NA TEMPESTADE
Quando o céu escurece e o ar fica denso,
Quando trovões assustam e raios rasgam a alma,
Quando a chuva torrencial arrasta tudo no caminho,
Quando a fúria da ventania gela o coração,
É chegado o momento de se recolher,
Vendar os olhos, tapar os ouvidos do corpo,
E abrir a visão e a escuta do espírito, do coração.
É de lá que irá brotar a força diante do imprevisto,
Aquela que arromba as portas da alma,
E, seletiva, lança na enxurrada o mal,
Enquanto convida a sentar na sala de estar
Tudo aquilo que nos faz mais humanos,
Mais caridosos, mais prontos a lutar!
Alda M S Santos
A TEMPESTADE, A BONANÇA
Vendo a tempestade pela janela
Noite escura cortada por raios e trovões
Chuva forte que desaba sem cessar
Somente a certeza, de outras tempestades vividas,
Que ela pode demorar, destruir muito
Mas que, pela manhã, o sol voltará a brilhar
Tendo nítido o que é preciso descartar, reorganizar
Com clareza de onde precisa ser fortalecido para o próximo vendaval
Ele sempre vem!
Mas há uma força maior no controle: Jesus!
Sigo confiante!
Alda M S Santos
TEMPESTADES?
Foque no bem, na boa energia, na luz
Não deixe que coisas negativas tomem espaço
Fechem as portas e janelas da emoção para coisas tóxicas
Tão fácil! Só isso???
Você tenta ver o Sol, o brilho
Mas logo aparecem nuvens escuras
A tempestade que vem com destruição
O vendaval que sobrecarrega o coração
Você chora, se devepciona, se isola, quer ir embora…
Mas o vento vai levando tudo para outro lugar
E você segue pensando que tempestade faz parte
A natureza ensina que elas vêm e vão
Depois, com paciência, é reorganização
Enquanto espera é bom se alimentar de bons pensamentos
Se cercar de positividade e gente do bem
Assim, a força se renova e as nuvens escuras, quando vierem
Serão apenas parte do espetáculo desse lindo céu
Que é nosso viver por aqui…
Alda M S Santos
DEPOIS DA VENTANIA
Sabe quando você se organiza
Arruma tudo direitinho, prioriza
Ajeita a mesa, as gavetas, planeja
Quer conquistar aos poucos o que deseja
E vem o vento do existir, bagunça tudo, sacode
Tira tudo do lugar, você quase explode?
E a vontade é de entrar numa das gavetas
E ali ficar quietinho até o vendaval passar…
Nada errado em querer se aquietar
Parar um pouco, reavaliar, se possibilitar
As gavetas muitas vezes precisam ser remexidas
E a ventania é só uma desculpa nessa lida
Para tirar o pó e o bolor do corpo, da alma
Tantas vezes o mundo parece brincar com nossa calma
É dá-lhe ansiedade, angústia e frustração
Até perceber que cada vento traz consigo renovação
Na marra ele apressa o que precisa ser descartado
E insistia em ficar ali guardado, embolorado
E dá novo brilho a um sonho, um desejo
Que talvez já tenha quase sido deixado de lado
Nada mais é o mesmo depois da tempestade
Mas quem disse que precisa ser?
Bom é aproveitar os novos ares, o novo amanhecer
E fazer a vida de novo acontecer…
Vamos lá?
Alda M S Santos
SOMOS CHUVA
Se as pessoas fossem chuva, haveria algumas caindo como uma leve garoa.
Outras, uma rápida tempestade de verão.
Há as que são intensas como um furacão.
E há ainda aquelas cuja água cai constante, persistente, duradoura.
Molha a terra e reabastece rios e lençóis d’água.
Cabe a nós decidir o que reter de cada uma delas.
A suavidade e nostalgia da garoa, a força e paixão do furacão, a beleza e urgência da tempestade, a profundidade, carinho e sabedoria da chuvinha constante…
Precisamos de todas elas! Com ou sem guarda-chuvas!
Alda M S Santos