PREGUIÇA

Ando com preguiça de certas coisas

Preguiça de gente que não se move

Que nada faz pra vida mudar

Passa o tempo a reclamar

Ando com preguiça de gente que se faz de vítima

Veste a toga de juiz e se põe a julgar

Sempre a vida alheia a criticar

Ando com preguiça de certas “ocupações” por aí

Gente incomodada com o que o outro faz

Como faz ou deixou de fazer

Vistas tapadas para a própria inércia

Olhos cegos para os próprios erros e falhas

Mas o dedo sempre a apontar para a falha alheia

Mas o jeito melhor é ignorar

Cuidar da parte que nos cabe nesse vendaval

Entregar-nos à vida, ao sol, à natureza

Limpar e trilhar nosso caminho, mesmo sob temporal

Deixar agir nossa própria natureza, ainda que (a)normal

E deixar que cada qual cuide

Da sujeira ou da beleza de seu quintal…

Alda M S Santos