GRUDADOS

Sabem aquelas coisas ou pessoas que grudam em nós? 

Aquele chá quentinho de capim-cidreira que nos aquece e acalma? 

Aquele edredom com nosso cheiro que mais parece um pedaço de nós?

Aquela amiga cuja risada gostosa sentimos falta?

Aquele amor cujos ouvidos atentos e palavras de carinho não esquecemos? 

Aquele amigo que liga e oferece colo, mesmo de longe?

Parecem ocupar espaços em nossa mente, em nosso corpo,

Fazer parte de nossa pele, 

Ser parte de nossa essência. 

Parece uma vista do alto, onde tudo é uma coisa só! 

Aquilo que gruda em nós, passa a fazer parte de nossa “massa”, homogeneíza em nós,

Passa a agregar valores à nossa alma,

Não tem como desgrudar sem nos deixar com graves falhas, espaços ociosos, buracos,

E levar partes fundamentais com eles.

Funciona assim: grudou, tá grudado! Aceitar dói menos. 

Alda M S Santos