras”.

Nas nossas relações de amizade, de amor, familiares ou de trabalho,

Precisamos que nossas ações produzam ecos

Que sejam ouvidas e atendidas na mesma medida

Que produzam efeito positivo no outro. Esse é o eco.

Gostamos quando nossas palavras, beijos, abraços e carinhos

Obtêm ecos de palavras, beijos, abraços e carinhos…

Eco é correspondência, eco é reciprocidade.

Se se joga flores, o eco não pode ser de pedras.

Uma relação sem ecos é uma relação incompleta, vazia

Uma relação onde sempre alguém estará insatisfeito

Onde alguém acabará por “gritar” mais em busca deles,

Ou, por fim, se calar…

Alda M S Santos
 

Marsupiais

MARSUPIAIS

Outro dia, minha cadela matou uma gambá. Ela é uma vira-latas metida a caçadora. E muito linda!

Quando fui recolher o corpo da pobre gambá, vi que vários gambazinhos pelados entravam e saíam daquele corpo enrijecido.

Buscavam ali o que precisavam para continuar se desenvolvendo e vivendo: o conforto do marsúpio.

Nós somos, de certa forma, mamíferos marsupiais. 

A diferença é que nosso marsúpio nem sempre é aquela bolsa grudada ao corpo de nossa mãe. 

Porém, não saímos prontos da placenta para a vida. 

Vira e mexe buscamos o conforto de nossa mãe, pais e familiares. 

Não o desenvolvimento físico, mas emocional. 

E, ao longo da vida, adquirimos outros marsúpios: nos amigos, nos amores, nos filhos…

As crianças procuram sem receio. Por isso são mais felizes.

Nós, adultos, maduros, fortes, independentes, sabemos nos virar sozinhos. 

Ou tentamos nos convencer disso.

Mesmo que tudo que a gente queira é um “marsúpio” quentinho para nos escondermos lá dentro, sem tempo determinado, encolhidinhos, deixando nada pra fora. 

E só sair quando estivermos com carga total na bateria, em pleno desenvolvimento.

Sou marsúpio para muitos! 

Eu sei bem quais são meus marsúpios.

Tento buscá-los sempre.

Alda M S Santos

Please, dont’go!

PLEASE, DONT’GO

Bastaria uma análise preliminar

Para percebermos quantas pessoas perdemos ao longo da vida. 

Muitas se foram de nosso convívio…

Independente do motivo, fizeram falta.

Pessoas importantíssimas:

Um amigo da infância, 

Do amanhecer ao anoitecer.

Amigos/irmãos da adolescência,

Que aturavam nossas paixonites e segredos.

Colegas de faculdade, namorados grudados.

Amigos de todas as horas.

Pais, irmãos, cônjuge, filhos, familiares…

Quantos foram?

Imaginávamos o afastamento?

Que um dia não contaríamos mais com eles? 

Se tivéssemos pedido, teriam ficado? 

Quisera poder revisitá-los.

E aqueles ao nosso redor hoje?

Por quanto tempo ficarão? 

Ou também se perderão no tempo, nas lembranças? 

Qual a finalidade de cada um deles? 

Será que já vêm com tempo pré-estabelecido? 

Ou se pedíssemos,

Please, dont’go!

Eles ficariam?

Alda M S Santos

Amor sob reforço 

AMOR SOB REFORÇO

Amor é como vacina, precisa de reforços periódicos para se proteger,

Proteger das inseguranças, desconfianças e más interpretações.

Amor é retribuição, é troca, é doação, é interação

De papos, de passeios, de beijos, abraços e carinhos,

Para manter-se em atividade e não se apagar.

Amor “exige” bilateralidade

De palavras e olhares de apoio, de admiração, de incentivo, de desejo,

Para não se embaçar e tornar-se fosco nas tempestades da vida.

Amor que se propõe à eternidade

É só aquele que vem acompanhado da reciprocidade

Não aquela silenciosa, que se cala, que deixa o outro adivinhar ou perceber por si só,

Mas a que demonstra, que verbaliza, que não permite que se desmanche, e não se envergonha do amor que sente. 

Alda M S Santos

Palavras

PALAVRAS

Palavras têm poder, quer sejam as proferidas, quer sejam as ouvidas. 

Elas podem nos impulsionar ou nos retrair. 

Ser belas e singelas como o toque de um beija-flor ou assustadoras como um trovão. 

Despertar sorrisos ou lágrimas. 

Já que não temos controle sobre todas elas, concentremos nas que podemos controlar: as que proferimos. 

Proferindo apenas palavras positivas, belas e benéficas para nós e para nosso próximo, com o tempo conseguiremos ignorar por completo as negativas que ouvirmos.

Alda M S Santos 

O diferencial

O DIFERENCIAL

Não é a força, mas a delicadeza nela contida.

Não é a pressão, mas a ternura que dela emana.

Não é a obrigação, mas o prazer em realizar.

Não é a ansiedade, mas a paz que vem da confiança. 

Não é a paixão, mas o desejo sob controle. Não é a necessidade, mas o amor.

Alda M S Santos

O que perdemos quando crescemos?

O QUE PERDEMOS QUANDO CRESCEMOS ?

Deixamos de ser crianças, crescemos…

O que perdemos?

A capacidade de nos divertir correndo um atrás do outro?

Rir das mínimas coisas, desde um tombo até uma fresta onde enfio a cabeça?

Correr, abraçar e beijar no meio do aeroporto quem amo e tenho saudades? 

Dizer não quando algo me desagrada, sem culpas?

Pedir colinho quando estou triste ou cansada? 

Chegar em casa e ficar de calcinha e cueca para aliviar o calor? 

Chorar quando algo dói ou machuca sem vergonhas?

Acreditar que um beijinho cura qualquer mal?

Pedir desculpas, oferecer a chupeta para consolar quem chora?

Ouvir e sentir prazer com a mesma história ou canção infinitas vezes?

Manter a fé inabalável na invencibilidade de nossos pais? 

Ganhamos muito quando crescemos.

Perdemos mais ainda!

A balança favorece as crianças. 

Não acredita? Observe-as nessa noite de Natal. 

Independente da situação financeira, são as que mais se divertem, as que menos sofrem. 

Se conseguirmos resgatar em nós um pouquinho da naturalidade e simplicidade delas ficaremos melhores!

E já que não acreditamos mais em papai Noel

Que o Papai do Céu nos permita sermos crianças…

Ao menos nessa noite! 

Alda M S Santos 

Gentilezas

GENTILEZAS

A gentileza nunca é desperdiçada

 É apenas o primeiro dos movimentos em cadeia, 

O início da bola de neve, 

A primeira peça do dominó a tombar… 

O começo da coceirinha,

Até os irracionais sabem 

Qualquer um pode dar o primeiro pontapé,

Ou abraço, ou sorriso ou beijo…

Ou mordidinha, ou uma palavra de carinho…

Podemos começar… 

Alda M S Santos

Belezas Escondidas 

BELEZAS ESCONDIDAS

Muitas vezes a beleza está “no escuro”.

Basta uma luz incidir sobre ela 

Para que apareça maravilhosa. 

Tanta gente precisando do flash do nosso olhar…

Da luz que vem do nosso carinho

Da luminosidade da nossa atenção

Do brilho do nosso amor. 

Poupar para quê? Doemos! 

Alda M S Santos

O coração sabe 

O CORAÇÃO SABE

Se nos deixarmos guiar pelo coração

Estaremos bem…

Ele sempre sabe, sempre!

E nos leva para onde precisamos estar

Nem sempre será onde nos agradem o tempo todo

Nem sempre será onde somos paparicados

Mas onde somos verdadeiramente amados. 

Se for doloroso onde estivermos

A questão é: quem nos levou até ali?

O que há de novo para aprender?

Qual a preciosa lição a tirar?

Se for o coração, as emoções

A travessia é válida.

O coração sabe se é querido, sente onde é amado. 

Aprendemos e crescemos na dor e nos desagrados também.

Se nos sentirmos amados, 

Deixemo-nos guiar…

O coração sabe…

Alda M S Santos

Amizade

AMIZADE

A cada vez que estamos juntas

O sorriso flui solto

A gargalhada não é contida 

As conversas ora são sérias

Ora amenas, ora divertidas

A preocupação com as outras é sincera

A disposição para ajudar, idem. 

Desejo de estar sempre perto

Trocar ideias, ver que nem tudo é tão sério

Encontrar juntas uma saída 

Há simplesmente um prazer incomparável em estar juntas

Em fazer parte da vida da outra 

Amizade é isso…

Ter a certeza que não foi por acaso que Deus nos aproximou. 

Amo minhas amigas! 

Alda M S Santos

De tudo um pouco

DE TUDO UM POUCO

Nem sempre podemos tudo

Tampouco teremos tudo

A sabedoria do viver

Está em extrair de cada porção

O que de melhor ela pode nos oferecer

É saber ver além da embalagem

É “arrombar” paredes invisíveis.

A doçura da amizade é absorver 

O que se apresenta nas mínimas coisas

É oferecer nosso diferencial para que o outro se complete 

A magia do amor consiste em 

De todos os poucos que se tem, 

De todas as flores e brilhos que se obtém

Inclusive das pedras, construir nosso castelo 

E fazer o nosso tudo! 

Alda M S Santos

Vida sem ternura

VIDA SEM TERNURA

Vida sem ternura é …

Poço sem água, árvore sem folhas, 

Sol sem calor, frio sem cobertor, 

Boca sem sorriso, mãos sem trabalho, 

Braços sem abraços, olhos sem brilho,

Oração sem gratidão, fome sem pão,

Casa sem morador,

Coração sem amor… 

Existem…

Mas não têm sabor…

Alda M S Santos

Anjos

ANJOS

Parece que algumas pessoas estão previamente determinadas a fazer parte da vida umas das outras. 

Isso explicaria o porquê de algumas pessoas distantes serem mais próximas, importantes e necessárias do que outras com as quais convivemos horas e horas por dia.

Com essas nada há em comum, nada se sabe ou se quer saber delas. São dispensáveis!

Já aquelas, ahhh! 

Elas são como gotas de chuva numa tarde quente…

Um chá quente na noite fria…

Um raio de sol na janela ao despertar. 

Um luar para os amantes.

Um copo d’água que mata nossa sede.

Um abraço caloroso que aquece nossa alma e restaura nossas forças. 

São a prova do amor e cuidado de Deus! 

Ele sempre nos manda exatamente aquilo que precisamos.

São anjos disfarçados de gente.

Obrigada aos meus anjos de todos os dias! Por estarem sempre por perto. 

Eles sabem quem são, pois os agradeço incansavelmente. 

Alda M S Santos

O que cresce? 

O QUE CRESCE? 

Tudo, tudo mesmo nasce pequenininho. Começa com uma semente, uma raiz, galhos, folhas, frutos…

Até virar uma frondosa árvore, linda, desejada ou não, difícil de conter. 

Às vezes nasce o que não plantamos, mas para crescer é preciso regar, adubar, cuidar. 

É assim com plantas benéficas, mas com as daninhas também. 

Não é diferente com as situações, com os sentimentos, nossas vivências.

Aquela depressão começa com uma tristeza, aquela doença com uma febre, aquela apatia com uma simples preguiça, aquela raiva com uma mera implicância, aquela aversão com uma pequena antipatia, aquela amizade com uma atenção, aquela desconfiança com um leve ciúme ou insegurança, aquele amor com um carinho desinteressado. 

É preciso que estejamos atentos para regar, adubar e alimentar em nós somente o que queremos que cresça, tenhas fortes raízes, troncos firmes, lindas flores, frutos saborosos…

Depois da árvore frondosa, cultivar é fácil, cortar torna-se muito mais complicado. Arrancá-la causa danos ao terreno, ao seu entorno, a outras árvores e seres viventes, e sempre deixa marcas insuperáveis. 

Cuidemos do que andamos cultivando em nós! 

Alda M S Santos 

Quando for amor 

QUANDO FOR AMOR

Quando for amor

Haverá medo, sim

Mas, sobretudo, haverá coragem…

Quando for amor

Haverá tristeza, lágrimas, dor…

Mas, sobretudo, haverá sorrisos, alegria, êxtase.

Quando for amor

Haverá dúvida,

Mas a bondade, a solidariedade, a doação irão prevalecer. 

Quando for amor, 

Haverá erros, porque amar é viver ao máximo

E viver é errar, é aprender com os erros. 

Quando for amor, mesmo

Não haverá fuga

Haverá entrega. 

Pois amor é soberano

Vem do fundo, forte, certeiro, abre caminho

A ninguém maltrata,

Mas descarta o que não é bom. 

Alda M S Santos 

Só tem amor quem sabe amar “

“SÓ TEM AMOR QUEM SABE AMAR”
Quantas vezes na vida nos entristecemos, choramos, lamentamos um amor ofertado e não devidamente recebido, valorizado ou correspondido? Isso nos acontece desde a infância, quando nosso amigo preferido escolhe brincar com outro e ficamos emburrados.
Aprendemos? Não. Apenas aprimoramos o modo de lidar com a dor e a frustração para que não nos derrube.
Disfarçamos, buscamos outros interesses, olhamos para frente, tentamos ignorar aquela angústia lá no fundo de nós e partir para outra.
Por isso tantas pessoas mudam, tornam-se amargas, fechadas, desconfiadas, inseguras, resistentes ao amor e às demonstrações de carinho e afeto. É a autoproteção.
Outras, porém, permanecem do mesmo jeito. Amam, se entregam, demonstram carinho, são sinceras, sensíveis.
Não importam os envolvidos no ato de amar: entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, entre casal.
Até podem sofrer por um tempo, mas percebem, sabiamente, que quem ama nunca perde. O amor é sublime, soberano, mágico. Quem o sente é privilegiado. Quem não soube receber é que ficou no prejuízo.
Nunca lamentemos por amar! A vida sem amor é vazia e seca. Não tem cor nem brilho. Amor é bumerangue! Amor se autoabastece. Quem não ama não sabe acolher o amor que bate à sua porta.
“Só tem amor quem sabe amar”!
Alda M S Santos

Desejos

DESEJOS
Quero o silêncio, não qualquer silêncio, mas aquele que traz reflexões.
Quero amigos, não colegas, amigos que me ouçam, sorriam e chorem comigo,
Que puxem-me as orelhas, mas que me aceitem como sou.
Quero ser amiga, solidária, pra toda hora, necessária, valorizada.
Quero solidão, propícia e oportuna, que possibilite o crescimento.
Quero companhias alegres, tristes, fortes ou frágeis, mas autênticas.
Quero saudade! Pode até doer um pouquinho, mas que me alegre o coração e me instigue a buscar algo.
Quero trabalho, que eu produza, mas me divirta acima de tudo.
Quero o amor, não qualquer amor, mas aquele que tenha muito carinho, respeito e reciprocidade.
Quero paz! Aquela que vem com o silêncio, a solidão, os amigos, o trabalho, a saudade, o amor e… Deus.
Quero Deus comigo sempre.
Quero e, querendo, eu posso!
Alda M S Santos

O quebra-cabeça e os relacionamentos

O QUEBRA-CABEÇA E OS RELACIONAMENTOS

Observando os relacionamentos à minha volta chego à seguinte conclusão: nós, e a pessoa que nos é destinada, somos compostos pelas peças de um mesmo quebra-cabeça. O objetivo na vida é encontrar qual pessoa tem as peças que irão nos completar e vice-versa.

Passamos a vida montando esse quebra-cabeças, encaixando as peças em lugar errado, retirando, tentando de novo, acertando e tornando a errar. O problema é que, às vezes, passamos boa parte da vida tentando encaixar peças erradas, peças que não se completam.

Imagina um cachorro tentando encaixar uma perna de gato. Fica manco! Por isso existem relacionamentos tortos! Passam a vida forçando peças não afins a se completarem.

Quando veem que não vai dar, partem para outra. Aí, as peças já estão desgastadas, desbotadas, e, ainda assim, lutam para se encaixar em outro quebra-cabeças…

Devemos fazer como as crianças que misturam peças de quebra-cabeças diferentes. Dá trabalho, mas vale a pena separá-las para poder brincar direito.

Resumindo: o que vale é se divertir nessa brincadeira. Rir e aprender juntos com os erros e comemorar os acertos. Como em toda brincadeira, se deixou de ser divertido é hora de parar de brincar antes de começar a briga…

Alda M S Santos

 

Não basta

NÃO BASTA

Não basta olhar, tem que enxergar além, sorrir, encantar.

Não basta tocar, tem que fazer sentir, arrepiar.

Não basta falar, tem que dizer algo que emocione, saber silenciar. 

Não basta abraçar, é preciso enlaçar a alma com doçura, aquecer.

Não basta beijar, é preciso trocar bons fluidos, mergulhar.

Não basta provar o amor, é preciso despertar o amor no outro…

O amor que caminha lado a lado, no mesmo compasso e sintonia, se basta…

Alda M S Santos

No Espelho

NO ESPELHO
Cedinho, escuro ainda, meio sonolenta, horário de verão!
Olho-me no espelho. Ele me devolve o olhar. Ignoro, distraída, não quero papo, tampouco olhares perscrutadores.
Mas ele continua lá. Resolvo encará-lo. Não sou de fugir da “luta”.
Desvio um pouco dos olhos. Retiro pelos imaginários dos lábios, ajeito os cabelos, estico uma ruga, passo um batom, dou um leve sorriso.
Mas o olhar está lá, investigando, avaliando. Parece perguntar: está tudo bem? O que tem feito por si mesma? Pelos outros? Olhe para mim! Olhe para si!
Encaro-o, quer dizer, encaro-me.
Fisicamente, umas ajeitadas seriam necessárias. O tempo não perdoa.
Emocionalmente, apesar da intensidade exagerada, dos atropelos esporádicos, de alguns medos, de certas confusões mentais, prevalece um certo equilíbrio.
O tempo nesse caso favorece, traz sabedoria para quem se dispõe a aprender as lições diárias.
Encaro o espelho novamente, firme, corajosa. Coração sempre à frente, acelerado.
Digo, olhos nos olhos: você é capaz de vencer qualquer coisa a que se propuser. Acredite!Sorriso largo, lanço um beijo:
Bom dia, doidinha!
Alda M S Santos

Beija-flor

BEIJA-FLOR
Lindos, passam a vida a beijar
Nessa vida de carinhos
Alimentam-se por inteiro
A si mesmos e ao outro…
Tão perfeitos…
Tão lindos!
Cores e encanto.
Deixaram-me aproximar
Quis ser flor, fui flor
Senti a alegria da simplicidade e do amor.
Alda M S Santos

Quando tive saudades

QUANDO TIVE SAUDADES

Quando tive saudades, teu canto ficou mais harmônico e doce…
Quando tive saudades, teu cheiro foi mais forte e inebriante…
Quando tive saudades, teu gosto foi mais saboroso e suave.
Quando tive saudades, teu toque foi mais aveludado e macio.
Quando tive saudades, a beleza que emanas foi mais encantadora…
Quando tive saudades, com sentidos potencializados,
Eu a matei!
Alda M S Santos

Carinho em abundância

CARINHO EM ABUNDÂNCIA
Seja qual for o ser vivo, precisa!
Pedindo ou não, necessita!
Se não tiver, definha, seca, perde o brilho, morre…
Carinho é cíclico. Efeito bumerangue.
Quem dá, recebe.
Quanto mais duro, mais resistente, mais precisa!
Quanto mais doce, mais sensível, mais amoroso, mais doa…
Em forma de sorriso, de toque suave,
Palavras amenas, olhares, abraços e beijos…
E assim, recheamos essa vida de amor, alegria e paz!
Alda M S Santos

Quero colo

QUERO COLO

Se estou triste, quero colo.

Se estou frágil, peço colo.

Se estou feliz, dou colo.

Se estou forte, ofereço colo.

Em qualquer situação há troca de calor, de aconchego, de carinho, de amor.

Viemos do útero, quentinho e aconchegante.

Chegamos ao mundo num colo materno acolhedor e amoroso. 

Crescemos sendo acalentados e acolhidos em colos protetores. 

 Nunca devemos esquecer de nossa essência amorosa! 

Com o tempo, passamos a selecionar o colo que queremos. 

Porém, há um sempre disponível: o colo de Jesus! Ele sempre acolhe, acalenta, perdoa, incentiva e acredita em nós novamente! 

Façamos o mesmo com nosso semelhante e, principalmente, conosco mesmos! 

Peçamos colo! 

Doemos colo! 

Alda M S Santos 

Quando o amor não é o bastante

QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE

Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.

Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.

O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.

Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.

Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.

Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…

Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?

Avaliando essas situações chego a três conclusões.

Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.

Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.

E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.

Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!

Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.

O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.

Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!

Alda M S Santos

Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com

Bom dia!

Eu amo você!

Eu amo: Uma expressão tão bonita, mas tão indevidamente utilizada que tem se tornado sem sentido, descartável, desvalorizada. Tornou-se corriqueira, trivial. Eu amo dormir, amo viajar, amo pizza, amo ginástica, amo vinho, amo dançar, amo Denzel Washington e amo você! Será que poderíamos colocá-los assim, no mesmo grau de importância? 

Para mim, coisas e situações a gente gosta. Pessoas a gente ama. E não são todas também não. Algumas a gente apenas gosta, aprecia, outras nem isso, são indiferentes ou até desgostamos. 

Nesse caso não sei se Denzel Washington seria pessoa ou coisa! 

Já parou para pensar a quantas pessoas poderíamos verdadeiramente dizer “eu amo você”? Confesso, já disse que amo, quando deveria dizer que gosto, para coisas, tipo amo aquele livro ou filme. Mas nunca disse que amo para uma pessoa sem verdadeiramente amá-la. 

Como saber se realmente amamos alguém? Claro, tem aquelas máximas: quando ela está sempre no nosso pensamento, viver sem ela é um tormento, a distância machuca e a presença torna tudo brilhante, queremos contar tudo pra ela, precisamos que nos conte sobre si, necessitamos fazer parte de sua vida, a urgência de tocar e ser tocado é grande… Esse “amor” mais passional, que quase todos conhecem, pode até nem ser amor, só o tempo é capaz de dizer. 

Às pessoas que eu amo, sempre tenho necessidade de dizer que amo, mesmo que não consiga! Apenas um bate-papo, um encontro, um alô, sempre têm que terminar com um “eu te amo”, “Deus te abençoe”, “se cuida”. Se isso não for feito, fica faltando algo. A elas desejamos o melhor, lutamos por sua vida, caminhamos juntos. São aquelas que nos despertam sorrisos facilmente, sentimos aquele bem-estar só de estar em sua presença. Mas também são as capazes de provocar as dores mais profundas, de nos arrancar lágrimas. Quando o mal as atinge é como se atingisse a nós mesmos. Quando nos magoam, dói, sofremos. E fazemos por elas coisas inimagináveis. 

Esse, de certa forma, é um amor condicionado à reciprocidade. É preciso retorno para se manter. Pode haver entre pessoas próximas ou distantes, mas precisa de alimento. 

Há ainda o amor soberano, o amor incondicional, aquele que não espera nada em troca, nem perfeição, nem reciprocidade. Aquele que Jesus tem por nós. O amor que nos permite dar a vida pelo outro. Literalmente, morrer no lugar do outro, se preciso for, ou não, apenas dando tudo que temos de melhor. 

 Nós, humanos, somos capazes de sentir tal amor? Se o verdadeiro amor fosse apenas esse, a quantas pessoas poderíamos dizer realmente, sem exageros, “amo você”?

Independente disso, somos humanos, falhos, e o amor que somos capazes de sentir não deve ser escondido ou aprisionado. Se sentimos que amamos de verdade, devemos dizê-lo. 

Ah, e Denzel Washington é uma pessoa que gosto!  

A vocês que eu amo, certamente sabem, pois digo sempre: eu amo vocês! 

E você, já disse a alguém hoje “eu amo você”?

Alda M S Santos

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