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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Banhos

BANHOS

Se existe algo bom é poder banhar

Banho de sol, lua, cachoeira ou mar

Não há pressa, melhor ir bem devagar

Banho de sol bronzeia, amolece

Banho de lua acalma, aquece

Banho de mar é forte, amortece

Banho de cachoeira é intenso, instigante

Água fria, desperta, é estimulante

Para o amor é parceria constante

Lua, sol, mar ou cachoeira

Leve contigo uma alma bem faceira

Seja feliz, aproveite a brincadeira

Lua, sol, mar ou cachoeira

Banhe-se, apaixone-se, não dê bobeira

É amor de verdade, para a vida inteira…

Alda M S Santos

No meio do rio

NO MEIO DO RIO

Uma estrada, a volta para casa

No meio da estrada, uma ponte

Sob a ponte, um outro caminho…

No meio do caminho tinha um rio

No meio do rio tinha uma pedra

No meio da pedra e de toda essa beleza

Estava eu…

Encantada, embriagada com toda essa natureza

Nas águas mornas do rio, muitos peixinhos

Beliscando meus pés, fazendo cócegas, risinhos

Ai que vontade de mergulhar

De roupa e tudo ou como vim ao mundo…

Apenas àquela maravilha poder me entregar

Ser feliz, relaxar…

Uma estrada, uma ponte

Um caminho, um rio, uma pedra

E lá estava eu…

Tentando ser mais eu!

Alda M S Santos

Quisera ser rio

QUISERA SER RIO

Quisera ser rio que sabe que seu destino é o mar

Que segue sempre em frente sem se preocupar

Levando vida e alegria por onde passar

Por vezes, leva até destruição

Pra quem com ele não sabe lidar não…

Quisera ser rio e das pedras saber desviar

Obstáculos contornar, afluentes aceitar

Ora tormenta, ora remanso, calmaria

A sede matar, doces amantes banhar

Mas sempre seguindo rumo ao mar

Quisera ser rio, ser vida, em qualquer situação

Sendo a paz e o amor que o mundo necessita

Sabendo que sua força brota do chão, renovação…

Alda M S Santos

Meninos do Rio

MENINOS DO RIO

No rio nos tornamos meninos

Crianças sapecas a nos divertir e lavar a alma

Água fria, transparente, corrente…

E ainda assim nos aquece

Aquece a alma de coisas boas

Pura natureza de matos, bichos, terra e água

Não há quem não sorria, não grite, não brinque

Que não jogue água no outro

Que não mergulhe, nade de braçadas

Que não se divirta num tombo

Que não escale uma árvore, que não se deite no chão

Que não se encante…

No rio somos meninos

Por isso no rio somos felizes

Porque só somos verdadeiramente felizes

Quando deixamos aflorar nosso lado menino…

Seja feliz, seja rio, seja menino…

Alda M S Santos

Se o rio seca…

SE O RIO SECA…

Fortalecer nossas asas para um voo livre e leve

Alimentar a brasa que nos aquece e revitaliza

Valorizar os ombros em que nossas cabeças repousam

Amaciar o colo onde acalmamos nossas angústias

Cultivar o que gera a sombra fresca onde nos livramos do cansaço

Manter acesos os motivos de nossos sorrisos

Nunca perder a fé que nos torna mais humanos

Cuidar bem de nossas matas ciliares

Porque quando o rio seca em torno da gente

Nunca mais volta a ser corrente…

Alda M S Santos

Alma sedenta

ALMA SEDENTA

Basta um mínimo de água

Pode ser num copo, numa torneira

Em ondas revoltas do mar, contornando pedras numa cachoeira

Num pequeno riacho, caindo do céu ou escorrendo dos olhos

Para matar a sede, a saudade de um lugar

Para se refrescar, fazer uma tempestade ou se afogar …

A quantidade necessária a cada um

Ou o uso que dela se faz é individual

Pode ser apenas enxugando os olhos molhados

Refrescando os pés descalços, relaxados

Abrindo os braços para se encharcar

Mergulhando fundo até não mais voltar

Ou até obter abastecimento satisfatório da alma sedenta…

Alda M S Santos

Como um rio

COMO UM RIO

Quero viver como um rio quando “morto”

Não somente quando possui águas calmas, mornas, convidativas

Ou quando as águas furiosas e geladas arrebentam tudo a abrir caminhos

Mas quero, como o rio, viver no que deixar de mim depois de partir

No que deixou de si depois de seco

Na terra que irrigou, silenciosamente

Nas plantas que hidratou e gerou vida

Nos frutos do qual foi núcleo e a tantos alimentou

Nos corpos amantes que banhou sob o sol ou a lua

Nos rostos lavados, sorrisos despertados, saudades deixadas

Quero ser como o rio morto

Porque depois de morto, apenas o que deixou de vida,

Ainda que em diferentes formatos, com ou sem reconhecimento, é que fica,

Sem cobranças, avaliações ou acusações

O rio morre…

Mas a vida que salvou, que perpetuou pelo caminho

Seguirá silenciosa até desaparecer por completo…

Alda M S Santos

Nossos afluentes

NOSSOS AFLUENTES

Tão pequeninos e frágeis nascemos, pequeno broto de vida

Tal qual uma pequena nascente, um olho d’água na serra

Carecemos de cuidados e proteção

Nós, de alimento, de abrigo, de calor, de amor

As nascentes, das matas ciliares, das raízes protetoras

Não fossem os cuidados que recebemos ao longo do caminho

Dos afluentes que avolumam nosso leito e fortalecem nossas esperanças

Do sol que nos aquece, alegra, ilumina

Da lua que nos encoraja nos medos da escuridão

Daqueles que confiam e se banham em nossas águas rasas ou profundas

Mesmo com certas represas que se arrebentam e despejam rejeitos sobre nós

Não teríamos forças para desviarmos das pedras, dos obstáculos mil

Pereceríamos muito cedo, antes da linha de chegada

Não chegaríamos ao mar, ao nosso destino…

Alda M S Santos

Mar ou Rio?

MAR OU RIO?

Mar ou Rio, Rio ou Mar?

Água salgada, água doce

Onde a vida nasce, acontece…

Extensão de natureza até onde a vida alcança

Delícias que convidam ao mergulho

Mergulho nas águas, mergulho nos sentimentos

Mergulho em nós mesmos…

E eles se encontram, rio e mar

Nós nos encontramos…

Rio ou Mar?

Tanto faz! De preferência, que eu esteja lá…

Alda M S Santos

Matas ciliares

MATAS CILIARES
Degradando nossas matas ciliares, que nos amparam e protegem,
Diminuindo nosso espelho d’água, que recebe e reflete luz,
Aumentando os obstáculos no leito do rio que chamamos Vida,
Ficamos represados num mesmo lugar, causamos grandes erosões internas…
Não há curso d’água, não há flora ou fauna,
Não há atrativos quaisquer,
Há apenas mágoa (má água),
Sem proteção, sem água corrente, sem luz, sem vida!
Faz-se necessário o equilíbrio!
Para que nosso reflexo seja visível e real.
Alda M S Santos

Paz, afinal!

PAZ, AFINAL!

Haverá paz verdadeira e a felicidade deixará de ser efêmera,
Quando o prazer de sentir e usufruir:
O perfume de uma rosa, o brilho das estrelas,
O calor do sol, o frescor da chuva,
A maciez de um gramado, o canto de um pássaro,
Um rio corrente, uma brisa suave
Um abraço apertado, um beijo apaixonado,
Uma companhia agradável,
For maior que a necessidade de possuí-los ou controlá-los.
Alda M S Santos

Seguindo o curso

SEGUINDO O CURSO

Como as águas de uma cachoeira, assim é a nossa vida. 

Passa por sombras, luz forte, calor, frio, obstáculos variados, períodos de turbulência, vales sombrios, remansos.

Encontra objetos e pessoas que leva consigo e outros que deixa pra trás. 

Fica límpida, cristalina, se suja… 

Em alguns espaços demora-se mais, brinca, se encanta. 

Em outros passa livre, rapidamente. 

Divide-se, toma caminhos diferentes e volta a se encontrar novamente. 

Mas nunca, nunca mesmo, volta atrás. 

Está sempre em frente, independente, ou por causa, dos caminhos, desvios e paradas que encontrou.

Deixemo-nos, sabiamente, nos levar!

Alda M S Santos

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