FEMINICÍDIO: QUANDO O AMOR ADOECE E MATA

Amor adoece, morre, tem fim

Ou se morrer nunca foi amor?

Mais sério ainda: amor adoece, mata, se mata?

Crimes passionais, feminicídios ou simplesmente falta de amor?

Tudo que tem vida pode adoecer, morrer.

Nessa perspectiva, amor nasceria, cresceria, multiplicaria, definharia e morreria.

Mas amor precisa de um habitat para viver, um coração para o acolher.

Necessita de um ninho quentinho e aconchegante para ser protegido e alimentado.

Para crescer e gerar bons frutos precisa de uma alma receptiva.

E se esse habitat não for apropriado, se estiver doente,

Ele infecta o amor, o adoece, ameaça, violenta

Agride, mutila, mata, se mata…

Não é o amor que morre ou mata!

Somos nós, como habitat, doentes, que o matamos ou morremos…

Amor não é doença, não é patologia!

Amor é medicação, é vacina, é cura!

E se não houver em nós força, fé e bondade suficientes,

O efeito pode não ser o esperado e morrermos na tentativa,

Ou matarmos!

Amor é saúde, é proteção, é cuidado de si e do outro,

Amor é vida!

Feminicídio é o mais alto grau da doença do amor: a posse!

E como toda doença, apresenta sinais e sintomas para ser combatido a tempo.

Cuidemos da saúde de nossos corações, de nossa alma,

Cuidemos da saúde de nosso amor!

Alda M S Santos

#feminicidio