NOSSOS AFLUENTES
Tão pequeninos e frágeis nascemos, pequeno broto de vida
Tal qual uma pequena nascente, um olho d’água na serra
Carecemos de cuidados e proteção
Nós, de alimento, de abrigo, de calor, de amor
As nascentes, das matas ciliares, das raízes protetoras
Não fossem os cuidados que recebemos ao longo do caminho
Dos afluentes que avolumam nosso leito e fortalecem nossas esperanças
Do sol que nos aquece, alegra, ilumina
Da lua que nos encoraja nos medos da escuridão
Daqueles que confiam e se banham em nossas águas rasas ou profundas
Mesmo com certas represas que se arrebentam e despejam rejeitos sobre nós
Não teríamos forças para desviarmos das pedras, dos obstáculos mil
Pereceríamos muito cedo, antes da linha de chegada
Não chegaríamos ao mar, ao nosso destino…
Alda M S Santos
Deixe um comentário