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Talvez

TALVEZ

Talvez um dia eu possa me arrepender

Talvez no futuro tudo venha a ser diferente

É até bom mesmo que seja, que mude

Mudança gera força, crescimento

Mas, hoje, é o que tenho

E, hoje, posso agir, escolher um caminho do qual me orgulhe

Talvez não saiba ao certo como agir

Mas sigo minha intuição, meu coração

Se ele dói, se aperta, é porque o caminho não é o melhor

Tem pedras, buracos, posso cair, me machucar

Ou não conseguir impedir a queda de alguém querido

Mudo a rota, a altitude, o voo

Balanço, fico insegura, nem sempre tranquila, tenho medos

Mas sigo em frente no hoje, mantendo o equilíbrio

Talvez amanhã nem esteja mais aqui

Mas quero levar comigo e deixar por aqui

A lembrança de alguém que fez tudo que pôde por amor

Talvez o amanhã mude, ou seja ainda melhor

Creio nisso e sigo…

Talvez…

Alda M S Santos

Sim, não, talvez…

SIM, NÃO, TALVEZ

O sim remete a alegria, estado de graça, felicidade extrema

Satisfação, prazer, gozo total.

O não quase sempre é tristeza, é dor aguda, é golpe certeiro,

Lágrimas, reclusão, introspecção

O talvez é expectativa, nem sim e nem não

Talvez é espera oscilante, vascilante

Vai do quase sim ao quase não

É uma quase alegria, uma quase tristeza

É indecisão, é dor crônica

Talvez é brincadeira de balanço,

Ora lá em cima, ora cá embaixo

E não são todos que apreciam a adrenalina dos balanços

As emoções antagônicas dos “talvez”

Preferem os pés no chão,

Sentados no banco da pracinha

Vivemos entre o sim, o não e o talvez

Podemos até abolir os “talvez”

Mas nunca seremos só sim

Nunca seremos só não

E transitar do sim para o não

Já dá o balanço doloroso ou prazeroso da vida…

Alda M S Santos

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