Busca

vidaintensavida.com

poemas e reflexões da vida cotidiana

Tag

liberdade

Liberdade

LIBERDADE

Num barco chamado felicidade
Num oceano pacífico
Vou em busca de liberdade
Onde me apetecer, eu fico

Ser uma ilha em alto mar
E seguir remando, cercada de paz
Vez por outra parar, nadar
Assim minha alma se refaz

Enfim, mergulho de cabeça na imaginação
Vou fundo numa catarse renovadora
Em mim mesma está a solução
Da liberdade que é tão inspiradora…

Alda M S Santos

Liberdade vigiada

LIBERDADE VIGIADA

Um lindo aquário, água, luz, alimento, cuidado
Quase tudo se assemelha ao ambiente natural
Outros semelhantes a nadar por ali em círculos
Nadam, criam, procriam…
O tempo todo observados, monitorados
Liberdade controlada, vigiada
Se for muito longe bate contra o vidro
Se mudar a rota dá de cara na porta
Mas tem comida, proteção, não tem predador
Não?
Mas tem grandes sonhos, seu doutor!
Um lindo, vasto e perigoso oceano lá fora
E ele ali naquele lar, morando com o inimigo
Será que pensa nisso quando a gente vai embora?
Liberdade vigiada…

Alda M S Santos

Não me cabe

NÃO ME CABE

Nessa caixa não me cabe

Não é que eu não seja flexível

É que ela tende a me moldar

Colocar num padrão que me machuca

E que não vai me agradar

Nessa caixa não me cabe

Dobra daqui, dobra dali

Tira um pedaço desse lado

Aperta o outro, transfere de lugar

Até eu não mais me identificar

Nessa caixa não me cabe

E mesmo se coubesse eu não gostaria

É que prezo a liberdade de ser o que sou

Colocar-me ali me mataria

Nessa caixa não me cabe

Não sou boneca para viver em caixa, preciso de ar

Prefiro jardim, mata, rio, mar ou cachoeira

E assim quero viver a vida inteira…

Alda M S Santos

Liberdade

LIBERDADE

Num barco chamado felicidade

Num oceano pacífico

Vou em busca de liberdade

Onde me apetecer, eu fico

Ser uma ilha em alto mar

E seguir remando, cercada de paz

Vez por outra parar, nadar

Assim minha alma se refaz

Enfim, mergulho de cabeça na imaginação

Vou fundo numa catarse renovadora

Em mim mesma está a solução

Da liberdade que é tão inspiradora…

Alda M S Santos

Liberdade

LIBERDADE

Não quero um dia mundial da liberdade

Quero a liberdade mundial todos os dias

Começando pela liberdade de cada indivíduo

Repudio qualquer tipo de prisão

Aquelas a que somos submetidos contra a nossa vontade

Independente de quais trancas se use

Físicas, psicológicas, financeiras, religiosas…

Quero a liberdade de ir e vir

Sem cerceamento ou controle

Quero a liberdade de ter ou ser

Sem precisar prestar altas contas disso

Quero a liberdade de sentir ou agir

Sem ser atormentado por traumas ou culpas

Quero a minha liberdade

Desde que ela não se interponha à liberdade do outro

Quero liberdade, mas não abro mão da responsabilidade

Aquela que possibilita leveza nas asas para voar

Satisfação pela habilidade e encanto pelo amplo espaço a desbravar

Pois liberdade pesada é pior que prisão

As asas têm técnica, mas perderam o prazer de voar…

Quero a liberdade para viver!

Alda M S Santos

Humanos aranhas

HUMANOS ARANHAS

Somos humanos aranhas a tecer

Alguns tecendo teias fortes como o aço

Outros teias frágeis, mas impregnantes

Há os que tecem, sem objetivos de captura, apenas proteção

E ainda aqueles que sequer são capazes de construir teias

Esses, especialistas em se tornar presas de outras aranhas

Grudados em outras teias…

Há também as “aranhas” que buscam presas em outras teias

Já capturados por outras aranhas

Estamos, de todo modo, presos em alguma teia

De seda ou de aço, não importa

Cuidando da que construímos e de quem “capturamos”

Ou nos adaptando à teia em que fomos capturados

A liberdade consiste em escolher a “prisão”

A teia na qual estaremos nos fazendo de livres…

Alda M S Santos

Efeito borboleta?

EFEITO BORBOLETA?

Entra voando janela adentro do meu quarto

É noite, tudo escuro lá fora

Talvez atraída pela luz, voa em círculos sobre a cama

E para na parede à minha frente

Fico encantada com o voo, as cores, a leveza, a liberdade

Eu me aproximo devagar, confiante, ela me permite tocá-la

Que veio fazer aqui, borboleta?

Não tem medo de aqui ficar presa ou perdida?

Veio buscar o quê, aventureira?

Ou será que veio me ensinar a leveza, a coragem de voar?

Suas cores e “digitais” parecem falar comigo

Dá mais uns voos rasantes pelo quarto e sai majestosa para a noite de luar…

Efeito borboleta? Que poder tem o bater de suas asas?

Leveza, liberdade, a fragilidade e fugacidade do viver …

Alda M S Santos

(In)dependência

(IN)DEPENDÊNCIA

Nunca ninguém é independente

Nem uma pessoa, tampouco uma nação.

A questão é oscilar e, se possível, escolher, vez ou outra,

Entre ser dependente de alguém

Ou ter alguém dependente da gente.

Manter esse equilíbrio é ter a falsa sensação de liberdade

De estar temporariamente independente.

Independência é utopia! Sempre seremos (in)dependentes,

Aquela dependência do eu que vive dentro de nós,

E, vez ou outra, foge…

Alda M S Santos

No limite

NO LIMITE
A vida no limite é intensa
Por vezes animadora, noutras cansativa
Será que vai sendo gasta, se esvaindo
Ou sendo reenergizada, reabastecida?
Se ela se esvai, se desgasta
Gostaria de não viver tanto no limite
Ter mais espaço, mais folga, mais liberdade de movimento
Dentro do meu “pequeno” interior
Não estar tão próxima da linha tênue
Que separa o bem do mal estar
Os sonhos doces dos pesadelos amargos
A realidade fria do calor do realmente desejado
Que separa a alegria da tristeza
Os medos da coragem, a confiança da desconfiança
O sorriso das lágrimas, a fé da descrença
Que separa a sanidade da loucura
O amor do desamor, a vida da morte!
Mas se a intensidade reenergiza, autoabastece
Que eu aprenda a andar na corda bamba
A me divertir nos altos e baixos, a dançar nos desequilíbrios
Ou que eu encontre mais espaços dentro de mim
Ou os ocupe de modo mais organizado
Sempre com mais e mais equilíbrio, alegria e fé
E que consiga carregar comigo quem quiser ou merecer…
Alda M S Santos
Ilha Grande- Angra dos Reis

Não combinam

NÃO COMBINAM

Há pessoas que parecem não combinar com gestos de doçura

Nelas o abraço é contido, lateral, envergonhado

Uma demonstração de afeto, se ocorrer, soa com amargura

Um beijo, mesmo na testa, fraterno, parece sempre algo impróprio

O convívio com pessoas fechadas tende a ser difícil, melindroso

Para aquelas que esbanjam carinho e afeto, sem quaisquer amarras

Mas para elas também deve ser complicado, até tenebroso

Manter sentimentos presos num claustro, atrás de invisíveis barras

Nos lábios delas um “eu te amo”, “senti sua falta”, são coisas raras

Não quer dizer que não sintam afeto, ou que vivam de mau humor

Simplesmente não aprenderam que carinho é bom às claras

E que a vida passa melhor quando podemos sentir e demonstrar o amor…

Alda M S Santos

Gaiolas para quê?

GAIOLAS PARA QUÊ?

Não precisamos prender

Joguemos fora nossas gaiolas

Se quisermos manter perto de nós

Conquistemos a confiança, cuidemos, alimentemos

Para atrair e manter perto quem amamos

Não cortemos as asas, não silenciemos o canto

Mostremos admiração, respeito, amor, cuidado

E sempre estarão ao alcance de nossas mãos, de nossos corações

Em plena sintonia…

Alda M S Santos

Prisão domiciliar

PRISÃO DOMICILIAR

Pode-se dizer que estão em prisão domiciliar

Aqueles que de dentro deles não saem?

Que dia e noite estão trancados em si mesmos

Aguardando a condenação final?

Quem sabe uma pena alternativa

Como doar tempo e amor a outro sofredor

Não os livre dessa dívida pessoal e social?

Alda M S Santos

Imagem google

Loucuras

LOUCURAS
Se pudesse, quem escolheria para levar consigo?
Ele, preterido, perguntou a ela antes de partir:
A loucura, a fé ou a liberdade?
O amor- ela respondeu convicta.
Não existe essa opção- retrucou, sempre racional.
Engana-se!
Amor é loucura, fé e liberdade.
Eu escolho o amor!
Ele, em meio a tanta razão, não entendeu,
E partiu…
Alda M S Santos

Presa

PRESA

Ser presa, sentir-se presa

Dos olhos, de uma arma, 

De uma situação, de outro ser.

Liberdade restringida, medo, escuro, abandono.

Lutar, brigar, vencer, sentir a proteção divina.

O desafio de toda presa

É não permanecer presa

De medos, pensamentos ou situações,

É continuar a acreditar na vida e no amor.

É seguir o caminho, ainda que pareça nebuloso,

Certamente voltará a brilhar…

Alda M S Santos

Liberdade

LIBERDADE

Pseudo liberdade é quando escolhemos

As grades de nossa prisão.

Ou quando não as identificamos,

Mas estamos atrás delas,

Sempre nos cerceando.

Alda M S Santos

Reféns

REFÉNS

Num mundo onde a liberdade é tão valorizada

Muitos prisioneiros se fazem à sua revelia

Reféns de pessoas, de medos, de traumas,

Reféns da inércia de alguns sentimentos.

Que impedem qualquer negociação,

E impossibilitam a alegria.

Alda M S Santos

 

Nostalgia do voo

NOSTALGIA DO VOO

Qual o objetivo de se aprender a voar?

Obviamente, ser capaz de realizar o voo sem ajuda.

Voo solo. Sem supervisão ou orientações, independente.

Todos que se dispõem a ensinar algo sofrem da nostalgia do mestre.

É a nostalgia do voo solo.

Aqueles que de alguma forma se dedicam a ensinar

A orientar, estimular, curar, possibilitar o crescimento

Apagando mágoas, traumas e inseguranças

Querem que seus pupilos cresçam e apareçam

É o caso dos professores, dos médicos, dos psicólogos

De modo mais pessoal, dos pais, das mães,

Dos amantes, dos amigos…

Veem dia-a-dia a evolução de seus aprendizes

O passo a passo do aprendizado, as lutas

As quedas, a impotência, os avanços, as vitórias

E chega o dia deles voarem sozinhos, longe dos “mestres”.

Mostrar que a lição foi válida, a que vieram,

Para que tanto se dedicaram e se esforçaram.

Alegres, seguem seus caminhos, voam alto.

Aos mestres, cabe o sentimento de orgulho e de dever cumprido

Mesclados à imensa saudade e sensação de perda.

Os alunos superaram os mestres e se foram.

Os mestres devem se recolher e ficar em segundo plano,

Muitas vezes até sair de cena. Deixá-los voar.

Como as aves, as borboletas e os beija-flores.

Seres feitos para voar não podem ser mantidos presos.

Se as lições foram mesmo aprendidas

Saberão que é bom ter pouso entre voos,

E um dia retornarão para um abraço.

Os alunos, os pacientes, os filhos, os amantes, os amigos…

Alda M S Santos

Liberdade

LIBERDADE

Busco a liberdade que almejo

Esse bem raro e precioso

Na simplicidade que me cerca

Deitar numa rede ou numa relva

Olhar para o céu e deixar-me levar

Soltar a mente, permiti-la voar junto àquele gavião

Viajar nos versos ternos de um poema

Ou na história triste de uma prosa.

Janelas do carro abertas, música invadindo tudo, vento nos cabelos

Pisar fundo e sentir que poderia voar pra bem longe, sem destino

Correr, dançar, soltar tudo que puder e quiser no papel

Embrenhar-me numa mata, respirar fundo, cheiro de mato

Cor de mato, sons do mato, encanto do mato…

Banhar-me lentamente num rio caudaloso, numa cachoeira, ou num chuveiro quentinho

Meus pensamentos e eu…

Encostar a cabeça nos joelhos, fechar os olhos e sonhar…

Nosso maior ato de liberdade permitido.

Que ninguém jamais poderá nos tirar…

Alda M S Santos

Liberdade

LIBERDADE

Liberdade: sonho, utopia, realidade?

De ser o que é, sem sofrer ou gerar preconceitos de qualquer tipo.

Com responsabilidade e compromisso. 

Primeiro, conquistada em nosso interior..

Respeito aos nossos sentimentos, desejos, vontades, limites.

Autoconhecimento, autoestima, autopreservação…

Só depois apresentá-la exteriormente! 

Assim poderemos ter respeito pelo que o outro representa para nós.

Liberdade: A base de qualquer felicidade duradoura!

 É uma conquista pessoal, não social! 

Alda M S Santos

Independência ou Morte???

Há exatos 194 anos D. Pedro I deu o famoso grito de Independência ou Morte, às margens do rio Ipiranga, libertando o Brasil do jugo de Portugal. Sabemos bem que tal independência foi apenas para alguns segmentos abastados da população da época, e que até hoje somos dependentes política, econômica e financeiramente de nações mais desenvolvidas.

Isso apenas nos mostra que ser independente não é tarefa tão simples. Não basta um brado de independência ou morte. Somos nações e indivíduos interligados em vários setores.

Ser independente é ter liberdade de escolha, onde quer estar, com quem quer estar, o que fazer, onde fazer? Poder dizer sim ou não, prestando contas apenas à nossa consciência? Seria.

Porém, viver em família, em sociedade exige de nós tal satisfação e dependência. Nunca estaremos independentes das opiniões e desejos alheios. Mesmo que nos tornemos ermitões, vivendo isolados numa montanha gelada, ainda seremos dependentes das condições climáticas para termos alimento, aquecimento, etc.

Com o tempo, nos libertamos um pouco das opiniões alheias, preocupamo-nos mais com nossa consciência, mas daí a sonhar com “liberdade” total é associá-la à solidão. Sempre seremos dependentes daqueles que amamos. Enquanto nosso coração for morada do outro ou habitarmos em corações alheios, seremos dependentes.

Nesse 7 de setembro, em verde e amarelo, azul, rosa ou vermelho, qual o brado que nos caberia? Qual o brado do nosso coração? Esse é nosso grito de “independência”!

Alda M S Santos

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: