LENDO A MINHA MÃO
A cigana quis ler a minha mão
Antes, porém, me pediu autorização
Ela olhou-me nos olhos, confiei
Seu olhar transmitia sabedoria, acreditei
Um pouco ansiosa, meio tensa, aguardei
Ela olhava minha mão, passava os dedos nas linhas
Olhou de novo em meu rosto, suspirei
Que será que ela tanto via que a detinha?
Disse que eu era firme em meus propósitos
Sabia bem o que queria ou não
E quando amava, amava de montão
Até aí estava tudo certo, então
Vais passar por mudança, perrengue sério
Não dá ainda para saber qual é o mistério
Mas depende só de você saber lidar com tal revertério
Assustei, preocupei, medrei, na oração busquei refrigério
Alda M S Santos
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