FEZ AS MALAS… E FOI
Quando não mais a cabia, sentia-se apertada e desconfortável
Fez as malas e foi…
Quando o que se apresentava não era o bastante, machucava, atemorizava
Fez as malas e foi…
Quando o desejo de ficar e lutar juntos ficou menor que a esperança de melhorar
Fez as malas e foi…
Quando o amor não mais justificava qualquer ato de rebeldia, desconfiança ou covardia
Fez as malas e foi…
Quando o amor produzia mais nuvens escuras e pesadas,
Chovia mais lágrimas que sorrisos
Fez as malas e foi…
Ou quando o amor foi grande o bastante para não fazer o outro sofrer, deixá-lo viver
Ainda que tenha deixado 50% de si para trás
Sequer deu tempo de fazer as malas
Simplesmente, foi…
Tentando não olhar para trás
E levou na bagagem apenas dor e saudades…
Quando o amor apertava tanto o peito, a consciência doía, a saudade feria, a vida se esvaía
Fez as malas, encheu-se de fé e esperança, de Deus
E…voltou…
Ir ou ficar, lutar ou desistir, o que é maior prova de amor?
Alda M S Santos
maio 29, 2018 at 10:25 am
Que profundo texto Alda, quantas vezes pensei em fazer a mala, mas nunca enxerguei o destino… Esses 50% que ficam para trás faz parte da bagagem que nunca se desfaz…Seu texto mexeu comigo. Beijão.
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maio 29, 2018 at 10:27 am
Sim! Ficam para trás, mas guardados em nossos depósitos secretos, e vez ou outra, balançam nossa estrutura! 😊💕
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maio 29, 2018 at 12:38 pm
Show Alda…incrível mesmo!
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maio 29, 2018 at 12:44 pm
Muito obrigada! bjs
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maio 29, 2018 at 4:30 pm
Que haja história pra contar. Poesia pra escrever e amor pra recomeçar… Porque a permanência é feita de luta cotidiana… renúncia e entrega. Espera frutífera.
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maio 29, 2018 at 5:18 pm
Exato! Os paradoxos da vida! Obrigada! 🙏😘
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