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poemas e reflexões da vida cotidiana

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Viver melhor

Se um dia…

SE UM DIA…

Se um dia eu voltar aqui

Quero ter poder de escolha

Onde nascer, com quem conviver

E aqueles com quem partilhar o amor

Não me importo em ter que lidar com a dor

Se puder ser acolhida, acolher, levar um pouco de calor

Quero poder estar perto, ser parte da natureza

Poder me extasiar com sua beleza

Quero me embriagar de magia

Viver entre poetas, ser a poesia

Se possível, estar na mata ou perto do mar…

A única riqueza que faço questão

É a de trazer bons sentimentos no coração

Não preciso de luxo ou ostentação

Troco tudo pela paz e o abraço de um irmão

De gente bonita de alma e amigos do coração

Quero nem muito pedir

Quero ser apenas gratidão

E ter vocês nessa vida de evolução…

Alda M S Santos

Por você!

POR VOCÊ!

Por você eu sou sorriso

Eu enxugo todas as lágrimas

Desperto com coragem

E carrego qualquer bagagem

Por você eu sou alegria, poesia

Eu gero prazer, sou magia

Desfaço os nós, faço laço

No cansaço peço um abraço

Por você eu brinco com a Lua

Nado em paz na noite escura

Me desmancho, fico nua

Mostro uma alma despida e pura

Por você, vida, eu insisto

Sigo o caminho, persisto

Por você eu faço de tudo

Vida, de você nunca desisto!

Por você!

Alda M S Santos

Renascendo

RENASCENDO

A vida pode até ser uma só

Mas dentro dela morremos e nascemos tantas vezes

Que algumas delas sequer notamos

Morremos quando a dor fica insuportável

Renascemos quando a alegria transborda

Morremos quando o amor se faz frio, congela

Renascemos quando o carinho esquenta o corpo, aquece a alma

Morremos quando a indiferença fere, arde

Renascemos quando o cuidado chega, a delicadeza da amizade nos invade

Morremos quando o medo de viver nos sufoca

Renascemos quando aceitamos a mão que nos toca

Morremos quando a decepção nos amargura

Renascemos quando nos tocamos que amar cura

Morremos quando perdemos quem amamos, para a morte ou para a vida

Renascemos quando a saudade que ficou em nós nos dá guarida

Morremos quando perdemos a capacidade de amar

Renascemos quando o amor próprio ocupa esse lugar

Morremos, renascemos

A cada vez que acreditamos que viver é deixar-se morrer

Para poder renascer mais forte!

Alda M S Santos

Emendas

EMENDAS

Rasgar o verbo pode ser um modo inteligente

De ter um bom motivo para remendar a própria vida

Costurar aquelas bandas que estão separadas

Cerzir partes que estão puídas

Cortar sobras e pares desalinhados

Fazer bainha no que está sobrando

Ajustar o que está frouxo e deformado

Abrir partes para ter melhor caimento

Customizar o que já está repetitivo

Arrumar fechos, pregar ou arrancar botões de vez

Bordar umas flores, árvores ou montanhas

Um sol, um luar, uma praia, um mar..

Sei lá! Enfeitar!

Aproveitemos as oportunidades para nos renovar

Pois quando se trata de nós

Não dá pra jogar fora e comprar um novo viver…

Alda M S Santos

Eis-me aqui

EIS-ME AQUI

Eis-me aqui, ora inteira, ora faltando pedaços

Mas ainda assim, eu mesma

Buscando a cola que irá reconectar

O pedaço que de mim se quebrar

Eis-me aqui, ora frágil, ora forte

Mas com a mesma essência

Procurando algo que possa preencher

O que hoje se tornou ausência

Eis-me aqui, ora louca, ora sã

Sem deixar de ser humana, machucada

Gritando silêncios em resposta a dores caladas

Eis-me aqui, ora amante, ora amada

Persistente em busca do que justifica todo o viver

A alegria do amor sempre fazer, refazer

Eis-me aqui, ora sorrisos, ora lágrimas

Sem nunca desistir dessa caminhada

Conquistando a reciprocidade que acalenta, a paz que alimenta…

Eis-me aqui…até quando?

Alda M S Santos

Vá lá e faça o melhor

VÁ LÁ E FAÇA O MELHOR

“Vá, filho, desça lá e faça o melhor que puder”

E, corajosos, tendo-o por perto naquele momento, descemos

E cá estamos errando e acertando

Tantas vezes trocando os pés pelas mãos

Outras tantas correspondendo a tão altas expectativas sobre nós

Pedindo ajuda em momentos de tristeza e solidão

Implorando perdão nas sucessivas burradas que cometemos

Agradecendo pela oportunidade de estar aqui

Pelas chances de crescimento e aprendizado

Pelos anjos bons que enviou para que não nos sentíssemos tão sozinhos

E, principalmente, por não nos ter abandonado

Mesmo que tantas vezes a gente se sinta só e triste

Em meio a tanta maldade, tanta desumanidade, tanta saudade

E queira logo voltar para casa…

Que nossas energias e fé se fortaleçam

E que nunca, nunca nos abandone

Que nos permita vê-Lo nos outros

E que os outros possam vê-Lo em nós

Amém!

Alda M S Santos

Espaços em branco

ESPAÇOS EM BRANCO

Ninguém precisa ter todos os espaços preenchidos

Ninguém precisa preencher “falhas”dos outros

Ou ter todos os seus “quadros” pintados

Precisamos de telas em branco

Para fazermos dia a dia nossa obra de arte

Todos nós necessitamos desse espaço livre dentro de nós

Para que haja oxigenação, livre transitar

Para que a imaginação cresça, o amor floresça

Para que a luz penetre, aqueça

Para que não soframos de excessos

Para que encontremos aquilo que procuramos

Para podermos acolher o que nos fizer crescer

Para que as emoções possam livremente se expressar

Para que não se crie bolor por falta de uso

Tampouco grandes feridas por fricção e uso inadequado

Para que quando voltarmos para casa

Tenhamos usufruído de todas as nossas possibilidades…

Alda M S Santos

Quem mais viveu?

QUEM MAIS VIVEU?

Quem mais viveu?

Aquele que acumulou mais idade cronológica

Ou aquele que mais cresceu, amadureceu emocionalmente?

Quem mais viveu?

Aquele que acumulou mais sorrisos

Ou aquele que mais chorou?

Quem mais viveu?

Aquele que mais conquistou bens

Ou aquele que mais prestou serviços?

Quem mais viveu?

Aquele que mais prazer vivenciou

Ou aquele que mais se doou?

Quem mais viveu?

Aquele que conheceu o mundo todo

Ou aquele que conheceu melhor a si mesmo?

Quem mais viveu?

O que despertou mais empatia e amor

Ou o que mais intensamente amou?

Quem mais viveu?

Aquele que lutou e brigou por um mundo melhor para si e para os outros

Ou aquele que aceitou o que a vida apresentou

Extraindo dela o melhor?

Quem?

Quem mais viveu foi o que soube ser feliz em qualquer circunstância

Estando pleno mesmo na falta…

Quanto nos “falta” para a plenitude?

Alda M S Santos

Sempre em busca

SEMPRE EM BUSCA

Viver é estar sempre em busca

Ainda que não se saiba exatamente de quê

Mesmo que todos o vejam como preenchido

Aquele a quem nada falta

Por mais que sinta gratidão à vida

A tudo que foi permitido ter, ao que aprendeu a ser

Aquilo que foi conquistado, mantido, até mesmo aquilo que foi perdido

Aquilo que te fez o que hoje é

Tudo só foi e é possível por ter estado sempre em busca

Por nunca ter desistido ou estacionado na aparente completude

Só você sabe os motores que te movem

As necessidades que te (des)orientam, seus medos

Só você sabe seu tempos, suas urgências, suas carências

Ainda que não sejam verbalizadas ou compreendidas

São elas que te mantêm sempre em busca

São elas que dão a aparência de alguém a quem nada falta

Apesar de toda sua inquietude…

Todos veem “tudo” que você tem

São suas buscas e lutas que nem todos veem

Quem está vivo está sempre a buscar…

Alda M S Santos

Brinque!

BRINQUE!

Quando tudo parecer difícil

Não leve a vida tão a sério

Brinque!

Quando tudo estiver sisudo, coberto de nuvens escuras

Seja seu próprio sol

Brinque!

Quando a vida parecer estagnada, sem movimentos

Brinque!

Quando a tristeza quiser tomar conta

Volte a ser criança, balance, gangorre

Brinque!

Quando alguém brincar com você, e não com seus sentimentos

Brinque!

Quando o mundo te fechar a cara

Sorria! Brinque!

E convide-o a brincar com você!

Alda M S Santos

Do what you love

“DO WHAT YOU LOVE”

Faça o que você ama, diz a canção

Ainda que seja difícil, tente

Mesmo que o momento exija reflexão, introspecção, negação

Encare!

Faça o que você ama!

Chore, grite, silencie, permita-se sentir

Respeite seus tempos!

Faça o que você ama!

Busque a natureza, água, mato, bichos

Busque a sua natureza interior

Faça o que você ama!

Tome sol, tome chuva, tome coragem

Perca os medos, perca a vergonha, perca a preguiça

Só não perca o respeito por si, pelo outro

Faça o que você ama!

Mate as saudades, deixe lembranças jorrarem

Afogue as dores, faça boca a boca com a paixão

Faça o que você ama!

Abra bem os olhos para o que se mostra

Abra os braços para os abraços

Mergulhe na vida de cabeça!

Mas faça o que você ama!

Alda M S Santos

O valor de uma vida

O VALOR DE UMA VIDA

Ânsia, necessidade premente de seguir

Seguir em frente para o desconhecido, o novo

Até onde não haja mais chão para caminhar

E ali pousar…

Ânsia, necessidade premente de seguir

Seguir, mas pegando o retorno, voltar

Até um bom lugar, um ponto pacífico, saudoso, confiável

Buscar o conhecido, prazeroso, sentar

E ali pousar…

Todo desejo de seguir esconde um embutido desejo de estacionar

Num lugar de tranquilidade e paz…

Enquanto houver propósito de seguir haverá vida

Em pouso ou em trânsito…

Cada qual faz sua melhor versão do caminho

Cada um sabe o valor de sua vida e das vidas alheias …

Alda M S Santos

Em construção

EM CONSTRUÇÃO

Não somos somente aquilo que nosso olhar transmite

O que há em nós reflete no outro, diferentemente em cada um

E retorna para nós para processamento

Posso ser vista melhor do que sou, dado o grau do amor de quem me vê

Ou posso ser vista menos do que sou, pela (in)capacidade do receptor de entendimento

Ambos ajudam em minha construção do eu

Instigam melhorias, ainda que pós erros e decepções

Somos uma massa sendo “sovada” todo o tempo

Ora homogênea, ora heterogênea

E essa massa cresce ou míngua a cada contribuição recebida

Pode adquirir sabor e beleza ou desandar, azedar

Dependendo do que o outro nos oferece

Alguns ingredientes são essenciais, outros dispensáveis

E há aqueles que, como a cereja do bolo, são puro encanto

Uma receita antiga, mas cheia de atualizações

Tornamo-nos pessoas dia a dia

Seres incompletos e insossos ao nascer

Vamos recebendo do meio os ingredientes necessários

Para a concretização desse plano de Deus em nós…

Alda M S Santos

Saber ou não saber?

SABER OU NÃO SABER?

A ignorância ou o conhecimento, qual escolher?

Que a doença é incurável, que há pouco tempo?

Prefiro não saber!

Que sou importante, necessária, o amor de alguém?

Prefiro saber!

Que sou dispensável, indiferente, que não sou mais a razão daquela alegria, daquele sorriso?

Prefiro não saber!

Que os caminhos podem estar esburacados ou sem saída?

Prefiro não saber!

Saber ou não saber?

Que fiz o bem, que alegrei, que errei e acertei, que distribuí o amor?

Prefiro saber, sentir!

Fechar os olhos ou estar ciente de tudo?

Saber ou não saber?

Seguir sabendo “tudo” de antemão ou ser surpreendido pela emoção?

Há coisas que pela mágoa e paralisia que podem causar,

Melhor não saber, simplesmente, ignorar e mergulhar

Para manter um mínimo de sanidade e prazer de seguir, de viver…

Alda M S Santos

Muitas maneiras de estar sozinho

MUITAS MANEIRAS DE ESTAR SOZINHO

Um dos grandes temores de todos nós: a solidão

Tantas são as maneiras de se estar só

Cercados de gente, numa festa ou num bar

No trabalho, na academia, no lar ou na igreja

Pode-se estar mais só que sozinho no quarto,

No alto de uma montanha, num hospital, numa casa de repouso ou numa praia deserta

Solidão é estado interior, é negação da própria presença

Se dentro estiver vazio ou mal preenchido

Se não houver amor próprio e boas lembranças

Consciência limpa e fé no caminhar, no porvir

Podemos nos cercar de tudo e de todos

Que a sensação de solidão persistirá

Antes de buscar superar a solidão com companhias

Transferir para o outro a responsabilidade de nos preencher, que é nossa

Precisamos estar bem com nossa própria pessoa,

É com ela que sempre poderemos contar…

Alda M S Santos

Reclamações

RECLAMAÇÕES

Não podemos reclamar das flores murchas no jardim

Se não formos bons e zelosos jardineiros

Não podemos reclamar da destruição das tempestades

Se nós mesmos ignoramos as advertências da meteorologia

Não podemos reclamar da solidão

Se nós mesmos não cultivamos bons e saudáveis relacionamentos

Não podemos reclamar da saúde

Se negligenciamos cuidados mentais e físicos

Não podemos reclamar do tédio da vida

Se não buscamos algo de útil para nos ocupar

Não podemos reclamar do sol que nos castiga a pele

Se nós mesmos derrubamos as árvores que nos dariam sombra

Não podemos reclamar de dores físicas

Se nós mesmos criamos a carga a pesar nossos ombros

Não podemos reclamar pelo que não temos, por ausência de amor

Se nós mesmos que fizemos nossas escolhas

E não cultivamos o bom que se apresentou

Até podemos reclamar, mas que as reclamações se convertam em mudanças

Necessário é que deixemos o que faz mal ser levado,

Que possamos receber de braços abertos o novo, o correto, que faz bem

Buscar ações que partam de dentro de nós mesmos,

E nos tornem, a nós e aos outros, mais felizes…

Alda M S Santos

Nos bancos da calçada

NOS BANCOS DA CALÇADA

Casinhas simples, receptividade gigante, janelas na divisa com a rua

Ao sabor do vento, do sol, da chuva

E dos olhares curiosos de quem passa…

Terreiros grandes que costumam dar num ribeirão

Muitas vezes com hortas, galinheiros, pomares, chiqueiros, cisternas…

Na calçada, banquinhos de todo tipo

Madeiras, troncos de árvores, tijolo, concreto, não importa

A prosa dos fins de tarde após a lida que eles possibilitam é que interessa

O tempo que virou, o filho que não apareceu, o netinho precisando benzer

As galinhas que pararam de botar, o Bingo da igreja,

A comadre que está ruim das vistas ou a teimosia do compadre

A filha que se formou, o neto que nasceu nos Estados Unidos e começou a andar

O prefeito que está envolvido em mais uma falcatrua ou corrupção

A sobrinha que foi para Belo Horizonte com o filhinho doente,

A Maria do João Neto que doou um bezerro para a rifa da festa de Nossa Senhora Aparecida…

Entre os estrepes dos pés e os estrepes da vida

Tudo é compartilhado nos bancos da calçada

E a vida se torna mais leve,

Numa boa prosa de fim de tarde olhando a rua,

Aguardando aquela visita ou telefonema que nem sempre chegam…

Alda M S Santos

Quanto dura uma promessa?

QUANTO DURA UMA PROMESSA?

Preciso cuidar da saúde, fazer uma atividade física

Ano que vem vou trabalhar menos e me divertir mais

Vou me dedicar àquela atividade que amo: escrever

Ou viajar, ler, fazer trabalho voluntário, estudar

Vou fumar ou beber menos,

Não ficarei tanto tempo sem visitar aqueles que amo

Confiarei menos nas pessoas para evitar decepções

De hoje em diante só vou gostar de quem gosta de mim…

Quanto duram as promessas que fazemos

Aos outros, a nós mesmos?

Os dias passam, novo ano começa

E quase tudo permanece como antes…

Continuamos sedentários, crédulos, trabalhando muito,

Divertindo pouco, nos decepcionando

Amando aqueles que, muitas vezes, não se importam mais conosco…

Certo é que algumas coisas precisam ser mudadas em nossas vidas

Mas fundamental mesmo é estar bem conosco, nos admirar, nos amar

Não carregar culpas e frustrações!

Violentar a nós mesmos é um mal difícil de conviver!

No mais, seguir nosso caminho até a linha final

Pois, querendo ou não, nós encontramos nosso destino

Até mesmo no caminho que tomamos para fugir dele…

Alda M S Santos

É preciso emagre(ser)!

É PRECISO EMAGRE(SER)!

A toda e qualquer criatura, masculina ou feminina,

Se for perguntado sobre o próprio corpo,

Maioria estará insatisfeita e certamente dirá:

Gostaria de emagrecer uns quilos,

Perder a barriga, uns culotes, ganhar músculos!

Os motivos são sempre estéticos: cuidar da aparência.

Pouquíssimos estarão preocupados com a saúde,

Ao contrário, fazem até procedimentos que a colocam em risco.

Num mundo em que uma boa “estampa”, uma boa imagem valem quase tudo,

É até compreensível que todos queiram cuidar do físico.

Estar bem com o próprio corpo, cuidar da autoestima,

É um modo de nos conectar melhor com nosso interior.

É preciso emagrecer, sim, se for nossa vontade, retirar os excessos do corpo pode fazer bem!

Mas é fundamental emagre(ser), retirar os excessos que engordam a alma,

Que nos impedem de nos amar e amar os outros.

Essa “gordura” é a mais difícil de perder.

Alda M S Santos

Os vários tons de nós

OS VÁRIOS TONS DE NÓS

Somos feitos em cores, brilhantes ou opacas

Amarelo, azul, vermelho 

Verde, laranja, branco, 

E as refletimos por aí…

Laranja é vida que grita

Cinza também é cor. 

Cinza é cor que se cala. 

É a cor da introspecção

A cor de quando estamos em nós

De quando queremos sossego

De quando “brigamos” com cores que nos invadem

Cinza é repouso, reflexão, 

De onde iremos brotar com novos tons

Renascidos! Mais fortes!

Fomos criados para “evoluir” do cinza. 

Buscar outros tons.

A mistura com outras cores permite isso.

Com respeito e amor às nossas cores,

Às cores do outro…

Cinza com cinza, laranja com laranja sao úteis. 

Mas é a mistura de todas elas

Que nos faz viver nosso arco-íris 

Em nós, nos outros…

Uma vida multicor a todos nós!

Alda M S Santos

Quem morre e quem vive?

QUEM MORRE E QUEM VIVE?

Quem morre e quem vive

Quem não recebe um sorriso ou quem nem o oferece?

Quem morre e quem vive

Quem dedica-se ao trabalho que não gosta procurando apreciá-lo, ou quem o suporta?

Quem morre e quem vive

Quem viaja pela imaginação ou quem fica no chão por medo de voar? 

 Quem morre e quem vive

Quem aspira o perfume de uma rosa ou quem a evita por medo de insetos?

Quem morre e quem vive

Quem mergulha fundo em busca das pérolas ou quem se conforma com a impossibilidade de obtê-las?

Quem morre e quem vive

Quem planta e não colhe ou quem sequer planta?

Quem morre e quem vive

Quem ama e se arrisca a chorar ou quem sequer ama?

Quem morre?

Quem vive? 

Quem?

Aos poucos vamos vivendo,

Aos poucos vamos morrendo…

Alda M S Santos

Adubando

ADUBANDO

Doação e gratidão, ambos nobres sentimentos

Tal como flor, brotam de nossos corações

Livremente, sem imposições.

Mas precisam ser cultivados.

Quase sempre o mesmo terreno 

Fértil e capaz de fazer germinar a doação

É o que permite brotar a gratidão.

Um serve de húmus para o outro

E ambos são adubos para o amor.

Os três, doação, gratidão e amor

São partes fundamentais de uma alma em paz e feliz. 

 Cultivemos! 

Alda M S Santos

Ônus e bônus

ÔNUS E BÔNUS

Como ser feliz? Não criar tantas expectativas sobre as coisas, tantos diriam! 

Acho isso tão frustrante!

É o mesmo que dizer a uma criança: se não quiseres esfolar os joelhos, ficar descabelada ou suja, não brinques na rua. 

É certo que não irá se machucar, assim como também não se machucarão aqueles que não criam expectativas, não sonham. 

Mas será esse nosso objetivo nessa vida? Aguardar dentro de casa, preservar-se, não se arriscar, não ir à luta, não sonhar? 

Posso dizer por mim, prefiro as cicatrizes nos joelhos, os cabelos rebeldes e os pés sujos à beleza artificial da criança que assiste as outras brincarem. 

Prefiro o rosto marcado pelas lágrimas, o coração dolorido de saudade, a alma impregnada de emoções à opacidade, nebulosidade e frieza de alguém que não criou expectativas, não sonhou, não lutou, não amou. 

Por medo de sofrer, não se arrisca..

Por medo de se arriscar, sequer vive! 

Se as lágrimas são o preço a se pagar por viver, não fico em dívida, eu pago! E ainda posso ter muitos sorrisos e alegrias de bônus! 

Alda M S Santos

Água, sempre

ÁGUA, SEMPRE

Quem chega primeiro bebe água limpa…

Pode ser, mas isso não quer dizer, necessariamente, que quem chega depois bebe água suja.

Apenas encontrará água em menor quantidade.

Talvez, por isso mesmo, ela seja mais valiosa, mais saborosa, mais seletiva dos seus usuários.

Na vida, não importa se chegamos primeiro ou por último, sempre há tempo.

Sempre há o que desfrutar.

Ela sempre tem algo a nos oferecer…

Basta ter disposição e estar de olhos e coração abertos.

Alda M S Santos

Ainda não sei

AINDA NÃO SEI…
Ainda não sei…
Sou apenas um ser errante perdido nessa galáxia. Talvez fosse perfeita noutra dimensão.
Ainda não sei …
Se inferior ou superior a esta. Sei apenas que tantas vezes me sinto perdida por aqui.
Ainda não sei…
Sobra-me algo? Falta-me algo? Sei apenas que minha “kriptonita” não vale de nada por aqui, exceto como arma contra mim mesma.
Ainda não sei…
Tantas diferenças com meus iguais, tantas semelhanças com meus desiguais!
Onde está o “erro”?
Ainda não sei…
Igualo-me a eles? Peço que se igualem a mim?
Ainda não sei…
Precisamos ser iguais?
Sei apenas que não saber, dói! Angustia!
Mas sei de uma coisa importante: sendo ou não daqui, é aqui que estou.
Enquanto estiver por aqui, darei o melhor de mim. E tentarei obter o melhor dos outros.
Alda M S Santos

A vida tá rolando

A VIDA TÁ ROLANDO
Costumamos viver uma vida em espera. Sempre nos preparando para o futuro, para quando algo acontecer.
Quando eu me formar, vou me dedicar mais aos amigos.
Quando tiver um trabalho melhor, poderei me divertir.
Quando estiver com a cabeça boa, farei uma pós-graduação.
Quando emagrecer uso um biquíni e vou para a praia.
Quando estiver mais equilibrado, poderei amar alguém, me envolver, me entregar.
Quando trabalhar menos, ou tiver companhia, farei atividades físicas.
Quando estiver com as contas em dia, terei filhos.
Quando me aposentar, dedico mais às atividades da igreja e poderei viajar.
Quando tiver tempo e coragem, vou viver…
E por aí vai… São muitos os quandos e os ses.
Assim, vamos adiando. Adiamos o nosso viver. Porém, a vida continua rolando… Pessoas vão e vêm.
O tempo vai passando, as oportunidades também.
É certo que precisamos ponderar, refletir sobre o momento certo para muitas coisas. Mas isso não pode gerar impedimentos para agir. Não podemos viver de esperas! É preciso viver enquanto aguardamos o melhor momento, a pessoa certa, a situação favorável, a boa saúde. A qualquer hora podemos ser interceptados pelo destino.
Uma grande verdade que ignoramos, muitas vezes, é que o que temos de certo é o hoje. É nele que devemos viver.
Carpe diem!
Alda M S Santos

Nosso Jardim

NOSSO JARDIM
Quando não conseguir enxergar a beleza ao seu redor, procure-a, primeiro, em seu interior.
Ainda que não a sinta, não a veja.
Entre, sente-se em seu jardim íntimo, retire as folhas secas, afofe a terra, mude algumas flores de lugar, pode alguns galhos, retire as ervas daninhas, regue, acaricie… Reaproveite a terra, misture-a com as folhas velhas que virarão húmus.
Quase nada se perde em nosso jardim íntimo!
Abra espaço para pássaros, beija-flores e joaninhas.
Não se preocupe com as lagartas, elas logo serão lindas borboletas!
Ame! O jardim de sua alma é miniatura do jardim do mundo!
Quando seu jardim secreto estiver bem cuidado, você abrirá espaço para os encantos dos outros e conseguirá admirar o grande jardim da Criação que o cerca!
Alda M S Santos
Bom diaaa!

Bola pra frente

BOLA PRA FRENTE
A maturidade diminui nossas urgências em algumas coisas. Porém, se algo estiver fora dos eixos, essa urgência só aumenta com a ideia de que o tempo está ficando mais e mais curto…
Algumas coisas queremos para agora, outras para ontem, e há ainda aquelas que para nunca!
Só nós podemos fazer essa escolha!
Escolha feita, agir, curtir e “bola” pra frente, pois o jogo só acaba aos 45′ do segundo tempo.
Alda M S Santos

Mais ímãs, menos esponjas

MAIS ÍMÃS, MENOS ESPONJAS

Ao longo de nossas vidas, algumas vezes agimos como esponjas, outras vezes como ímãs.
Quando esponjas, absorvemos tudo à nossa volta, sem critério: sentimentos, lugares, situações e pessoas das mais variadas formas e tipos.
Quando ímãs, atraímos nossos afins, o que nos agrega, nos completa, nos realiza: sentimentos bons, pessoas encantadoras, lugares maravilhosos, situações agradáveis, ou seja, atraímos a luz e repelimos o que representa a tristeza, a escuridão.
A esponja logo, logo fica cheia, pesada e se arrasta, cai. Já o ímã, bem seletivo, se mantém intacto.
Cuidemos para ser mais ímãs do que esponjas em nossas vidas…
Bom diaaa!
Alda M S Santos

Viver melhor

VIVER MELHOR

Vive melhor quem enxerga a beleza existente nos ambientes mais inóspitos, ainda que por detrás das lágrimas; quem ouve a melodia suave entre sons indecifráveis e faz dela sua trilha sonora; quem diz doces palavras em resposta a amargas situações; quem consegue ser primavera, mesmo nos mais rigorosos invernos; quem sabe ser amor, calor, esperança, paz e luz nos corações onde reinam a descrença, a frieza, a desesperança, o desamor e a escuridão.

 Tudo tão necessário, nem sempre fácil!

 Estar em comunhão com o Pai torna as coisas mais leves. 

Faz-nos ver amor em qualquer circunstância. 

Vive melhor quem deixa Deus fluir através de si. 😍😍

Alda M S Santos

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