SÓ SEI QUE DÓI

Não dá para identificar ao certo
A dor está lá, crescendo, remexendo
Indefinida, dor de quê, em quê?
Dor da (in)existência, enfraquecendo

Aperta a garganta, parece que sufoca
Ora deixa lágrimas presas rolarem
De onde vem, fura feito broca
Excesso de passado, ausência de futuro?

Um presente de realidades meio indesejadas
Repleto de sonhos, desejos, anseios
Em corações e almas bastante alucinadas

É preciso sanar a dor, apagar essa sensação
De que tudo é meio impossível, em vão
Crer na cura no amor, na esperança, sem senão

Alda M S Santos