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Bodas de pérola

BODAS DE PÉROLA

Já faz tanto tempo, não consigo mensurar

Mas o relógio não parou de girar

São 35 anos, diz o calendário

Eu era uma menina num mundo temerário

E nos aproximamos, nos enamoramos

Dois terços de minha vida são com você

Casamos, dois filhos lindos criamos

Que ainda falta para nos acontecer?

Você sempre soube meus sonhos, meus desejos

Trocamos alegria, dor, beijos

Nem sempre foram flores, houve também espinhos

Mas compartilhamos conquistas, dividimos caminhos

São 35 anos lado a lado, 30 anos de casados

Será que imaginaríamos nossas vidas separados?

“Até que a morte nos separe”, foi nossa promessa

Ela que demore, não temos pressa!

Sonhamos uma vida juntos, bonita

Juntos a temos realizado

Que possam vir mais trinta

A gente enfrenta, lado a lado!

Alda M S Santos

Em comunhão

EM COMUNHÃO

Busca naquela vista definitiva

Naquele silêncio exterior de paz

Em contraste com o confuso barulho interior

Conectar a natureza de fora com a natureza de dentro

Sabe-se parte de um todo infinito

Uma criação de puro amor

Em comunhão procura estar

Observando detalhes de intenso cuidado e beleza

Daquela aparente imensidão lá de fora

Vai colocando tudo em seu devido lugar na imensidão de dentro

O que se adere facilmente, gruda logo

O que parece não ter mais espaço, machuca, fere

Encaixando peças sobressalentes

Segue…em comunhão…

Alda M S Santos

Entrelaces

ENTRELACES

Há muitos entrelaces de pernas

E poucos entrelaces de sonhos, de ideias

Não basta entrelaçar as pernas

Se o coração seguir solitário

Não basta entrelaçar os braços num abraço

Os corpos num encaixe perfeito

Se a alma não estiver junto, se ela não souber se alegrar com isso

Não basta o dar-se as mãos, os pés caminhando em paralelas

Se o caminhar das ideias seguir por caminhos diversos, controversos

Unam as mãos, as pernas, os braços, os corpos

Sintonizem os corações e as almas na mesma estação

E façam o melhor amor, o amor simples, quase perfeito

Aquele que atinge todas as esferas do nosso ser

E nos deixa em paz, sem agitos, sem sustos, medos, culpas ou atropelos

O mais natural possível, noutra dimensão…

Alda M S Santos

Somos muitos

SOMOS MUITOS

Somos muitos de nós por aqui

Para quando a energia de um se apagar

Acendermos a do outro

Somos muitos por aqui

Para quando nossas lágrimas jorrarem como rio caudaloso 

Os braços do outro nos ajudarem a nadar

Para quando nossa fé enfraquecer

Nosso irmão poder dizer: estou contigo

Somos muitos de nós por aqui

Não para uma disputa desenfreada

Tampouco para matar ou morrer

Somos muitos por aqui para montarmos nossa base aliada

Somos um time, uma equipe, uma tropa

Nosso objetivo é ser feliz, fazer feliz

Não alcança o objetivo quem deixa um companheiro caído para trás. 

Nossa batalha se fortalece e se ganha no amor e na união

 Deus é nosso general maior 

O comandante dessa tropa

E Ele não está fechado no quartel

Está conosco na linha de frente.

Pode ser esse companheiro caído ao nosso lado que estende a mão.

Depois de socorrê-lo, podemos seguir em frente! 

Marchando! 

Alda M S Santos

Amor: nasce ou desperta?

AMOR: NASCE OU DESPERTA? 

Amor é um sentimento tão simples, tão natural, tão espontâneo que nós, humanos, com nossa mania de complicar tudo, o transformamos num bicho de sete cabeças.

Tanto que muitos de nós fugimos léguas dele! 

Ele nasce ou é despertado? 

Se nasce, pode morrer? Se é despertado, pode adormecer? 

Se acreditarmos que ele nasce estaremos admitindo que não o possuímos. Que se formos terra fértil ele será plantado em nós e, se cuidado e regado, irá crescer. 

Como tudo que nasce, irá crescer, envelhecer, definhar e um dia certamente irá morrer.

 Tal qual uma árvore, por maior e mais linda que seja, um dia morre. 

Se por outro lado acreditarmos que é despertado, ele já está em nós. O amor seria inerente ao ser humano. Nossa essência! Assim, ficaria letárgico, adormecido e seria despertado ao longo de nossas vidas. 

Não o amor, os amores. Ele é rico, diverso, múltiplo. Pode ocorrer entre pais, filhos, irmãos, amigos, casais…

A cada vez que nos deparamos com pessoas ou situações que nos são afins, ele acorda e mostra sua força, interage com o amor que há no outro, se alimentam e ficam cada dia mais vivos.

Ao contrário do amor que nasce, esse não morre, porque é nosso, não depende do outro, de ser regado ou cuidado. Apenas pode adormecer em alguns momentos de afastamento ou dificuldades, mas desperta com força total!

O amor despertado não exige nada em troca, é incondicional. Não cobra sequer reciprocidade, mas atinge o nirvana na terra se a conseguir. 

E para vocês que fogem léguas do amor, um recadinho: não adianta! Ele está dentro de vocês! Se chegar a hora ou o “despertador” certo, ele irá acordar. Então, durmam enquanto podem!  

Alda M S Santos 
 

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