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Um círculo

UM CÍRCULO

Histórias que se cruzaram há 4 anos

Primeiro os casais, logo suas famílias

Encontros de estudos, de conversas

De trocas de experiências, de histórias de vida…

Uns mais tímidos, mais contidos, outros mais extrovertidos

Uns mais sérios, outros brincalhões

Tão diferentes entre si quanto as pessoas podem ser

Tão semelhantes na humanidade, na fé em Deus

Diversos e iguais na condição de casais, de famílias

Sempre dispostos a ajudar, a estender a mão

Juntos pelo prazer da partilha, de socializar alegrias e dificuldades

A aprender, a tomar para si um problema do outro

Nas famílias que crescem e se renovam, nas orações partilhadas

Somos um círculo da família ECC

Acham que foi por acaso?

Somos Aliança Renovada!

Muito prazer! Amo estar com vocês!

Alda M S Santos

Metades?

METADES?

Eles caminhavam de mãos dadas na avenida movimentada numa manhã ensolarada e fria.

Andavam devagarzinho entre apressados, agasalhos quentinhos quase tanto quanto a cena.

Cabelos brancos como neve brilhavam sob a luz forte.

Uma bengala numa das mãos dele, uma sombrinha grande fechada na dela.

Corpos meio encurvados somando umas quinze décadas…

Vez ou outra trocavam uma palavra, mas os olhares se comunicavam melhor.

Um bueiro aberto à frente, aquele cuidado de desviá-la do cone sinalizador do perigo.

Quantas vezes desviaram um ao outro do caminho interrompido?

Quantas vezes limparam as feridas das quedas nos bueiros da vida ou frustraram-se por não poderem fazê-lo?

Quantos segredos compartilhados ou guardados para proteção?

Quantos momentos de dor superados, fraturas coladas, perdão oferecidos, lágrimas misturadas?

Quantas marcas trazem nos joelhos, nos corações, nas almas?

São metades complementares, despareadas?

Não, são inteiros afins, falhos, com cicatrizes!

Contudo, dispuseram-se a caminhar juntos, a aceitarem-se e diminuírem essas falhas.

Quem vê conclui: “que lindo, que vida perfeita”.

Não, não são perfeitos e, por isso, ajudam-se em suas imperfeições e crescem.

Perfeitos não precisam do outro, de ninguém, não toleram imperfeições.

Lindo, sim! Não pela perfeição, mas pelo amor que cultivaram, que sobrevive às imperfeições.

Se estão unidos ainda assim, de mãos dadas, como a dizer “te aceito”, é exatamente por saberem-se imperfeitos!

Quantos de nós almejamos tudo isso, seguimos no barco da vida, remando sozinhos sem saber nos expressar?

Um viva às nossas imperfeições, melhorando a cada dia,

Sem desgastadas pretensões de alcançar a perfeição…

Alda M S Santos

Dois corações

DOIS CORAÇÕES

Pode-se dizer que evoluiu na compreensão humana 

Não só aquele que entende o que o outro sente

Tampouco aquele capaz de avaliar a fundo o que se passa consigo,

Mas aquele que compreende os sentimentos que envolvem dois corações humanos.   

Alda M S Santos

Quem ama cuida! 

QUEM AMA, CUIDA!

Quem ama, cuida! Parece redundante, óbvio. Amar e cuidar estão interligados, mas nem sempre é de fácil entendimento ou aceitação.

Quem ama quer o bem do outro, acima de seu próprio bem. Ver, sequer imaginar o sofrimento do ser amado, é inadmissível. Os olhos do amor são perspicazes e veem longe. 

Por isso, quem ama costuma ser meio superprotetor. Acalentar, afastar dos riscos, dos perigos seu bem mais precioso é sua rotina. Mesmo que isso implique em fazer algo que o outro não entenda como proteção, que considere invasivo, se chateie ou até brigue devido a tais atitudes. 

Nada há que cause mais dor a quem ama que ser a causa do sofrimento do outro, mesmo que involuntária. Contra isso, luta com todas as suas forças. Se preciso, protege e ampara de longe, mesmo que sofra com a ausência. 

Quem ama vibra com sorrisos, alegrias e dádivas de seu amado, como suas, mas se as lágrimas existirem, se enternecem, choram junto e fazem questão de secá-las.

Viver o amor é saber que seu coração bate noutro corpo também, e que há outro batendo no seu. 

Portanto, tudo que ele sentir, de bom ou ruim, será duplamente sentido por si mesmo.

 Viver o amor é não querer outra vida! 

Alda M S Santos

De repente é amor… E é pra sempre

DE REPENTE É AMOR… E É PRA SEMPRE!

Tantos buscam por ele

Outros tantos dele fogem

Por ele muitos sofrem

Sem ele ninguém vive! 

Esse é o amor, inerente ao viver!

Pode ser leve e suave como uma brisa

Forte e barulhento como uma tempestade

Mas sempre visível!

Pode chegar pelo olhar que demora um segundo a mais

O abraço que não quer se soltar

As palavras que saem como torrentes

O sorriso que ofusca pelo brilho

O silêncio que tanto diz…

Quando se assusta ele tomou posse. 

Acomete crianças inocentes, jovens afoitos, adultos atarefados, idosos descrentes…

Com 5, 15, 25, 45 ou 70, não importa! Ele não tem preferências…

Entre pais e filhos, irmãos, amigos, homem e mulher…

De repente, é amor…

Se é amor, é pra sempre! 

Ele nos fará sofrer, chorar, nos magoar, tentar nos esconder.

Mas, sobretudo, nos fará sorrir, nos alegrar, vibrar, ajudar, acalentar, nos compadecer, acreditar que tudo é possível. 

De repente, é amor… E é pra sempre. 

Por isso, sou forte, tudo enfrento, tudo supero…

E percebo qual o propósito de Deus para minha vida, para todas as vidas: aprender a viver o amor, seja ele qual for! 

Alda M S Santos

Amor: nasce ou desperta?

AMOR: NASCE OU DESPERTA? 

Amor é um sentimento tão simples, tão natural, tão espontâneo que nós, humanos, com nossa mania de complicar tudo, o transformamos num bicho de sete cabeças.

Tanto que muitos de nós fugimos léguas dele! 

Ele nasce ou é despertado? 

Se nasce, pode morrer? Se é despertado, pode adormecer? 

Se acreditarmos que ele nasce estaremos admitindo que não o possuímos. Que se formos terra fértil ele será plantado em nós e, se cuidado e regado, irá crescer. 

Como tudo que nasce, irá crescer, envelhecer, definhar e um dia certamente irá morrer.

 Tal qual uma árvore, por maior e mais linda que seja, um dia morre. 

Se por outro lado acreditarmos que é despertado, ele já está em nós. O amor seria inerente ao ser humano. Nossa essência! Assim, ficaria letárgico, adormecido e seria despertado ao longo de nossas vidas. 

Não o amor, os amores. Ele é rico, diverso, múltiplo. Pode ocorrer entre pais, filhos, irmãos, amigos, casais…

A cada vez que nos deparamos com pessoas ou situações que nos são afins, ele acorda e mostra sua força, interage com o amor que há no outro, se alimentam e ficam cada dia mais vivos.

Ao contrário do amor que nasce, esse não morre, porque é nosso, não depende do outro, de ser regado ou cuidado. Apenas pode adormecer em alguns momentos de afastamento ou dificuldades, mas desperta com força total!

O amor despertado não exige nada em troca, é incondicional. Não cobra sequer reciprocidade, mas atinge o nirvana na terra se a conseguir. 

E para vocês que fogem léguas do amor, um recadinho: não adianta! Ele está dentro de vocês! Se chegar a hora ou o “despertador” certo, ele irá acordar. Então, durmam enquanto podem!  

Alda M S Santos 
 

Só tem amor quem sabe amar “

“SÓ TEM AMOR QUEM SABE AMAR”
Quantas vezes na vida nos entristecemos, choramos, lamentamos um amor ofertado e não devidamente recebido, valorizado ou correspondido? Isso nos acontece desde a infância, quando nosso amigo preferido escolhe brincar com outro e ficamos emburrados.
Aprendemos? Não. Apenas aprimoramos o modo de lidar com a dor e a frustração para que não nos derrube.
Disfarçamos, buscamos outros interesses, olhamos para frente, tentamos ignorar aquela angústia lá no fundo de nós e partir para outra.
Por isso tantas pessoas mudam, tornam-se amargas, fechadas, desconfiadas, inseguras, resistentes ao amor e às demonstrações de carinho e afeto. É a autoproteção.
Outras, porém, permanecem do mesmo jeito. Amam, se entregam, demonstram carinho, são sinceras, sensíveis.
Não importam os envolvidos no ato de amar: entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, entre casal.
Até podem sofrer por um tempo, mas percebem, sabiamente, que quem ama nunca perde. O amor é sublime, soberano, mágico. Quem o sente é privilegiado. Quem não soube receber é que ficou no prejuízo.
Nunca lamentemos por amar! A vida sem amor é vazia e seca. Não tem cor nem brilho. Amor é bumerangue! Amor se autoabastece. Quem não ama não sabe acolher o amor que bate à sua porta.
“Só tem amor quem sabe amar”!
Alda M S Santos

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