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poemas e reflexões da vida cotidiana

Autor

Alda M S Santos

Para mim, a vida é apaixonante, deixo o amor brotar, rego-o, alimento-o e o distribuo por onde passo.

Pés no chão e coração nas alturas

PÉS NO CHÃO E CORAÇÃO NAS ALTURAS

A vida está aí!

Muitas são as oportunidades, os desafios, as chances, os perigos, os riscos…

Sabendo mesclar equilíbrio, pés no chão e uma boa dose de loucura, somos capazes de alcançar alturas inimagináveis!

Bom dia! 

Alda M S Santos

Cuidados e amor de Pai

CUIDADOS E AMOR DE PAI

Ele não nos tira nada. Ele permite certas coisas, desvia algumas, redireciona outras, permite-nos escolher, mas orienta. 

Como todo filho, achamos que tudo sabemos, queremos o impossível, damos murros em pontas de faca, usamos viseiras para não ver o que não queremos. 

Tantas vezes nos entristecemos, nos rebelamos, fugimos ou não reconhecemos todo o Seu amor.

E o Pai, sempre amoroso e cuidadoso, segue nossos passos amparando, cercando por todos os lados, retirando do caminho “objetos” que nos levem ao tropeço e ao tombo. 

Quando insistimos e caímos, Ele está lá, limpa nossos esfolados, enxuga nossas lágrimas, coloca-nos no colo. Ele é aquela vozinha que diz: “eu sabia que não devia ter ido por ali”. 

Paciente, dá-nos a mão, a coragem, a perseverança. Levantamos e seguimos em frente. 

Aprendemos? Que nada! Erraremos outras vezes, cairemos de novo, nos machucaremos tantas outras. O Pai nos permitirá passar por alguns caminhos, fazer certas escolhas que, mesmo dolorosas, nos levarão ao aprendizado. Voltaremos chorando, tristes, derrotados. 

Porém, nunca nos abandonará. Ele conhece cada filho, sabe de suas forças e limites. Puxa o muito atirado, instiga o tímido, encoraja o mais fraco, dá mais carinho e amor ao mais carente. 

Quando estivermos tristes com algo que “perdemos” ou que não saiu como esperávamos, analisemos. Pode ser a mão do Pai retirando aquele brinquedo do tapete que nos levaria de testa ao chão, ou isolando aquela tomada que nos daria um choque tremendo.

Pensar nisso, pode fazer a “perda” doer menos. 

Alda M S Santos

O mundo não para

O MUNDO NÃO PARA
O mundo não para porque eu sinto-me parada.
O ônibus segue seu caminho, mesmo que eu desça.
O Sol continua a brilhar, mesmo que eu não veja.
As rosas continuam a perfumar, ainda que eu não sinta.
A alegria continua a existir, mesmo que ao meu redor.
O jogo continua, mesmo que eu não esteja em campo.
Os amigos continuam a existir, mesmo longe de mim.
O carinho continua nos outros, mesmo que eu o dispense.
Deus continua aqui, ainda que o ignore.
O mundo não para porque eu estacionei.
Minha apatia não cessa a roda da vida. Paralisa apenas meu viver.
A vida segue seu rumo com quem tem coragem para acompanhá-la.
Uns vão arrastados, outros ficam.
Aqueles que caíram, independente dos observadores, limpam os joelhos, ou coração esfolados, e retomam a caminhada. Tal qual criança que volta para a corda que continuou a bater e ignorou seu tombo. Insegura, olha para o alto, observa seu vai-e-vem, levanta as mãos, avalia, se prepara e volta a pular.
Com coragem pula até cem!
Alda M S Santos

Porque escolhi viver

PORQUE ESCOLHI VIVER

Porque escolhi viver nem sempre serei sorrisos.

Viver implica aceitar um pacote de possibilidades.

Tantas vezes é meter a cara onde parecia arriscado.

É pegar o ônibus em movimento.

Acordar cedo, dormir tarde, nem dormir…

É enfrentar humores oscilantes, humanos vacilantes.

É chorar de dor de dente, de dor de amor, sofrer pela dor do outro.

É dormir orando de preocupação ou agradecimento.

É ter dias nublados e outros ensolarados.

É encharcar-se até a alma nas tempestades próprias.

Poderia ter escolhido me recolher, não me envolver, não participar.

Sentar na janela e só observar a paisagem…

Mas eu escolhi viver.

Por isso, sou assim

Multifacetada…

Ora lágrimas, ora sorrisos…

Ora prazer, ora saudade…

Nem sempre sorrisos

Mas quando eles existem…

Sua luz é capaz de gerar brilho por dias…

Porque escolhi viver…

Alda M S Santos

Eclipse humano

ECLIPSE HUMANO

Tal como a Lua, algo ou alguém pode vir a encobrir parcialmente a luz que recebemos. Entrarmos em eclipse pessoal.

Visível a olho nu, essa sombra, ao contrário da Lua, nem sempre é bonita. É dolorosa!

Recolhemo-nos em nós mesmos, meio “apagados”, querendo que o eclipse seja total e por tempo indeterminado.

Passageiro ou duradouro, parcial ou total, precisamos desfazer o alinhamento de corpos que permite tal sombra, que cria nosso eclipse interior.

Enquanto isso, recolhidos em nós mesmos, buscamos um gerador de luz pessoal que nos mantenha “acesos”

Assim, alinhamento desfeito, nossa luz interna se unirá à externa e, mais fortes, tudo voltará a brilhar.

Intensamente!

Alda M S Santos

Preciso falar com Deus

PRECISO FALAR COM DEUS

Preciso falar com Deus. 

Acordei com esse propósito, essa necessidade.

Fico quietinha, deitada, chamo: Pai! Bom dia!

Tudo é silêncio!

Pai!-repito: O Senhor está aqui?

Ao longe, ouço o piar dos pássaros, a claridade do amanhecer já invade minha janela. 

Levanto em silêncio, olho pela janela. Pego minha Bíblia. Abro aleatoriamente. 

“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.” (Mateus 28,20).

A Paz me invade lá de dentro e, na certeza que poderei buscá-lo em mim a qualquer momento, meu dia começa radiante. 

Bom diaaaa! 

Alda M S Santos

Com alma sempre

COM ALMA SEMPRE 

Com alma, sim!

Com calma é ela quem vai dizer…

Cada alma pede algo diferente 

De acordo com sua essência, suas necessidades…

Suas farturas e faltas. 

Calmaria ou nervosismo?

Devagar ou depressa?

Só ela pode dizer!

Sempre com amor!

Nossa alma! 

Escutemos! 

Boa noite!

Alda M S Santos

Tudo depende do nosso olhar

TUDO DEPENDE DO NOSSO OLHAR

Como alguém nos parece, feio ou bonito?
O que nosso amigo diz é chato ou instigante?
Aquele colega é proativo ou aparecido?
O trabalho é cansativo ou produtivo?
O amor que se vive nos anima ou nos maltrata?
Se tudo parece triste e desanimador…
O problema pode estar em nosso olhar.
Sim! É ele que dá vida, beleza e valor ao que está fora de nós.
O nosso olhar carrega significado para aquilo que apreciamos ou não.
Tentar olhar com amor, ou ao menos sem tanto desgosto, para alguém ou algo que não nos agrada pode melhorar nosso dia.
Quando algo parecer ruim, pensemos: não estou com um olhar “armado” demais sobre isso?
Mudar o nosso olhar pode fazer toda a diferença! Um bom olhar transforma uma imagem inóspita numa paisagem dos sonhos.
Se não der certo, o máximo que pode acontecer é vermos mais coisas belas por aí!
Alda M S Santos

Meteorologia da alma

METEOROLOGIA DA ALMA

Alma ensolarada, com períodos de nebulosidade, sujeita a chuvas passageiras? 

Alma nublada, fria, com neblina baixa e muita umidade no decorrer do período?

Alma quente, abafada, seca, sujeita a ventanias, tempestades, raios e trovões? 

Quem saberia fazer essa previsão?

Se soubéssemos, ao acordar, qual a previsão do “tempo” para nossa alma, talvez pudéssemos optar entre continuar na cama ou enfrentar o dia com guarda-chuvas, jaquetas e galochas ou camisetas, bermudas e sandálias. 

O tempo depende de variadas condições climáticas.

Nossa alma também está sujeita às interferências externas. 

Porém, diferentemente do tempo, nela podemos ter influências. 

Somos equipados com fatores internos que neutralizam certas influências externas.

Um pouco de carinho neutraliza a secura, uma palavra amena baixa o tom dos raios e trovões, uma gargalhada ilumina a nebulosidade, um abraço quente aquece a friagem da neblina, uma dose de amor transforma em brisa qualquer ventania. 

Portanto, se a previsão do “tempo” para o dia da sua alma não parece animadora, levante-se assim mesmo. Vista seu melhor sorriso e coragem! Condições desfavoráveis não se mantêm diante de uma alma determinada a fazer tudo dar certo.

Alda M S Santos

Festa em mim

FESTA EM MIM
Gosto de festas, na verdade adoro festas!
Não qualquer festa!
Gosto de festas íntimas, em que conheço todo mundo.
Aquelas em que posso bater um papo e rir com todos.
Estar à vontade, ouvir boa música, dançar, me divertir.
As melhores festas são as preparadas dentro da gente.
Aquelas que planejamos com antecedência, sonhamos…
Imaginamos nossas vestes, penteados, perfumes e maquiagens.
Conseguimos nos ver nítidos, claros e transparentes através delas.
Imaginamos cenários, condições do tempo, sensações, cheiros.
Inserimos alguns personagens, retiramos outros.
Somos os donos da situação, da festa.
Escolhemos as falas, as risadas, as interações.
Acrescentamos carinhos, abraços e beijos…
Dançamos com quem queremos, escolhemos a música.
Descartamos quem não nos agrada.
Colocamos quem tem algo a acrescentar.
Criamos início, meio e fim, como um enredo.
Assim é a alma de quem se dispõe a escrever.
Alma em festa.
Íntima, mas em festa!
Alda M S Santos

Meu futuro é hoje

MEU FUTURO É HOJE!

Que a gente se prepare para a alfabetização, mas não deixe de brincar de roda.

Que a gente se prepare para o vestibular, mas não deixe de curtir os segredos entre amigos, os beijos roubados e hormônios fervilhantes! 

Que a gente se prepare para o casamento, mas saiba aproveitar as deliciosas loucuras do namoro. 

Que a gente se prepare para um bom emprego, mas que faça com amor o trabalho que nos couber.

Que a gente se prepare para constituir uma família, mas que não a perca se preparando.

Que a gente se prepare para a aposentadoria, sabendo usufruir de tudo que foi conquistado até aqui.

Que a gente se prepare para a velhice, vivendo…intensamente!

Sabendo ser jovem! 

Assim nos preparamos para a eternidade! 

O risco de uma vida de preparação é sempre se preparar…para algo que pode não vir.

E se esquecer de viver…

Preparemo-nos para o futuro, um futuro certo:

Preparemo-nos para hoje! 

Alda M S Santos

Quero os dedos e os anéis!

QUERO OS DEDOS E OS ANÉIS

Tantas vezes fomos treinados na técnica da compensação, da conformação, da aceitação. 

Não sou tão competente, mas sou responsável.

Não tenho o emprego dos sonhos, mas conformo-me com o que consegui.

Não tenho inteligência bastante, nem adianta estudar, fico assim mesmo.

Não tenho quem amo, mas aceito aquele que me ama. 

Não sou feliz, mas vivo alguns momentos felizes. 

Tudo bem! Todos nós precisamos saber lidar com as frustrações. Muitas vezes não teremos tudo que queremos. Nossas vontades não são soberanas. 

Porém, aceitar o imutável é uma coisa, nem tentar mudar é outra. 

Precisamos buscar, lutar, acreditar naquilo que queremos, que nos fará mais felizes, nos tornará um ser humano melhor. E aceitar ajuda é parte do processo. Deus não nos fez solitários! 

O risco de quem se conforma com a falta dos “anéis” é culpar quem os conseguiu e tornar-se amargo. 

Façamos assim: se os “anéis” foram perdidos, devemos valorizar os “dedos” que ficaram, sim, mas buscar, na medida do possível, novos anéis, e não apenas se conformar com sua falta. 

Deus nos criou para sermos felizes. Buscar o que pode proporcionar tal felicidade é parte do processo, portanto:

Eu quero os dedos e os anéis! E é atrás deles que eu vou! 

Alda M S Santos

Ele poderia estar entre nós

ELE PODERIA ESTAR ENTRE NÓS

Seríamos capazes de identificar um herói, um gênio, uma grande personalidade, até mesmo alguém especial entre nós?

Depois dos caminhos trilhados, fatos transcorridos, tramas esclarecidas, desfechos revelados, tudo torna-se claro, compreensível.

Porém, no momento em que a história está sendo construída, quantos de nós temos esse discernimento?

Quantas vezes algumas personalidades importantes em variadas áreas, admiradas e ovacionadas pelo mundo todo, não foram e não são reconhecidas entre os seus?

Como se precisássemos de um aval externo a dizer “vejam como fulano revolucionou a medicina, a educação, a política, a literatura, a arte, a fé”!

Isso aconteceu até mesmo com Jesus, “Só em sua própria terra, entre seus parentes e em sua própria casa, é que um profeta não tem honra”.(Marcos 6,4).

Necessário é que estejamos atentos. Retirar a venda dos olhos, aguçar o olhar, o coração. Pertinho de nós pode estar “crescendo” alguém que irá revolucionar o mundo, independente da área de atuação. Podemos contribuir, podemos usufruir.

Se Jesus nascesse novamente entre nós, ou se aparecesse no nosso meio, convivesse conosco, seríamos capazes de identificá-Lo? Em sua simplicidade? Aceitaríamos se Ele se destacasse? Teríamos que ver para crer?

O quanto de preconceito com o que, ou quem, é diferente de nós ou se destaca, há ainda em nós?

Sejamos sinceros!

Alda M S Santos

Caminhos difíceis

CAMINHOS DIFÍCEIS

Há dias em que tudo parece mais difícil. A estrada mais longa, caminhos mais sinuosos, sol escaldante a minar a resistência. O objetivo torna-se longe e quase inalcançável. Oásis? Só na imaginação. 

Nesses momentos, vale olhar para o caminho já percorrido. Veremos as curvas em que quase caímos, o sono nas subidas íngremes, as pernas bambas nas descidas derrapantes, mas, sobretudo, lembraremos claramente dos momentos em que ultrapassamos os obstáculos e das pessoas que nos ajudaram quando seguimos em frente. 

Olhando de fora, como um observador casual, conseguiremos ver as dificuldades, mas, principalmente, apesar dos momentos em que não acreditávamos, ver as vitórias. Deus estava lá. Deus está aqui. Vencemos outrora, venceremos novamente! 

Não esperemos um caminho tranquilo e florido todo o tempo. Estando preparados para as intempéries, superaremos mais facilmente cada obstáculo. E com a experiência adquirida, poderemos até ousar curtir a paisagem e os caminhantes, prováveis oásis, desse caminho.

Boa caminhada! 

Alda M S Santos

Meu coração não é meu! 

MEU CORAÇÃO NÃO É MEU

Meu coração muitas vezes pulsa forte

Vibrante, feliz, transbordante, inflado.

Tão cheio de amor e sempre espaçoso.

Meu coração às vezes pulsa fraco,

Dolorido, sofrido, sangrando!

Parece não caber nem o ar que necessito.

Tantas vezes vibra por amores de uma vida inteira, parceiros de alegrias e tristezas…

Noutras se enternece e sofre por amores fraternos.

Aqueles que Deus nos envia para receber acalento.

Ou para nos dar mais alento…

Missão cumprida,

Ou ficam, ou se vão…

Nossos corações são instrumentos poderosos nas mãos do Senhor!

Utilizados para gerar compaixão, produzir vida.

Nossos corações são de amores diferentes, não de amores exclusivos!

Nossos corações são daqueles que deles necessitam.

Assim, canto com Pe Zezinho:

“Toma, Senhor, que ele é teu, meu coração não é meu”!

A Ti o confio, em Ti ele está bem cuidado!

Alda M S Santos

 

A luz da escuridão

A LUZ DA ESCURIDÃO

A luminosidade é linda! Nela, tudo podemos enxergar: cores, formas, brilhos. Porém, os olhos ficam dispersos em meio a tantas informações visuais. 

Na escuridão tudo parece breu. A ideia é de que nada se pode ver. Mas a partir do momento em que se acostuma a vista, percebemos o importante, captamos o essencial, enxergamos algo nunca visto na claridade. Enxergamos o que pode ter passado despercebido em meio à luz intensa. 

Penso que Deus permite que enfrentemos a escuridão para enxergarmos algo de bem valioso. Em Sua sabedoria nada é por acaso. 

Devemos continuar curtindo a luz. Mas quando tudo parecer escuro, que possamos firmar a vista e enxergar o que importa. Deus quer chamar nossa atenção para o essencial. 

Que sejamos capazes de enxergar a luz que há em toda escuridão! 

Alda M S Santos 

Ser feliz é ser simples

SER FELIZ É SER SIMPLES

Gosto de acordar cedo, ainda ao romper da aurora, ir à padaria, observar o burburinho e movimento do dia que se inicia… Gosto de dirigir pro trabalho agradecendo a Deus pelas bênçãos concedidas e pedindo proteção para o novo dia. Adoro chegar à escola, ser recebida por sorrisos e abraços dos amigos e pela doçura, agitação e carinhos sinceros dos meus pequenos. Depois de toda a correria do dia, do trabalho entremeado de torpedos carinhosos para familiares e amigos, e a certeza do dever cumprido, ainda encontrar energia para academia, caminhadas e afazeres domésticos. E assim, encerrar o dia, dando e recebendo colo, na paz e aconchego do lar. É na simplicidade de nossos dias que encontramos a felicidade, pois não precisamos de muito para sermos felizes, basta extrair o melhor do que a vida nos proporciona. Expectativas sobre o que não temos, e que muitas vezes nem devemos ter, só nos trazem infelicidades… 

❤❤

Alda M S Santos

Quero colo

QUERO COLO

Se estou triste, quero colo.

Se estou frágil, peço colo.

Se estou feliz, dou colo.

Se estou forte, ofereço colo.

Em qualquer situação há troca de calor, de aconchego, de carinho, de amor.

Viemos do útero, quentinho e aconchegante.

Chegamos ao mundo num colo materno acolhedor e amoroso. 

Crescemos sendo acalentados e acolhidos em colos protetores. 

 Nunca devemos esquecer de nossa essência amorosa! 

Com o tempo, passamos a selecionar o colo que queremos. 

Porém, há um sempre disponível: o colo de Jesus! Ele sempre acolhe, acalenta, perdoa, incentiva e acredita em nós novamente! 

Façamos o mesmo com nosso semelhante e, principalmente, conosco mesmos! 

Peçamos colo! 

Doemos colo! 

Alda M S Santos 

Viver melhor

VIVER MELHOR

Vive melhor quem enxerga a beleza existente nos ambientes mais inóspitos, ainda que por detrás das lágrimas; quem ouve a melodia suave entre sons indecifráveis e faz dela sua trilha sonora; quem diz doces palavras em resposta a amargas situações; quem consegue ser primavera, mesmo nos mais rigorosos invernos; quem sabe ser amor, calor, esperança, paz e luz nos corações onde reinam a descrença, a frieza, a desesperança, o desamor e a escuridão.

 Tudo tão necessário, nem sempre fácil!

 Estar em comunhão com o Pai torna as coisas mais leves. 

Faz-nos ver amor em qualquer circunstância. 

Vive melhor quem deixa Deus fluir através de si. 😍😍

Alda M S Santos

Olhe para o Alto

OLHE PARA O ALTO

Para frente tudo parece tão distante, tão difícil!

As pernas estão cansadas. A alma precisa de tempo. 

Para baixo tudo é amargura e cinza. Nada se vê de belo.

Mas se olhar por muito tempo, vicia. Risco de mergulho profundo na tristeza.

Para trás, quase nada se vê! Apenas atrasos…

Para dentro de si, tudo é confuso, conflituoso… 

Precisa-se encontrar a paz! 

Olhemos para o Alto!

Braços, olhos e coração abertos.

Coragem! 

A Luz que vem de lá é poderosa. 

Aciona o que há de melhor em nós! 

E poderemos dar o primeiro passo, seguir em frente…

Corpo, mente e alma numa só sintonia! E, finalmente, encontrar a paz! 

Alda M S Santos 

Quero ficar aqui!

QUERO FICAR AQUI! 

Ah, quero ficar aqui. 

Coração angustiado, cabeça pesada, corpo dolorido, vontade de hibernar como um urso. Tempo indeterminado.

É preciso que o desejo de nos “levantarmos” apareça primeiro no coração, na mente, para que o corpo obedeça.

Vontade de ficar aqui! 

Por quê? Sei lá! 

Ignoro o -“Vamos, um lindo dia te aguarda lá fora!”- que ouço de uma vozinha interior. 

Quero o direito de me entristecer, de chorar, de me lamentar, de gritar, de ter dúvidas, de ser preguiçosa, se for o caso. 

Quem disse que precisamos ser fortes todo o tempo? 

Quero virar para o canto, enfiar-me embaixo do edredom, voltar-me para mim mesma. 

Tantas vezes precisamos dessa limpeza! Que seja à base de orações, reflexões, lágrimas ou cama! 

Que o trabalho espere! Que o mundo espere! 

Eu sem mim mesma não sou nada para ninguém! 

Até breve! 

Alda M S Santos 

Somos fortes

SOMOS FORTES

Quando mais frágeis estamos,

quando nos sentimos menores,

quando as lágrimas querem se sobrepor ao sorriso,

a tristeza embaçar a alegria, a raiva invadir a serenidade,

a desesperança tomar conta de nossa fé,

é quando nossa força brota soberana.

Somos fortes, mesmo quando frágeis,

pois nosso técnico é o Melhor, Perfeito.

Por isso, não deixemos a peteca cair,

aceitemos parcerias.

Mantê-la em movimento exige menos

que ter que se abaixar para pegá-la no chão.
Alda M S Santos

Sentimentos não se prendem

SENTIMENTOS NÃO SE PRENDEM!
Não somos guarda-volumes, caixas-fortes ou depósito de sentimentos. Sentimentos existem para serem expressados, transformados, sublimados ou eliminados, nunca estocados.
Se forem sentimentos ruins, negativos, que nos fazem mal ou aos outros, precisamos trabalhar para transformá-los ou eliminá-los. É o caso do ciúme, da inveja, da raiva, da negatividade, da superioridade, da possessividade. É necessário investigar as causas, analisá-las a fundo, buscar substituição por sentimentos melhores tipo confiança, fé, bondade, compaixão e amor.
Se forem sentimentos nobres, mas que, de alguma forma, não têm feito bem, é preciso alguma ação sobre eles. É o caso da fé cega, da compaixão, da solidariedade, da alegria, do amor. Sim! Eles também podem fazer mal.
A fé cega costuma gerar superioridade e preconceitos para com os demais. Ela precisa transformar-se em ação, humildade e compaixão. A fé sozinha, sem ação, é inútil!
A compaixão e a solidariedade excessivas podem paralisar e tornar dependentes aqueles que delas necessitam. Oferecer ajuda é carregar no colo primeiro, em seguida dar as mãos, mas depois deixar livre para seguir. E não pode também paralisar a vida de quem ajuda.
A alegria contagia, faz vibrar, mas perto de quem está muito mal soa “ofensiva”, portanto, não deve ser escondida, mas dosada.
O amor sempre será positivo. Sempre. Para quem sente e para quem o recebe. Porém, há os casos em que o amor tem que vir com uma dose de cobrança, de firmeza, como no caso do amor paternal. Mas nunca deve se esconder atrás da severidade.
Há os casos em que ele ocupa um só coração, então, deve ser transformado em amizade ou “direcionado” para outro beneficiário.
Há ainda os casos “proibidos”, se é que existe amor proibido. Pode ser por um esporte, inadequado fisicamente para quem o aprecia, por um hobby, oneroso demais para se manter, por um objeto, viciante, por uma pessoa, inacessível. Nesses casos, há a sublimação. A força desse amor deve ser sublimada em outra atividade que lhe dê prazer. Um “amor” excessivo ao fumo, por exemplo, pode ser sublimado numa habilidade musical. O amor por uma pessoa inacessível pode ser sublimado numa energia de amor fraternal e solidária, e por aí vai…
Não estou querendo de modo algum simplificar. Apenas afirmo que sentimento preso e estocado não produz coisas boas, ao contrário, pode gerar doenças.
Precisamos nos cercar de pessoas alegres e sábias que, de uma forma ou de outra, sempre nos ajudam.
Podemos pensar que não somos responsáveis por sentimentos que brotam em nós. Não somos mesmo! Sentimento é vivo, nasce, cresce, se expande, está em constante movimento. Brota por algum motivo. Mas uma coisa é certa, podemos escolher o que fazer com eles, quais vamos alimentar, deixar crescer e manter como nossa marca registrada.
Que seja o amor!


Alda M S Santos

 

Obra-prima

OBRA-PRIMA

Não importa o tamanho, a forma,  a cor, o perfume, a delicadeza, a simplicidade… 

Nota-se cuidado, carinho e dedicação em cada detalhe. 

É criação de Deus e, como tal, lindas! Uma obra-prima! Assim são as flores, assim somos nós!  

Valorizemo-nos! 😘

Alda M S Santos

Tapetes de Amor

TAPETES DE AMOR

A noite foi chuvosa, a manhã está fresquinha, depois de uma tarde muito quente no dia anterior.   

Céu nublado, ruas molhadas, lindos ipês floridos formam tapetes coloridos sobre a calçada. 

Algumas pessoas se escondem em agasalhos, semblante fechado, chateadas por terem que se levantar. Outras se “colorem” e se “abrem” para o novo dia, assim como as flores receberam o calor, a chuva, a brisa suave, a queda das flores. 

Deus, como Pai zeloso, prepara nosso caminho. Ouvimos “bom dia” da natureza, das pessoas… Até um tapete de flores Deus prepara para o nosso caminho. 

A natureza confia e espera. Nós, humanos, tão sábios, tantas vezes, ao invés de agradecer a chuva, nos enraivecemos com o trânsito que apresenta problemas, enxergamos as ruas com lixo acumulado, mas não notamos as árvores que agradecem a bênção recebida, reclamamos de tantas folhas e flores que sujam o quintal e as ruas, mas não admiramos o lindo tapete perfumado que formam, resmungamos ou acenamos a cabeça a um bom dia simpático que recebemos, ao invés de agradecer por estar vivo, poder se levantar, ter a chance de sempre recomeçar.

Seja de flores ou não, Deus sempre prepara um tapete para nosso caminho. Basta que a gente mantenha olhos e coração abertos para identificá-lo e curti-lo. Pode ser a família, o trabalho, um amigo, a natureza…

Qual é seu tapete hoje?  

Alda M S Santos 

SERES MÚLTIPLOS 

Uma mesma pessoa pode se tornar inúmeras, dependendo das necessidades e do olhar das outras com as quais interage. Podemos representar ao mesmo tempo tudo ou nada, amor ou rancor, alegria ou frustração, prazer ou insatisfação. Podemos atraí-las inspirando paz, felicidade, disposição, aconchego, carinho, ou podemos afastá-las, representando perigo, angústia, inveja, tristeza, desamor. Por isso, mesmo que difícil, não deveríamos nos surpreender ou entristecer com pessoas que se aproximam tanto e com outras que se afastam repentinamente. A conclusão é que somos para os outros aquilo que cada olhar, cada ser necessita em nós. Isso depende pouco de nós, mas depende muito da alma carente e das necessidades de cada um. A recíproca também é verdadeira. Precisamos nos concentrar no amor, na bondade, na autenticidade, na alteridade e na luz que temos, e prosseguir sempre em frente e com Deus no coração. Cercar-nos de pessoas iluminadas. Assim, nossa luz brilhará sempre. Alguns serão atraídos por ela, outros precisarão de tempo para se acostumar, já outros, simplesmente não poderão com ela. ♥♥Alda M S Santos 

Conexão Total

Onde buscar a paz…

ONDE BUSCAR A PAZ

Não adianta transitar dos lugares

Mais simples aos mais requintados

Em busca de paz, em busca de Deus,

Se não olharmos pra dentro de nós mesmos,

para o irmão tão próximo que sofre.

No olhar dos nossos semelhantes,

no fundo do nosso coração dolorido ou compadecido

Está Deus, está a paz.

Vamos remexê-lo.

Alda M S Santos

 

 

Declarações de Amor

DECLARAÇÕES DE AMOR
Você já recebeu uma declaração de amor? Não? Claro que sim! Certamente as recebe todo dia! 

Talvez não ouça as palavras “eu amo você”! Preste atenção à sua volta. Seja cuidadoso(a)! 

Ao abrir os olhos e ver os raios de sol pela janela, Deus diz: “amo você”! 

Ao receber um beijo de bom dia de seu cônjuge, mesmo se for um rabugento cumprimento de segunda-feira, ele diz: amo você! 

Quando os filhos te olham zangados por acordá-los, também dizem “amo você”!  

Seu cachorro que abana o rabinho e salta feliz ao te ver diz “amo você”!

Ao notar o olhar de aprovação, admiração e cuidado dos amigos, eles dizem: “amo você”! 

Ao quase tombar com um abraço nas pernas vindo de uma criança, ela diz: “amo você”! 

A natureza toda, através de suas belezas, diz “amo você”. 

Uma cartinha infantil com um coração e uma flor dizem “amo você”! 

Seu nome escrito na areia por uma criança de quatro anos, a quilômetros de distância, dizem “amo você”. 

Não é mais fácil acreditar no amor com tantas declarações assim? 

A linguagem corporal diz, sorrisos, olhares, cuidados, palavras similares dizem.

Mas nada elimina um “eu te amo” gritado ou sussurrado. Cobre, exija, ofereça, diga! O dia está apenas começando: 

Eu amo você!!!❤️

Excelente segunda a todos! 

Alda M S Santos 

Ele está no arco-íris

ELE ESTÁ NO ARCO-ÍRIS

Desconheço quem seja capaz de ignorar a beleza das cores, da luz e da vida que um arco-íris irradia. 

Por mais forte que tenha sido a tempestade, quando ele aparece tudo se renova! É o modo de Deus nos dizer que tudo ficará bem. 

Se pudéssemos pensar nas lindas cores durante a tormenta, passaríamos mais incólumes por ela. 

Se fôssemos capazes de sentir Deus, tanto na tempestade quanto no arco-íris, teríamos mais fé, mais força, seríamos mais felizes. Quem passa pela tempestade valoriza mais o arco-íris! 

Vê-Lo no arco-íris é fácil! Identificá-Lo na tempestade é bênção! Obter aprendizados de ambos é dádiva: Ele não nos abandona nunca! 

Alda M S Santos 

Acordando

ACORDANDO

Acordar, preparar um café, ir à padaria.

Sol alto, quente, brilhante

Domingo, poucos se levantaram,

Menos ainda estão nas ruas.

Sem correrias, observar quem passa.

Uns ainda sonolentos, meio emburrados.

Aqueles que dão o bom dia, sorridentes.

Outros que parecem vir de uma noite na farra,

E os que já trabalham, me recebem na padaria. 

Lanço um olhar “avaliador” sobre cada um e questiono:

Qual será o olhar que lançam sobre mim? 

O que veem?

O que pareço a cada um deles? 

Cheios de pré-conceitos, tantas vezes olhamos assim nossos irmãos. 

Julgamos.

Nesse lindo domingo,

Só dois pedidos a fazer:

Que eu possa ver cada um como Jesus vê: além da aparência,

Na impossibilidade, que possa tratá-los como Deus trata.

Se merecedora, que seja também digna desse olhar e tratamento.

Bom dia, filhos de Deus! 

Alda M S Santos

Fora dos trilhos 

Quando o amor não é o bastante

QUANDO O AMOR NÃO É O BASTANTE

Quando vemos tantas pessoas que amam e, ainda assim, sofrem, podemos chegar a uma difícil conclusão: o amor é supervalorizado.

Vejamos uma mãe que luta dia após dia por um filho dependente químico, que o ama, acredita, investe, recomeça incansavelmente e, ainda assim, ele retorna ao vício, maltrata-a, maltrata-se. O amor dela se mantém, porém, nem sempre alcança seu objetivo.

O amor de um filho pelos pais que o ignoram, que não assumiram a função tão sublime recebida de Deus, deixando-os crescer à própria sorte. Mesmo assim, tantos filhos tentam, pelo amor, tirar os pais de vidas desregradas e infelizes.

Uma esposa que, independente dos adjetivos que receba de todos, insiste no amor ao marido que em nada a dignifica, que trai, que ofende física e psicologicamente, que não a completa, ou em nada ajuda relacionado aos filhos, ao lar ou à família.

Uma pessoa que trabalhe num asilo, que dedique seus dias a dar amor, atenção, carinho, e só vê simples rasgos de brilho naqueles olhos cansados e nebulosos pela tristeza do abandono.

Finalmente, talvez o maior de todos, alguém que ame outro alguém, romanticamente, e espera que esse amor seja o bastante para fazê-los estar juntos, porém, não é o que acontece. Muitas vezes não há reciprocidade, noutras há empecilhos diversos que impedem a aproximação. Tantas vezes o momento não é o adequado, ou a distância, a saúde, as famílias, o trabalho…

Certo é que o que mais vemos, até mais que amores plenos, são amores frustrados. Será que isso acontece porque supervalorizamos o amor, ou porque esperamos que ele faça milagres?

Avaliando essas situações chego a três conclusões.

Primeiro, o amor não poderia resolver tudo sozinho. Não salva um filho das drogas, os pais da infelicidade, os idosos do abandono, a esposa amargurada ou os amantes frustrados.

Segundo, o amor faz, sim, muitos milagres. O filho drogado, os pais desregrados, os idosos abandonados, os amantes, todos estariam muito piores se não fosse o amor que recebem, sentem ou distribuem.

E terceiro, quem recebe amor é privilegiado, mas quem é capaz de senti-lo ou doá-lo é quem sai no lucro, verdadeiramente. Pode até não obter grandes resultados, pois depende de vários sentimentos que estão no outro, dos quais não tem controle, mas impede que a situação do outro seja ainda pior.

Há também muitos que se salvaram com o amor recebido; pais, filhos, cônjuges, idosos, amantes. O amor é incansável!

Jesus sempre pregou o amor acima de tudo. Sempre sofreu e deu o máximo do amor por nós: Sua Vida.

O amor que se doa sempre retorna em dobro. Coração que ama está sempre cheio, vivo, vibrante, ainda que seja de lágrimas ou saudades.

Supervalorizar o amor pode parecer ingênuo, porém, subestimar sua força e seu poder certamente não é muito inteligente!

Alda M S Santos

Mais no meu blog http://www.vidaintensavida.wordpress.com

Pessoas normais adoram a chuva

PESSOAS NORMAIS ADORAM A CHUVA

Desde criança quando digo que amo um dia de chuva ouço que não sou normal. Se completo que quanto mais barulhenta mais eu gosto, dizem que sou caso perdido.

Pequena, já gostava de andar na chuva, na enxurrada e de ouvir as goteiras nos baldes espalhados pela casa. Ficava no basculante da sala, nas pontas dos pés, vendo a água cair, as pessoas passarem correndo. Chegava ao colégio com as congas encharcadas e a alma lavada. Estava tudo perfeito.

Na juventude andava de motocicleta com chuva. Isso sim é liberdade! Os pingos queimavam no rosto!

Gosto de dormir com chuva, acordar, ir trabalhar, passear, assistir filme debaixo do edredom, ler, namorar… Tudo é melhor com chuva. Nadar também! As águas do mar, rio ou piscina ficam “quentinhas” quando chove.

Não sei exatamente o porquê dessa paixão! Nem considero os motivos óbvios de sobrevivência. Tampouco desconheço os malefícios das enchentes e alagamentos. Meu avô morreu eletrocutado por um raio numa noite de tempestade, dentro de casa. Sofremos com enchentes na infância e até hoje há riscos. Porém, isso não é a chuva que causa, mas o abuso, descuido e descaso dos homens.

A chuva potencializa em mim bons sentimentos. Fico mais terna, doce, romântica, mais apta a absorver e distribuir coisas boas por aí.

O cheiro de terra molhada, as gotas caindo nas poças d’água, os bichos procurando abrigo ou se esbaldando. A aparente fúria dos trovões e relâmpagos é um espetáculo a mais. Chuva leva à introspecção. Traz Deus pra mais perto. Tempo para repor energias mentais, reavaliar situações, sonhar, planejar…

Sou daquelas que já se alegram por antecipação com a previsão de chuva. Logo imagino um filme bem romântico com um lindo casal a dançar na chuva, um livro bom, uma música suave, um passeio de ônibus sentada na janela observando tudo. Mas nada, nada se compara ao prazer de caminhar na chuva, olhar para o céu e senti-la no rosto, encharcar-se, deixar escorrer água pelos cabelos, correr e pular feito criança levada. Quando a chuva passa, sair a observar as plantas e bichos. A luminosidade agradecida de todo ser vivente.

Se sentir-se assim é ser anormal, sou uma anormal feliz. Muito prazer!

Alda M S Santos

Só o Amor

MUDANDO O/OU PARA O INTERIOR?

MUDANDO O/OU PARA O INTERIOR?
Cada dia que passa as pessoas têm procurado mais a vida no campo. Uns querem apenas desfrutar de suas belezas e conforto, por um fim de semana ou férias. Outras, querem voltar às origens, retornar ao passado que ficou lá atrás e, após um tempo, volta com tudo, especialmente após os 40 anos. Há também aquelas que nunca tiveram experiência com a vida rural, e se encantam ao primeiro contato.

Outro dia, numa sala de espera de um consultório médico, dois senhores conversavam sobre isso. Um dizia que o médico tinha recomendado procurar uma vida mais calma para afastar o estresse. O outro sugeriu que comprasse um sítio, ao que ele respondeu que não se acostumaria àquele silêncio todo e à vida dura de trabalhos braçais.

Daí surgiu todo um relato da nova vida que passou a levar após um infarto. Passou a viver num sítio, cujos familiares se opuseram veementemente. Acharam que era mania de velho, visto que nunca tinha demonstrado interesses pela área rural. Acabaram por ceder, visando preservar a saúde do patriarca da família. Compraram um sítio não muito longe da cidade. Todos os dias, esposa e filhos dirigiam 50km para ir para o trabalho.

Reclamaram muito no início, mas se acostumaram. Sentiram falta das regalias da cidade no início: pizzarias, cinemas, celulares, internet, shoppings… Mas acabaram por se encantar pela pureza do ar, as cores dos jardins, o contato com a terra, a horta, as árvores frutíferas, os animais que passaram a criar, o rio.

A família ia e voltava todos os dias. Não acreditava que quisessem ficar lá para sempre. Quanto a ele, não abria mão daquela vida. Gostava de acordar cedo, ver o sol nascer, alimentar seus bichos e cuidar de suas plantas. Quem diria que teria forças para usar a enxada? Gostava das caminhadas nas trilhas de terra, de sentar-se à beira do rio, ouvir os pássaros, cochilar à tarde, ouvir música em seu mp3 velho… Sentia prazer nas mínimas coisas. Num bate-papo com os poucos vizinhos que encontrava quando ia ao pequeno comércio na região, nas leituras prediletas, no violão que gostava de tocar à noite… Voltou a escrever poemas, hábito da juventude, abandonado pelos atropelos da vida.

Só ia à cidade para realizar consultas periódicas com o cardiologista. Logo o médico o chamou. Despediu-se do amigo e foi recebido pelo médico com carinho. “Estou precisando ir para o campo também! Que saúde, vigor e alegria você demonstra”! O outro senhor atendeu ao celular, ficou vermelho e concluiu: “Preciso mesmo dar um novo rumo à minha vida”!

Saí de lá pensando no privilégio que é poder ter as duas opções: o campo e a cidade. Mas o fundamental é desacelerar, adquirir hábitos mais simples, menos consumismo, adquirir paz interior. O campo, com suas dificuldades geográficas e de consumo, pode aumentar os problemas se não mudarmos nosso interior “urbano” e estressado. Mudar nosso interior antes de nos mudarmos para o interior.
Alda M S Santos

 

 

Trocas

Quando Primavera

Quando sou primavera

Sou flor, cheiro, cor

Beleza, harmonia…

Atraio, encanto,

Perfumo e embelezo.

Porém, não sou primavera todo o tempo

Venho de invernos frios, longos e solitários…

Quase destruída nos verões de muitos ventos e tempestades.

Abandonada e recolhida em mim mesma nos outonos em que perdi boa parte de mim…

Reconstruí, floresci, renasci….

Enfim, primavera! 

Trago comigo arraigados

Meus verões, outonos e invernos…e com eles

Quem me acompanhou.

Com eles quero dividir 

Minhas flores, minhas alegrias, meu perfume, minhas cores, meu encanto! 

Sabiamente, me abasteço para o próximo outono.

Ele sempre vem! 

Alda M S Santos 

Nas voltas da vida

 Hoje, numa formação em serviço com um contador de histórias, foi-nos pedido para construir uma árvore da vida. Nela, iríamos escrevendo pessoas que marcaram nossa infância, momentos bons e ruins, pessoas mais importantes, o que gostaríamos de ser ou fazer ainda. 

A árvore tornou-se um breve resumo de nossas vidas. Uns choraram, se emocionaram, se entristeceram ou se alegraram. 

Eu, feliz, percebi que quase não tenho momentos ruins tão marcantes, ou tantas coisas a mudar em mim ou realizar. Mas algo me intrigou. Lembrei das pessoas marcantes. Precisava selecionar três. Obviamente, marido e filhos. Porém, as outras não foram esquecidas. Apenas não foram registradas. 

Pus-me a pensar em todas as pessoas que marcaram minha vida, que eu tinha certeza que ficariam para sempre e não estão mais presentes, exceto por uma doce, terna e até dolorosa lembrança. Os amigos de esconde-esconde da infância, as confidentes para todo o sempre do colégio, o amor platônico, o beneficiário de nosso primeiro beijo, primeiro amor, juras eternas da adolescência… 

Tantos amigos que chegaram, ficaram, nos fizeram felizes por um tempo e se foram nos caminhos nem sempre retos da vida. 

Até hoje pessoas entram e saem de minha vida. Nunca me acostumarei. Não é que não seja agradecida às maravilhosas pessoas que amo, que me amam, que são o alimento diário de minhas alegrias. A questão é que em minha vida caberiam todas aquelas que entraram e se foram.

 A partida de alguém que amamos sempre é dolorosa. Alguns a gente reencontra, outros, talvez noutro plano. Porém, em mim, estão guardadas no coração. Remexer lá é doloroso, mas prazeroso. Cada qual tem seu lugar. Todas são insubstituíveis! 

A roda da vida está sempre girando. Trazendo e levando pessoas que foram ativas e importantes, que amamos. Só não há jeito para a morte. Penso que Deus as mandou para nós e nós para elas com um propósito. Se elas se foram é porque já o cumpriram. 

Como humanos emocionais resta-nos lembrar e reviver, ou esperar que nesse vai e vem da vida elas retornem e que a gente possa ser novamente feliz. 

Alda M S Santos

Cenas de Amor

Sonhos

O que é preciso para ser feliz? 

Vivemos num mundo moderno onde há tantas “coisas” que poderiam trazer felicidade que nos perdemos. 

 Muitos poderiam dizer que a felicidade está em ter uma casa boa, um carro, um trabalho digno. Outros diriam que é ter dinheiro para realizar todos os sonhos de consumo. Há aqueles que afirmariam que é ter uma família unida, um amor, saúde e fé em Deus. Ainda haverá quem diga que é ter amigos, um coração em paz e uma alma solidária. Os mais exigentes “precisam” de tudo isso.

São tantas as “opções” que já não sabemos o que realmente precisamos para alcançar a felicidade. Se é que ela é um cume, um topo a ser escalado. Existem aqueles que pensam que a felicidade é alcançar tudo que se almeja, não ter tantos sonhos ou objetivos a buscar. 

Já ouvi dizer que a felicidade está no número de coisas que possuímos que não trocaríamos por dinheiro algum. Feito esse cálculo podemos perceber que temos muito. 

Eu perguntaria ainda: quando você se lembra em que foi verdadeiramente feliz? 

A maioria das pessoas se lembraria da infância. E muitas delas ainda completariam: “fui muito pobre, tinha pouco, mas tudo era divertido”. 

Será porque as crianças são tão inocentes que não “percebem” as dificuldades e problemas? Ou seria porque sabem tirar proveito do momento, valorizar o que têm, sem se preocupar tanto com o que falta? Usam satisfeitas o tênis que foi do irmão, brincam com uma bola de meia, inventam modos de se divertir quando falta a luz, divertem-se com o barulho das goteiras do telhado, curtem os cardápios “sofisticados” que a mãe inventa para suprir a falta de variedades de alimentos, passam de dois na roleta do ônibus ou debaixo dela e acham a maior diversão, dormem juntos e aquecidos na mesma cama…

Os jovens, adultos e idosos modernos estão sempre buscando mais e mais. Passam de um sonho inalcançável a outro. Nunca estão satisfeitos. Querem uma casa maior, um carro mais novo, um emprego em que trabalhe menos e ganhe mais, uma viagem ao mundo, e por aí vai. Com isso, diante das dificuldades e decepções, a mente adoece, o corpo padece. A depressão é a doença da mente, a enfermidade do século, o mal dos insatisfeitos consigo mesmos.

Mas o que é realmente preciso para ser feliz? Considerando que felicidade é estar bem consigo mesmo, acredito que se respondermos à questão “preciso mesmo disso?”, estaremos respondendo à questão inicial. 

Infelicidade vem de frustrações. Se não desejarmos o que não é fundamental, criaremos menos expectativas e geraremos menos frustrações. Por isso há pessoas felizes com “tão pouco” aos olhos dos outros. Para elas, é o bastante. 

Um ser humano, com algumas variações, não precisa de muito além de uma mente que não se cobre tanto, um coração que ame muito, um corpo saudável e uma alma em paz… Isso as crianças possuem e os jovens/adultos/idosos já têm trabalho suficiente para conquistar e manter. Sem querer simplificar, mas já o fazendo, o que vier além disso é apenas complemento. Ser feliz é muito simples. Tão simples que sequer acreditamos! 

Alda M S Santos

Vida!

Minhas orquídeas:

Pode não haver flores todo o tempo, mas há vida!

Há raízes, folhas, força interna.

Cultivadas no interior,

Cedo ou tarde as flores aparecem,

mais maravilhosas que nunca.

Sabedoria da natureza à disposição de todos.
Alda M S Santos

O que nos torna humanos? 

Observando o corre-corre da vida diária, seja na rua, na família, no trabalho, nos jornais ou na TV, ninguém seria capaz de negar o quanto as desigualdades são inúmeras. Vemos pessoas diferentes: altas, baixas, gordas, magras, brancas ou negras, entre outras. Possuem em comum o fato de serem seres humanos. Isso deveria, a princípio, dar a elas as mesmas condições de evolução física, psicológica, espiritual ou material. Na prática não é o que acontece. O que determina que algumas pessoas tenham mais habilidades, dons e capacidade de conquistas que outras? Veio em seu DNA? Recebeu de Deus? Foi desenvolvido? 

Se veio no DNA, não escolhemos. Se recebemos de Deus, qual seria o critério por Ele utilizado para fazer tal distribuição, considerando-O um Deus de amor? Se é desenvolvido pelas pessoas, seria a partir de que base? 

Sabemos que, via de regra, as pessoas com saúde física e mental, espiritualizadas e com algumas conquistas emocionais e materiais são mais felizes. Enfrentam com mais recursos as adversidades que se apresentam. Delas poderia ser “cobrada” uma atitude mais positiva perante a vida.

Mas, e aquelas que desde o nascimento já são acometidas pelos problemas: miséria física, material, emocional, espiritual? Vêm de um lar onde reina a pobreza extrema, em todos os aspectos da vida humana? Falta-lhes alimento para o corpo e para a alma. Seria justo que se cobrasse delas, com o mesmo rigor, a mesma evolução das demais? 

Há aqueles que acreditam que somos um mesmo espírito vivendo em vários corpos, várias vidas, e que estaríamos, de acordo com a evolução de cada um, resgatando dívidas passadas, daí viriam as diferenças. Cada religião explicaria de uma forma diferente as desigualdades. Certo é que quem professa uma fé, conforma-se melhor com a própria situação e é até feliz.

Religiões à parte, o que temos pra lidar são as desigualdades que batem às nossas portas, invadem nossas casas, corpos e mentes de todas as maneiras. Independente de qual seja a causa das diferenças, podemos minimizá-las. Seja qual for a situação em que nos encontremos, sempre haverá alguém melhor ou pior que nós, que tem mais ou que tem menos, que pode mais ou que pode menos. 

Cabe a nós, então, manter os olhos em trânsito: lá na frente, para crescermos sempre, lá atrás, para oferecer a mão a quem tem menos.

Se a humanidade que nos faz uma espécie única não for o bastante para ajudar, usando de tudo que possuímos, material, mental ou espiritual, que independente de religião, possamos nos lembrar que: ” A quem muito foi dado, muito será exigido; e a quem muito foi confiado, muito mais será pedido”.(Lucas, 12-48)

Que possamos crescer em nossa humanidade, sempre. 

Alda M S Santos 

Anjos

Fazendo o amor

Prosseguindo

Nos semáforos da vida

Basta sair de casa e rodar poucos quilômetros para no primeiro semáforo observá-los. O sinal fecha, os carros param, e eles vêm correndo. Colocam no retrovisor do carro uma tira de 5 paçocas. “Vai uma paçoquinha aí, moça? Só R$2,50.” O olhar tímido, às vezes desafiador. Não passa de oito anos. Pequeno, magro, expressão sofrida para uma criança. Em poucos segundos volta rapidamente recolhendo o dinheiro da venda, ou as paçocas, e sai correndo antes que o sinal abra. 

Pouco à frente, no próximo semáforo, tempo mais longo, vem um senhor lentamente. Pipocas e garrafas d’água nas mãos. Cabeça branca, andar arrastado, não sei precisar a idade, talvez 70, semblante sério, carregado. Chega e oferece seus produtos. Sorri ao ouvir as músicas da década de 70 que ouço. O olhar carrega-se de saudade. “Bons tempos”, ele diz. Concordo e completo, “está sempre aqui”. “Sim, desde que me aposentei, pouco dinheiro, filhos desempregados, família grande, netos. É preciso ajudar.” Despede-se e vai pro próximo carro. 

Sigo meu caminho para o trabalho ouvindo minhas músicas e refletindo. Que mundo é esse em que crianças que deveriam estar na escola ou jogando bola na rua estão vendendo paçocas no sinal? Que mundo é esse em que um senhor de 70 anos, aposentado que já fez tanto pela sociedade, que poderia estar lendo para os netos, brincando de cavalinho, curtindo um sítio, ainda se dispõe a ser ambulante de semáforos nas ruas quentes e barulhentas?

Que futuro estamos promovendo para nossas crianças? Que descanso estamos permitindo aos nossos velhos? Ao olharmos esses dois extremos devemos cuidar para o desânimo não tomar conta de nós. O senhor da pipoca pode ter sido um garoto da paçoca! Há alternativas? O que podemos fazer para que ao menos o garoto da paçoca torne-se, daqui a alguns anos, o senhor que estará lendo para os netos, brincando de cavalinho e cultivando flores num sítio?

Decido-me a continuar fazendo com amor e dedicação a parte que me cabe. A educação ainda é o melhor caminho, nossa melhor chance. Assim, vou ainda mais animada receber meus pequenos alunos. E que Deus nos abençoe! 

Alda M S Santos

Valorizando a vida

Setembro Amarelo: quantos indivíduos sabem o que isso quer dizer?

Temos visto divulgados na mídia casos de suicídio que nos alarmam e impressionam. Pais de família que matam esposa e filhos e se matam em seguida, jovens que têm “tudo” e, do nada, tiram a própria vida. Tantas vezes, para nós “normais”, por motivos banais. Os dados são alarmantes. Apenas no Brasil são 32 suicídios por dia, segundo dados do CVV(Centro de Valorização da Vida). Mais que mortes por câncer ou Aids.  

A morte por suicídio tem sido estigmatizada, como foram as mortes por sífilis e Aids. Evita-se falar do assunto. Considera-se fraqueza moral, não doença.

O Setembro Amarelo vem como uma campanha de alerta para salvar as pessoas dessa morte anunciada. 

Ninguém se mata de uma hora para a outra. Essa ideia vem germinando na mente dos indivíduos, crescendo, sendo alimentada, amadurecendo por uns tempos. Podemos ter ao nosso lado, todos os dias, uma bomba relógio, prestes a explodir, e sequer percebermos. 

Num mundo em que parece que temos tudo à mão, acesso às informações, educação, lazer, saúde, recursos materiais, físicos, tecnológicos e terapêuticos, nos falta o principal: o recurso humano. 

Com tantas facilidades conquistadas seria de se esperar que a vida fosse mais valorizada. Mas o tiro tem saído pela culatra. Conquistar e manter certos bens e direitos tem criado dois grandes problemas. Primeiro, é um terreno propício para germinar muitas doenças mentais que levam ao suicídio, como depressão, bipolaridade e dependências químicas. Segundo, cria seres alienados, com viseiras, que olham só para frente e não veem o olhar do ser humano ao seu lado que grita por socorro. Quando vê, ignora, não quer se envolver, não tem tempo, paciência ou habilidade, ou ainda reclama: ” fulano só anda emburrado e de mau humor”. São exatamente esses que ficam mais abismados com tantos casos de suicídio. 

O Setembro Amarelo vem pra cutucar mesmo, provocar, induzir os doentes a buscar ajuda e os saudáveis a oferecê-la. Sem pretensão de querer prever o futuro, uma hora podemos ajudar, noutra podemos precisar de ajuda. Precisamos aprender a identificá-los e ajudá-los. 

Vamos preservar a vida: a nossa, a dos outros. 

Alda M S Santos

Entre cães e gatos

Quando queremos dizer que duas pessoas não combinam dizemos que parecem cão e gato. Mas será que isso é mesmo verdadeiro? Digo, os cães e os gatos. 

Já vi muitos cães e gatos que brigam. É fato. Mas também já vi cães que brigam entre si, gatos que brigam entre si. E, o que pode parecer surpreendente para muitos,  cães e gatos que combinam entre si, são afins, “amigos”, brincam juntos, se acariciam, comem e até dormem juntos. 

Quem determinou que cães e gatos não combinam foram os seres humanos. E os animais ignoram isso e convivem bem, contrariando o ditado vigente. Salvo os casos em que uns pertencem à cadeia alimentar do outro. 

Penso que não há norma ou poder que possa afastar dois seres que se propõem a conviver, se amar e se dar bem. Nem religião, política, futebol, raça, sexo, idade, nível social ou qualquer diferença que seja. 

O que vai determinar que dois seres se atraiam, convivam bem, se tolerem ou se amem é a disposição de querer fazê-lo, ignorando preconceitos ou pré-disposições impostos e enraizados. 

Se você é um gato, tenha um novo olhar para aquela cachorrinha. Mesmo ressabiado, chegue devagar, surpreenda , ensine e aprenda. A diversidade tem muito a nos ensinar! 

Alda M S Santos

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