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poemas e reflexões da vida cotidiana

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A porteira da vida

A PORTEIRA DA VIDA
Nem todo dia o sol brilha na minha janela
Muitas vezes não está convidativo lá fora
Não quero sair, não quero levantar, quero ficar aqui
Tentando encontrar a luz que falta lá fora
Num cantinho qualquer dentro de mim
Mexo, remexo, troco as coisas de lugar
Escorrego em lugares em que já caí
Retorno, choro, saio logo dali
Busco espaços onde o amor mantém a vitalidade
Alguns são só saudade, outros em plena atividade
Tropeço em gargalhadas, me aconchego em abraços
Refaço algumas trilhas, aperto alguns laços
Encontro com o que já deixou de ser, aceno em paz
Outros prefiro nem passar perto, cicatriz nova ainda
Rolo para lá e para cá, olho de novo a janela
Um solzinho sem vergonha ameaça aparecer
Quer saber? Vou ficar por aqui hoje…
Assim que estiver menos nebuloso faço acontecer
Acendo meu próprio sol, abro o sorriso
Visto- me de esperança, meu vestido mais colorido
E abro a porteira da vida, ela precisa ser bem vivida…
Alda M S Santos

Aproveite o orvalho

APROVEITE O ORVALHO

Mesmo nas noites mais secas e escuras

Nas mais frias e longas

O orvalho é produzido e depositado

Belo, natural, encantador, motivador

Quando tudo parecer secar e morrer

Quando tudo for noite fria, assustadora

Com seus barulhos ensurdecedores do silêncio

Aproveite o orvalho

E nova alvorada há de despontar na serra

Mais linda e iluminada que antes

Despertando e trazendo de volta vidas adormecidas

Com mais cores, brilho, beleza e perfume…

Alda M S Santos

Depois das tempestades

DEPOIS DAS TEMPESTADES…

Todo pássaro canta feliz depois da tempestade

A noite pode ter sido de muita chuva, barulhos e destruições

Mas eles saem felizes a cantar ao amanhecer

Ao surgirem os primeiros raios de sol…

Eles olham para a frente, para a vida que ainda existe

Não olham para trás, agradecem cantando

E seguem…

Talvez por terem ciência da finitude da vida

Que de uma hora para outra tudo pode se acabar

Não perdem tempo a lamentar

Vivem… e cantam…

Celebram como a dizer

Enquanto houver vida, cantarei…

Minúsculas, lindas e sábias criaturas,

Me levem a dar um voo cantante com vocês?

Alda M S Santos

Entardeci

ENTARDECI

Nossos dias são compostos de belezas sem fim para quem se dispõe a apreciá-las. 

Começamos com o amanhecer, Sol forte, radiante, recheado de promessas, expectativas, energia pura. Um longo dia se descortina à nossa frente com inúmeras possibilidades. Às vezes até nos perdemos em meio a todas elas. 

O entardecer, mais calmo, Sol alto, meio preguiçoso, baixando gradativamente, traz um pouco mais de cautela. Muito há ainda pela frente, mas o peso do que foi, ou não, realizado pela manhã, as energias gastas e a sabedoria adquirida afetarão inevitavelmente o desenrolar da tarde.

O anoitecer traz a necessidade de descanso e paz. Energias minando, tempo escasso, alguns sucessos, outros fracassos… Hora de relembrar o que passou, aprender as lições, recuperar as forças para recomeçar. 

Nossa vida é composta de amanhecer, entardecer e anoitecer. 

Não me refiro apenas ao óbvio: infância, vida adulta e velhice. Essas etapas todos nós temos conhecimento.

Refiro-me aqui aos amanheceres, entardeceres e anoiteceres que enfrentamos em várias situações da vida, quase todos os dias. 

Num ciclo sem fim vamos amanhecendo, entardecendo e anoitecendo ininterruptamente. A cada volta aprendemos mais. Diminuímos expectativas, aumentamos a cautela, não nos afetamos tanto com os fracassos. 

Descobrimos que nem sempre haverá Sol e aprendemos a curtir a chuva e a suportar as tempestades. Percebemos que tudo passa. Sempre haverá novos amanheceres, entardeceres e anoiteceres. Até a roda da vida parar de girar. Ao menos nesse plano.

Enquanto isso, continuemos nessa roda, mesmo que nos deixe tontos, é extremamente prazerosa! 

Alda M S Santos

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