FRONTEIRAS
Do lado de lá ou do lado de cá
Uma linha invisível a separar
Fronteiras a nos impor limites
A nos deixar de lados diferentes do front
Tal qual a linha no horizonte
A dividir o que é céu e o que é mar
Do lado de lá ou do lado de cá
Aquele traço suave quase apagado a separar
O amarelo fosco do entardecer e o cinza chumbo do anoitecer
As águas doces de um rio que se encontram com o sal do mar
A terra seca da chuva prata que a inunda
Do lado de lá ou do lado de cá
Nem sempre enxergamos a linha tênue a separar
O que é efêmero do que é eterno
O que é certo do que parece certo
O que é bom do que é ruim
O que é verdade ou o que é saudade
O que é nosso do que pensamos que fosse
O que é amor do que são só palavras
Do lado de lá ou do lado de cá
A fronteira a dividir esse front
Não é enxergada nem na luz nem na escuridão
Mas é sentida a cada passo
Em cada grito ou silêncio de dor ou alegria
Em cada pegada deixada nas areias dessa estrada chamada vida…
Alda M S Santos
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