ACEITO EM MIM

Vou-me construindo dia a dia, parte a parte

À medida que, paradoxalmente, me desconstruo

Dermes e epidermes que se desgastam e se refazem

Pelo a pelo que cai e a vida se renova em cada bulbo

Tal qual fruto que, podre, se desfaz

E em semente recomeça…

Vida e morte convivendo lado a lado

Em variadas fases de viço e secura

Tal qual roseira que carrega em seus galhos, ao mesmo tempo,

Morte, vida, renascimento…

Aceito em mim a morte do que já não vive

Celebro a vida do que ainda tem brilho e perfume

(Des)construindo dia a dia um novo ser…

Alda M S Santos