QUANDO OLHO PRA VOCÊ
Quando olho pra você, enxergo a tristeza além do sorriso de capa de revista.
Quando olho para você, além dos passos trôpegos, caminhar vacilante, enxergo um objetivo, um destino.
Quando olho pra você, enxergo o que a alma diz em silêncio, não apenas o que a boca fala desenfreadamente.
Quando olho pra você, vejo além de um corpo com imperfeições, enxergo um coração que sabe amar.
Quando olho pra você, não vejo apenas um ser humano qualquer, procuro ver uma obra de Deus!
O que vês quando olhas para mim?
Sou apenas uma obra do Criador que busca melhorar a cada dia.
Simplesmente.
Alda M S Santos
O QUEBRA-CABEÇA E OS RELACIONAMENTOS
Observando os relacionamentos à minha volta chego à seguinte conclusão: nós, e a pessoa que nos é destinada, somos compostos pelas peças de um mesmo quebra-cabeça. O objetivo na vida é encontrar qual pessoa tem as peças que irão nos completar e vice-versa.
Passamos a vida montando esse quebra-cabeças, encaixando as peças em lugar errado, retirando, tentando de novo, acertando e tornando a errar. O problema é que, às vezes, passamos boa parte da vida tentando encaixar peças erradas, peças que não se completam.
Imagina um cachorro tentando encaixar uma perna de gato. Fica manco! Por isso existem relacionamentos tortos! Passam a vida forçando peças não afins a se completarem.
Quando veem que não vai dar, partem para outra. Aí, as peças já estão desgastadas, desbotadas, e, ainda assim, lutam para se encaixar em outro quebra-cabeças…
Devemos fazer como as crianças que misturam peças de quebra-cabeças diferentes. Dá trabalho, mas vale a pena separá-las para poder brincar direito.
Resumindo: o que vale é se divertir nessa brincadeira. Rir e aprender juntos com os erros e comemorar os acertos. Como em toda brincadeira, se deixou de ser divertido é hora de parar de brincar antes de começar a briga…
Alda M S Santos
A QUEM SEGUIMOS?
“Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.” (Mateus, 19-21)
Um senhor, abismado, colocou-nos essa questão: “Jesus ou os que o seguiram deviam ter algo que nenhum de nós tem. Eu não seguiria nenhum homem que me pedisse para largar minha mulher, filhos, vender tudo e o seguir. Sem ao menos me oferecer um emprego, apenas dizendo que teria vida melhor e eterna. Ele devia ser muito bom ou os caras eram tolos. Se Jesus aparecesse hoje seria morto de novo.”
Na hora, respondemos apenas que Ele era o filho de Deus, certamente tinha algo de especial, alguma luz, alguma bondade, que atingia os corações daqueles que Dele se aproximavam. Refletia amor, por isso despertava amor.
Fiquei pensando que poderia ter-lhe dito outras coisas.
Acredito que há muitos de nós que ainda O seguimos. Não no sentido literal, de andar lado a lado. Subir e descer montanhas e pregar.
Não somos tolos, mas abandonamos tudo e O seguimos quando entendemos e agimos de acordo com os ensinamentos que deixou.
Quando demostramos amor pela família e pelos nossos semelhantes, mesmo os que nos desagradam, quando nos dedicamos com afinco ao nosso trabalho, quando estendemos a mão a alguém menos afortunado que nós, quando dizemos não à negatividade de certos sentimentos, quando enxergamos o outro, de verdade, além de nós mesmos.
Acredito que todos nós seguimos algo. Qual o sentimento que nos comanda? O que queremos? O que buscamos? O que fazemos para conseguir? Quem levamos conosco? Quem deixamos para trás?
Ele nos ensinou a maior lição de todas: O AMOR. A Deus, a nós e ao nosso próximo.
Se em nossa vida diária agimos com amor, por amor, pelo amor, conosco e com nossos semelhantes, nós O seguimos.
Ele prometeu voltar. Enquanto não vem, vamos amar e cuidar de toda a beleza de Sua criação, seja ela qual for. E quando Ele chegar, saberemos identificá-Lo.
Alda M S Santos
PRECISANDO AJEITAR A CASA?
Precisando ajeitar a casa. Estou notando. Ando meio bagunçada.
Algumas casas conservam-se arrumadas e limpas por um bom tempo. Pouco ou nada para varrer, sem pó para aspirar, cada coisa no seu lugar, banheiro limpo, pia vazia, quintal ensolarado, quartos sempre arejados. Uma geral por semana é o bastante.
Há também aquelas que precisam de limpeza quase diária. Sempre há algo para guardar, organizar, limpar, descartar.
As casas que mais necessitam de faxina são aquelas onde há mais moradores e transeuntes.
Conosco também é assim. Acumulamos muita poeira, muito lixo mental. Coração abarrotado. Deixamos entulhos pelo caminho, emoções espalhadas e desorganizadas. Não nos encontramos, ficamos perdidos, choramos.
Casa vazia ou mal habitada também se suja. Também necessita de faxina. Só assim terá vida e atrairá novos moradores.
Cada um de nós tem seu tempo próprio, sua periodicidade, mas todos nós necessitamos dessa faxina interior. É ela que tornará arejados nossa mente, coração e alma e possibilitará a entrada do novo, da alegria, do viço, do brilho.
Uma limpeza de vez em quando faz bem para a vida.
Alda M S Santos
NÃO BASTA
Não basta olhar, tem que enxergar além, sorrir, encantar.
Não basta tocar, tem que fazer sentir, arrepiar.
Não basta falar, tem que dizer algo que emocione, saber silenciar.
Não basta abraçar, é preciso enlaçar a alma com doçura, aquecer.
Não basta beijar, é preciso trocar bons fluidos, mergulhar.
Não basta provar o amor, é preciso despertar o amor no outro…
O amor que caminha lado a lado, no mesmo compasso e sintonia, se basta…
Alda M S Santos
NADANDO CONTRA A CORRENTE
Nadar contra a corrente pode ser trabalhoso, exigir muito, forçar a resistência. Parece ruim. Mas pode ser benéfico.
Nadar a favor da correnteza é deixar-se levar… Se algo nos agrada ou não, concordamos ou discordamos, somos favoráveis ou desfavoráveis, vamos com a corrente, pacíficos ou indiferentes.
Podemos trombar com troncos enormes, afundar, sair levando galhos e folhas grudados, seguir qualquer curso, perder partes pelo caminho, mas vamos com a correnteza.
Nadar contra a corrente é dizer não, parar, voltar quando nos deparamos com um destino que não desejamos, acessórios que dispensamos, obstáculos que gostaríamos de transpor, companhias que nos desagradam, ainda que todos a acompanhem. Podemos afastar quem não gostaríamos, perder partes, esfolar todo, mas manteremos o essencial.
Nadar a favor da correnteza só é válido se não ferir nossa natureza, caso contrário nadaremos contra nossa corrente interna, nossas emoções, nossa alma.
O que é preciso ter em mente é que esse nado vai sempre causar benefícios e danos, contra ou a favor da correnteza. E aqueles que ferem nossa natureza são os mais difíceis de lidar, pois corremos o risco de nos misturarmos demais e não nos identificarmos mais.
Se parecer fácil demais, pode ser que estejamos a favor da correnteza e contra nós mesmos.
Pensemos nisso!
Alda M S Santos
BELEZAS
Em meio a tamanha diversidade Deus nos presenteia com inúmeras belezas naturais.
A natureza é rica delas. Além delas, há, também, belezas humanas de todo tipo a nos fascinar.
Algumas chamam atenção por dotes físicos, umas pelo bom humor, outras pela bondade e simplicidade, outras ainda pela inteligência ou luz divina que refletem…
Mas há aquelas que têm o dom de concentrar em si todas essas características, ou quase.
Devemos amar e ajudar a todas, mas essas, nunca devemos deixá-las se afastar de nosso convívio…
São bênçãos!
Alda M S Santos
NO ESPELHO
Cedinho, escuro ainda, meio sonolenta, horário de verão!
Olho-me no espelho. Ele me devolve o olhar. Ignoro, distraída, não quero papo, tampouco olhares perscrutadores.
Mas ele continua lá. Resolvo encará-lo. Não sou de fugir da “luta”.
Desvio um pouco dos olhos. Retiro pelos imaginários dos lábios, ajeito os cabelos, estico uma ruga, passo um batom, dou um leve sorriso.
Mas o olhar está lá, investigando, avaliando. Parece perguntar: está tudo bem? O que tem feito por si mesma? Pelos outros? Olhe para mim! Olhe para si!
Encaro-o, quer dizer, encaro-me.
Fisicamente, umas ajeitadas seriam necessárias. O tempo não perdoa.
Emocionalmente, apesar da intensidade exagerada, dos atropelos esporádicos, de alguns medos, de certas confusões mentais, prevalece um certo equilíbrio.
O tempo nesse caso favorece, traz sabedoria para quem se dispõe a aprender as lições diárias.
Encaro o espelho novamente, firme, corajosa. Coração sempre à frente, acelerado.
Digo, olhos nos olhos: você é capaz de vencer qualquer coisa a que se propuser. Acredite!Sorriso largo, lanço um beijo:
Bom dia, doidinha!
Alda M S Santos
SER PROFESSORA
Nessa vida só se faz bem aquilo que se faz com prazer, com amor, com paixão. Vale para a vida pessoal, vale para a vida profissional.
Claro que há o compromisso, o profissionalismo, a responsabilidade. Isso é importante em qualquer profissão. Mas o diferencial quem dá é a paixão.
Algumas profissões vão exigir esse envolvimento mais que outras. Aquelas que lidam com vidas, no caso do magistério, vidas em formação, é uma delas.
Não quero nem tocar aqui nas questões de valorização da classe, investimento em formação, recursos financeiros e tantos outros problemas que todos sabemos.
Falo sobre o profissional!
Magistério é uma profissão que exige vocação. É ela que gera a paixão, o prazer de ensinar, de despertar o gosto pelo conhecimento, de ver a satisfação do aluno ao aprender, de contribuir com sua formação pessoal, cultural e moral.
O professor não se desliga de sua turma quando vai para casa. Não tem como deixá-los para trás. Leva consigo suas histórias, suas dificuldades. Em todo o tempo pensa numa maneira de atingir aquele que está alheio, à parte.
O crucial e que faz toda a diferença, que separa o bom professor dos demais, é que ele sabe e gosta de criar uma relação de afeição com o aluno. Criança aprende muito mais fácil quando gosta de seu mestre.
Nesse dia dedicado aos mestres, minha profissão há quase 27 anos, tenho três desejos.
Primeiro, que quem não tem vocação ou paixão pelo ensino, que busque outra profissão.
Segundo, que todos os meus colegas da área mantenham a paixão em meio às adversidades.
E, por último, que eu possa sempre marcar positivamente a vida de meus pequenos alunos.
Parabéns a todos nós e que Deus nos abençoe!
Alda M S Santos
O SOL ESTÁ EM NÓS
Ainda que tudo pareça nublado, frio, triste, o Sol está lá! Desistir, se apagar não é uma opção!
Desde que o mundo é mundo vivemos em crises: políticas, religiosas, financeiras, territoriais, culturais, existenciais, emocionais, de caráter…
Esperar o fim delas para fazer algo produtivo por nós mesmos e pelos outros não deveria ser uma opção!
Muitos sabem extrair algo de bom das adversidades, até as aproveitam como combustível para mover o motor da vida, enfrentam a revolta e tristeza geradas de tais crises com mais amor, compreensão e atitudes positivas. Acendem, mesmo com dificuldade, o sol dentro de si.
Em tempos de crise é que nós, humanos, devemos nos mostrar melhores…
Não é fácil! Não, mesmo! A vontade de chutar o balde é grande. De se esconder dentro de si mesmo, idem.
Porém, a parte que nos cabe em tais momentos é ilimitada!
Grandes coisas foram criadas em tempos de crises, qualquer que tenha sido. A possibilidade de evolução espiritual e emocional é gigante. Para nós e para os que de nós se aproximarem.
Que passe logo! E que Deus nos ajude a nos ajudarmos.
Alda M S Santos
BALANÇOS DA VIDA
Não há quem não se encante com um balanço, uma gangorra. Eles nos remetem à infância, a brincadeiras, sorrisos, amigos, frio na barriga.
Os melhores são aqueles de madeira e corda amarrados numa árvore bem alta num quintal de terra batida. Se não for possível, um de ferro numa praça urbana também é válido.
A cada ir e vir da gangorra a árvore chia, folhas caem, pássaros revoam, a gente geme e gargalha. Por vezes, um amigo empurra.
Vejo nossa vida assim: um grande balanço.
Ora estamos no alto, ora embaixo, outra vez no alto…
Algumas vezes estamos sós, muitas vezes acompanhados. Tantas vezes precisamos de um empurrãozinho amigo para nos manter no ar!
Nisso consiste o viver. Derrubaremos folhas, afastaremos pássaros, faremos nossa árvore chiar, atrairemos amigos querendo brincar, amores para balançar junto, teremos muitos gemidos e gargalhadas, de prazer ou dor.
Só altos ou só baixos não é gangorra. Balanço não foi feito para ficar parado.
Quando a inércia, a letargia ou apatia quiserem de nós se apossar, além de um simples momento de descanso, devemos nos lembrar que balanço bom é o que está em constante movimento.
Portanto, inclinemo-nos para trás, estiquemos as pernas, olhemos para o alto, fechemos os olhos, se preferirmos…
A emoção toda consiste em balançar-se, sorrir, gritar e se entregar!
Alda M S Santos
NOSSO JARDIM
Quando não conseguir enxergar a beleza ao seu redor, procure-a, primeiro, em seu interior.
Ainda que não a sinta, não a veja.
Entre, sente-se em seu jardim íntimo, retire as folhas secas, afofe a terra, mude algumas flores de lugar, pode alguns galhos, retire as ervas daninhas, regue, acaricie… Reaproveite a terra, misture-a com as folhas velhas que virarão húmus.
Quase nada se perde em nosso jardim íntimo!
Abra espaço para pássaros, beija-flores e joaninhas.
Não se preocupe com as lagartas, elas logo serão lindas borboletas!
Ame! O jardim de sua alma é miniatura do jardim do mundo!
Quando seu jardim secreto estiver bem cuidado, você abrirá espaço para os encantos dos outros e conseguirá admirar o grande jardim da Criação que o cerca!
Alda M S Santos
Bom diaaa!
HÁ RECEITAS?
Para estar de bem com a vida
Não há receitas, não há tutoriais.
Cada pessoa exige ingredientes diferentes
O “ponto” de cada massa é diverso
O tempo que se leva para “assar” é variável
Mas há ingredientes que são unanimidade:
Boas companhias, um lugar agradável e Deus.
Alda M S Santos
ACERTANDO O PASSO
Olhar sempre pra frente
Para onde queremos ir
Algumas vezes, olhar para trás
Para aproveitar o que foi bom e descartar o que não valeu a pena.
Mas, sobretudo, olhar para o lado
Para amar, valorizar e acertar o passo
Com quem caminha conosco
Sendo o amor e amizade no momento,
Ou todo o tempo…
Alda M S Santos
QUANDO TIVE SAUDADES
Quando tive saudades, teu canto ficou mais harmônico e doce…
Quando tive saudades, teu cheiro foi mais forte e inebriante…
Quando tive saudades, teu gosto foi mais saboroso e suave.
Quando tive saudades, teu toque foi mais aveludado e macio.
Quando tive saudades, a beleza que emanas foi mais encantadora…
Quando tive saudades, com sentidos potencializados,
Eu a matei!
Alda M S Santos
VOOS DE AMOR
Sentir-se amado é um prazer indescritível. Qualquer de nós sabe a sensação maravilhosa que é sentir-se cuidado e protegido pelo outro.
Sentimentos expressos num olhar que acaricia a alma, num abraço um pouco mais demorado que protege, num beijo que aquece o coração, num toque simples que diz “estou aqui”, em palavras que regam nossa emoção de satisfação.
Porém, amar o semelhante é grandioso! Ter esses atos de carinho para com o outro é inenarrável. O prazer de doar é maior e maravilhoso!
Contudo, o amor completo é aquele que goza da reciprocidade, cujas asas são completas. Só assim voar é possível. Uma asa só torna o amor fixo, não alça voos.
O amor do Pai muitas vezes é de uma asa só. Ele nos ama incondicionalmente e, tantas vezes, não retribuímos, ignoramos.
Ele se declara em cada ato de doação e proteção todo o tempo: “Ninguém te ama como Eu! Olhe pra cruz, essa é a Minha grande prova, ninguém te ama como Eu!
Quando descobrirmos a grandiosidade do voo de um amor completo, especialmente com Deus, seremos verdadeiramente felizes!
Bom diaaa!
Alda M S Santos
MAIS ÍMÃS, MENOS ESPONJAS
Ao longo de nossas vidas, algumas vezes agimos como esponjas, outras vezes como ímãs.
Quando esponjas, absorvemos tudo à nossa volta, sem critério: sentimentos, lugares, situações e pessoas das mais variadas formas e tipos.
Quando ímãs, atraímos nossos afins, o que nos agrega, nos completa, nos realiza: sentimentos bons, pessoas encantadoras, lugares maravilhosos, situações agradáveis, ou seja, atraímos a luz e repelimos o que representa a tristeza, a escuridão.
A esponja logo, logo fica cheia, pesada e se arrasta, cai. Já o ímã, bem seletivo, se mantém intacto.
Cuidemos para ser mais ímãs do que esponjas em nossas vidas…
Bom diaaa!
Alda M S Santos
APRENDENDO A PESCAR
Nossa vida é uma grande pescaria. Numa hora pegamos um peixe tão pequenino que, insatisfeitos ou compadecidos, o devolvemos ao rio.
Noutra, passamos um tempão na beira do lago, gastamos empenho e paciência para pescar um grandão e nos decepcionamos.
Há ainda as vezes em que sequer percebemos os peixes que, insistentes, mordem nossa isca, e os ignoramos.
Também existem aqueles que nos oferecem, gratuitamente, mas, orgulhosos, dispensamos.
Ter a paciência para esperar e identificar o peixe certo morder nossa isca é habilidade de poucos.
Saber qual peixe devolver ao rio, num ato “caridoso”, também!
Estar atento para não deixar passar em branco aqueles insistentes é importante. Pode ser o “peixe” de nossa vida!
Pescar é divertido, mas dispensar o peixe gratuito, salvo se não for de boa procedência, pode não ser muito inteligente.
Nessa grande pescaria que é a vida, as oportunidades, as pessoas, as situações, são os peixes. Somos apenas um entre milhões de pescadores. Todos queremos pescar!
O rio é grande, nem sempre limpo ou caudaloso, mas há peixes para todos que têm paciência e habilidade.
Devemos nos concentrar em nossa cesta e esquecer a cesta do pescador vizinho. Ela não melhorará nossa pescaria.
Finalmente, lembrar que também somos peixes pode ser muito útil na hora de pescar.
Qualquer dúvida, há grandes lições do maior pescador de almas que já houve: Jesus. Encontram-se num “manual” chamado Bíblia!
Boa pescaria a todos!
Alda M S Santos
DISQUE EMERGÊNCIA
Temos números de emergência para quase tudo: SAMU, Polícia Militar, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Procon, Direitos Humanos, Delegacia da Mulher, Hospitais e tantos outros.
Mas e se a nossa emergência for mais íntima: uma alegria extrema, uma novidade deliciosa, uma dor profunda, uma saudade doída, um amor proibido, uma decepção tremenda ou uma simples vontade de dar um abraço? Qual número discamos? Quem atende nossas emergências cotidianas?
Quanto mais “códigos numéricos” tivermos a quem recorrer, melhor estaremos servidos.
São, os donos desses números, as preciosidades de nossas vidas. Nosso refúgio, nosso colo, nosso aconchego, nosso porto seguro.
A elas devemos nossa gratidão e amor incondicionais todo o tempo, principalmente àquela cujo código para a acionarmos é a oração: Deus.
Àqueles que atendem minhas emergências diárias, todo o meu carinho e amor.
Bom dia!
Alda M S Santos
ESPELHOS DA ALMA
Não existe nada mais cativante no ser humano que os olhos. Sem querer desfazer de um corpo bonito, um rosto de traços harmônicos, um coração bondoso, uma mente inteligente, uma alma elevada.
E não estou falando de sua anatomia, de sua beleza estética, formatos e cores. Refiro-me à sua capacidade expressiva. Não há olhos que mentem! Há olhos que tentam disfarçar, e isso já é expressivo.
Há olhares curiosos, alegres, que querem tudo perceber, sem se fixar. Deixam-nos à vontade. Há os distraídos, que observam aleatoriamente e se detêm apenas quando convém. São seletivos e nos pegam desprevenidos. Há ainda os atentos, sensíveis, que parecem invadir, tudo captam: pequenos detalhes, diferentes sentimentos, qualquer humor…
Se encontrarmos olhares atentos, fugir deles é impossível. Eles perceberão qualquer emoção que estiver ali. Não saberão a razão, mas reconhecerão a emoção, aquela disfarçada pelo sorriso ou forçada pelas lágrimas.
Notarão a ansiedade, a preocupação, a culpa, a tristeza, o medo, a decepção, a afobação… São olhos com uma camada de nebulosidade. Por vezes, úmidos.
Perceberão a alegria, a euforia, o prazer, a satisfação, a vitória. São olhos com brilho intenso, cores vivas, transparentes.
Captarão em alguns olhares a censura, a inveja, a raiva, a crítica, a cobrança, a avaliação, o julgamento. São olhares com ar de superioridade. Olham por cima.
Sentirão olhares carregados de desejo, admiração, atração, paixão. São olhos quentes, brilhantes, agitados, pidões.
Serão atraídos por olhares de compaixão, amor, carinho, solidariedade… São olhares doces, tranquilos, pacíficos.
Espelhos da alma, ou não, eles refletem o que se passa em nosso interior. Os dos homens costumam ser mais expressivos, talvez por serem mais focais. Os das mulheres costumam ser mais perceptivos, por serem mais periféricos. As crianças os têm claros, transparentes e cristalinos. É natural delas, não escolhem. São maravilhosos e cheios de expectativas. Os idosos já não querem mais esconder nada, seus olhos são quase tão expressivos quanto os das crianças. Por eles, deixam extravasar a emoção dos anos vividos. Sabem que não adianta esconder. Mergulhar nos olhos de um idoso é entender sua história: rica, bonita, carregada de alegrias, tristezas, frustraçōes e culpas. É como ler um livro.
E, entre crianças e idosos, estão os adultos que “aprenderam” a disfarçá-los. E vão vivendo acreditando enganar a todos sobre o que sentem. Até conseguem, muitas vezes, mas não os olhares atentos e sensíveis.
Mas o mais bonito e emocionante da vida é quando olhares perceptivos e expressivos se encontram em uma via dupla. Olhares atentos de ambos os lados se percebem, trocam sentimentos, energias, desejos, amor, carinho, amizade, paz, sonhos, esperança, tudo sem ser necessário trocar uma palavra sequer. Se olham, se entendem, se aproximam, se abraçam. Aqueles que dizemos que “o santo bateu”. Na verdade, os olhares bateram! As almas se encantaram.
Enfim, todos os olhares são lindos, em todos os olhares há uma poesia a ser lida, uma vida a ser descoberta. Olhar nos olhos não é para qualquer um. Olho no olho é para quem tem coragem!
Alda M S Santos
HÁ DIAS
Há dias em que a estrada parece longa, interminável, quase infinita…
As pernas cansadas, os pés inchados, os calçados tão gastos quanto a coragem.
Há dias em que tento mirar a chegada, parece inalcançável.
Vontade de sentar à beira da estrada e apenas observar.
Descansar!
Sinto-me só…
Há dias em que os atalhos e desvios não são animadores.
Há dias em que quero voltar à largada.
Respiro fundo e percebo que a bagagem pesa.
Deixo alguns itens desnecessários para trás.
E sigo, mais leve.
Não preciso ser a Lebre ou a Tartaruga.
Vou no meu ritmo.
Apesar dos expectadores, concentro-me em mim mesma.
Há dias em que sinto que a força tem que vir de mim, de dentro.
Esqueço a chegada, tiro o foco.
Não há pote de ouro no fim do caminho.
As moedas douradas encontram-se na estrada.
Devo pegá-las e usá-las no percurso.
O final pode ser a qualquer momento.
Olho para frente, limpo os olhos, e sigo.
Há dias, que percebo, feliz, afinal, que minha melhor companhia nunca me abandona.
Ela brota de dentro.
Ela se chama fé,
Ela atende por Jesus!
Alda M S Santos
QUANDO
Quando o coração está em paz,
O som do despertador parece música,
Quando a luz vem de dentro,
Dias nublados são brilhantes
Quando a esperança nos acompanha,
Uma cara feia é apenas uma oportunidade de ajudar
Quando a fé na humanidade é nosso guia,
Um “bom dia” torna-se um “eu te amo”!
Quando Deus está conosco,
Até a maior tempestade é pacífica.
Quando somos amor,
Somos alma, somos sorriso, somos paz!
Bom diaaaaa!
- Alda M S Santos
O SOM DO SILÊNCIO
O som mais alto que existe é o do silêncio. Sim! A frequência de seus decibéis não é para qualquer audição! É preciso, além dos sentidos usuais, um sexto sentido para ouvi-lo!
Quando o silêncio fala, ele isola tudo dentro da gente. Forma-se um vácuo. Nosso interior parece oco. O eco é constante. Tudo é mais!
Nossa sensibilidade fica à flor da pele, da audição, da visão. Percepções fora de nós são potencializadas.
O som das folhas que pisamos arranha os tímpanos. O brilho do sol arde por dentro. A aspereza das palavras machuca. O olhar frio fere. Uma música fala.
E isso extravasa em nossos poros, em nosso olhar, em nosso silêncio.
Poucos percebem, pois o sentido mais apto a ler o silêncio é pouco usado, vem da alma. É ele que capta essa sensibilidade exacerbada, essa tristeza calada, essa angústia que aperta, esse grito que reflete no olhar num mudo pedido de socorro, no modo de andar, no sorriso sem brilho, nas palavras forçadas, nas lágrimas contidas.
Quase sempre esse silêncio é rompido quando encontra quem o lê, para além das palavras não ditas.
Quem lê o silêncio, sabe que não precisa falar. Palavras são desnecessárias. Os olhares se entendem. Um abraço sela o acordo: estou aqui!
Alda M S Santos
FAÇAMOS AMOR COM A VIDA
Dar e receber prazer
Isso é fazer amor…
Se essa “técnica” fosse aplicada a tudo na vida, ela se tornaria mais linda e prazerosa.
Costumamos usar em quase tudo que realizamos em nosso dia-a-dia outra técnica: apenas toleramos, suportamos, esperamos acabar.
Muitas vezes não nos entregamos, não confiamos, não nos envolvemos o bastante: nem no trabalho, nem na família, nem na natureza. Falta tesão pela vida, sobra egoísmo. O resultado dessa equação é sempre negativo!
Esquecemos a lei básica do viver: o prazer maior está em doar. Quem doa recebe de si, recebe do outro.
Façamos mais amor!
Alda M S Santos
PORQUE ESCOLHI VIVER
Porque escolhi viver nem sempre serei sorrisos.
Viver implica aceitar um pacote de possibilidades.
Tantas vezes é meter a cara onde parecia arriscado.
É pegar o ônibus em movimento.
Acordar cedo, dormir tarde, nem dormir…
É enfrentar humores oscilantes, humanos vacilantes.
É chorar de dor de dente, de dor de amor, sofrer pela dor do outro.
É dormir orando de preocupação ou agradecimento.
É ter dias nublados e outros ensolarados.
É encharcar-se até a alma nas tempestades próprias.
Poderia ter escolhido me recolher, não me envolver, não participar.
Sentar na janela e só observar a paisagem…
Mas eu escolhi viver.
Por isso, sou assim
Multifacetada…
Ora lágrimas, ora sorrisos…
Ora prazer, ora saudade…
Nem sempre sorrisos
Mas quando eles existem…
Sua luz é capaz de gerar brilho por dias…
Porque escolhi viver…
Alda M S Santos
ECLIPSE HUMANO
Tal como a Lua, algo ou alguém pode vir a encobrir parcialmente a luz que recebemos. Entrarmos em eclipse pessoal.
Visível a olho nu, essa sombra, ao contrário da Lua, nem sempre é bonita. É dolorosa!
Recolhemo-nos em nós mesmos, meio “apagados”, querendo que o eclipse seja total e por tempo indeterminado.
Passageiro ou duradouro, parcial ou total, precisamos desfazer o alinhamento de corpos que permite tal sombra, que cria nosso eclipse interior.
Enquanto isso, recolhidos em nós mesmos, buscamos um gerador de luz pessoal que nos mantenha “acesos”
Assim, alinhamento desfeito, nossa luz interna se unirá à externa e, mais fortes, tudo voltará a brilhar.
Intensamente!
Alda M S Santos
TUDO DEPENDE DO NOSSO OLHAR
Como alguém nos parece, feio ou bonito?
O que nosso amigo diz é chato ou instigante?
Aquele colega é proativo ou aparecido?
O trabalho é cansativo ou produtivo?
O amor que se vive nos anima ou nos maltrata?
Se tudo parece triste e desanimador…
O problema pode estar em nosso olhar.
Sim! É ele que dá vida, beleza e valor ao que está fora de nós.
O nosso olhar carrega significado para aquilo que apreciamos ou não.
Tentar olhar com amor, ou ao menos sem tanto desgosto, para alguém ou algo que não nos agrada pode melhorar nosso dia.
Quando algo parecer ruim, pensemos: não estou com um olhar “armado” demais sobre isso?
Mudar o nosso olhar pode fazer toda a diferença! Um bom olhar transforma uma imagem inóspita numa paisagem dos sonhos.
Se não der certo, o máximo que pode acontecer é vermos mais coisas belas por aí!
Alda M S Santos
ELE PODERIA ESTAR ENTRE NÓS
Seríamos capazes de identificar um herói, um gênio, uma grande personalidade, até mesmo alguém especial entre nós?
Depois dos caminhos trilhados, fatos transcorridos, tramas esclarecidas, desfechos revelados, tudo torna-se claro, compreensível.
Porém, no momento em que a história está sendo construída, quantos de nós temos esse discernimento?
Quantas vezes algumas personalidades importantes em variadas áreas, admiradas e ovacionadas pelo mundo todo, não foram e não são reconhecidas entre os seus?
Como se precisássemos de um aval externo a dizer “vejam como fulano revolucionou a medicina, a educação, a política, a literatura, a arte, a fé”!
Isso aconteceu até mesmo com Jesus, “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra”.(Marcos 6,4).
Necessário é que estejamos atentos. Retirar a venda dos olhos, aguçar o olhar, o coração. Pertinho de nós pode estar “crescendo” alguém que irá revolucionar o mundo, independente da área de atuação. Podemos contribuir, podemos usufruir.
Se Jesus nascesse novamente entre nós, ou se aparecesse no nosso meio, convivesse conosco, seríamos capazes de identificá-Lo? Em sua simplicidade? Aceitaríamos se Ele se destacasse? Teríamos que ver para crer?
O quanto de preconceito com o que, ou quem, é diferente de nós ou se destaca, há ainda em nós?
Sejamos sinceros!
Alda M S Santos
SER FELIZ É SER SIMPLES
Gosto de acordar cedo, ainda ao romper da aurora, ir à padaria, observar o burburinho e movimento do dia que se inicia… Gosto de dirigir pro trabalho agradecendo a Deus pelas bênçãos concedidas e pedindo proteção para o novo dia. Adoro chegar à escola, ser recebida por sorrisos e abraços dos amigos e pela doçura, agitação e carinhos sinceros dos meus pequenos. Depois de toda a correria do dia, do trabalho entremeado de torpedos carinhosos para familiares e amigos, e a certeza do dever cumprido, ainda encontrar energia para academia, caminhadas e afazeres domésticos. E assim, encerrar o dia, dando e recebendo colo, na paz e aconchego do lar. É na simplicidade de nossos dias que encontramos a felicidade, pois não precisamos de muito para sermos felizes, basta extrair o melhor do que a vida nos proporciona. Expectativas sobre o que não temos, e que muitas vezes nem devemos ter, só nos trazem infelicidades…
❤❤
Alda M S Santos
QUERO COLO
Se estou triste, quero colo.
Se estou frágil, peço colo.
Se estou feliz, dou colo.
Se estou forte, ofereço colo.
Em qualquer situação há troca de calor, de aconchego, de carinho, de amor.
Viemos do útero, quentinho e aconchegante.
Chegamos ao mundo num colo materno acolhedor e amoroso.
Crescemos sendo acalentados e acolhidos em colos protetores.
Nunca devemos esquecer de nossa essência amorosa!
Com o tempo, passamos a selecionar o colo que queremos.
Porém, há um sempre disponível: o colo de Jesus! Ele sempre acolhe, acalenta, perdoa, incentiva e acredita em nós novamente!
Façamos o mesmo com nosso semelhante e, principalmente, conosco mesmos!
Peçamos colo!
Doemos colo!
Alda M S Santos
OLHE PARA O ALTO
Para frente tudo parece tão distante, tão difícil!
As pernas estão cansadas. A alma precisa de tempo.
Para baixo tudo é amargura e cinza. Nada se vê de belo.
Mas se olhar por muito tempo, vicia. Risco de mergulho profundo na tristeza.
Para trás, quase nada se vê! Apenas atrasos…
Para dentro de si, tudo é confuso, conflituoso…
Precisa-se encontrar a paz!
Olhemos para o Alto!
Braços, olhos e coração abertos.
Coragem!
A Luz que vem de lá é poderosa.
Aciona o que há de melhor em nós!
E poderemos dar o primeiro passo, seguir em frente…
Corpo, mente e alma numa só sintonia! E, finalmente, encontrar a paz!
Alda M S Santos
SENTIMENTOS NÃO SE PRENDEM!
Não somos guarda-volumes, caixas-fortes ou depósito de sentimentos. Sentimentos existem para serem expressados, transformados, sublimados ou eliminados, nunca estocados.
Se forem sentimentos ruins, negativos, que nos fazem mal ou aos outros, precisamos trabalhar para transformá-los ou eliminá-los. É o caso do ciúme, da inveja, da raiva, da negatividade, da superioridade, da possessividade. É necessário investigar as causas, analisá-las a fundo, buscar substituição por sentimentos melhores tipo confiança, fé, bondade, compaixão e amor.
Se forem sentimentos nobres, mas que, de alguma forma, não têm feito bem, é preciso alguma ação sobre eles. É o caso da fé cega, da compaixão, da solidariedade, da alegria, do amor. Sim! Eles também podem fazer mal.
A fé cega costuma gerar superioridade e preconceitos para com os demais. Ela precisa transformar-se em ação, humildade e compaixão. A fé sozinha, sem ação, é inútil!
A compaixão e a solidariedade excessivas podem paralisar e tornar dependentes aqueles que delas necessitam. Oferecer ajuda é carregar no colo primeiro, em seguida dar as mãos, mas depois deixar livre para seguir. E não pode também paralisar a vida de quem ajuda.
A alegria contagia, faz vibrar, mas perto de quem está muito mal soa “ofensiva”, portanto, não deve ser escondida, mas dosada.
O amor sempre será positivo. Sempre. Para quem sente e para quem o recebe. Porém, há os casos em que o amor tem que vir com uma dose de cobrança, de firmeza, como no caso do amor paternal. Mas nunca deve se esconder atrás da severidade.
Há os casos em que ele ocupa um só coração, então, deve ser transformado em amizade ou “direcionado” para outro beneficiário.
Há ainda os casos “proibidos”, se é que existe amor proibido. Pode ser por um esporte, inadequado fisicamente para quem o aprecia, por um hobby, oneroso demais para se manter, por um objeto, viciante, por uma pessoa, inacessível. Nesses casos, há a sublimação. A força desse amor deve ser sublimada em outra atividade que lhe dê prazer. Um “amor” excessivo ao fumo, por exemplo, pode ser sublimado numa habilidade musical. O amor por uma pessoa inacessível pode ser sublimado numa energia de amor fraternal e solidária, e por aí vai…
Não estou querendo de modo algum simplificar. Apenas afirmo que sentimento preso e estocado não produz coisas boas, ao contrário, pode gerar doenças.
Precisamos nos cercar de pessoas alegres e sábias que, de uma forma ou de outra, sempre nos ajudam.
Podemos pensar que não somos responsáveis por sentimentos que brotam em nós. Não somos mesmo! Sentimento é vivo, nasce, cresce, se expande, está em constante movimento. Brota por algum motivo. Mas uma coisa é certa, podemos escolher o que fazer com eles, quais vamos alimentar, deixar crescer e manter como nossa marca registrada.
Que seja o amor!
Alda M S Santos
OBRA-PRIMA
Não importa o tamanho, a forma, a cor, o perfume, a delicadeza, a simplicidade…
Nota-se cuidado, carinho e dedicação em cada detalhe.
É criação de Deus e, como tal, lindas! Uma obra-prima! Assim são as flores, assim somos nós!
Valorizemo-nos! 😘
Alda M S Santos
TAPETES DE AMOR
A noite foi chuvosa, a manhã está fresquinha, depois de uma tarde muito quente no dia anterior.
Céu nublado, ruas molhadas, lindos ipês floridos formam tapetes coloridos sobre a calçada.
Algumas pessoas se escondem em agasalhos, semblante fechado, chateadas por terem que se levantar. Outras se “colorem” e se “abrem” para o novo dia, assim como as flores receberam o calor, a chuva, a brisa suave, a queda das flores.
Deus, como Pai zeloso, prepara nosso caminho. Ouvimos “bom dia” da natureza, das pessoas… Até um tapete de flores Deus prepara para o nosso caminho.
A natureza confia e espera. Nós, humanos, tão sábios, tantas vezes, ao invés de agradecer a chuva, nos enraivecemos com o trânsito que apresenta problemas, enxergamos as ruas com lixo acumulado, mas não notamos as árvores que agradecem a bênção recebida, reclamamos de tantas folhas e flores que sujam o quintal e as ruas, mas não admiramos o lindo tapete perfumado que formam, resmungamos ou acenamos a cabeça a um bom dia simpático que recebemos, ao invés de agradecer por estar vivo, poder se levantar, ter a chance de sempre recomeçar.
Seja de flores ou não, Deus sempre prepara um tapete para nosso caminho. Basta que a gente mantenha olhos e coração abertos para identificá-lo e curti-lo. Pode ser a família, o trabalho, um amigo, a natureza…
Qual é seu tapete hoje?
Alda M S Santos
DECLARAÇÕES DE AMOR
Você já recebeu uma declaração de amor? Não? Claro que sim! Certamente as recebe todo dia!
Talvez não ouça as palavras “eu amo você”! Preste atenção à sua volta. Seja cuidadoso(a)!
Ao abrir os olhos e ver os raios de sol pela janela, Deus diz: “amo você”!
Ao receber um beijo de bom dia de seu cônjuge, mesmo se for um rabugento cumprimento de segunda-feira, ele diz: amo você!
Quando os filhos te olham zangados por acordá-los, também dizem “amo você”!
Seu cachorro que abana o rabinho e salta feliz ao te ver diz “amo você”!
Ao notar o olhar de aprovação, admiração e cuidado dos amigos, eles dizem: “amo você”!
Ao quase tombar com um abraço nas pernas vindo de uma criança, ela diz: “amo você”!
A natureza toda, através de suas belezas, diz “amo você”.
Uma cartinha infantil com um coração e uma flor dizem “amo você”!
Seu nome escrito na areia por uma criança de quatro anos, a quilômetros de distância, dizem “amo você”.
Não é mais fácil acreditar no amor com tantas declarações assim?
A linguagem corporal diz, sorrisos, olhares, cuidados, palavras similares dizem.
Mas nada elimina um “eu te amo” gritado ou sussurrado. Cobre, exija, ofereça, diga! O dia está apenas começando:
Eu amo você!!!❤️
Excelente segunda a todos!
Alda M S Santos
ACORDANDO
Acordar, preparar um café, ir à padaria.
Sol alto, quente, brilhante
Domingo, poucos se levantaram,
Menos ainda estão nas ruas.
Sem correrias, observar quem passa.
Uns ainda sonolentos, meio emburrados.
Aqueles que dão o bom dia, sorridentes.
Outros que parecem vir de uma noite na farra,
E os que já trabalham, me recebem na padaria.
Lanço um olhar “avaliador” sobre cada um e questiono:
Qual será o olhar que lançam sobre mim?
O que veem?
O que pareço a cada um deles?
Cheios de pré-conceitos, tantas vezes olhamos assim nossos irmãos.
Julgamos.
Nesse lindo domingo,
Só dois pedidos a fazer:
Que eu possa ver cada um como Jesus vê: além da aparência,
Na impossibilidade, que possa tratá-los como Deus trata.
Se merecedora, que seja também digna desse olhar e tratamento.
Bom dia, filhos de Deus!
Alda M S Santos
QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE
Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.
Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.
O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.
Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.
Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.
Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…
Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?
Avaliando essas situações chego a três conclusões.
Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.
Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.
E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.
Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!
Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.
O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.
Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!
Alda M S Santos
Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com
MUDANDO O/OU PARA O INTERIOR?
Cada dia que passa as pessoas têm procurado mais a vida no campo. Uns querem apenas desfrutar de suas belezas e conforto, por um fim de semana ou férias. Outras, querem voltar às origens, retornar ao passado que ficou lá atrás e, após um tempo, volta com tudo, especialmente após os 40 anos. Há também aquelas que nunca tiveram experiência com a vida rural, e se encantam ao primeiro contato.
Outro dia, numa sala de espera de um consultório médico, dois senhores conversavam sobre isso. Um dizia que o médico tinha recomendado procurar uma vida mais calma para afastar o estresse. O outro sugeriu que comprasse um sítio, ao que ele respondeu que não se acostumaria àquele silêncio todo e à vida dura de trabalhos braçais.
Daí surgiu todo um relato da nova vida que passou a levar após um infarto. Passou a viver num sítio, cujos familiares se opuseram veementemente. Acharam que era mania de velho, visto que nunca tinha demonstrado interesses pela área rural. Acabaram por ceder, visando preservar a saúde do patriarca da família. Compraram um sítio não muito longe da cidade. Todos os dias, esposa e filhos dirigiam 50km para ir para o trabalho.
Reclamaram muito no início, mas se acostumaram. Sentiram falta das regalias da cidade no início: pizzarias, cinemas, celulares, internet, shoppings… Mas acabaram por se encantar pela pureza do ar, as cores dos jardins, o contato com a terra, a horta, as árvores frutíferas, os animais que passaram a criar, o rio.
A família ia e voltava todos os dias. Não acreditava que quisessem ficar lá para sempre. Quanto a ele, não abria mão daquela vida. Gostava de acordar cedo, ver o sol nascer, alimentar seus bichos e cuidar de suas plantas. Quem diria que teria forças para usar a enxada? Gostava das caminhadas nas trilhas de terra, de sentar-se à beira do rio, ouvir os pássaros, cochilar à tarde, ouvir música em seu mp3 velho… Sentia prazer nas mínimas coisas. Num bate-papo com os poucos vizinhos que encontrava quando ia ao pequeno comércio na região, nas leituras prediletas, no violão que gostava de tocar à noite… Voltou a escrever poemas, hábito da juventude, abandonado pelos atropelos da vida.
Só ia à cidade para realizar consultas periódicas com o cardiologista. Logo o médico o chamou. Despediu-se do amigo e foi recebido pelo médico com carinho. “Estou precisando ir para o campo também! Que saúde, vigor e alegria você demonstra”! O outro senhor atendeu ao celular, ficou vermelho e concluiu: “Preciso mesmo dar um novo rumo à minha vida”!
Saí de lá pensando no privilégio que é poder ter as duas opções: o campo e a cidade. Mas o fundamental é desacelerar, adquirir hábitos mais simples, menos consumismo, adquirir paz interior. O campo, com suas dificuldades geográficas e de consumo, pode aumentar os problemas se não mudarmos nosso interior “urbano” e estressado. Mudar nosso interior antes de nos mudarmos para o interior.
Alda M S Santos
Observando o corre-corre da vida diária, seja na rua, na família, no trabalho, nos jornais ou na TV, ninguém seria capaz de negar o quanto as desigualdades são inúmeras. Vemos pessoas diferentes: altas, baixas, gordas, magras, brancas ou negras, entre outras. Possuem em comum o fato de serem seres humanos. Isso deveria, a princípio, dar a elas as mesmas condições de evolução física, psicológica, espiritual ou material. Na prática não é o que acontece. O que determina que algumas pessoas tenham mais habilidades, dons e capacidade de conquistas que outras? Veio em seu DNA? Recebeu de Deus? Foi desenvolvido?
Se veio no DNA, não escolhemos. Se recebemos de Deus, qual seria o critério por Ele utilizado para fazer tal distribuição, considerando-O um Deus de amor? Se é desenvolvido pelas pessoas, seria a partir de que base?
Sabemos que, via de regra, as pessoas com saúde física e mental, espiritualizadas e com algumas conquistas emocionais e materiais são mais felizes. Enfrentam com mais recursos as adversidades que se apresentam. Delas poderia ser “cobrada” uma atitude mais positiva perante a vida.
Mas, e aquelas que desde o nascimento já são acometidas pelos problemas: miséria física, material, emocional, espiritual? Vêm de um lar onde reina a pobreza extrema, em todos os aspectos da vida humana? Falta-lhes alimento para o corpo e para a alma. Seria justo que se cobrasse delas, com o mesmo rigor, a mesma evolução das demais?
Há aqueles que acreditam que somos um mesmo espírito vivendo em vários corpos, várias vidas, e que estaríamos, de acordo com a evolução de cada um, resgatando dívidas passadas, daí viriam as diferenças. Cada religião explicaria de uma forma diferente as desigualdades. Certo é que quem professa uma fé, conforma-se melhor com a própria situação e é até feliz.
Religiões à parte, o que temos pra lidar são as desigualdades que batem às nossas portas, invadem nossas casas, corpos e mentes de todas as maneiras. Independente de qual seja a causa das diferenças, podemos minimizá-las. Seja qual for a situação em que nos encontremos, sempre haverá alguém melhor ou pior que nós, que tem mais ou que tem menos, que pode mais ou que pode menos.
Cabe a nós, então, manter os olhos em trânsito: lá na frente, para crescermos sempre, lá atrás, para oferecer a mão a quem tem menos.
Se a humanidade que nos faz uma espécie única não for o bastante para ajudar, usando de tudo que possuímos, material, mental ou espiritual, que independente de religião, possamos nos lembrar que: ” A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”.(Lucas, 12-48)
Que possamos crescer em nossa humanidade, sempre.
Alda M S Santos
Basta sair de casa e rodar poucos quilômetros para no primeiro semáforo observá-los. O sinal fecha, os carros param, e eles vêm correndo. Colocam no retrovisor do carro uma tira de 5 paçocas. “Vai uma paçoquinha aí, moça? Só R$2,50.” O olhar tímido, às vezes desafiador. Não passa de oito anos. Pequeno, magro, expressão sofrida para uma criança. Em poucos segundos volta rapidamente recolhendo o dinheiro da venda, ou as paçocas, e sai correndo antes que o sinal abra.
Pouco à frente, no próximo semáforo, tempo mais longo, vem um senhor lentamente. Pipocas e garrafas d’água nas mãos. Cabeça branca, andar arrastado, não sei precisar a idade, talvez 70, semblante sério, carregado. Chega e oferece seus produtos. Sorri ao ouvir as músicas da década de 70 que ouço. O olhar carrega-se de saudade. “Bons tempos”, ele diz. Concordo e completo, “está sempre aqui”. “Sim, desde que me aposentei, pouco dinheiro, filhos desempregados, família grande, netos. É preciso ajudar.” Despede-se e vai pro próximo carro.
Sigo meu caminho para o trabalho ouvindo minhas músicas e refletindo. Que mundo é esse em que crianças que deveriam estar na escola ou jogando bola na rua estão vendendo paçocas no sinal? Que mundo é esse em que um senhor de 70 anos, aposentado que já fez tanto pela sociedade, que poderia estar lendo para os netos, brincando de cavalinho, curtindo um sítio, ainda se dispõe a ser ambulante de semáforos nas ruas quentes e barulhentas?
Que futuro estamos promovendo para nossas crianças? Que descanso estamos permitindo aos nossos velhos? Ao olharmos esses dois extremos devemos cuidar para o desânimo não tomar conta de nós. O senhor da pipoca pode ter sido um garoto da paçoca! Há alternativas? O que podemos fazer para que ao menos o garoto da paçoca torne-se, daqui a alguns anos, o senhor que estará lendo para os netos, brincando de cavalinho e cultivando flores num sítio?
Decido-me a continuar fazendo com amor e dedicação a parte que me cabe. A educação ainda é o melhor caminho, nossa melhor chance. Assim, vou ainda mais animada receber meus pequenos alunos. E que Deus nos abençoe!
Alda M S Santos
Setembro Amarelo: quantos indivíduos sabem o que isso quer dizer?
Temos visto divulgados na mídia casos de suicídio que nos alarmam e impressionam. Pais de família que matam esposa e filhos e se matam em seguida, jovens que têm “tudo” e, do nada, tiram a própria vida. Tantas vezes, para nós “normais”, por motivos banais. Os dados são alarmantes. Apenas no Brasil são 32 suicídios por dia, segundo dados do CVV(Centro de Valorização da Vida). Mais que mortes por câncer ou Aids.
A morte por suicídio tem sido estigmatizada, como foram as mortes por sífilis e Aids. Evita-se falar do assunto. Considera-se fraqueza moral, não doença.
O Setembro Amarelo vem como uma campanha de alerta para salvar as pessoas dessa morte anunciada.
Ninguém se mata de uma hora para a outra. Essa ideia vem germinando na mente dos indivíduos, crescendo, sendo alimentada, amadurecendo por uns tempos. Podemos ter ao nosso lado, todos os dias, uma bomba relógio, prestes a explodir, e sequer percebermos.
Num mundo em que parece que temos tudo à mão, acesso às informações, educação, lazer, saúde, recursos materiais, físicos, tecnológicos e terapêuticos, nos falta o principal: o recurso humano.
Com tantas facilidades conquistadas seria de se esperar que a vida fosse mais valorizada. Mas o tiro tem saído pela culatra. Conquistar e manter certos bens e direitos tem criado dois grandes problemas. Primeiro, é um terreno propício para germinar muitas doenças mentais que levam ao suicídio, como depressão, bipolaridade e dependências químicas. Segundo, cria seres alienados, com viseiras, que olham só para frente e não veem o olhar do ser humano ao seu lado que grita por socorro. Quando vê, ignora, não quer se envolver, não tem tempo, paciência ou habilidade, ou ainda reclama: ” fulano só anda emburrado e de mau humor”. São exatamente esses que ficam mais abismados com tantos casos de suicídio.
O Setembro Amarelo vem pra cutucar mesmo, provocar, induzir os doentes a buscar ajuda e os saudáveis a oferecê-la. Sem pretensão de querer prever o futuro, uma hora podemos ajudar, noutra podemos precisar de ajuda. Precisamos aprender a identificá-los e ajudá-los.
Vamos preservar a vida: a nossa, a dos outros.
Alda M S Santos
Quando queremos dizer que duas pessoas não combinam dizemos que parecem cão e gato. Mas será que isso é mesmo verdadeiro? Digo, os cães e os gatos.
Já vi muitos cães e gatos que brigam. É fato. Mas também já vi cães que brigam entre si, gatos que brigam entre si. E, o que pode parecer surpreendente para muitos, cães e gatos que combinam entre si, são afins, “amigos”, brincam juntos, se acariciam, comem e até dormem juntos.
Quem determinou que cães e gatos não combinam foram os seres humanos. E os animais ignoram isso e convivem bem, contrariando o ditado vigente. Salvo os casos em que uns pertencem à cadeia alimentar do outro.
Penso que não há norma ou poder que possa afastar dois seres que se propõem a conviver, se amar e se dar bem. Nem religião, política, futebol, raça, sexo, idade, nível social ou qualquer diferença que seja.
O que vai determinar que dois seres se atraiam, convivam bem, se tolerem ou se amem é a disposição de querer fazê-lo, ignorando preconceitos ou pré-disposições impostos e enraizados.
Se você é um gato, tenha um novo olhar para aquela cachorrinha. Mesmo ressabiado, chegue devagar, surpreenda , ensine e aprenda. A diversidade tem muito a nos ensinar!
Alda M S Santos
Ele está em qualquer lugar
Para quem vê com os olhos da alma
Pode ser de qualquer cor
Desde que seja amor
Ele está dentro de nós
Está em nossas mãos
Com ele pode até doer
Mas sem ele não existe o viver…
Alda M S Santos