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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Voos

Espaço aéreo

ESPAÇO AÉREO

No céu das possibilidades é possível voar
Um voo solo ou acompanhado
Traçar planos de voo, rota
Ou simplesmente seguir despreocupado

No céu das possibilidades a vista é linda
Aquela pensada, imaginada, sonhada
Não há limites, não há medos ou sanções
O voo é pacífico, não há luta armada

Nesse espaço aéreo nunca me perco de mim
Naquela atitude tudo parece tão claro
O que quero, posso, desejo são perguntas ao mesmo sim

No céu das possibilidades voo devagar
Não há pressa, não há destino a alcançar
Largada e chegada são apenas pontos do mesmo viajar…

Alda M S Santos

Estive nas nuvens…

ESTIVE NAS NUVENS..

Aqui do alto, das nuvens, a milhares de pés
Lembrei de você que acordou sorrindo
Agradecendo a vida, o sol se abrindo
Lembrei de você que começa seu turno
Para fazer o dia a dia de tantos mais seguro
Lembrei de você que sofre, que chora
Que pede pela paz, por saúde, que implora
Lembrei de você que transporta toda a gente
Seja como for, por terra, mar, pelo vasto céu
Levando sonhos e planos num alegre carrossel
Lembrei de você que pede em oração
Por um mundo mais fraterno, mais irmão
Lembrei de você que está sempre comigo
Ao meu lado, é meu lar, meu melhor abrigo
Lembrei de você, que nas nuvens ou no chão
Nunca deixa de ser do bem, enorme coração
Lembrei de você que voa todo dia com alegria
Nas asas suaves da imaginação carrega magia
E leva a todo canto um pouco desse encanto
Estive nas nuvens…e lembrei de você!

Alda M S Santos
Mais no meu blog vidaintensavida.com

Amanhecendo…

AMANHECENDO…

Amanhece nesse nosso Belo Horizonte
Linda aurora desponta atrás dos montes
O céu se pinta de bela aquarela
Tantos matizes captam nossa íris, nossa tela

Devagarinho a noite se despede
O sol pede passagem, nada impede
A harmonia de sons dessa orquestra é notável
A vida recomeça sempre, incansável

Há beleza e harmonia nessa passarela mineira
Cultura, arte, jeito de ser dessa gente brejeira
Vamos ali conhecer novos cantos, novos ares
Eita mundo que encanta cheio de novos lugares

Não importa se em Minas Gerais, Distrito Federal ou Alagoas
As expectativas nos alegram, são boas
Voamos nas aeronaves reais ou da imaginação
E vamos aquecendo corpo, alma, coração

Alda M S Santos

Leveza

LEVEZA

Sonhei que estava a caminho do céu

Vestes brancas e leves a flutuar

Na cabeça uma tiara de rosas, um véu

Subia, girava, sorria, ia devagar

Vez ou outra parava no caminho

Sentava numa nuvem para baixo a olhar

Quem foi que deixei sozinho

Isso pesava, não me deixava viajar

Era tão bom poder plainar

Cada vez mais longe, mais alturas alcançar

Tal qual águia na imensidão a voar

Tudo ficava leve, pétalas de rosas a carregar

Mas algo não estava bem

Ainda não posso ir, preciso retornar

Aqui tinha ficado alguém

Mas já conhecia o caminho do céu a atravessar

Me despedi de mim mesma

Minha leveza, minha destreza

Quem sabe não chegaria o dia

Que iria com certeza pra lá

Enquanto não é possível

Quero de novo sonhar

E nas asas de uma borboleta

As alturas de novo chegar…

Alda M S Santos

Queria voar

QUERIA VOAR

Queria tanto voar…

Não a bordo de um avião

Ou dentro de máquina de aço qualquer

Queria bater minhas asas

Como águia, ou um gavião

Poder ir a qualquer canto

Onde não houvesse nenhum pranto

Queria tanto voar…

Lá do alto observar a tudo

Vista privilegiada desse mundão

Liberdade de ir e vir, sem prisão

E poder a quem precisar estender a mão

Queria tanto voar…

Mas sou um ser humano

A nós foram dadas outras habilidades

Podemos andar, pensar, falar, menos voar

Pensando bem, eu trocaria qualquer uma delas

Pela capacidade de subir, voar, plainar…

Queria tanto voar…

Já que isso não é possível

E confio no Senhor da Criação

Daqui fico curtindo e acenando

E voando apenas na imaginação…

Vamos voar?

Alda M S Santos

Sombras

SOMBRAS

As sombras são meio assustadoras

Por vezes, falta-nos coragem para encará-las

O medo toma conta, ficamos inertes

Ou fugimos apavorados

Outras vezes percebemos

Que ser forte e resistente

Não se resume à força física

Ser forte pode ser tantas vezes

Acalmar, buscar energia dentro da gente

Encarar a própria sombra escura que se agiganta

Acender ali uma luz que brota de nosso interior

Iluminar tudo e seguir…

Isso é força, é fé!

Quando o chão nos falta

É preciso aprender a voar

Buscar o céu para encontrar a paz!

Alda M S Santos

Quero voar

QUERO VOAR

Não quero voar muito alto

Não quero atingir grandes altitudes

Tampouco alcançar outros planetas ou galáxias

Atingir pontos nunca alcançados

Se estiver sozinha…pesada

Prefiro voar baixo, plainar na altura das nuvens

De onde possa ver todos que voam também

Que ajeitam suas asas, que lutam

Que traçam um plano de voo e o seguem

Ou que precisam mudar por danos ou condições climáticas

Que ajudam a fortalecer as asas de outro “pássaro”

Que não ficam atrapalhando a rota

De quem já sabe voar

Não quero voar muito alto

Se para isso estiver “empatando” voo alheio

Se estiver pesando as asas de alguém

Se não puder levar comigo aqueles que amo…

Quero voar, mas quero levar vocês comigo!

Alda M S Santos

Pilotando um Boeing 787

PILOTANDO UM BOEING 787

Viver é comandar um Boeing 787, sem brevê

E aprender a fazê-lo, na prática

Sem aulas ou lições prévias

Manter-se no ar, em movimento, enfrentar intempéries mil

Ser submisso ao comando da “torre”

Pilotando na base da reflexão, por intuição

Baseando-se em aprendizados obtidos na tentativa e erro

Algumas vezes até dá pra deixar no piloto automático

Descansar, relaxar, confiar no trabalho da tripulação

Ou contar, ocasionalmente, com ajuda de um co-piloto

Mas viver é ir aprendendo a pilotar um 787 com coragem

Ser capitã da prática diária

É enfrentar inimigos externos e internos

Aprender a negociar, apaziguar, evitar danos na aeronave

É saber que carrega ali muitas vidas dependentes de sua habilidade

Que basta um erro para que todos sejam atingidos

Uma falha mais grave poderá ser fatal

E levar consigo para o chão toda a tripulação e passageiros

Não escolhemos quando começamos a voar

Tampouco saberemos o momento de parar

Mas, de todo modo, não deixa de ser um voo prazeroso e emocionante…

Alda M S Santos

Decolar

DECOLAR

Viagem…

Malas arrumadas, cheias

De utensílios, de acessórios

De sonhos, esperanças

Expectativas de descanso, diversão

As malas levam as necessidades do corpo

O coração leva as necessidades da alma

Vai nua, quer novo figurino

Veste um sorriso no rosto

Um abraço de agasalho

Descalça, deseja sentir melhor onde pisa

Por onde caminha, o destino almejado

Quer se abastecer do novo

Revigorar o que já está meio gasto pela vida

Fortalecer o que estiver frágil

Potencializar o que está apto a crescer

Trazer para dentro de si o infinito

A aeronave decola sabedora de seu destino

Ela decola junto, confiante

Fecha os olhos e sonha…

Alda M S Santos

Efeito borboleta?

EFEITO BORBOLETA?

Entra voando janela adentro do meu quarto

É noite, tudo escuro lá fora

Talvez atraída pela luz, voa em círculos sobre a cama

E para na parede à minha frente

Fico encantada com o voo, as cores, a leveza, a liberdade

Eu me aproximo devagar, confiante, ela me permite tocá-la

Que veio fazer aqui, borboleta?

Não tem medo de aqui ficar presa ou perdida?

Veio buscar o quê, aventureira?

Ou será que veio me ensinar a leveza, a coragem de voar?

Suas cores e “digitais” parecem falar comigo

Dá mais uns voos rasantes pelo quarto e sai majestosa para a noite de luar…

Efeito borboleta? Que poder tem o bater de suas asas?

Leveza, liberdade, a fragilidade e fugacidade do viver …

Alda M S Santos

Medo? Que nada!

MEDO? QUE NADA!

Um pouco ansioso como em toda primeira vez

Afinal, isso é um “trem que voa” invenção de um mineiro

Boa expectativa, um voo curto de uma hora

Medos e receios do meu pai são vencidos

No alto, da janela passa a observar a pequenez do que fica pra trás

Admirado com as várias camadas de nuvens

Com o nublado lá de baixo

E o sol claro e céu limpo cá de cima

Quanto maior a altitude mais claro tudo se torna

Umas pequenas áreas de instabilidade

Sorriso de menino, “parece até que estamos no chão”

Nem o incômodo nos ouvidos ele sente

E papai abre aquele sorrisão satisfeito

Pousamos no aeroporto cujo nome homenageia o criador dessa grande invenção:

Santos Dumont

Voar é maravilhoso!

Alda M S Santos

Ninhos vazios?

NINHOS VAZIOS?

Um ninho vazio, aparentemente um emaranhado, muito bem tecido

Fios, fiapos, pequenas linhas e folhas, galhos, tudo bem escolhido

Montado com o máximo capricho e cuidado

Amor e proteção em cada mínimo detalhe

Para realizar desejos, receber bênçãos, dar vida ao que foi sonhado

Há pouco eram só penugem, fome, pios, bicos abertos

Carinho ao alcance das mãos, ou melhor, dos bicos famintos

E logo se transformaram em penas, força, canto, asas, voo

Inseguro, a princípio, raso, baixo, assustado

Seguido de força, coragem, beleza e encanto

Proporcionando muito orgulho àqueles que no ninho ficaram

E, paradoxalmente, uma alegria salpicada de tristeza, de saudade

O amor tem o dom de alimentar quem trata de alimentar o outro

E o alimento parece faltar a quem não tem mais os alimentandos

Aquele ninho não é mais útil, não os cabe mais

Não para a mesma finalidade, ficou apertado para o tamanho de suas asas

O alimento dali já não é nutritivo o bastante

Mas quem aprendeu a se alimentar nesse bico

Quem cultivou o amor no pulsar desse coração

Quem ali desenvolveu os músculos das asas e alçou o primeiro voo

Não se esquece…

E se lembrará quando novo ninho for tecer

Com o mesmo amor e cuidado

Vida e amor se renovam

E mantêm os ninhos sempre cheios…

Alda M S Santos

Voos perigosos

VOOS PERIGOSOS

De um galho para o outro, do galho para o chão

Pequenino, desconhece os perigos, se arrisca, se expõe

Volta para o mesmo galho baixo, cochila,

Encantado com o mundo grande fora do ninho.

Quase consigo pegá-lo!

Os canarinhos adultos ficam do alto, de longe…

Vez ou outra tentam protegê-lo, arriscando-se também,

Ensinando os melhores caminhos…

Aprenderam a se proteger, se preservar, ficar de longe,

Mas o instinto protetor impera, descem,

E o pequenino insiste onde há perigo!

Quando irá aprender?

Tal pássaros, tal gente!

Alda M S Santos

Nas asas da imaginação

NAS ASAS DA IMAGINAÇÃO
Estava em campo aberto, uma área gramada e pequena
Para todos os lados havia arame farpado,
Cerca eletrificada, concertinas, muros, grades…
Seu corpo estava preso das mais variadas formas
Limitação de espaços e de movimento
Para qualquer lado que tentava não era possível se mexer
Sequer conseguia falar ou se expressar
No fim das forças, cansaço extremo, deitou-se na grama
Olhou para o alto e viu uma ave voando no lindo céu
E descobriu que havia asas, que possuía asas e,
Voou, voou, voou…
Nas ainda possíveis asas da imaginação….
Alda M S Santos

Voar

VOAR

Vontade de alçar voo…

Bater minhas asas, subir o mais alto que puder

Sem me preocupar com o cansaço

Vontade de alçar voo…

Decolar para imensidões desconhecidas, coloridas, 

Sem saber quando e se vou pousar

Vontade de alçar voo…

Em busca do pote de ouro do arco-íris, de uma estrela cadente, 

Sem a urgência que nos paralisa

Vontade de alçar voo…

Nos caminhos tortos que construímos ao buscar nosso sonho encantado

Mesmo tropeçando nos lixos cósmicos da via láctea

Vontade de alçar voo…

Planando para dentro de um amor desejado

Para o mais profundo de mim mesma

E, enfim, pousar…

Alda M S Santos

No ar…

NO AR…
Voar, bem alto, no infinito,
Devagar, curtir, planar…
Tudo ver, tudo analisar, de fora, por cima,
Tudo observar, escolher, fixar os olhos
E mergulhar… fundo…
Na certeza do que se quer,
No prazer antecipado do encontro,
No gozo da vida que recomeça
A cada voo,
A cada mergulho…
No ar…
Alda M S Santos

Voo leve

VOO LEVE
Somos um ser de uma asa só voando por aí,
Voamos bem, voamos muito, ora baixo, ora alto…
Quando encontramos uma asa que nos pareia, tudo se encaixa.
Voamos bem, voamos alto, voamos leve, voamos felizes.
Mas se nos unimos a uma asa que não combina,
Melhor seria continuar voando bem, ora baixo, ora alto,
Mas com a própria asa…
Pior que voar sozinho é voar com asas que pesam,
Com asas que desequilibram, que geram turbulências.
O voo precisa ser leve, livre, solto e feliz,
Sozinho ou acompanhado.
Alda M S Santos
Foto Google imagens

Milhagem

MILHAGEM
Dúvida: Onde troco minhas milhas de vida?
Existe um programa de milhagem que posso resgatar?
É que já tenho algumas acumuladas e não sei quando expiram.
Posso escolher destino, data, companhias?
Se não for pedir demais, pode ser só de ida?
Alda M S Santos

Copiloto

COPILOTO
Copilotos, vice-líderes, substitutos,
Ajudantes, auxiliares, corresponsáveis,
Ou, simplesmente, parceiros.
Precisam ser bem escolhidos!
Não há voo seguro e feliz sozinho,
Tampouco mal acompanhado.
Alda M S Santos

Voos

VOOS 

Temos a capacidade de voar tão alto…tão longe…

Somos capazes de alcançar o espaço sideral. 

O destino mais difícil nem é tão longe.

Está dentro de nós mesmos. 

Pode ser maravilhoso…

Pode ser perigoso! 

É preciso coragem! 

Alda M S Santos 

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