AMOR: NASCE OU DESPERTA? 

Amor é um sentimento tão simples, tão natural, tão espontâneo que nós, humanos, com nossa mania de complicar tudo, o transformamos num bicho de sete cabeças.

Tanto que muitos de nós fugimos léguas dele! 

Ele nasce ou é despertado? 

Se nasce, pode morrer? Se é despertado, pode adormecer? 

Se acreditarmos que ele nasce estaremos admitindo que não o possuímos. Que se formos terra fértil ele será plantado em nós e, se cuidado e regado, irá crescer. 

Como tudo que nasce, irá crescer, envelhecer, definhar e um dia certamente irá morrer.

 Tal qual uma árvore, por maior e mais linda que seja, um dia morre. 

Se por outro lado acreditarmos que é despertado, ele já está em nós. O amor seria inerente ao ser humano. Nossa essência! Assim, ficaria letárgico, adormecido e seria despertado ao longo de nossas vidas. 

Não o amor, os amores. Ele é rico, diverso, múltiplo. Pode ocorrer entre pais, filhos, irmãos, amigos, casais…

A cada vez que nos deparamos com pessoas ou situações que nos são afins, ele acorda e mostra sua força, interage com o amor que há no outro, se alimentam e ficam cada dia mais vivos.

Ao contrário do amor que nasce, esse não morre, porque é nosso, não depende do outro, de ser regado ou cuidado. Apenas pode adormecer em alguns momentos de afastamento ou dificuldades, mas desperta com força total!

O amor despertado não exige nada em troca, é incondicional. Não cobra sequer reciprocidade, mas atinge o nirvana na terra se a conseguir. 

E para vocês que fogem léguas do amor, um recadinho: não adianta! Ele está dentro de vocês! Se chegar a hora ou o “despertador” certo, ele irá acordar. Então, durmam enquanto podem!  

Alda M S Santos