A LUA DE SANGUE

Em alto mar, numa escuna que travou do nada

O condutor disse que ficaríamos ali para ver a lua vermelha

Mar estava agitado, turbulento

Parecia querer atrair a atenção de volta para si

E teve, quando ficamos sem saber quanto tempo demoraríamos naquele entrevero

Comentários tensos ou bem humorados em vários idiomas

E o céu, lindo nas cores do pôr do sol, não nos dava visão da lua

Escondida atrás das matas altas da ilha

Desistimos de procurar por ela que não queria ser vista

E observamos o que se mostrava para nós no momento

Mar, céu, sol poente, e o balançar das ondas no casco da escuna

Que logo voltou a funcionar e nos trouxe para nossa realidade

Vermelha, azul, verde, amarela, multicor ou cinzenta…

Aquela que preferirmos focar…

Alda M S Santos