REENCONTRO
O melhor reencontro de todos é o que acontece conosco mesmos
Aquele reencontro com partes de nós que julgávamos perdidas
Com pedaços de nós que admirávamos
E que ficaram escondidos, deram uma volta por aí
Ou simplesmente abriram espaço a outras
Aquela parcela de nós que transformava nossos medos em confiança e fé
Nossas lágrimas em esperança e sorrisos
Nossas culpas e frustrações em aprendizados e recomeços.
Saberemos quando olharmos com certo distanciamento
Que essas partes não se perderam, estavam ali
Foram resgatadas no momento que mais precisávamos
E nos ajudaram a levantar
Cambaleantes ainda, frágeis, chorosos,
Porém, com força potencial interna
Transformados pelo vivido ou pelo “quase” vivido
Percebemos que não nos perdemos de nós tão facilmente!
Em frente! Com fé!
Alda M S Santos
É TEMPO DE DESABROCHAR
É tempo de desabrochar
Rosas em tantos belos tons
Brancas, amarelas, laranjas
Qual mais te causa frisson?
Azul, cor-de-rosa, champanhe, vermelha
Despertam o sentir, acendem a centelha
Rosas são em nós puro simbolismo
Prenúncio de amor, amizade e otimismo
É tempo de desabrochar…
Suavidade no toque, perfume de inebriar
Rosa atrai, encanta, sabe eternizar
O que faz bem, leva-nos a apaixonar
E terá sempre em nós um bom lugar
É tempo de desabrochar…
Em cada alma há um botão
Fechado ainda, aguardando a melhor ocasião
Prestes a se abrir, ser emoção
Espalhando boa energia em cada coração
É tempo de desabrochar…
Branca, laranja, vermelha ou amarela
Tanto faz, todas são belas
Vale mesmo o que você traz
Que faz brilhar os olhos dela
É tempo de desabrochar e encantar…
Alda M S Santos
É PRIMAVERA
O mês pode ser novo, nova estação a caminho…
Renovando as esperanças, criando expectativas
Mas a primavera é construída bem antes
Não surge de uma hora para a outra…
Para que possamos receber suas flores
Suas cores, perfume, brilho e beleza
Temos que tê-la cultivado desde o inverno
Aquele escuro e frio que nem todos apreciam
Mas de onde brotam as mais belas rosas
Os mais belos e fortes sentimentos…
Alda M S Santos
AMOR QUE CUIDA
Há tanto tipo de amor, dizem
Se é amor já vale a pena, afirmam
Pode vir disfarçado nos laços de amizade
Ou causando dor e insegurança em qualquer idade
Somente aqueles que amamos têm o poder
De nos fazer sorrir até sem querer
Ou fazer jorrar lágrimas por medo de perder
Mas amor é no mundo o maior professor
Ensina a ser luz, paixão, doação
Trata de todo mal, sabe ser proteção
Lê o corpo, a mente, o coração
Só o amor verdadeiro, sob qualquer forma ou disfarce
É capaz de primeiro no outro pensar
Tem instinto de cuidar, preservar
Amor de verdade é um eterno admirar
De ser e fazer feliz em qualquer lugar
Porque amor é assim, um doce laço
Que se eterniza em abraço, em qualquer espaço
Se tem dúvidas se é amor basta observar
Se há tanto faz, indiferença, é para alertar
Amor de verdade é um eterno cuidar
Alda M S Santos
PORQUE ESCOLHI VIVER
Porque escolhi viver nem sempre serei sorrisos.
Viver implica aceitar um pacote de possibilidades.
Tantas vezes é meter a cara onde parecia arriscado.
É pegar o ônibus em movimento.
Acordar cedo, dormir tarde, nem dormir…
É enfrentar humores oscilantes, humanos vacilantes.
É chorar de dor de dente, de dor de amor, sofrer pela dor do outro.
É dormir orando de preocupação ou agradecimento.
É ter dias nublados e outros ensolarados.
É encharcar-se até a alma nas tempestades próprias.
Poderia ter escolhido me recolher, não me envolver, não participar.
Sentar na janela e só observar a paisagem…
Mas eu escolhi viver.
Por isso, sou assim
Multifacetada…
Ora lágrimas, ora sorrisos…
Ora prazer, ora saudade…
Nem sempre sorrisos
Mas quando eles existem…
Sua luz é capaz de gerar brilho por dias…
Porque escolhi viver…
Alda M S Santos
FECHO OS OLHOS
Fecho os olhos quando não quero ver algo
Fecho os olhos quando quero me isolar do exterior
Fecho os olhos quando quero ver melhor
Fecho os olhos quando quero me conectar com meu interior
Fecho os olhos quando não quero ver o que é feio, o que magoa
Fecho os olhos fingindo não ver, não perceber, não saber ou sentir
Fecho os olhos para me proteger do desamor, das decepções
Fecho os olhos quando quero ver o essencial
Fecho os olhos para ver com outros sentidos
Fecho os olhos para ver a brisa leve arrepiar a pele
Fecho os olhos para ver as ondas batendo nas pedras
Fecho os olhos para ver o voo livre das gaivotas
Fecho os olhos para me aquecer nos primeiros raios de sol da alvorada
Fecho os olhos para absorver bênçãos, para potencializar o bem
Fecho os olhos quando quero ver com os olhos do coração
Como num beijo de amor e entrega
Que tudo vê e sente com os olhos da alma…
Fecho os olhos, tudo vejo, tudo percebo…
Feche os olhos!
Alda M S Santos
NASCEU!
Já deixei brotar, já deixei nascer
Já cultivei para crescer, já vi morrer
Mas também já nasceu sem meu querer
Já foi embora, triste, vi desaparecer
Ora é saudade, ora é vontade
Ora é desejo de trazer de volta, sem piedade
Cultivo as lembranças com simplicidade
Para ver se renascem para nossa felicidade
Aparece como nuvens brancas no céu
Ou bem pesadas, verdadeiro véu
Ora são brisa leve, chuvinha fina
Tempestades seguidas de arco-íris, brilhante purpurina
Que aquecem de amor o coração da menina
Assim é a poesia em mim
Rústica, delicada, sofisticada,
Ou firme como marfim
Assim são os poemas, enfim…
Alda M S Santos
SILÊNCIO
No silêncio de nossa alma nos recolhemos
Para lá no fundo trabalhar, nos entendermos
Num diálogo conosco mesmos, debatermos
E tentar o que não faz sentido, desfazermos
No silêncio de nossa alma mágoas avaliamos
A luz daquilo que não vale a pena apagamos
A escuridão já esquecida iluminamos
E o caminho, mais calmos, retomamos
No silêncio de nossa alma buscamos a paz
Cansados de um mundo tão frio e fugaz
Em que não vale tanto o que a gente traz
No silêncio de nossa alma aprendemos
A não dar tanta importância ao que sofremos
Somos por aqui passageiros, entendemos
Alda M S Santos
Quero falar de saudade
Pode parecer doloroso, triste
Mas só há saudade onde houve felicidade
Momentos de alegria partilhados
Aquele carinho, bom papo, abraço apertado
Um sorriso, um estar junto, boa risada
A saudade deixa a alma apertada
Desejo de correr aí, cantar, dançar
Ficar ao seu lado, só conversar
Mas amor pede cuidado e proteção
Por isso estamos longe fisicamente
Mas bem perto do coração
Daqui ficamos torcendo
Em oração permanecendo
Para que tudo isso passe logo
E possamos de novo nos encontrar
Sem nenhum risco pra vocês levar
E saibam todos que há de ter muito lugar
Para o amor que estamos acumulando
Em abraços poder solucionar
E muitos beijos no seu rosto depositar…
Cuidem-se, fiquem bem
Amo vocês!
Alda M S Santos
#carinhologos
NASCE UM POEMA
Todo nascimento é comemorado
Vem de gestações diferentes, é abençoado
Nove meses, nove dias, nove horas
Nove minutos ou segundos
Uma vida é gestada, um poema é cultivado
Plantado no coração de um poeta
Nos corações daqueles que amam
Alimentado pela lua, pela água, pelo ar ou pelo mar
Pela paixão, saudade ou desejo de amar
Por tudo que há de beleza, de grandeza
Nessa nossa tão terna natureza…
O poeta tão sensível o faz nascer
Uns vêm à luz mais facilmente
Outros são tirados à força, com raízes, dolorosamente
E nascem, desabrocham, crescem, intenso viver
Para fazer sorrir ou chorar o mundo
Para colorir o mundo de alguém…
Alda M S Santos
AMOR-PRÓPRIO
Amor-próprio e autoestima é muito mais que se alegrar
Com a pele lisinha e dentes branquinhos
É mais que a satisfação de caber na calça jeans de sempre
Ou poder usar um biquíni de lacinho
É mais do que gostar da imagem que o espelho reflete
Autoestima em dia, amor-próprio o bastante
É encarar a si mesmo no espelho
É não desviar os olhos daquele olhar que te encara
É sorrir de volta para aquela imagem refletida
Com admiração, respeito, coragem
Apesar dos medos e derrotas
É reconhecer-se um vencedor
É saber perdoar os próprios erros
Encarar a si mesmo, sorrir de volta
Ou até mesmo chorar
Mas fazer as pazes consigo mesmo
E seguir em frente
É bom ter amigos, ter um amor
Mas jamais seremos bons amigos, bons amores
Se não entendermos que precisamos ser
Nossos melhores amigos
Nosso verdadeiro amor…
O primeiro compromisso que temos por aqui
É conosco mesmos!
Isso não é egoísmo
É a base de todo tipo de amor e amizade…
És capaz de se admirar ao espelho?
Alda M S Santos
NOSSA CRIANÇA
O futuro passa pela educação
Começa cedo, brincadeira, concentração
Um mundo de possibilidades à espera
A ser conquistado, doce quimera
Letras, números, cores, pura magia
Sonhos, histórias, desejos, fantasia
Que se passa nessa cabecinha
Tão inteligente, amada criaturinha
É preciso na infância investir
Esperança, futuro, nosso porvir
Não deixemos nossa criança fugir
Na família, na escola, na sociedade
Criança deve ser nossa prioridade
Garantia de mais felicidade e equidade
Alda M S Santos
Desafio Literário – Poesia tema Livro
A poesia que escrevi abaixo faz parte do Desafio Literário promovido por Rodrigo Meyer, escritor que me fez relembrar o quanto é bom ler, reler, ter o prazer de “livrar-nos”, de sermos uma obra aberta. Vou deixar as regras para todos os que quiserem participar. Será um prazer ler sua leitura do Livro.
https://rodrigomeyerauthor.wordpress.com/2020/09/02/especial-desafio-literario/
- Escreva uma poesia nova sobre o tema “Livro”. 2. Publique em seu blog ou em qualquer outra mídia como Facebook, Twitter, Instagram, Tumblr, etc, mencionando no topo do texto “Desafio Literário” e o link para essa publicação, pra que outras pessoas possam ver as regras e participar também. 3. Deixe aqui nos comentários, o link da poesia que você escreveu pra esse desafio, assim todos poderão visitar e ler a poesia de todos os participantes. 4. Esse desafio literário se encerra dia 30 de Setembro de 2020, pra que seja viável de lermos uns aos outros e interagir nas plataformas. E é só isso! Vamos espalhar cultura, diversão, fazer amizades, conhecer novos blogs, novos autores, novas visões de mundo, novas interpretações da realidade, novas abordagens ao mesmo tema, novos sentimentos, novos estilos, novos insights.
LIVRO
LIVRO
Livro que faz bem, que trago sempre comigo
Livro-me da ignorância, encontro abrigo
Livro-me das dores, do perecer
Livro-me da angústia do ser ou não ser
Livro que acalma, que é luz
Livro que esclarece dúvidas e nos conduz
Livro que é diversão, é passaporte, é transporte
Para um “País das Maravilhas”, mesmo sem sermos Alice
Que pode estar a poucas milhas de nós
Quase sempre dentro de nós…
Livro que é caminho da fé, da Ciência, da religião, de Deus, do conhecimento
Livro que perpetua o amor, que é acolhimento
Livro é tão bom que dentro dele pode caber tanto um mundo de dor
Quanto trazer em si registrada a maior História de Amor
Abram um livro, percam-se nele
Encontrem-se…
Alda M S Santos
| ResponderEncaminhar |
| ResponderEncaminhar |
EU TE DEI
Eu te dei…
A tela branca para pintar o seu sol
As árvores frondosas onde canta o rouxinol
As estrelas brilhantes para iluminar o seu céu
Uma linda paleta para satisfazer seu pincel
Eu te dei…
A chuva prata que irriga sua plantação
Que mata a sua sede e de sua criação
Que alimenta seus desejos de amor
Que te faz na vida um sonhador
Eu te dei…
A brisa para seu rosto refrescar
O rio para seu corpo banhar
A Lua para seu amor encantar
As rosas para sua vida perfumar
Só Eu te dei tanto…
Sem cobrar nada, tudo por encanto
Seu pouso, seu mais doce recanto
Alegria, gratidão, nada de pranto
Só Ele nos deu…
Alda M S Santos
QUERO CHUVA
Quero chuva na minha primavera
Abraços e amor quando tudo for solidão
Uma vida por demais sincera
E alegria constante no coração
Quero chuva para disfarçar meu pranto
Fazer brotar meus jardins internos
Dos pássaros ouvir o canto
E amigos cada vez mais ternos
Quero chuva para irrigar a vida
Lavar e levar para longe
Tudo que não for bênção, mão amiga
Em ouro, prata ou bronze
Quero chuva, quero alma, quero paz
Quero um viver mais eficaz
De humanos mais amigos
E que não seja tão fugaz!
Quero chuva!
Alda M S Santos
A CERTEZA
Quero a certeza que mesmo num dia nublado
O Sol está ali, bem ao nosso lado
Que ainda que não possa ser visto
Ele está lá, voltará, é bem quisto
Quero a certeza que há em toda a natureza
Da infinidade de grandeza, de beleza
Do alvorecer que se segue a cada anoitecer
Quero ter fé, nunca esmorecer
Quero a certeza que tudo vem para acrescentar
Que tanto o amor quanto a dor vão ensinar
Que é preciso seguir, acreditar, confiar
Quero a certeza que mesmo pequenina
Sou parte de um todo que não desanima
Sou da Criação uma alma menina
Alda M S Santos
VIVA AS ÁRVORES!
Nao é porque purificam o nosso ar
Tampouco porque em tudo geram beleza
Ou porque ficam bem em qualquer lugar
Árvores são os mais belos símbolos da natureza
Grandes, pequenas, novas ou centenárias
Atendem as necessidades das mais primárias
São luz, calor, frescor, alegria, magia
Árvores são vida em harmonia, sabedoria
Acolhem ninhos, balançam ao sabor do vento Resistem às tempestades, a todo tormento
Imponentes, parecem ler nosso pensamento
Raízes fortes e galhos buscando o firmamento
Árvores falam a linguagem das fadas
Cantam o canto da brisa, da passarada
Amigas na primavera ou na invernada
Absorvem com carinho o abraço da alma enamorada
Viva as árvores!
Alda M S Santos
EU QUERO
Quero uma bússola,
Que me dê um norte
Que me aponte o caminho
E me torne mais forte…
Quero uma âncora,
Que me mantenha firme
Só a suavemente balançar
E não me deixe me afastar
Do que for um bom lugar…
Quero uma vela,
Que me leve lentamente
Ao sabor do vento,
Do bom sentimento
Para um lugar de autoconhecimento…
Quero asas grandes, coloridas
Que me levem para bem alto
Para apreciar os encantos
De uma vida mais bonita…
Quero um colo, bem quentinho
Que me ampare, me dê carinho
E me faça entender rapidinho
Que na vida o que vale mais
Pode estar bem pertinho…
Eu quero!
Alda M S Santos
FLOR É POESIA
Se é cor, é pura intensidade
Se é delicadeza é suavidade
Se é perfume, é atração, magia
É flor, é beleza, é poesia
Nada há nela de falso ou artificial
Num belo jardim ou no quintal
Flor é poesia, na calmaria ou vendaval
Pura doçura, acalma qualquer mal
Em broto, botão, belo desabrochar
Como o poeta aos poucos a versar
Abertos para o mundo encantar
Flor é na natureza a melhor poesia
Enfeita a vida, sinal de paixão, amor
Vale como abraço, é calor, tem valor
Alda M S Santos
NÃO PRECISO DE MUITO
Não preciso de muito
Basta um cantinho qualquer
Para me aboletar, aconchegar
Minha alma incansável de mulher
Não preciso de muito
Somente um espaço no seu coração
Para que eu possa assim crescer
Nessa troca de carinho e emoção
Não preciso de muito
Mas o que vier, que seja verdadeiro
Somos espetáculo, sem picadeiro
Não preciso de muito
Só preciso não me perder de mim
Nesse eterno encontro comigo, enfim
Alda M S Santos
QUERO ACREDITAR
Quero acreditar que estou no mundo das possibilidades
Que ainda que algo se quebre, não dê certo
Sempre haverá novas realidades
Quero acreditar que estou num mundo direito
Que ainda que ele se vire do avesso
Sempre será possível fazer de novo, bem feito
Quero acreditar que estou no mundo dos sonhos
Que ainda que eles se tornem pesadelos
Nunca serão cansativos, enfadonhos
Quero acreditar que estou no mundo das amizades
Que mesmo que a gente chore ou sofra
Sempre teremos nelas a reciprocidade
Quero acreditar que estou no mundo da beleza
Que mesmo que tudo fique seco ou frio
Ainda acharei refrigérios na natureza
Quero acreditar que estou no mundo do amor
Que mesmo que ele esteja repleto de medos
Sempre será pra nós bem sedutor
Quero, preciso acreditar!
Alda M S Santos
COMO É POSSÍVEL?
Como é possível, ao mesmo tempo
Estar tão perto, estando tão longe
Estar tão longe, estando tão perto
Estar tão dentro, sem haver cabimento
Como é possível, ao mesmo tempo
Ser tão doce sorriso, escondendo amargas lágrimas
Ser tão acolhedor colo, estando carente de aconchego
Ser reflexo de si mesmo, de tão brilhante luz,
Tendo apenas uma faísca acesa
Como é possível, ao mesmo tempo
Ser o amor em meio a tanta indiferença
A esperança em meio a dolorosa ingratidão
A paz em meio a tanta maldade e confusão
Como é possível, ao mesmo tempo
Ser o norte quando se está perdido
O recomeço depois de haver desistido
A continuidade de um viver intenso, meio sofrido
Quando sabemos que a qualquer hora
Seremos pelo tempo engolidos, consumidos?
Como é possível?
Alda M S Santos
É PRECISO FALAR
Precisamos muito falar, nos comunicar
Aquela angústia ali escondida no olhar
Que nem sempre consegue-se decifrar
Camuflada num sorriso que tenta disfarçar
Não dá para ficar alimentando tristeza
Isso seria fugir de nossa natureza
Que é rica, tem grande potencial e beleza
Quando fortaleza ou mesmo na incerteza
Somos seres interdependentes e interativos
Não dá para viver preso, das emoções cativos
Somos responsáveis, o mal não pode ser cumulativo
É preciso falar, conversar, desabafar
Mas é preciso, sobretudo, saber escutar
Quem fala e quem ouve só tem a ganhar
Alda M S Santos
SetembroAmarelo
SOLIDÃO
Solidão não é ausência do outro ao seu lado
Pessoas vão e vêm todo o tempo
Solidão é não encontrar-se consigo mesmo
Quando mais precisa de si
É buscar-se nas batidas frágeis de seu coração
Na infinitude da grandeza de sua alma
E não se ver, não se achar
Encontrar apenas escombros
Solidão mais doída não é ausência de pessoas
Solidão dolorosa mesmo é ausência de si mesmo
Porque a partir do momento que nos encontramos
Nos enxergamos e nos resgatamos
De nossos próprios escombros
É que passamos a enxergar quem está perto
E não notávamos, sequer percebíamos a presença
Para enxergar e valorizar a presença do outro
É preciso vermos a nós mesmos primeiro
Aí a solidão será escolha
E apenas um momento de paz…
Alda M S Santos
BEM-VINDA!
Um broto em cada cantinho
Em cada canteiro, uma flor
Em cada flor, uma esperança, um caminho
Tudo é alegria, tudo é perfume e cor
Ninguém quer ser ou estar sozinho
Borboleta, joaninha, passarinho
Todos querem fazer parte desse mundinho
É primavera que chega, sempre chega
Alegria que tanto a gente almeja
Podemos ouvir os sons, a sintonia
A música que a vida toca, a harmonia
O desejo de dançar, ser amor, magia
O inverno fica para trás, diz: até breve
Ele volta, sempre volta, nos resfria
Mas não assusta quem tenta ser luz, cor, calor
Quem carrega a primavera dentro de si
Em harmonia com todas as estações
Vivendo intensamente todas as vibrações
Bem-vinda, primavera!
Alda M S Santos
É PRECISO FAZER AS PAZES
É preciso fazer as pazes
Estar de bem consigo, novos ares
Buscar fora e dentro de si bons lugares
Deixar de fora as culpas, os males
É preciso fazer as pazes
Aceitar nossas falhas nessa jornada
O corpo que nem sempre agrada
A emoção que às vezes nos degrada
É preciso fazer as pazes
Com o outro que não nos aceita
Com a vida que nunca é perfeita
Conosco mesmos por tanta desfeita
É preciso fazer as pazes
Com o passado que nos magoou
Com o futuro que não chegou
Com o presente, que é onde estou
É preciso fazer as pazes…
Alda M S Santos
SÓ A POESIA
Só a poesia nos permite ter um olhar especial
Para aquilo que todos veem como trivial
Só a poesia nos faz sentir algo, ser mensageiro
Daquilo que todos têm como corriqueiro
Só a poesia nos habilita a tocar fundo no sentimento
De perto, de longe, no pensamento
Só a poesia nos deixa a flutuar, a divagar
Mesmo quando a tendência é parar, estacionar
Só a poesia nos permite manter a sanidade
Em meio às nossas loucuras diárias
Só a poesia é capaz de enxergar o sorriso
Aquele que está atrás das lágrimas
E as lágrimas atrás de cada “tudo bem”
Só a poesia nos permite ainda amar
Mesmo que tudo aponte para a indiferença, para o odiar
Só a poesia nos mantém de pé
Ignorando os ventos contrários e a falta de fé
Só a poesia nos capacita
A mirar o futuro com esperança
A atravessar o passado sem desconfiança
Sem perder o foco do presente
Sendo a interação, a boa energia
Poesia é a alma que se vê
Poesia é pura magia…
Alda M S Santos
O AMOR E O TEMPO
Que o amor faz ao tempo: acelera, modifica?
Que o tempo faz ao amor: fragiliza, solidifica?
O amor tem poder de parar o tempo
Congelar nos momentos mais felizes
Onde não haja contratempos?
Ou segue indefinidamente, mero passatempo?
O tempo dilui o amor, desaparece, enfraquece
Ou o enraiza, fortalece, engrandece?
Por si só o tempo não faz nada
Tudo dependerá da ação empenhada
Do que queremos ter em nós eternizada
Lembranças boas e aprendizados
Carinhos e atenção recebidos e doados
O tempo apenas potencializa
Aquilo que temos como prioritário
Fará crescer o que foi cuidado e regado
Fará morrer o que foi a segundo plano relegado
Mas o tempo sempre permite aprendizado
E novo recomeço a coração magoado
Disposto a se enveredar nesse mundo
Onde aquele que ama é sempre abençoado
Sempre haverá tempo para um alguém
Que se dispõe a amar e ser amado …
Alda M S Santos
POR AÍ
Por aí sigo captando belezas
Num cantinho qualquer
Sendo alvo das gentilezas
Apreciando o que de encanto há
Nas flores, nas cores, na pureza…
Por aí sigo captando a música
Que o vento sopra
Que os pássaros cantam
Que as árvores dançam
Aquelas que tocam lá fora,
Tocam cá dentro
E nos encantam…
Por aí sigo em busca da sintonia
Aquela que vem na percepção da poesia
Que nos faz frágeis, fortes
Que nos inebria, contagia…
Por aí encontro algo que todos buscam
Aquela que há nos momentos mais inesperados
Onde um desavisado só vê simplicidade
Eu encontro felicidade!
Alda M S Santos
AQUI TEM CACHOEIRA
Aqui também tem cachoeira
Bela, forte, até assustadora
Se a gente der bobeira
Ela nos leva, arrebatadora
Atrás da queda, bem escondidinho
Os pássaros se reúnem, cantam juntinho
Saem ligeiros em revoada
Quem vê logo pensa
De onde veio essa passarada?
A queda d’água forma uma piscina
Onde nadam moças e moços fugindo da rotina
Sobre todos baila um sereno fininho
Ali, afoitos, roubam abraço e beijinho
Cachoeira, calor, sol, natureza
Venha se banhar, faça parte dessa beleza
Quer encanto, sossego, paz
Viva sem isso tudo se for capaz!
Alda M S Santos
SEJA EMPATIA
Dor que se apresenta, se agiganta
Aperta o peito, fecha a garganta
Os olhos minam, a voz não sai
Não há um propósito, só um ai
Viver parece difícil, um descaminho
Passa a ver o fim como caminho
Não se vê importante, tudo dói
Ou é a indiferença que corrói?
E a pergunta persiste: para quê viver?
Mas nao quer morrer, quer entender
Buscar meios de fazer a dor desaparecer
Reencontrar por aqui a sensação de pertencer
Tanta dor, solidão e incompreensão
Falta afeto, carinho, audição
Ter alguém presente, mais que corpo
Que seja empatia, não olhe torto
A palavra, o olhar, o acolher são a cura
Do desejo de morte, fonte de amargura
Olhe seu entorno, para frente, para trás
Ofereça atenção, carinho, leve a paz
Quase sempre basta, é eficaz
Pois a vida é um bem que não se desfaz
SetembroAmarelo
Alda M S Santos
PARAÍSO?
Era um lugar diferente, especial
Caminhava feliz, como no meu quintal
Alguns bancos, grama verdinha
Havia muita gente, mas estava sozinha
Parecia conhecer a todos ali
Olhavam-me, sorriam, “que faz aqui”?
Era o que o olhar deles perguntava
Não sabia dizer, só caminhava
Conversavam entre si, havia harmonia
Mas apesar de estar só, sentia a sintonia
De um lugar calmo, pacífico e acolhedor
Mas procurava alguém “sim, meu senhor”
Com uma facilidade enorme escalei
Uma árvore até o topo e lá fiquei
Paz era a sensação…”você aqui”?
Abri os olhos, sorri, te achei, acordei …
Alda M S Santos
SABIÁ APAIXONADO
Queria entender o seu canto
Não sei se é alegria ou pranto
Se chama pela companheira
Ou faz show para tomar a dianteira
Parece encontro já marcado
Entre dois afoitos namorados
No mesmo lugar, na mesma hora
Sabiá parece cantar “não demora”
Mas nada dela chegar ali
Canta alto, entoa “estou aqui”
Para, observa e voa para o caqui
O canto cessou, o amor chegou
Agora alegria silenciosa restou
Deixa quieto, para lá eu não vou
Alda M S Santos
DOM DE SER FELIZ
Cada humano traz consigo o dom de ser feliz
Para cada qual usar como melhor lhe aprouver
Uns guardam, enterram
Outros economizam, usam pouco
Outros ainda gastam tudo de uma só vez
Há ainda os que o compartilham com os demais
Tem gente que o busca em grandes feitos
Atos heróicos ou intensas emoções
Mas ser feliz é simples
Pode estar no mar, na rosa ou num dedo de prosa
Em doar amor, fazer amor, ser o amor
Em buscar a magia na poesia, na sintonia
Não adianta buscar no outro o dom que está em si
O exterior pode até acender a centelha
Mas cabe a cada um manter acesa a chama
Que o torna um ser humano inteiro e feliz
E aprendemos, finalmente
Que o dom de ser feliz se multiplica
No ato da partilha, da divisão
Ninguém é feliz sozinho
Mas se a felicidade não nascer em nosso coração
Nada de fora será capaz de despertá-la
Como você tem usado esse dom que recebeu da Criação?
Alda M S Santos
UM LUGAR
Acordei aqui meio sem lugar
Sensação estranha, de agonia
Senti que precisava muito conversar
Na natureza encontraria a magia
Ali fiquei, sentei, tudo em volta observei
Tão rica e preciosa é a criação
Somos parte dela, isso eu sinto, eu sei
Fomos criados pelo Amor, fiquei em adoração
Sou apenas uma pequena e frágil luzinha
Que por aqui luta, segue, sempre caminha
Tentando iluminar, não estar sozinha
Pouco a pouco respostas vou encontrando
Olho para o alto, me entrego, fundo inspirando
Grata, sinto meu lugar, a boa energia voltando
Alda M S Santosu
VAMOS?
Enquanto houver vida embaixo desse céu
Não dá para deixar emoções ao léu
Inspira, expira, não pira, coloca no papel
Haverá alguém para brincar nesse carrossel
Enquanto houver voz, eu canto
Alívio para a alma, a dor, o pranto
Mesmo desafinada, desgastada
Minha voz ainda é expressão desenjaulada
Enquanto conseguir todo dia me levantar
Ver o Sol lá fora a brilhar, me chamar
Farei valer a pena a travessia nesse lugar
Enquanto houver caminho à vista, eu sigo
Trilhas construo, faço, refaço, prossigo
Levo quem tem afinidades comigo…vamos?
Alda M S Santos
TERMINOU, MAS NÃO ACABOU…
Aquela vida que se jogou do alto de uma passarela no asfalto lá embaixo
Deixa a sensação aos que ficam de que há algo inacabado
Terminou, mas não acabou…
Não era a hora, foi interrompida por força das circunstâncias que desconhecemos
Aquele relacionamento feliz, mas que andava pisando em ovos, lutando contra medos, culpas, fragilidades e inseguranças
Terminou, mas não acabou…
Não acaba quando o amor permanece, a saudade ainda machuca, a ausência fere e dói
Quando não é dado um fim pacífico dentro de si
Aquele ser que se levanta todos os dias, sem brilho, sem alegria, sem norte
Que não encontra razões para estar vivo, cujos olhos opacos não dizem nada além de “cansado de viver”
Ainda não terminou, mas está se acabando…
Exceto o que deu fim a si mesmo lançando-se pelas dores e amarguras ao asfalto
E que continua apenas na mente dos que ficaram e nada puderam fazer,
Os demais não se acabaram, ainda que pareçam finalizados
Não estão mortos, a vida existe lá dentro
Camuflada em meio à penumbra da solidão
E precisa de luz para ser de novo despertada,
Esse suicídio lento pode e deve ser interrompido
Deixar correr as águas desse rio para a imensidão do mar
Retirar as amarras, as cordas do pescoço, desfazer os nós
Criar laços de amor e vida…
#setembroamarelo
Alda M S Santos
OUVINDO POESIA
Quem pensa que poesia só se escreve, se engana
Muito antes de ser escrita, verbalizada ou declamada
Já foi sentida, entendida e escutada
Abusando da sensibilidade que se tem aguçada
Pássaros cantam poesia na alvorada
Em doces e belos tons, rima apaixonada
Entregues, não desistem, persistem nessa empreitada
Até ter rendida para si a linda namorada
Árvores são poesia aos quatro ventos sussurrada
Gostam de se fazer sentir, serem abraçadas
Junto das flores são alimento, beleza, poesia perfumada
Poetas são esponja, são ímã, alma encantada
Sintonizam suavemente no canto da passarada
Deixam o coração falar, pela brisa ser levada
Alda M S Santos
VONTADE DE SUMIR
Quem nunca teve essa vontade, em alguma fase da vida, que atire a primeira acusação.
Não importa a causa, a razão ou a ausência de motivação…
Nem se para o outro não é motivo bastante. O que devemos considerar é que quando temos esse pensamento estamos sofrendo.
Estamos lidando com algo que, ao menos no momento, julgamos que seja superior às nossas forças.
Várias podem ser as causas: um prejuízo financeiro, perda de emprego, de um amor, de uma amizade, uma doença…
Somos únicos e lidamos de modo único com nossos problemas.
Pode ser que tenhamos acumulado coisas demais e a gota d’água tenha sido uma briga com o companheiro.
Desse modo, pode parecer que o desejo de sumir seja sem propósito e repentino, mas só quem o vive sabe o peso que tem.
Há, obviamente, os casos graves de depressão, em que esse desejo de fugir surge com mais frequência.
Esses casos, além da ajuda de familiares e amigos, torna-se necessário também o tratamento terapêutico e espiritual.
Mas quando ocorre entre os ditos “normais”, apenas alguns cuidados devem ser tomados.
Precisamos respeitar esse grito de nossa alma. A vontade de sumir é um pedido de socorro, um grito de pare, me dê um tempo.
Muitas vezes, tudo que precisamos é fugir para dentro de nós mesmos.
Pode haver coisas demais em conflito lá dentro, precisando sair, se organizar…
Fazermos uma faxina emocional. Descartar coisas, guardar outras com carinho, tirar algumas de evidência.
Talvez precisemos de ajuda externa, mas muitas vezes precisamos só de nós mesmos.
Chorar, gritar, ouvir música bem alto, orar, isolar-se, dirigir sem rumo, até mesmo viajar por uns tempos.
Respeitar nosso tempo. Até nos encontrarmos conosco mesmos.
A vontade de sumir é a vontade de nos reencontrarmos.
No fundo, sabemos que nosso lugar é onde estão aqueles que amamos e que nos amam.
Muitas vezes, ao ouvir isso de alguém, nossa tendência é “segurar” os que desejam ir.
Não adianta. Eles precisam de tempo para se encontrar. Devemos apenas estar por perto para ampará-los, abraçá-los, amá-los, quando voltarem.
Certo é que onde quer que a gente vá, levaremos conosco nossa mente, nosso coração, nossa alma…e tudo e todos que lá estiverem.
Que a gente vá, se encontre e volte ainda mais forte!
SetembroAmarelo
Alda M S Santos
LEVEZA
Sonhei que estava a caminho do céu
Vestes brancas e leves a flutuar
Na cabeça uma tiara de rosas, um véu
Subia, girava, sorria, ia devagar
Vez ou outra parava no caminho
Sentava numa nuvem para baixo a olhar
Quem foi que deixei sozinho
Isso pesava, não me deixava viajar
Era tão bom poder plainar
Cada vez mais longe, mais alturas alcançar
Tal qual águia na imensidão a voar
Tudo ficava leve, pétalas de rosas a carregar
Mas algo não estava bem
Ainda não posso ir, preciso retornar
Aqui tinha ficado alguém
Mas já conhecia o caminho do céu a atravessar
Me despedi de mim mesma
Minha leveza, minha destreza
Quem sabe não chegaria o dia
Que iria com certeza pra lá
Enquanto não é possível
Quero de novo sonhar
E nas asas de uma borboleta
Às alturas de novo chegar…
Alda M S Santos
QUANDO NADA TEM GRAÇA
O setembro é amarelo, amarelo-alerta
Alerta para um mundo cinzento e frio
Onde falta fome para poder se alimentar
Ânimo para se levantar, coragem para reagir
Não há desejo ou prazer para a vida colorir
Não há passado, não há futuro
Somente um presente pesado, frio, solitário e duro
Do qual o único desejo é fugir
Escapar desse mundo tão sofrido, sumir
Não falta Deus, não falta fé
Não falta o que fazer, falta tesão de viver
Sobra dor… e a fuga torna-se atraente, uma possibilidade
Para dentro do quarto, para dentro de si mesmo
Cada vez mais fundo mergulhar, total imersão
Encolhido e sufocado na própria depressão
Até a dor atingir o limite máximo, a exaustão
Aquele em que o instinto de sobrevivência falha
Nesse ponto nem sempre há como pedir ajuda, a dor estraçalha
O autoextermínio parece ser o fim do que machuca
É preciso que o mundo do entorno perceba
E resgate essas pessoas dessa morada escura
Que leve a um tratamento, busque a cura
Que possa devolver o prazer, a luz, o desejo de viver…
Já reparou nas pessoas que choram, se isolam, ou até sorriem a sua volta?
Podemos salvar uma vida em cinza, devolver a cor!
Podemos ser da vida o amor!
Viver deve ter graça, ser algo especial
Setembro Amarelo, porque querer morrer não é natural!
Alda M S Santos
#setembroamarelo
A QUE VIM
Nem sempre consigo identificar
A razão de por aqui estar
Não sei se faço bem em buscar
Um motivo, um objetivo para continuar
Tantas vezes já parece tão cheio o jardim
Já não me cabe, meio diferente assim
Abelhas, borboletas, beija-flores
Brincam entre os canteiros entre tantas cores
Ando para lá, voo para cá, dou o melhor de mim
Tento não ficar onde não estão a fim
Sigo buscando a que vim
Olho em volta, olho para dentro de mim
Busco força, um trampolim
Me descubro meu próprio jardim
Alda M S Santos
SUPER- HERÓIS
Queria ter essa fé nos super-heróis
Acreditar que nos salvam de todo mal
Que nunca seremos levados no vendaval
Que nos carregariam de volta ao nosso quintal
Queria ter essa fé nos super-heróis
Saber que estaria protegida
Num super abraço seria acolhida
Num intenso olhar seria entendida
Sentir que há alguém a nos amparar
Que das adversidades irá nos afastar
Que nada os impedirá de por nós lutar
Crianças, neles acreditamos piamente
Crescemos e os buscamos inconscientemente
Maduros, sabemos que os heróis vivem dentro da gente
Alda M S Santos
É A CURA
Amor é a cura para quase tudo
Mas amor também adoece?
Será que fica dolorido, envelhece?
E se reativado, renasce, rejuvenesce?
Amor é remédio para desilusão
É mel que adoça o fel da solidão
É alimento em qualquer situação
É da vida a própria realização
Amor não pode doer, fazer sofrer
Não dá para viver de amargura
Amor é a vacina, a cura
Amor é saúde, é beleza
Não pesa, não morre, é pura leveza
Amor é da vida a maior grandeza
Alda M S Santos