ALHEIOS
Anoitece, chuva fina
À beira-mar eles caminham, sozinhos…
Juntos, mas sozinhos
Alheios a tudo à sua volta
Sequer percebem a chuva que gruda suas roupas ao corpo.
Param, olham-se, choram…
A expressão de dor os denuncia
Reencontro, despedida?
Dão-se as mãos, o olhar atravessa o outro.
Abraçam-se, grudam-se, giram por muito tempo
As lágrimas cedem lugar aos sorrisos
Beijam-se…
Não só os lábios, atingem as almas.
Percebem a chuva, olham para o alto
Abrem os braços, gargalham.
Deitam-se na areia, lado a lado
Recebem toda a chuva que cai forte em homenagem a eles.
Ela lava qualquer mal entendido
E o tempo perdido
Abraçam-se e deixam-se ficar ali, mãos dadas.
Viram-se um para o outro,
Reencontro…
Alda M S Santos
novembro 25, 2016 at 12:32 am
Doce, como o Amor…
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novembro 25, 2016 at 11:01 am
Muito doce! Bjs
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