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Sobrevivência

SOBREVIVÊNCIA
As cicatrizes que as provações da vida formam
São marcas de sobrevivência
Os calos e a casca mais grossa são proteção
Contra o que quiser atingir de morte o coração
A força costuma surgir
Quando se está determinado a seguir
Como flor que brota entre pedras
E, bela, não se deixa mais abalar
Por qualquer coisa nesse mundo, nesse lugar
Alda M S Santos

A vida se impõe

A VIDA SE IMPÕE
A vida fala mais alto
Ela se impõe, propõe, pressupõe
Ela escala, busca caminhos
Cria trilhas nos descaminhos
Anda, segue, estaciona, espera
Lá de cima observa, acredita
Fala, silencia, sussurra, grita
E aguarda…sobrevive…
Vida que pulsa dentro da gente
Num coração arrítmico, pungente
Faz música, samba, sombra, faz arte
Em cada vitória, derrota ou sufoco
Nosso olhar é atraído, traído, faz parte
Alda M S Santos 

Os três da sobrevivência

OS TRÊS DA SOBREVIVÊNCIA

Três minutos sem ar
Três dias sem água
Três semanas sem alimento
Essa é a lei dos “Três” da sobrevivência
É o que aguentamos sem perecer
Mas será que isso basta para poder viver?
O que mais é necessário para não apenas sobreviver
E viver com intensidade e alegria
Sendo e fazendo o bem em total harmonia?
Quanto tempo se vive sem companhia
Ou pode-se encontrar na solidão uma sintonia?
Será que suportamos a tirania
De uma vida tensa em seu dia a dia?
Será que dá para suportar bem
Estar sem carinho, sem amor, sem alguém
Há como medir a quantidade de amor
Que cada ser humano precisa para ser calor
Sendo o ar, a água e o alimento
Nessa vida nem sempre a contento?
O que representa nosso ar nesse lugar
Qual nossa água, sempre a nos hidratar
Alimento da alma é tão precioso quanto o pão
Sem ele pode haver vida, mas sem coração…
Quais são seus três da sobrevivência?

Alda M S Santos

Confiança, ingenuidade ou pureza?

CONFIANÇA, INGENUIDADE OU PUREZA?

Tão confiante que se aproxima daquele que o alimenta

Ingênuo o bastante para lamber a mão que se estende

Puro o suficiente para não perceber

Que aquele que o alimenta e cuida

Tem outros interesses que ele desconhece

Ambos apenas buscam suas necessidades básicas de sobrevivência

Uma certa empatia, olhar doce, focinho gelado

A mão que o alimenta, outro dia virá para lhe tirar a vida

Para alimentar outras vidas…

Sou meio covarde!

Até como a carne, mas desde que outro tire a vida

Que não precise encarar esse olhar todos os dias

Que não crie laços de afinidade

Não tenho coragem de tirar a vida!

Como se a carne que viesse do açougue

Não representasse uma vida como aquela

Que me olha terna ali…

É estranho pensar que uma vida precise se perder

Para outra poder permanecer…

Quem determina qual vida é mais valiosa?

Será mesmo necessário?

Humanos precisam mesmo disso?

Por que ao olhar dentro desse olhar

Tudo isso parece tão (des)humano?

Alda M S Santos

Somos fortes

SOMOS FORTES

Quando a gente ouve ou diz “você é forte, vai superar, isso vai passar”

Não quer dizer pouco caso com a dor ou sofrimento do outro

Quer dizer, quase sempre, “sei como é isso, uma hora há de passar”

Ainda que quem diz não tenha superado nada

Apenas tem tentado seguir a vida

Aprendendo a cada passo do caminhar, sozinho ou não

Que não é fingindo que a dor não existe

Ou engolindo o choro, tampouco se escondendo do mundo

Que tudo irá se encaixar…

Enfrentar o que fere e sangra dentro de si

Fazendo curativos de fé, usando compressas de amor

Tendo esperanças em dias mais amenos, apagando pesadelos, ativando sonhos bons

Evitando culpas, recriminações e autopiedade excessivas, confiando em si mesmo…

Isso fará o sol voltar a brilhar um dia

Isso é ser forte!

Essa capacidade de resistir todos temos

Chama-se sobrevivência e é forte em todo ser vivo

Apenas oscila e tem botões acionadores diferentes…

Somos fortes! 😇🙏

Alda M S Santos

Superamos?

SUPERAMOS?

É preciso superar e seguir em frente, todos dizem

Mas quando se pode dizer que superamos?

Quando o problema foi eliminado, deixou de existir

Ou quando não o deixamos mais nos atingir?

Quando a ferida foi da alma apagada

Ou quando a lembrança já vem sem doer, está liberada?

Quando nominamos todos os responsáveis pelo bem e pelo mal

Ou quando já não se culpa mais ninguém pelo vendaval?

Quando as ausências já não são tão grandes, foram preenchidas

Ou quando optamos por deixá-las ter seu próprio espaço, acolhidas?

Quando podemos dizer que superamos?

Será que é quando se desiste de esquecer o que passou, bom ou ruim

E decide carregar ambos na bagagem; o ruim como aprendizado e o bom como saudades?

Será que é quando perdoa-se falhas cometidas por quem quer que seja

E aceita-se o porvir como presente?

Ainda que o brilho no olhar nem sempre venha dos sorrisos,

Mas das lágrimas saudosas que possam irrigar as lembranças e o viver?

Estarmos vivos quer dizer que superamos, que fomos mais fortes que tudo?

Sempre penso nisso ao fixar no olhar de todos eles…

Superaram? Superamos?

Alda M S Santos

#carinhologos

Placas tectônicas

PLACAS TECTÔNICAS
O movimento das placas tectônicas causa graves acidentes na superfície do planeta
Terremotos, maremotos, tsunamis e vulcões assustam
Mas são sinais da vida ativa no interior da Terra
A cada vez que elas se movimentam
Grandes desastres naturais são gerados resultando em morte, terror, destruição
Uma nova posição elas tomam, nova organização se dá: sobrevivência
Quem está melhor preparado sabe o que fazer, como lidar, seleção natural
Nem sempre os mais altos e bonitos edifícios mantém-se de pé
Muitas vezes são os primeiros a ruir e tombar ao chão,levando consigo muitos outros
O que vale é a estrutura firme, a base forte, a flexibilidade das colunas
Desconsiderar a força da vida interna que se rebela e se revela não é sábio
Nos terremotos naturais os sobreviventes conhecem a regra: o tripé da vida
Apoiar-se em algo sólido e firme, abaixar-se, proteger-se
E esperar a lava quente, a fumaça tóxica, os destroços serem levados oceano afora …
Nesse grande planeta azul, somos dele pequenas miniaturas
Onde estamos nos apoiando quando nossas placas tectônicas se movimentam perigosamente?
Alda M S Santos

 

Aparências

APARÊNCIAS?

Tantos os sorrisos de capa de revista

Tantas as lágrimas de novela mexicana

Tantos abraços que pouco enlaçam

Tantos beijos que não tocam a alma

Tantas palavras que não aquecem

Tantas belezas de superfície

Tanta felicidade apenas de fachada

Quanto disso tudo que vemos por aí é real,

Quanto é apenas aparência

Quanto é apenas sobrevivência?

Como saber?

Será que realmente isso nos importa?

Olhamos ao menos duas vezes para notar?

Quem tem sensibilidade para perceber isso

Nos outros, em si mesmos?

Mais vale uma lágrima real, dolorida, sincera, mesmo escondida

Uma saudade que corta fundo, fere, machuca

Uma dor ou mágoa encarada

Que um sorriso largo, que não chega aos olhos

E enche os consultórios psiquiátricos

E o próprio organismo de medicações tarja preta!

Lágrimas? Sorrisos? O que pode estar se misturando às drogas?

Quem se importa se é flor ou espinho?

Alda M S Santos

Náufragos

NÁUFRAGOS

Quem tem o hábito de mergulhar em si mesmo

É um náufrago experiente.

Sabe que, quer sejam as águas

Doces ou salobras,

É preciso relaxar e não nadar contra a corrente.

Esbracejar só irá precipitar o afogamento.

Alda M S Santos

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