AO SABOR DO VENTO
Um barco, uma âncora, uma bandeira a balançar
Seus olhos observam, sua alma voa
Ao sabor do vento navegam no oceano
Leva para lá e traz de volta para cá
E nesse constante remexer, nessa brisa refrescante
Ora é paz, calmaria, ora é tempestade, inconstância
Tenta encontrar seu lugar, se encaixar
Ser barco, ser âncora, ser vento, ser pouso…
Joga água salgada no rosto, aquece-se ao sol
Tenta lavar e aquecer também a alma
E o barco balança, a âncora repousa
O porto está longe e a bandeira balança ao sabor do vento
Fecha os olhos e, como ela, solta-se, entrega-se, deixa-se levar…
Alda M S Santos